Alunos mentecaptos a favor da greve

17/06/2013

Hoje, no Telejornal, ouvi um aluno de Braga dizer “Queríamos impedir os nossos colegas de fazer o exame. Tentamos ao máximo incomodar. Gritamos, cantamos, batemos às portas e às janelas, invadimos as salas. Depois fecharam-nos as portas e não nos deixaram entrar, o que não me parece que seja permitido“.

Este mentecapto, imbecil, mal educado e mal formado ao invés de ter tido os seus minutos de fama em horário nobre, deveria era ter uns pais que lhe assentassem umas lambadas bem dadas por ter feito semelhante figura triste na frente das câmaras de TV para o país inteiro ver.

Mas naturalmente que, muito pelo contrário, hoje quando chegar a casa terá o aplauso do seu pai e da sua mãe (ou dos dois pais ou duas mães, caso seja co-adoptado), que terão muito orgulho de contar no café e no trabalho o brilhante feito do seu filho, qual líder revolucionário do 12° A.

O que aquele idiota e os seus amigos néscios fizeram foi apenas e tão só um acto de vandalismo e selvajaria consequência de um enorme egoísmo e de falta de respeito pelos seus próprios colegas. O que ele acha perfeitamente legítimo. Já o facto de o impedirem, a ele não lhe “parece que seja permitido”.

O destaque dado a esta escola, onde falaram mais 2 ou 3 alunos – obviamente escolhidos a dedo para cumprir o objectivo da reportagem – e um professor sindicalista que nem sequer leccionava naquela escola, contrasta com muitas outras em que alunos condenaram a greve e os professores.


Ryan Air’s awful Customer Service

13/06/2013

A few weeks ago I had a really bad experience flying with Ryan Air. Thus, I wrote a complaint. In Ryan Air’s website they say “We take pride in giving you the best possible service“.

It took Ryan Air 10 days (!!) to acknowledge my complaint and in the reply the Customer Service agent asked me to call a value added number or to post a letter to an address.

When I asked for a 21st Century channel (e.g. email) the Customer Service agent told me there wasn’t any and also told me (in what I find a rude way) to keep trying to call them.

This should be a guide on “What not to do when you want to deliver a good Customer Experience” or “Three main steps on how to lose a frequent Customer“.

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É preciso muito mais para se ter nas mãos o futuro dos Tirsenses

05/06/2013

Em política é absolutamente essencial que o foco esteja nas ideias, ideais, rumos, estratégias e acções – que nos dias que correm, e perante os problemas que atravessamos, devem ser mais soluções. Mas está hoje provado e comprovado que esses problemas surgiram por causa da incompetência e negligência dos políticos, que inadvertidamente ou propositadamente geriram com dolo a coisa pública. É portanto hoje impossível fazer escolhas políticas sem avaliar também o perfil dos candidatos. O seu passado pessoal, académico, profissional e político. Esta ordem não é inocente e explico porquê.

Considero que um homem digno de representar o povo e de alguma forma o guiar num cargo de liderança política, tenha que ter atrás de si – e em primeiro lugar – uma saudável formação e educação pessoal. Só isso pode garantir que é um homem com valores e princípios. Um homem com uma personalidade bem definida e com carácter. Um homem íntegro, sério, honesto, responsável. Todas elas características essenciais para se poder confiar nas suas mãos não só o destino mas também a gestão do dinheiro (das contribuições) de uma população.

É necessário que haja também um percurso académico que lhe tenha permitido desenvolver as suas capacidades intelectuais, o conhecimento, a cultura. Só isso pode garantir capacidade de raciocínio, de entendimento, e suficiente abertura de espírito para resolver os problemas dos outros. Capacidade de os analisar, de pensar uma solução, de planear a implementação e de ser bem sucedido na sua execução. Não é de todo necessário ter estudos superiores, mas sim ter um percurso bem definido e sucedido, que acima de tudo lhe tenha permitido manter uma permanente actividade intelectual.

A carreira profissional é por regra consequência do percurso académico. E ela deve ser transparente e imaculada, mostrando de preferência uma linha condutora coerente e principalmente resultados positivos. Só isso pode garantir um alto profissionalismo e uma vontade de ir ao fundo das questões, não se ficando apenas pelo superficial. O percurso profissional deve demonstrar inequivocamente uma alta exigência consigo mesmo e um grande brio. Para se ocupar lugares de liderança política é também essencial ter comprovadas capacidades de gestão de pessoas, de expectativas e de conflitos.

O percurso político é a meu ver o menos importante, senão mesmo dispensável nos dias que correm. Isto porque, regra geral, é sinal de interesse partidário, cacique, vício. A experiência política é boa caso advenha do desempenho de cargos públicos electivos e é relevante se redundou em algo concreto e positivo. Naturalmente que a transparência na forma como se foi eleito e desempenhou o cargo é absolutamente crucial. No nosso sistema político a militância e passagem por partidos políticos é quase necessária, mas não é obrigatório (será mesmo desaconselhável) a participação na “máquina”.

Isto vem a propósito de uma insistente tendência nas caixas de comentários deste blogue, onde de cada vez que se critica a falta de perfil, de preparação e de capacidade políticas do candidato da coligação PSD/PPM, alguém (anónimo) vem discorrer sobre o “brilhante” curriculum de Alírio Canceles. Penso que nunca aqui escrevi sobre o tema – talvez porque fosse inexistente – mas vamos a isso. Uma exaustiva pesquisa não permite chegar a dados conclusivos. Nem nas ferramentas oficiais da candidatura existem dados sobre o candidato, pelo que sobre transparência estamos conversados.

O percurso pessoal é desconhecido pela maioria dos Tirsenses, o que acaba por ser normal dado que Alírio Canceles não é o que se chama um “Tirsense de gema”. Nasceu noutro local e estabeleceu-se em Santo Tirso. O que por si só não é uma desvantagem, e o longo período vivido no concelho deveriam conferir-lhe o conhecimento necessário. Em lado algum existem dados sobre o percurso académico ou profissional. Nada sobre as escolas frequentadas ou as funções desempenhadas no mercado de trabalho. Sabe-se apenas que é Técnico do IEFP em Santo Tirso, desconhecendo-se quaisquer avaliações de desempenho ou resultados.

E quanto ao percurso político – o tal que tanto se propala nas caixas de comentários deste blogue e não só - ele divide-se em duas partes. A ocupação de cargos partidários (membro de vários orgãos na estrutura do PSD ao nível local, concelhio e distrital) aos quais chegou trabalhando na tal “máquina”. E a ocupação de cargos públicos sem poder executivo (membro da Assembleia Municipal e vereador sem pelouro) onde chegou a reboque de resultados eleitorias conseguidos por outros, e onde não apresenta qualquer resultado perceptível ou concreto.

A meu ver, é preciso muito mais do que isto para se ter nas suas mãos, e à sua responsabilidade, o futuro dos Tirsenses e o futuro de Santo Tirso.


O porquê das coisas, na Turquia

03/06/2013

Mustafa Kemal Atatürk foi o fundador da República da Turquia, e o seu primeiro Presidente, após ter liderado os Turcos na guerra pela sua independência em 1923 contra os aliados (França, Reino Unido, Itália, Grécia, Arménia, Índia, Georgia). Guerra essa que se sucedeu à queda do Império Otomano depois da Iª Guerra Mundial, e que mostrou a força do exército de Atatürk. Com 100.000 homens derrotou os aliados com 500.000.

Nessa altura, Atatürk colocou em prática uma estratégia de recuperação da Turquia, iniciando um programa de reformas políticas, económicas e culturais com o objectivo de transformar os pedaços do Império Otomano num Estado moderno e Europeu. A sua política baseava-se em seis pilares fundamentais. A saber: o Republicanismo, o Populismo, o Secularismo, o Revolucionismo, o Nacionalismo, o Estatismo.

O Republicanismo pretendia substituir o absolutismo da Monarquia por uma República Constitucional, onde os representantes do povo seriam eleitos. Um Estado livre, regido pela lei e pela soberania popular. O Populismo significava que Atatürk queria um Estado que estivesse ao lado do povo, mas não contra as elites. Aliás seriam estas a liderar a revolução tendo em conta o interesse geral.

O Secularismo pretendia que o Estado fosse laico, que não estivesse sujeito a nenhuma ordem religiosa. Que não houvesse qualquer interferência da religião na governação do país, e vice-versa. O Revolucionismo pretendia que a Turquia substituísse os seus conceitos e instituições tradicionais (Otomanos) por outros modernos, defendendo a necessidade de uma mudança social como estratégia para alcançar uma sociedade moderna.

O Nacionalismo pretendia que a Turquia fosse um e um só Estado, sem divisões no território ou no povo. Atatürk cultivou o ideal da nação e do povo Turco, uma nação e um povo unos. O Estatismo obedecia à ideia de Atatürk de que a Turquia só se poderia modernizar apoiada no desenvolvimento económico e tecnológico, e por isso o Estado deveria regular a actividade económica e investir em áreas em que os privados não prosperassem.

Com Atatürk a Turquia conseguiu reerguer-se e transformou-se num país moderno e desenvolvido. Criou um povo forte e que ainda nos tempos de hoje o demonstra – como mostrou na recuperação da maior depressão económica da sua história há cerca de 15 anos atrás. A Turquia é hoje um dos principais produtores mundiais de produtos agrícolas, têxteis, automóveis, navios, materiais de construção, eletrodomésticos e electrónica de consumo.

Atatürk (que significa “pai dos turcos”) é assim um herói nacional, amado por todo o povo turco. Um povo que entre 1920 e 2010 cresceu de 14.000.000 para 75.000.000. Os turcos respeitam e estão satisfeitos com o que Atatürk construiu e lhes ofereceu. Um país forte e rico com influência não só no Oriente mas também no Ocidente. Que se tinha mantido estável e pacífico até à chegada do AKP – Partido da Justiça e do Desenvolvimento.

Em 2003 o AKP, partido liderado por Erdoğan, venceu as eleições legislativas e iniciou um lento processo de colonização de lugares chave na administração central e principalmente na justiça. Em 2007, venceu com maioria e desde então muitos acontecimentos vêm perturbando a paz social. Desde a escolha de Abdullah Gül para presidente (envolvido em partidos Islâmicos) até à tentativa de levantar a proibição do uso do véu islâmico nas universidades.

Nos últimos tempos, de uma forma mais evidente, o Governo de Erdoğan tem vindo a tentar transformar um país secular e moderno numa república islâmica à imagem do Irão, Paquistão ou Afeganistão. E isso está bem visível na construção de várias Mesquitas islâmicas nas principais cidades do país e na tentativa de destruir tudo o que Atatürk construiu, bem como o seu legado e a sua imagem.

O Governo liderado por Erdoğan chegou mesmo a, nos últimos tempos, destruir edifícios históricos construídos por Atatürk, mudar a nomeação de locais (escolas ou hospitais) que tinham Atatürk no nome (passando-os mesmo para o nome da sua própria mãe), arrasar museus em memória de Atatürk e, pasme-se, chegou ao ridículo de acabar com feriados como o dia da criança ou da juventude, instituídos por Atatürk.

O que se passou nestes últimos dias começou com o que parece ser uma “simples” destruição de um parque arbóreo para a construção de mais um centro comercial. Alguns turcos manifestaram-se para o impedir, e a polícia carregou. Mas nada disto é “inofensivo”. Há motivos políticos, ideológicos e religiosos por detrás desta decisão de Erdoğan e da revolta do povo turco, que entretanto se juntou aos milhões num movimento revoltoso.

Aquele parque que Erdoğan quer destruír foi um quartel militar que albergava militares islâmicos no século XIX, e foi daí que nasceu um movimento desses militares que percorreu Istambul a assassinar militares não islâmicos. Atatürk, na altura oficial militar, trouxe de Salónica (na altura a Grécia era parte do Império Otomano) o seu exército, prendeu os militares islâmicos, destruiu o quartel e mandou plantar árvores no local.

Trata-se portanto de algo simbólico. Erdoğan quer continuar a destruir o legado de Atatürk e o povo Turco finalmente disse basta! É por isso que uma “simples” manifestação que mais parecia um protesto ambiental se transformou numa revolta do povo contra o Governo e contra o regime. Enquanto o país se revolta e nas redes sociais se relata o que acontece nas cidades da Turquia, a TV Turca (controlada por Erdoğan) mostra documentários da vida animal e históricos (sobre Hitler, pasme-se!) ou mesmo concursos de misses.


PSD Santo Tirso impõe coligação com PPM

03/06/2013

Soube hoje, pelos jornais e através das redes sociais, que o PSD Santo Tirso (onde sou militante activo e interessado há 14 anos) vai concorrer à C.M. Santo Tirso em coligação com o PPM – Partido Popular Monárquico.

Mais uma vez, algo é imposto aos militantes do PSD Santo Tirso sem que estes sejam consultados. Depois de imposto o candidato (por auto-nomeação) agora é também imposto um parceiro de coligação.

No Facebook, o Jornal Entre Margens, contava que a coligação seria formalizada hoje mesmo entre Alírio Canceles e um vice-presidente do PPM, Manuel Beninger. Não conhecendo a pessoa em causa pesquisei.

Manuel Beninger é presidente da Distrital de Braga do PPM e membro da Assembleia Municipal de Braga pelo mesmo partido. Ao que parece, não tem qualquer ligação a Santo Tirso ou mesmo ao distrito do Porto.

Foi cabeça de lista do PPM em Braga nas Legislativas de 2011. Tinha plena convicção de que iria ser eleito deputado à Assembleia da República. Obteve 267 votos (!!) em Braga, no seu próprio concelho.

A única coisa relevante que consegui encontrar é a de que luta incessantemente pelo fim da República e instituição da Monarquia. Quer uma revisão constitucional, e também a realização de um referendo.

Conclusão, sentindo-se um isolado (mesmo no seio do seu partido), não encontrando ninguém em Santo Tirso com quem se coligar, e no desespero de encontrar apoio extra, Alírio Canceles vai buscar alguém de Braga.

Alguém que não tem interesse algum no concelho de Santo Tirso, e que claramente apenas apoia o candidato do PSD numa ânsia de obter uns lugares numas listas, e ser eleito por reboque (como acontece em Braga).

Aliás, doutra maneira não poderia ser já que o candidato do PSD Santo Tirso ainda não apresentou programa, estratégia ou rumo. Ainda não tem equipa. Nem sequer histórico político ou profissional atrás de si.

Uma rápida pesquisa deixa perceber que o PPM e Manuel Beninger andam numa “fúria coligatória” por todos os concelhos, numa clara táctica contraproducente de enraízamento “à força” do ideal monárquico.

Uma nota final para o post de Manuel Beninger no seu blogue do PPM Braga, que vem ilustrado com 4 fotografias de Santo Tirso, 3 das quais são claramente do século XIX. Para retroceder já nos bastaram as últimas décadas.


Função Pública e Inconstitucionalidades

02/06/2013

Constituição da República Portuguesa

Artigo 266.º Princípios fundamentais

2. Os órgãos e agentes administrativos estão subordinados à Constituição e à lei e devem actuar, no exercício das suas funções, com respeito pelos princípios da igualdade, da proporcionalidade, da justiça, da imparcialidade e da boa-fé.

Artigo 267.º Estrutura da Administração

1. A Administração Pública será estruturada de modo a evitar a burocratização, a aproximar os serviços das populações (…)

Artigo 269.º Regime da função pública

2. Os trabalhadores da Administração Pública e demais agentes do Estado e outras entidades públicas não podem ser prejudicados ou beneficiados em virtude do exercício de quaisquer direitos políticos previstos na Constituição, nomeadamente por opção partidária.


Mais (in)constitucionalidades

02/06/2013

Constituição da República Portuguesa

Artigo 117.º Estatuto dos titulares de cargos políticos

1. Os titulares de cargos políticos respondem política, civil e criminalmente pelas acções e omissões que pratiquem no exercício das suas funções.

Artigo 152.º Representação política

2. Os Deputados representam todo o país e não os círculos por que são eleitos.

Artigo 159.º Deveres

Constituem deveres dos Deputados: a) Comparecer às reuniões do Plenário e às das comissões a que pertençam;


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