Marco António é presidente da maior distrital do partido. Tem grandes responsabilidades no partido. Nos últimos anos foram-lhe dados papeis de relevo. Foi secretário de estado no governo de PSL, foi-lhe confiada a representação do partido num programa da RTP, etc.
Não deveria ter ele mais contenção? Mais fair play? Um democrata aceita qualquer adversário. Não deveria pensar ele mais nos interesses do partido e do país, do que em quaisquer outros interesses de facção? Eu penso que sim. Estas atitudes é que são verdadeiras facadas no PSD.
Nos últimos tempos têm surgido vários casos de justiça envolvendo figuras extremamente conhecidas e com grandes responsabilidades no país. Caso ‘Casa Pia’, caso ‘Portucale’, caso ‘Submarinos’, Caso ‘Apito Dourado’, Caso ‘BPN’, Caso ‘BPP’, Caso ‘BCP’, Caso ‘Freeport’ ou Caso ‘FaceOculta‘ são os mais conhecidos exemplos.
O que dizem, desde logo, as tais figuras envolvidas? “estou inocente, confio na justiça e provarei que estou inocente”.
O que fazem, desde logo, as tais figuras envolvidas? Fogem, tentam destruir provas, e proferem afirmações tentando descredibilizar as autoridades policiais e a justiça.
O que acontece no final? O caso é arquivado por falta de provas, ninguém é condenado ou ilibado e a dúvida continua a pairar no ar.
Ora, se estes senhores confiam tanto na justiça como dizem, não seria normal refutarem todas as provas contra si, prestarem todas as declarações a seu favor, colaborarem com as autoridades, e não pressionarem a justiça. Para que esta conseguisse levar o processo até ao fim e provar (ou não) que de facto eles estavam inocentes?
Ou seja, o Conselho de Estado – órgão político que deverá servir para aconselhar o PR em situações delicadas, e que para isso deve ser extremamente isento – terá na sua composição os mesmos nomes. Entre outros estão: Jaime Gama, José Sócrates, Carlos César, Alberto João Jardim, Ramalho Eanes, Mário Soares, Jorge Sampaio, João Lobo Antunes, Marcelo Rebelo de Sousa, Anacoreta Correia, Leonor Beleza, Almeida Santos, Manuel Alegre, Pinto Balsemão, António Capucho e Gomes Canotilho.
Reparem bem nos que estão a bold (negrito). Que isentos, equilibrados, imparciais que eles são. Homens racionais, de bom senso, sem interesses pessoais ou corporativos na situação política do país… ou então não!… Enfim… é isto que temos, é um desconsolo.
Depois desta desnecessária e sofrida fase de qualificação apenas tenho a dizer que o português – de entre jogadores, técnicos, dirigentes e adeptos – que mais merece a ida ao Mundial 2010… é Pepe.
Parabéns também a R. Meireles, Deco, B. Alves e poucos mais. Votos de muita humildade para C. Ronaldo, Nani, Simão Sabrosa e muitos mais.
Todos os dias na Antena 1 dá um programa ao final da tarde que se chama “O Sr. Comentador” em que Rui Unas, com textos de Carlos Quevedo, faz uma série de críticas ao país (sociedade, política, justiça, etc) e depois no fim profere “Fora isso, tudo bem“… ora sendo assim e pegando em notícias de hoje:
Para os Silva & Silva (Vieira da e Augusto Santos) as escutas ao PM nada mais são do que espionagempolítica. Será que as escutas ao PR também o eram?… ah espera, não. Essas eram apenas invenções dos jornais. Por quem nos tomam estes senhores, por parvos?
É incrível como para este governo vale tudo para se agarrar ao poder. Nem que isso implique dar facadas e mais facadas na Democracia e no Estado de Direito. Para se livrar das suspeitas nos casos Face Oculta e Freeport, o PS tenta descredebilizar a Justiça.
Não sei se os membros deste governo acham que os portugueses são parvos ao ponto de pensarem que um juíz ia manda extrair uma certidão numas escutas em que Vara e Sócrates combinavam um jogo de ténis ou um jantar.
Caso “Face Oculta”: O STJ disse que as escutas entre Sócrates e Vara eram nulas… mas tal como diz – e muito bem – Pedro Lomba no seu artigo do jornal “Público”: Escutas nulas, disse o Supremo. Os factos, meus amigos, é que não são
Dizem os especialistas que o maior problema de Portugal é a economia. Sem ela crescer não sairemos desta crise económica e financeira que nos coloca a taxa de desemprego acima dos 9%.
Dizem os especialistas que uma das razões para que investidores estrangeiros não venham para Portugal é a falta de credibilidade das instituições democráticas.
Julgará o presidente do Supremo Tibunal de Justiça – 4ª figura do Estado, com objectivas responsabilidades na sociedade – que terá dado um bom contributo para alterar o estado de coisas, anulando as escutas de Vara e Sócrates?