Costa e a Comunicação “dita” Social

25/10/2014

Durante os próximo 12 meses, e até às eleições, muito se revelará. Alguns políticos que até agora andaram protegidos pela sombra vão agora ter de andar ao sol. Mas há mais quem vá ter de se queimar… a comunicação “dita” social.

Todos sabemos que, para a comunicação “dita” social, o que é novo é bom. Por isso mesmo, por ser novidade. É notícia, e vende. Mas ainda é melhor se for de esquerda (o quadrante político preferido das redacções portuguesas).

Não é novidade que António Costa sempre teve boa imprensa. Porquê? Não sei. Talvez porque faz parte da corte de “Lesboa”, porque tinha uma irmão influente no sector, ou porque não se pode criticar um “escurinho” correndo o risco de se ser confundido com racista.

A verdade é que António Costa é dos políticos menos coerentes da praça. E a razão é só uma. Ele não tem uma ideia, uma convicção, um ideal. É daqueles que vai conforme o vento (leia-se, opinião pública). Só diz o que é políticamente correcto, popular e circunstâncial.

Ora isso seria uma galinha dos ovos de ouro para a comunicação “dita” social portuguesa. Nos próximos 12 meses teria infinito material para ir buscar ao passado recente, e comparar com o que António Costa diz agora que é candidato a PM.

Aguardo com curiosidade e serenidade. É que para mim, também a comunicação “dita” social portuguesa se vai revelar (pelo menos para aqueles que ainda julgam que ela é imparcial e independente).


LOL-petegui ou Flop-etegui

19/10/2014

A Julen Lopetegui ainda dei mais tempo e benefício da dúvida do que a Vitor Pereira ou Paulo Fonseca. A estes, bastou-me 2 meses para ver o que (não) valiam. Ao espanhol ainda dei mais 1 ou 2 meses, mas cheguei à mesma conclusão. Não serve para treinador do meu FC Porto.

Imagino que os portistas cegos e otários – aqueles que sofrem de clubite aguda – irão fazer o mesmo que fizeram até hoje. Ou seja, defendê-lo com unhas e dentes, até que o senil Presidente tome a decisão (livre ou forçada pela restande direcção) de prescindir dos serviços do treinador.

Foi isso que fizeram com Vitor Pereira e com Paulo Fonseca. Porque essa estirpe de portista não tem opinião própria. É como um extremista religioso. Não questiona o que o papa, o caliph ou o imam dizem. É um rebanho de carneiros que vai atrás do pastor de olhos fechados.

O resultado é simples. Mais uma época – Deus queira que seja só uma, já que com os outros dois foram duas penosas épocas com cada um – em que a equipa fará exibições sofríveis, e em que os títulos serão escassos. Isto, apesar da enormíssima qualidade individual do plantel.

Uma pena…


Arséne, o “not so gentle” man

19/10/2014

No futebol, tal como em muito outras coisas, há mitos. Um dos maiores mitos, no que concerne a treinadores, é que Arséne Wenger (o francês que lidera o Arsenal FC há quase 20 anos) é um gentleman.

A razão para esse mito talvez seja o facto de ele continuar a falar inglês com aquele charmoso sotaque francês, ou talvez por ser um homem sempre bem vestido e bem parecido (1,91 m).

A verdade é que Arséne é tão “gentleman” como aqueles a quem os media pretendem atacar quando usam o francês como termo de comparação – na maioria das vezes, José Mourinho.

Quem ainda ficou com dúvidas, depois de há umas semanas atrás (num Chelsea 2-0 Arsenal) Arséne ter-se dirigido a Mourinho para o provocar (fisicamente), pode ver o que aconteceu esta semana.

Depois de mais um resultado negativo (Arsenal 2-2 Hull) o “not so gentle” man francês tratou de forma ignóbil uma (mulher) jornalista da BBC que lhe fazia perguntas desconfortaveis, mas legítimas.


Cuspir no prato que lhe dá de comer

15/09/2014

Há bons e maus sítios em todos os países. Há bons e maus hábitos em todos os países. Há boa e má gente em todos os países.

Provavelmente o João Mangueijo está a ter ou teve algumas más experiências – tal como todos nós ao longo da nossa vida, em muitos locais.

Resolveu escrever um livro onde aponta os defeitos dos ingleses. Poderia ter escrito o mesmo livro sobre qualquer outro povo.

O livro seria perfeitamente banal e não chamaria qualquer atenção se o João não exagerasse na caracterização. Foi o que fez certamente.

Conseguiu os seus 15 minutos de fama, e algum dinheiro também. À custa de satirizar um povo que certamente o acolheu bem.

Se assim não fosse não estaria a viver em Inglaterra há 25 anos nem diria que apesar de tudo Ingaterra é “um país interessante“.

Confrontado pela polémica diz que tudo tem de ser visto com o humor britânico. Esquece-se é que ele não é britânico, nem o humor britânico é insulto.

Aos que acham piada, aconselho que imaginem que um “bife” a viver no Algarve escrevia um livro sobre as nossas festas estudantis ou das mulheres das aldeias do interior.

Não sou advogado de defesa de ninguém. Mas vivo em Londres e considero que as criticas feitas são propositadamente injustas e exageradas.

Leitura complementar:
Observador: O português que está a incomodar os jornais ingleses
The Telegraph: Top Portuguese academic decries ‘filthy’ English


O meu 11 de Setembro

11/09/2014

11 Setembro 2001. Já lá vão 13 anos. Nessa altura era eu estudande universitário, na FEUP, e estava em minha casa, no Porto, onde vivia com 3 amigos de Santo Tirso.

7:58 a.m. – Voo 175 da United Airlines parte de Boston com destino a Los Angeles, com 56 passageiros, 2 pilotos e 7 hospedeiras. O Boeing 767 é desviado e levado para Nova York.

7:59 a.m. – Voo 11 da American Airlines parte de Boston com destino a Los Angeles, com 81 passageiros, 2 pilotos e 9 hospedeiras. O Boeing 767 é também desviado e levado para Nova York.

8:01 a.m. – Voo 93 da United Airlines, um Boeing 757 levando 38 passageiros, 2 pilotos e 5 hospedeiras, parte de Newark para São Francisco.

8:10 a.m. – Voo 77 da American Airlines parte de Washington para Los Angeles, levando a bordo 58 passageiros, 2 pilotos e 4 hospedeiras. O Boeing 757 é desviado logo após descolar.

8:46 a.m. – Voo 11 da American Airlines despenha-se contra a torre norte do World Trade Center. (Acordo uns minutos depois e ligo a CNN. Fico sem reacção, a minha irmã, tia e prima estão em Nova York)

9:03 a.m. – Voo 175 da United Airlines despenha-se contra a torre sul do World Trade Center. (Se a preocupação era muita, desmesurou-se, multiplico-me em telefonemas que não chegam nem a casa, nem a Nova York)

9:21 a.m. – Todas as pontes e túneis que levam a Nova York são fechados. (Alguem já conseguiu falar com elas, estão bem. Tinham ido a um outlet fora de Manhattan.)

9:25 a.m. – Todos os voos, são obrigados a aterrar pela Administração de Aviação Federal. (O meu telefone não para de tocar. Todos os amigos que sabem, ligam a perguntar pela minha irmã)

9:45 a.m. – Voo 77 da American Airlines despenha-se contra o Pentágono. (Elas estão “presas” fora de Manhattan e estão a ser levadas para um hotel onde irão pernoitar)

10:05 a.m. – A torre Sul do World Trade Center cai. (Nem quero acreditar no que vejo. Nunca pensei que caíssem as torres. Alguns especialistas na TV diziam que era impossível)

10:10 a.m. – Voo 93 da United Airlines despenha-se numa floresta da Pensylvania. (Graças ao esforço e coragem de alguns passageiros que confrontaram os terroristas)

10:28 a.m. – A torre Norte do World Trade Center cai. (Foi o fim de um espectáculo horrível. Ver pessoas a atirarem-se das janelas… é o desespero)

(Depois de um par de dias fora de Manhattan com a “roupa do corpo”, a minha irmã,  tia e prima voltaram ao hotel em Manhattan, e logo depois o retorno à Europa, num dos primeiros vôos que saiu de NY. Horas passadas e estavam em casa. Em Portugal. Fica o susto. E algo mais… elas tinham bilhete para subir ao World Trade Center na noite do dia 11. Isto porque a minha tia já tinha estado em NY e tinha subido ao WTC de dia)


João, agora aguenta-te à bronca

11/09/2014

Conheço o João Lemos Esteves há uns anos. Apreciei os seus primeiros posts no Psicolaranja, mas rapidamente o seu estilo e opiniões se afastaram daquilo que advogo. A saída do Psicolaranja fê-lo começar uma carreira de blogger “a solo”, que teve como ponto alto a publicação de uns vídeos no YouTube, onde o João imitava (e bem) o estilo do seu “herói” (e sua referência política), Marcelo Rebelo de Sousa. Algo que foi até mencionado e mostrado por Pacheco Pereira (outro do mesmo estilo) no seu programa da SIC Notícias, Ponto Contraponto.

A sua proximidade ao Professor Marcelo, e os conhecimentos e diligências deste, foi o que levou o João a conquistar espaço num blog no Expresso online, o Políticoesfera, que se estendeu depois a um espaço de comentário num programa da SIC Radical (onde mais uma vez dava notas, imitando o Professor) e agora um espaço de opinião no SOL online. Esta é a minha opinião, mas admito poder estar errado, e o João ter sido capaz de ter estes “palcos” por mérito próprio.

O que sinceramente eu acho duvidoso. A forma como o João escreve, e o que ele escreve, não se adequa aos cenários, está invariavelmente fora de tom, contém várias imprecisões (para não dizer erros, propositados ou não, de julgamento) e tem, como é apontado neste post, muitos erros de ortografia e de sintaxe – o que, na verdade, pouco admira nestes dias em que tanta gente (jornalistas e opinion makers incluídos) escreve horrivelmente.

Há muito que deixei de ler os textos do João. Desde os tempos em que ainda escrevia no Expresso. E dei-lhe conta disso. O seu ódio a certas pessoas (principalmente as do PSD que não alinham com Marcelo Rebelo de Sousa) tolda-lhe a visão e o julgamento. Os seus artigos de opinião estão cheios de demagogia e politica pequena. Faz acusações sem fundamento e sem sentido. De tal maneira que acaba por caír no ridículo. Aliás, o seu estilo hoje aproxima-se mais de Pacheco Pereira do que de Marcelo Rebelo de Sousa.

A melhor demonstração disso foi quando, em pleno programa da SIC Radical (o tal em que comentava semanalmente) o Prof. Marcelo (na altura convidado do programa, para delírio do João) lhe disse, ele próprio e cara a cara, que o João se devia acalmar e levar as coisas mais “numa boa”, e não estar sempre a dizer mal de tudo e de todos só “porque sim”. Para além de que gozou com o facto de o João estar sempre a imitá-lo.

Numa ou duas ocasiões dei-me ao trabalho de expressar ao João a minha opinião sobre o que ele escrevia. Fi-lo através do Facebook, em comentários aos seus posts ou por mensagem. Acho que até, nessa altura, lhe disse que corria o risco de cair em descrédito total e de perder os “palcos” que tinha. O João não quis saber, continuou a fazer ainda pior. E tinha razão. Depois disso ganhou mais palcos na comunicação “dita” social.

Tudo bem. Melhor para ele. É deste estilo que o “meu povo gosta”. Mas depois arrisca-se a levar com isto. Só espero é que tenha “arcaboiço” para aguentar com estas críticas. É que elas, além de pertinentes, são consequência e resultado da exposição pública que ele tanto procurou. Agora, “aguente-se à bronca”.


NY… a minha experiência e 3 curiosidades

07/09/2014

Acabei de chegar de uma semana de férias em Nova York. As expectativas eram altas, e a cidade esteve à altura. Uma verdadeira metrópole, tal como eu gosto. Era capaz de lá viver (quem sabe se não acontecerá um dia :) ), mas honestamente continuo a preferir Londres.

As avenidas, os arranha-céus, o Hudson e as suas pontes, os parques, as lojas e department stores, os restaurantes e bares para todos os gostos, a multiculturalidade. O frenesim da metrópole. Não falta nada, como seria de esperar, à cidade que nunca dorme. Mas nem tudo é bom.

O melhor exemplo é Times Square. Perdi a conta à quantidade de amigos e conhecidos que me falaram bem. De como era “espectacular” e de como “dariam tudo” para passar lá um fim-de-ano. Pois, achei a coisa mais horrível de NY. Tempo perdido. Uma zona para turista parôlo ver e apreciar. E não, não fui à estátua da Liberdade nem ao topo do Empire.

O melhor que vi – e infelizmente não vi tudo o que queria – foi o Natural History Museum, o Metropolitan Museum, o Central Park, a vista de NY do topo do Rockefeller, Manhattan vista de Brooklyn, a travessia da Brooklyn Bridge, a Grand Central Station, o Hudson River Park. Entre muitas outras coisas que não são ícones.

Todos os dias comi e bebi bem, em locais aconselhados por quem sabe e conhece. E cumpri mais um desejo com muitos anos ao estar no US Open, e poder assistir a 2 jogos dos quartos-de-final no Arthur Ashe, um espectacular estádio de ténis com capacidade para mais de 22.000 pessoas.

De resto, 3 factos curiosos em que reparei nesta minha primeira e curta estadia…

  1. Espanhol é de facto a segunda língua mais falada em NY. Com toda a certeza por influência dos muitos imigrantes vindos dos países da América do Sul. Incrível a quantidade de sinais e avisos escritos em Inglês e Espanhol.
  2. (praticamente) Não existem carros franceses ou italianos. Mais do que se verem marcas de automóveis pouco usuais ou inexistentes na Europa – Lincoln, Mercury, etc. – não se vêem (pelo menos eu não vi) Citroen, Renault, Fiat ou Alfa Romeu – marcas com muitas vendas na Europa.
  3. Enorme quantidade de pequenos bancos, que abriram depois do “crash” de 2008, aproveitando a desconfiança das pessoas em relação às grandes instituições financeiras. Conquistando clientes com base no “serviço” e na “experiência”, mais do que nas vantagens financeiras.

10646820_10152347132991914_3120558946344227353_n


Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Junte-se a 1.368 outros seguidores

%d bloggers like this: