Os deputados e as suas licenciaturas

27/01/2012

No site do Parlamento, podemos ver as biografias dos nossos deputados. Cada um tem no seu perfil dados como as habilitações académicas e profissionais. Estas, normalmente influenciam a nossa visão das coisas, e a nossa forma de agir. Importa por isso analisá-las.

Cada um tirará as suas conclusões, e mediante a sua maneira de pensar, avaliará os números apresentados. Parece-me haver um número exagerado de Licenciados em Direito, o que para mim explica a complexidade e das nossas Leis (um obstáculo à sã convivência e ao desenvolvimento).

São vários os Licenciados em Economia/Gestão, mas apesar disso o que se vê é o contínuo desperdício de dinheiros públicos. O número de Licenciados em Engenharia ou em Ciências Exactas parece-me demasiado escasso, já que são estes os mais habituados a pensar out-of-the-box.

O número de Licenciados em Ciências da Comunicação, Ciência Política, Marketing e Relações Internacionais até são em número razoável. Apesar de haver tantos especialistas nestas matérias, o que se constata é que a comunicação e a relação entre os políticos e o seu eleitorado é difícil.

Noutros tempos (Grécia antiga) impunha-se o pensamento e a reflecção, mais do que a acção. Mas nos tempos que correm, temos de ser cada vez mais pragmáticos. Assim sendo, o número de Licenciados em Humanidades, parece-me bem. Mas podia ser maior, sem problema.

São poucos os Licenciados na área da Saúde. Mas nos tempos que correm, talvez fizessem mais falta nos hospitais e centros de saúde, do que propriamente no Parlamento. Há apenas um Licenciado em Educação Física, razão talvez para maioria dos deputados estarem “gordinhos”.

Muita gente ainda não terminou os estudos. Uns foram para o Parlamento antes de acabar, outros só começaram depois de lá estar. A estes aconselhava que estudassem primeiro. É que a política não é profissão, e podem precisar do “canudo” para arranjar um emprego no futuro.

Quanto aos que não têm qualquer tipo de estudo superior, são apenas 13. Talvez seja este o azar de tantos portugueses sem estudos que estão no desemprego. Era bom que no Parlamento houvessem mais visões da sociedade. De gente que tem aquela a que chamamos “escola da vida”.

Esta não é uma crítica generalizada aos actuais deputados. Como em todo o lado há gente boa e gente má. Mas na verdade, e esta é a minha humilde opinião, o Parlamento tem andado mal frequentado. Honra seja feita às excepções. E elas existem. Conheço bem alguns.


Francesinhas em Lisboa – Parte II

26/01/2012

Hoje aproveitei o jogo Real Madrid vs Barcelona para ir “em busca da Francesinha perdida em Lisboa”. Resolvi fazer esta minha segunda tentativa (a primeira foi esta, e correu mal) no Dom Tacho. Já tinha lido comentários positivos na internet, e também alguns amigos me tinham aconselhado.

A primeira impressão foi boa. Quando colocaram a Francesinha na minha frente o aspecto era positivo. Já das batatas não posso dizer o mesmo, estavam brancas. Delicadamente disse que não apreciava batatas fritas, que gostava de comer apenas a francesinha, e pedi para recolher a travessa.

A Francesinha estava morna. O pão tinha claramente estado congelado, o ovo estrelado estava quase cru, e o queijo pouco derretido. Mas em contrapartida o bife era de boa qualidade, a salsicha e linguiça eram saborosas. O molho tinha a consistência certa, estava picante q.b. mas o sabor não era “aquele”.

No cômputo geral a Francesinha não estava má, e soube-me bem. O 2º episódio do périplo na busca de uma boa Francesinha em Lisboa, correu benzinho. O ambiente é agradável (o local, perto do Campo Pequeno, também ajuda) e o snack (penso que não se pode dizer que seja um restaurante) é giro.

O serviço é excelente, o funcionário é muito atencioso. O dono é do Porto e veio falar-me. Conhecia bem Santo Tirso, das festas na Casa de Chá. Nomeou alguns conhecidos, na sua maioria meus familiares. Não me descosi, pois tinha pressa para ver a 2ª parte e percebi que era um bom falador. A repetir.


Pela 100ª vez: não é Guimarães, é Vitória SC!

23/01/2012

Ontem dirigi-me, através do twitter, à jornalista da TVI Cláudia Lopes, uma das responsáveis do programa “Mais Futebol”. Esta não foi a primeira nem a segunda vez que o fiz, a propósito do tema “Guimarães”.

Por sistema, os jornalistas e comentadores que fazem parte do painel do programa, se referem a um clube de nome “Guimarães”. Ora, na Iª Liga não existe nenhum clube com esse nome. Chama-se Vitória SC!

Desta vez obtive resposta da jornalista Cláudia Lopes. Disse ela: nós sabemos o nome do clube, mas os verdadeiros adeptos do Vitória têm grande orgulho em serem de Guimarães!“. É uma óptima desculpa.

No seguimento dessa brilhante (e a meu ver esfarrapada) desculpa, voltei a questionar a jornalista, perguntando-lhe porque é que não chama então “Lisboa” ao SL Benfica. Segue a mesma lógica, não?

A resposta demonstrou bem com que tipo de pessoa eu estava a falar: “Oh Luis haja paciência!!! Porque os dois vitórias têm praticamente o mesmo nome! É só para ser mais compreensível! Compreendeu?”

Não, não compreendi cara Cláudia Lopes! E por isso lhe respondi que “É necessário rigor em todas as profissões“, principalmente na dela onde tem “obrigação de informar os espectadores correctamente“.

Este não é o 1º nem será o último exemplo da falta de rigor no jornalismo português. Falta de rigor essa que muitas vezes é propositada e revela o desprezo que há por certas instituições / pessoas.

Haja ao menos alguém neste meio (ainda que a propósito de outras áreas da sociedade e de outros temas) que tenha dois dedos de testa e tente lutar por mais/melhor jornalismo e rigorosa informação.


Carta aberta aos militantes PSD de Santo Tirso (II)

22/01/2012

Tiveram lugar no sábado, 21 Janeiro, as eleições para a Comissão Política Concelhia do PSD Santo Tirso. Eu, militante activo e interessado há cerca de 13 anos, tomei conhecimento apenas três dias antes, através duma mensagem publicada pelo PSD Santo Tirso no Twitter.

Estranhei o facto de não ter conhecimento prévio, de não ter recebido a habitual carta, nem sequer ter recebido um rápido, eficaz e grátis email. O facto é que não chegou a mim, nem a nenhum dos outros 5 militantes Tirsenses que vivem lá em casa: a minha Mãe, Pai e Irmãs.

Acontecera o que eu suspeitava. Os militantes receberam 2 emails. Um assinado pela ainda presidente Andreia Neto (datado de 7 Janeiro) anunciava a marcação das eleições. Outro assinado pelo futuro presidente Alírio Canceles (datado de 17 Janeiro) anunciava a “candidatura”.

Ou seja, o meu nome (e o dos meus 5 familiares directos, militantes de plenos direitos) foi riscado da lista de militantes, pela actual e pela próxima Comissão Política Concelhia. Atitude que espelha bem o espírito democrático das pessoas que lideram o PSD local.

No PSD – um partido que cultiva os valores da liberdade, da igualdade, da solidariedade e do pluralismo – há militantes ostracizados e marginalizados apenas e só por não alinharem pelo diapasão, por terem sentido crítico, pensarem pelas suas cabeças e exprimirem as suas opiniões.

No email que anunciava as eleições a presidente Andreia Neto dizia: “a participação dos militantes é fundamental para mostrar a vitalidade do PSD. Tenho a certeza que uma vez mais os militantes marcarão presença“. Como poderíamos marcar presença se tudo foi feito nas nossas costas?

O que podemos constatar é que a passagem de Andreia Neto pela Assembleia da República tem tido o condão de a tornar num agente político igual a tantos outros que conhecemos. Proferem palavras mas não agem em conformidade. Ou seja, “Olha para o que eu digo e não para o que eu faço“.

Para além disso, e quando se esperava que continuasse a liderar os destinos do PSD Sto Tirso – com legitimidade e vontade reforçadas, por ser deputada da Nação – Andreia Neto abandona. Passando a imagem de que é mais uma que, chegada a Lisboa, se desliga da sua terra e dos seus eleitores.

Mas pior fez Alírio Canceles ao anunciar a sua “candidatura”. Em primeira instância porque confirma o que eu vaticinei há 2 anos atrás (ler ponto 9 deste post). Qual chico-esperto, enganou, furou, ultrapassou pela direita, os Estatutos que limitam os presidentes de secção a 3 mandatos.

Depois de ter sido presidente entre 2006 e 2010, Alírio sabia que o mandato 2010-2012 seria o último. E assim, não poderia ser ele a liderar a escolha dos candidatos às Autárquicas 2013. Sendo assim, colocou Andreia Neto como presidente, recuou para vogal, e agora aparece novamente.

Mas o mais negro deste cenário é o facto de, tal como eu escrevi, o próprio Alírio ter assumido sem vergonha, e perante alguns militantes, esta estratégia. Que passaria por manipular Andreia Neto de forma a ser ele, em 2013 a liderar o processo de escolha de candidatos autárquicos.

E é apenas este o objectivo: escolher os candidatos às Autárquicas 2013. No email que Alírio enviou aos militantes não há referência a um programa, a uma estratégia, a um compromisso ou sequer a um rumo. Apenas fala do que ele próprio tem feito, e da vontade de vencer as Autárquicas.

Aliás, há também uma outra coisa curiosa nesse email. Em momento algum assume uma candidatura. Diz apenas: “Entendi voltar a assumir responsabilidades na liderança do PSD de Santo Tirso“. Ou seja, não se apresenta a eleições, assume. Como se o PSD Sto Tirso fosse um feudo.

No mesmo email, o que segue a mensagem feudal de Alírio Canceles, é a lista de nomes que formarão a Comissão Política (nunca se fala em candidatos). À frente de cada um não está a freguesia que representam, ou o habitual nº de militante, mas o cargo que ocupa no Poder Local.

Tudo isto demonstra bem o carácter de quem está à frente dos destinos do PSD Sto Tirso. Esta é a mais vil e suja forma de estar na política. Desprezar as regras democráticas, desrespeitar os estatutos, afastar militantes incómodos, cultivar o cacique, e montar esquemas de manipulação.

Claro que tudo isto só é possível com a ajuda de um grupo de militantes intelectualmente diminuídos, que compactuam e são coniventes com esta situação. Procurando apenas um lugar ao sol (vulgo “tacho”) na altura em que o poder cair do céu (acham eles) no colo daqueles que apoiam.

Não deixa também de ser curioso, que depois de tudo isto, Alírio Canceles tenha ainda o descaramento de escrever no mesmo email: “consciente da necessidade de garantir a estabilidade, unidade e a coesão no seio do PSD, condição determinante para a gestão do processo autárquico“.

Na verdade eu diria que, para que fosse ele a gerir a seu bel-prazer o processo autárquico, a condição determinante era precisamente a contrária. Ou seja, afastar do caminho quem quer que fosse que pudesse pôr em causa a sua vontade e o seu desejo de assalto ao Poder em Santo Tirso.

O que está bem explícito noutro trecho do mesmo email: “a prossecução do objetivo que perseguimos há quase 30 anos: Ganhar a Câmara Municipal“. Ou seja, o objectivo não é tornar Santo Tirso melhor. É apenas ganhar a Câmara Municipal e assaltar o Poder Local. É o Poder pelo Poder.

Deixa-me sobretudo triste, ver que militantes que considerei – e em quem a dada altura confiei. Casos de João Abreu, Carlos Pacheco, Manuel Mirra, Manuel Leal – se deixaram levar nesta maré negra. Não conseguem discernir que, para além do mais, estão a enterrar-se politicamente.

Não admito que alguém queira usar o PSD, o meu PSD, para atingir objectivos pessoais. E que para isso coloque os seus próprios interesses à frente dos interesses dos Tirsenses e do partido. Que use o PSD como instrumento de promoção pessoal, arrastando-o nessa ânsia de poder egoísta.

Aristóteles dizia: “O preço a pagar por não te interessares por política, é seres governando pelos teus inferiores“. Uma parte dos militantes afastaram-se do partido. A outra, mostra que prefere esta porcaria que vos descrevo. Pois besunte-se com ela que há-de ter um lindo enterro.


Portugal é um enorme Costa Concórdia e teve um Schettino

22/01/2012

Não entendo tanta indignação e revolta com o comandante do navio “Costa Concordia”, Francesco Schettino. Segundo o próprio confessou em tribunal, ele apenas quis fazer uma brincadeira, passando perto daquela ilha, para cumprimentar um amigo (também ele comandante de navios) que lá vivia. Para isso pôs em causa a segurança de 4.000 pessoas. Como se não bastasse, enquanto a manobra era feita, ele jantava no salão VIP do navio, acompanhado de uma bela mulher.

Ora, não foi isto que fizeram, os nossos governantes nos últimos anos? Para se recriarem, e aos seus amigos, puseram em causa o futuro de um país e o bem estar de 10 milhões de pessoas. Enquanto se construíam Estádios, Auto-Estradas paralelas Lisboa-Porto, SCUTs e TGVs, esses governantes jantavam nos melhores restaurantes do país, vestiam-se nos mais caros alfaiates dos EUA, faziam jogging pela manhã e frequentavam os melhores locais europeus.


Violência: Corridas de Touros vs Futebol

20/01/2012

Chegou à AR uma petição pelo fim das corridas de touros em Portugal. E pelo que parece, a maioria dos grupos parlamentares recusam-se (a meu ver bem) a apoiar esta ideia, e determinar o fim duma tradição que é também considerada património material.

Gosto de animais. Muitas vezes, mais do que de algumas pessoas. Há gente que está, na minha escala, muito abaixo de qualquer cão raivoso ou touro enraivecido. Mas sou equilibrado e sensato. Tudo o que é demais é erro, e um animal não é um ser humano.

As corridas de touros não são apenas uma “tradição”. São também uma área de negócio, da qual muita gente vive e depende. Que envolve milhões de pessoas e milhões de euros. À sua volta giram os cavalos, a agricultura, e muitas outras actividades.

Os subscritores desta petição alegam que as touradas são um espectáculo violento. Eu pergunto se o são, mais do que um jogo de futebol. E se elas contribuem mais do que o futebol para que possamos todos viver numa sociedade pacífica e decente.

Numa corrida de touros todo o público se respeita. E respeita os cavaleiros, os forcados, os cavalos e também os touros. Mais do que isso, pelos forcados e pelos touros principalmente, há mesmo uma grande admiração. Pela coragem e bravura.

E o que se passa num jogo de futebol? Insultam-se os jogadores, os treinadores, os árbitros e os adeptos do clube adversário. Invariavelmente há violência dentro e fora dos estádios. Cultivam-se ódios, invejas, falta de respeito e de fair-play.

Contribuição para a sociedade? O futebol já nem sequer é um desporto. Prolifera a corrupção, o compadrio, o nepotismo. As touradas cultivam o espírito de grupo, de sacrifício, a solidariedade, o esforço, o trabalho, o mérito, a carolice, a amizade.


PS pede julgamento de ex-governantes

19/01/2012

Nos dias que sucederam o 25 Abril 1974 a actividade política foi intensa, e os partidos que mais actividade tiveram foram PS e PCP (a par do movimento político MDP/CDE). Eram, nessa altura, os mais importantes partidos democráticos que já existiam. PSD e CDS por exemplo, só foram fundados dias depois, um a 6 Maio e outro a 19 Julho de 1974.

A 28 Abril 1974 realizou-se um Encontro Nacional com a participação do MDP/CDE, PCP e PS. Desse encontro saiu um memorando que seria entregue à Junta de Salvação Nacional. Esta, teria sido designada por António Spínola para governar o país após o golpe de Estado que derrubou o regime do Estado Novo, e que se manteve nesse papel até 1975.

Nesse memorando PS, PCP e MDP/CDE sugeriam, pediam e exigiam várias coisas da parte de quem governava o país. Uma dessas exigências era: “a Junta de Salvaçao Nacional, assistida por juristas democratas, deve definir os princípios pelos quais haverão de ser julgados os graves delitos cometidos pelos responsáveis pela situação a que o país chegou“.

E ainda: “uma comissão de inquérito ad hoc, constituida por juristas de reconhecida probidade, competência e isenção” que instaurasse “processos a todos quantos lesaram o país, desrespeitaram os direitos dos cidadãos e se serviram do poder, autoridade, influência económica ou política em beneficio próprio, nomeadamente membros do governo“.

A julgar pelo regabofe que foram, pelo menos, os últimos 6 anos de governo socialista que ainda hoje (passados 6 meses do seu fim) se reflectem em casos como o que envolve a ex-Ministra da Educação e o ex-Primeiro-Ministro, era de perguntar a este PS se não pretende exigir o mesmo.

Naturalmente que conhecendo a coerência e a coragem (ou falta delas) de António José Seguro, da sua Comissão Política e da sua bancada parlamentar na AR, não admira o silêncio sepulcral. Ou então o desvio das atenções para outros temas.


Menezes não precisa de “habilidades” para chegar ao Porto

16/01/2012

Gosto pouco de unanimidades, muito menos em política. E quando se trata do PSD, ainda menos me agrada. Mesmo com Sá Carneiro o partido foi sempre muito plural e pouco dado ao unanimismo. É essa a riqueza do meu partido.

Daí que não tivesse ficado nada agradado aquando das eleições para a Comissão Política Distrital do Porto, em que houve uma conformidade geral de votos em volta de Virgílio Macedo, o braço-direito do ex-líder Marco António Costa.

Essa recente eleição mais pareceu uma “passagem de testemunho”, para que uma corrente de “vontades” permanecesse a dominar a CPD PSD Porto. Não é absolutamente nada ilegítimo. Apresentaram-se sozinhos a eleições e venceram.

Mas parece agora que essa corrente de “vontades” tem um só objectivo. E ele não passa para lá das fronteiras da cidade onde se encontra a sede da Distrital do PSD Porto. Desprezando todos os outros concelhos do distrito.

Nos últimos dias a actividade foi intensa para Virgílio Macedo. Primeiro veio defender que os autarcas impedidos (pela nova lei) de se candidatar nos seus concelhos, o possam fazer noutros. Depois veio atacar Paulo Rangel (hipotético candidato à CM Porto).

Luís Filipe Menezes já demonstrou competência como político, e fez um grande trabalho em VN Gaia. Poderia fazer o mesmo no Porto, dando continuidade ao que foi feito por Rui Rio. Não precisa para isso, deste tipo de jogadas.

Quero acreditar que não há um esquema montado para colocar LF Menezes como candidato à CM Porto. E a haver, que o próprio não está envolvido. Se a lei o permitir, ele não precisa disso. A população provavelmente escolhê-lo-à sem hesitar.

Mas a população também já está farta das jogadas sujas nos bastidores politico-partidários. Daí que as recentes “habilidades” de Ricardo Almeida (na Comissão Política Concelhia do Porto) e de Virgílio Macedo nada ajudam.

Além disso, é necessário que a CPD PSD Porto concentre também os seus esforços noutras autarquias. Muitas delas mais difíceis de conquistar do que a do Porto. A minha por exemplo, Santo Tirso, que há mais de 30 anos é PS.


As moscas e os tachos não são só na política

14/01/2012

A propósito das recentes nomeações para uma das empresas do Estado, veio à baila novamente a conversa do “tacho” e das das “moscas” que são sempre as mesmas. Por vezes, até pode ser verdade, mas quem tem moral para criticar?

Dizem que na política são sempre os mesmos. No governo, na Assembleia da República, nas Empresas Públicas. Mas a verdade é que se passa exactamente a mesma coisa nos restantes sectores da sociedade portuguesa.

A começar por quem mais critica os políticos, os Comentadores. Há anos que são os mesmos apesar de não acrescentarem ou esclarecem algo. Marques Lopes, Adão e Silva, Clara Ferreira Alves, Daniel Oliveira, Marcelo Rebelo de Sousa.

Nos Sindicatos, que se desvirtuaram e hoje são autênticos braços armados dos partidos políticos, temos homens como João Proença e Carvalho da Silva há 30 anos! Mas também Bettencourt Picanço e companhia, noutros sindicatos.

E por falar em Corporativismo, já não enjoa na Saúde ver a cara do Francisco George ou do Eduardo Barroso? E na Justiça Pinto Monteiro, Cândida Almeida, Rogério Alves, José Miguel Júdice, Proença de Carvalho, Moita Flores.

Mas também na Música são sempre os mesmos. Qualquer programa musical de TV tem de ter a Simone, o Fernando Tordo, o Paulo de Carvalho ou o Fernando Mendes. Só não aparece o Zeca Afonso e a Amália porque já morreram.

Se passarmos à área da Representação, mesmo com o boom de actores da era Morangos com Açúcar, parece que só existem a Eunice Muñoz, o Nicolau Breyner, o Tozé Martinho, o Herman José, o Virgílio Castelo ou a Alexandra Lencastre.

O Desporto não é diferente. É só futebol e as mesmas caras: Gilberto Madaíl, Pinto da Costa, Valentim Loureiro. E quanto a atletas é só Eusébio, Figo e Ronaldo. No meio de tanta bola aparece por vezes a Rosa Mota.

No mundo dos Negócios apenas interessa ouvir os banqueiros Ricardo Salgado, Fernando Ulrich e Santos Ferreira. Ou então os “génios” que sustentam o seu sucesso no monopólio que têm: Zeinal Bava, António Mexia ou Ferreira de Oliveira.

Mas não acaba aqui. Na área Militar parece só haver um especialista, o General Loureiro dos Santos. Na Arquitectura a dupla Siza Vieira / Souto Moura, e o resto é paisagem. Na Pintura é Paula Rego e nada mais.

Mas nós gostamos e continuamos a alimentar este “sistema dos mesmos”, que foi precisamente o que nos trouxe até aqui. É que o país não está mau só de Finanças. Basta olhar para as áreas que referi e ver como estagnamos há anos.

A sociedade portuguesa (principalmente a comunicação “dita” social) cultiva este “sistema dos mesmos” e nunca deu espaço para a renovação. Mas no final de contas, os políticos é que são os únicos maus da fita.


10 anos de um Rio que ninguém vai parar

10/01/2012

Fez ontem 10 anos que Rui Rio lidera os destinos da cidade do Porto. Foi uma década de trabalho quase sempre invisível. E foi-o apenas porque o que ele faz não interessa aos meios de comunicação “dita” social. A seriedade, a exigência, o rigor ou o trabalho não vendem.

Rui Rio é, sem sombra de dúvidas, o melhor político no activo. Sem espectáculos, sem protagonismo e sem alarde, vai zelando pelo Porto e servindo os portuenses. Os que moram, os que vivem, os que trabalham, os que estudam ou os que apenas visitam a Invícta.

Há muitas coisas que distinguem Rui Rio dos outros políticos. A honestidade, a competência, a integridade, o carácter, o rigor, a exigência. Mas há uma que sobressai ainda mais nos políticos (nem sempre pelas melhores razões), o cumprimento de promessas.

Em 2001 Rui Rio fez duas promessas muito importantes para o Porto. Reabilitar os bairros sociais e a baixa da cidade. A verdade é que hoje, ambas as promessas foram cumpridas para benefício de todos aqueles que acima referi como sendo portuenses.

Com um modelo assente no investimento privado e não apenas nos dinheiros públicos. Fundou a Sociedade de Reabilitação Urbana, a Porto Vivo e criou um projecto integrado para a Baixa que reabilitou ruas e praças, ao mesmo tempo que atraiu investidores.

Fê-lo com um discurso coerente e firme. Muitos criticaram a rejeição do Corte Inglés na Boavista, mas não percebiam que Rui Rio não queria desviar o comércio da baixa. É assim que se faz política e que se defende a população e a economia de um concelho.

Se tivesse aceitado fazer mais um centro comercial na zona da Boavista, Rui Rio teria perdido a confiança dos portuenses e também dos potenciais investidores na baixa. Além do mais, a zona da Boavista já tem, pelo menos dois centros comerciais.

Para além disso, a revitalização da Baixa também foi feita ao nível cultural. O renovado Mercado Ferreira Borges tem sido estrela com um programa recheado de eventos de nível. Até os jovens voltaram à Baixa para a nova animação nocturna.

Graças à convicção de Rui Rio os bairros sociais da cidade vêm sendo recuperados, dando condições minimamente dignas às quase 50.000 pessoas (20% da população do Porto) que lá vivem. Um a um os bairros foram sendo reabilitados para benefício de todos.

Rui Rio fez fê-lo porque sabe que o mais importante são as pessoas, e deve ser para elas que se faz política. Nos bairros sociais vive muita gente com condições quase desumanas, gente com dificuldades financeiras e que vive em permanente risco.

Com a requalificação dos bairros sociais Rui Rio não só dá mais qualidade e dignidade à vida das milhares de pessoas que ali moram, como também evita que se formem guetos. Esses são quase sempre enormes incubadoras de criminosos e indigentes.

Esta é uma das melhores formas de coesão e integração social. Ao mesmo tempo evita-se e previne-se a criminalidade que está sempre ligada a estes locais e se espalha depois pela cidade. Desde 2001 a CM Porto investiu mais de 130 M€ na recuperação dos bairros.

Há uma frase, dita por Rui Rio, que define o seu perfil e a sua acção enquanto político: “O esforço da CM Porto tem sido investir onde é mais necessário, e não onde se consegue mais popularidade politica e mediática“.


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