Os carros de James Bond, 007

05/04/2014

Hoje tive a oportunidade de visitar a exposição “Bond in Motion” no London Film Museum. Uma das melhores que vi até hoje. Como fã de James Bond, apreciador de automóveis e apaixonado por clássicos, não podia ter tido uma tarde de Sábado melhor.

Rolls-Royce Phantom III – Goldfinger – 1964

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Mercury Cougar XR7 – On Her Majesty Secret Service – 1969

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Ford Mustang Mach 1 – Diamonds are Forever – 1971

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Lotus Esprit S1 – The Spy Who Loved Me – 1977

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Citroen 2CV – For Your Eyes Only – 1981

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Renault 11 TXE – A View To a Kill – 1985

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Rolls-Royce Silver Cloud II – A View to a Kill – 1985

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Aston Martin V8 – The Living Daylights – 1987

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Aston Martin DB5 – Goldeneye – 1995

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BMW 750 IL – Tomorrow Never Dies – 1997

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BMW Z8 – The World is not Enough – 1999

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Aston Martin V12 Vanquish – Die Another Day – 2002

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Jaguar XKR –  Die Another Day – 2002

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Aston Martin DBS – Casino Royale – 2006

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Aston Martin DBS – Quantum of Solace – 2008

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O “messias” Hollande rende-se às evidências

31/03/2014

Em França o défice aumenta, a dívida aumenta, o desemprego aumenta. O partido socialista perde copiosamente as autárquicas. O “messias” Hollande, referência dos socialistas (nomeadamente de AJ Seguro e do PS português), remodela o Governo e nomeia Manuel Valls como Primeiro-Ministro.

Valls é considerado um social-liberal. Fez parte da “La Deuxième gauche”, uma corrente dentro do PS francês alternativa à esquerda de François Mitterrand (o “mon amie” de Mário Soares). É considerado com sendo “a ala direita” do PS com inclinações para a social-democracia alemã e escandinava.


António Capucho e o paralelo com Santo Tirso

28/03/2014

(Artigo publicado na edição de Março 2014 do jornal Notícias de Santo Tirso, e que também pode ser lido aqui)

António Capucho foi um destacadíssimo militante do PSD. A ele se devem muitas das vitórias do partido, que tiveram como consequência o trilhar de um novo rumo para um Portugal saído de décadas de Estado Novo. Alguns dizem mesmo que foi ele o “arquitecto” do sucesso da Aliança Democrática, tendo convencido Francisco Sá Carneiro (com factos, argumentos e números) que a vitória nas eleições de 1979, com maioria absoluta, só sería possível se fizesse um acordo com Diogo Freitas do Amaral (CDS) e Gonçalo Ribeiro Teles (PPM).

Foi Secretário-Geral e Vice-Presidente do PSD em momentos importantes da história do partido e do país. Foi Deputado na AR e um excelente Líder Parlamentar. Passou por 3 Governos e, apesar de 2 deles terem sido de má memória (AD com Pinto Balsemão e Bloco Central com Mário Soares), o seu papel no segundo Governo do PSD com Cavaco Silva foi muito importante. Depois veio uma relevante passagem pelo Parlamento Europeu (como Deputado e Vice-Presidente) e pela Câmara Municipal de Cascais onde deu 3 vitórias ao partido.

Este curriculum político e de serviço público era mais do que suficiente para, chegado aos 65 anos, sair da política pela porta grande como um dos grandes obreiros dos sucessos do PSD e um dos portugueses que mais contribuiram ao longo da sua vida de serviço público para o desenvolvimento de Portugal a todos os níveis: local, regional, nacional, europeu. Capucho acumulou um capital que lhe permitiria ser um importante militante de base do PSD (os verdadeiros donos do partido) e uma grande reserva intelectual do país.

Ao contrário do que alguns dizem, saber identificar a hora certa de sair de cena não é uma arte. Aquele que é sensato, racional e prudente sabe bem quando deve sair. Não porque tenha deixado de ser capaz, mas porque tem a consciência que a rotina atrai o conservadorismo e afasta a inovação. E que isso impede o desenvolvimento. Daí que, aquele que é bem intencionado e altruísta saiba que o correcto é dar o lugar a outros. Não necessariamente mais novos ou mais fortes. Mas com mentalidades novas, livres e vigorosas.

O risco de deixar passar a hora certa de sair de cena é acabar por incorrer nisso de uma forma impulsiva quando a insatisfação ou o desgaste já atingiram um nível tal que comprometem o bom senso. Foi isso que aconteceu a muitos políticos da nossa praça – dos quais Mário Soares é o exemplo mais evidente e, coitado, não tem em casa filhos com noção, que sejam capazes de pedir aos jornalistas que deixem de lhe colocar microfones na frente (já que pedir-lhe para se abster parece impossível). É isso que está a acontecer a António Capucho.

António Capucho tornou-se presunçoso, e porta-se agora como se fosse dono do partido, o único herdeiro de Sá Carneiro. Tal e qual como Mário Soares com o PS e a democracia portuguesa. Ora, o PSD não é dele nem tem de seguir o que ele diz. De qualquer maneira, o PSD sempre foi um partido democrata e pluralista! Capucho tem direito a dizer o que pensa sem ser ostracizado! E o processo da cessação da sua militância está claramente revestido de marginalização, de alguém que tem sido crítico do status quo. É isso que condeno!

Bem sei o que dizem os Estatutos do PSD. Mais, antes de começar a escrever este artigo, pedi esclarecimentos a dois amigos que integram o Conselho de Jurisdição Nacional (CJN), e que por isso tomaram parte na decisão. Portanto estou plenamente consciente de que chegada a queixa ao CJN, este desfecho era quase inevitável. “Não é uma sanção. É uma decorrência directa. O CJN não pode discutir a gradação da pena. Nestes casos os estatutos são claros”. Quase que concordo com o meu caro amigo, mas…

A verdade é que os Estatutos dizem “Cessa a inscrição no Partido dos militantes que se apresentem em qualquer acto eleitoral (…) na qualidade de candidatos , mandatários ou apoiantes de candidatura adversária da candidatura apresentada pelo PPD/PSD”. E se o CJN resolveu não aplicar a “decorrência directa” a militantes que manifestamente foram apoiantes de outras candidaturas (exemplo flagrante: Miguel Veiga apoiou Rui Moreira no Porto) também o poderia ter feito no caso de mandatários ou candidatos.

Muitos dos actuais decisores e dirigentes do PSD fizeram algo que para mim é detestável. Esconderam-se atrás de formalidades para poderem levar a cabo um processo de marginalização de alguém que lhes é incómodo. E esses são os mesmos que, quando lhes dá jeito, ultrapassam pela direita os Estatutos, as Regras e as Leis para se beneficiarem a si próprios. Aliás, os que agora se escudam nos Estatutos terão sido os que possivelmente mais vezes os contornaram no passado. Marcos Antónios à cabeça!

Mas esta discussão sobre a parte “jurídica” da coisa não é o cerne da questão. A verdade é que tudo tem início a montante. Tudo nasce de mais um vergonhoso processo de escolha de uma candidatura autárquica, em que a Comissão Política Nacional e a Comissão Política Distrital de Lisboa do PSD vetaram a candidatura de Marco Almeida à CM de Sintra, para forçarem a imposição do amigalhaço Pedro Pinto (uma das mais medíocres figuras do PSD) como candidato a Presidente daquela Autarquia em que o PSD vence desde 2001.

O dado mais relevante é que a candidatura de Marco Almeida tinha sido desejada e apoiada pelos militantes de base em Sintra, enquanto que a candidatura de Pedro Pinto foi imposta por quem tem o poder de decisão e se julga dono do partido. A consequência foi a vitória oferecida de bandeja ao PS, que apesar de ter um fraco candidato (o vira-casaca Basílio Horta) conseguiu sair vencedor. Ao apoiar Marco Almeida, António Capucho esteve portanto, em boa verdade, ao lado dos militantes de base do PSD e em dissonância com os déspotas.

Tudo isto é fácil de perceber para quem acompanhou de perto o processo de escolha do candidato autárquico do PSD em Santo Tirso. Também cá a opinião dos militantes de base foi desprezada pelos decisores, que naturalmente o fizeram propositadamente porque queriam auto-nomear-se candidatos nas listas autárquicas. Também cá a Comissão Política impôs não só um candidato – manifestamente fraco e indesejado – mas também um coligação absurda com um partido que não tem sequer representação no concelho.

Também cá os dirigentes do PSD se esconderam atrás das formalidades para justificaram as suas escolhas à revelia dos militantes. Também cá esses déspotas acabaram por sair derrotados nas urnas prejudicando o partido e o concelho. Também cá eles se apressaram a apresentar queixas aos Conselhos de Jurisdição para afastar aqueles que não os apoiaram. Também cá foram esses que, quando conveio, contornam os Estatutos (lembrar quando Alírio Canceles recuou para vogal da Comissão Política para contornar a limitação de mandatos, e poder ser presidente aquando das Autárquicas).

O mal é que este gente está tão cheia de si própria que nem sequer consegue discernir. Este tipo de episódios (o ostracizar e afastar de militantes que pensam pela própria cabeça, e de maneira diferente) é pior para o partido, para a democracia, para o país, e até para para eles.


A Carlota e o Miguéle

13/03/2014

Ainda há dias escrevi aqui que apreciava ouvir o Miguel Gonçalves, da Spark Agency. Gosto do estilo dele e principalmente do facto de não ceder aos “Lisboetismos”. Ter orgulho na sua terra e no seu sotaque.

Claro que isso, num país como Portugal, não é bem recebido. O Miguel Gonçalves é muitas vezes satirizado pelos meios de comunicação “dita” social e é alvo de bocas sectárias por parte de muitos portugueses.

Ontem, no programa da RTP “5 para a meia noite” apareceu uma tal de Carlota Ribeiro da Silva, a promover a Happy Conference. O que disse foi exactamente a mesma coisa que o Miguel muitas vezes diz.

Alguém gozou ou vai gozar a Carlota? Não me parece!

Carlota é nome “de família de bem”, é uma rapariga gira, com ar de quem é de Cascais. Muito bem arranjada com um vestidinho preto, botas da moda, cabelo escalado e sotaque de “Lesboa”. E tem 3 nomes… Ribeiro da Silva!

Já o Miguéle Gunçalbes é um parôlo que vem do Minho. Um gajo feio, de cara suja, todo mal arranjado sempre de jeans e camisa com as mangas mal arregaçadas. Tem o cabelo mal penteado e fala com um sotaque do “nuorte”.

É por estas e por outras que às vezes tenho pena do meu país.


Jovem licenciado emigra para a Venezuela!

11/03/2014

Desde há uns meses/anos para cá que os media portugueses são férteis em reportagens/programas sobre jovens licenciados que emigraram. Esses programas/reportagens têm como objectivo colocar sobre os ombros do actual governo a responsabilidade por essa emigração, ao que chamam de brain drain.

Nesses programas/reportagens tem sido cada vez mais frequente a entrevista a jovens licenciados emigrados no Reino Unido (UK), nomeadamente em Londres. Sei bem porquê. Estou emigrado em Londres faz hoje exactamente 2 anos e tenho assistido “in loco” à chegada de uma quantidade pouco expectavel de portugueses.

Ontem, no Prós e Contras, não foi diferente. Entrevistaram mais um jovem licenciado, emigrado no UK – escolhido a dedo pela direcção do programa. Depois de ter visto a sua declaração ouvi mais 10/15 minutos de programa e – apesar de apreciar ouvir o Miguel Gonçalves ou o Rodrigo Adão da Fonseca – não suportei ver mais.

Se estes coitadinhos emigraram empurrados por um Governo liberal malvado, porque não foram para Cuba, Venezuela ou Coreia? Porque emigram eles para o UK? Um país governado por dois partidos: o Conservador (que defende o legado de Margaret Thatcher) e o Liberal.

Se a culpa de terem de emigrar foi dos “ricos” e dos “empresários”, porque vieram eles para um país onde, só na capital (Londres), existem 340 mil milionários?! Porque não emigraram para a Venezuela onde o Governo quer acabar com ricos e empresários à força da lei?

Sou jovem (talvez esteja no limiar com 35 anos), licenciado (não que isso seja relevante mas apenas para me incluir no “grupo-alvo”) e emigrante em Londres. Vim por opção. Se houve algo externo à minha própria vontade que me fez emigrar foi a tacanhez e a mesquinhez do ambiente em Portugal.

Foram os portugueses que se queixam dos Governantes (que eles próprios elegem à sua imagem), dos empresários (dos quais dependem para ter emprego e trabalho – sim porque não basta abrir uma empresa e criar empregos. É preciso arranjar trabalho!), e dos ricos (que apenas invejam, mas na realidade gostariam de imitar).


Zeca Mendonça: Obviamente demito-o

03/03/2014

Uma imagem vale mais do que mil palavras. O que o assessor de imprensa do PSD, fez é bem visível nas imagens que as televisões mostraram.

Zeca Mendonça pontapeou propositadamente e com toda a intenção um repórter. É indesculpável e inadmissível. Não é digno do Partido Social Democrata.

Esta atitude, num país decente, em que houvesse um mínimo de dignidade, seria imediatamente seguida de um pedido de demissão do próprio, ou um anúncio do Presidente do PSD.

Não interessa nada se até se dão bem (imaginem se não dessem), se pediu desculpa e o reporter aceitou. É uma questão de princípio e de exemplo.

Já vi alguns militantes do PSD a defenderem o Zeca. Por motivos óbvios de clubite, que normalmente tolda o bom senso e o discernimento.

Até jornalistas! Por talvez se darem bem com ele e conseguirem “furos”. Esquecem é que ao branquear estas atitudes pode acontecer-lhes o mesmo, noutros locais.

Podem dizer o que quiserem do Zeca. Até montarem reportagens – como foi o caso há pouco tempo numa revista – sobre o seu heroísmo e dedicação ao PSD.

Eu, estive com ele várias vezes. Sempre o achei rude e arrogante. Digam o que quiserem. Foi a minha experiência. Eu que estava sempre acompanhado de uma das figuras maiores do PSD (imaginem se não estivesse).

Fosse eu presidente do partido e… a) aconselhava-o a pedir desculpas públicas e demitir-se… ou b) obviamente, demitia-o.


No futebol como na política…

02/03/2014

No futebol como na política, não há adversários, há inimigos. Se não estás comigo, estás contra mim. Eu estou sempre certo, e tu sempre errado.

No futebol como na política, o membro do meu clube (ou partido) é melhor do que o dos outros. Independentemente de factos mostrarem o contrário.

No futebol como na política, os discursos estão completamente desalinhados da realidade. Atletas, técnicos e dirigentes pintam o que lhes interessa.

No futebol como na política, os sócios, adeptos e simpatizantes têm um gosto especial em ser enganados e engolem qualquer banalidade ou barbaridade.

No futebol como na política, a maioria dos sócios dos clubes (militantes dos partidos) não têm pensamento próprio. São apenas carneiros submissos.

No futebol como na política, quem está envolvido na estrutura não representa quem nele votou. Representa os seus interesses e dos seus amigos.

No futebol como na política, quem é sócio (ou militante) há mais tempo arroga-se de mais direitos e de uma automática superioridade moral.

No futebol como na política, ganha eleições quem faz mais promessas – que invariavelmente são irrealistas, inviáveis, e não são cumpridas.

No futebol como na política, os dirigentes do meu clube (ou partido) são impolutos, enquanto que os outros dirigentes são prevaricadores corruptos.

No futebol como na política, um caso que vise o meu clube (ou partido) é uma cabala. Mas se visar os outros é um facto demonstrativo de corrupção.

No futebol como na política, os comentadores televisivos criticam, nos que exercem funções, exactamente aquilo que praticaram quando lá estiveram.

No futebol como na política, não há árbitros que zelem pelo cumprimento das regras, apenas há juízes que formam juízo próprio, condenam e sentenciam.

No futebol como na política, o que interessa não é a verdade dos factos e o que realmente se passou, mas a percepção que ficou na opinião pública.

No futebol como na política, erros que prejudicam o meu clube (ou partido) são consequência de má fé e corrupção. Os outros, são lapsos involuntários.

No futebol como na política, a maioria dos adeptos (ou simpatizantes) não apoia o clube (ou partido) que faz mais sentido, mas aquele que ganha.

No futebol como na política, se as coisas correrem mal para o nosso clube (ou partido) não se pode criticar em público, apenas nos “locais próprios”.

No futebol como na política, as leis são feitas à medida. E os castigos aplicados aos intervenientes dependem da sua posição na hierarquia do Poder.

No futebol como na política, a comunicação “dita” social não informa os leitores/espectadores. Apenas passa a mensagem do clube (ou partido) A ou B.

O futebol, tal como a política, transformou-se num negócio. Desporto e Serviço Público são palavras que apenas servem para encher discursos redondos.


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