LOL-petegui ou Flop-etegui

19/10/2014

A Julen Lopetegui ainda dei mais tempo e benefício da dúvida do que a Vitor Pereira ou Paulo Fonseca. A estes, bastou-me 2 meses para ver o que (não) valiam. Ao espanhol ainda dei mais 1 ou 2 meses, mas cheguei à mesma conclusão. Não serve para treinador do meu FC Porto.

Imagino que os portistas cegos e otários – aqueles que sofrem de clubite aguda – irão fazer o mesmo que fizeram até hoje. Ou seja, defendê-lo com unhas e dentes, até que o senil Presidente tome a decisão (livre ou forçada pela restande direcção) de prescindir dos serviços do treinador.

Foi isso que fizeram com Vitor Pereira e com Paulo Fonseca. Porque essa estirpe de portista não tem opinião própria. É como um extremista religioso. Não questiona o que o papa, o caliph ou o imam dizem. É um rebanho de carneiros que vai atrás do pastor de olhos fechados.

O resultado é simples. Mais uma época – Deus queira que seja só uma, já que com os outros dois foram duas penosas épocas com cada um – em que a equipa fará exibições sofríveis, e em que os títulos serão escassos. Isto, apesar da enormíssima qualidade individual do plantel.

Uma pena…


Arséne, o “not so gentle” man

19/10/2014

No futebol, tal como em muito outras coisas, há mitos. Um dos maiores mitos, no que concerne a treinadores, é que Arséne Wenger (o francês que lidera o Arsenal FC há quase 20 anos) é um gentleman.

A razão para esse mito talvez seja o facto de ele continuar a falar inglês com aquele charmoso sotaque francês, ou talvez por ser um homem sempre bem vestido e bem parecido (1,91 m).

A verdade é que Arséne é tão “gentleman” como aqueles a quem os media pretendem atacar quando usam o francês como termo de comparação – na maioria das vezes, José Mourinho.

Quem ainda ficou com dúvidas, depois de há umas semanas atrás (num Chelsea 2-0 Arsenal) Arséne ter-se dirigido a Mourinho para o provocar (fisicamente), pode ver o que aconteceu esta semana.

Depois de mais um resultado negativo (Arsenal 2-2 Hull) o “not so gentle” man francês tratou de forma ignóbil uma (mulher) jornalista da BBC que lhe fazia perguntas desconfortaveis, mas legítimas.


Cuspir no prato que lhe dá de comer

15/09/2014

Há bons e maus sítios em todos os países. Há bons e maus hábitos em todos os países. Há boa e má gente em todos os países.

Provavelmente o João Mangueijo está a ter ou teve algumas más experiências – tal como todos nós ao longo da nossa vida, em muitos locais.

Resolveu escrever um livro onde aponta os defeitos dos ingleses. Poderia ter escrito o mesmo livro sobre qualquer outro povo.

O livro seria perfeitamente banal e não chamaria qualquer atenção se o João não exagerasse na caracterização. Foi o que fez certamente.

Conseguiu os seus 15 minutos de fama, e algum dinheiro também. À custa de satirizar um povo que certamente o acolheu bem.

Se assim não fosse não estaria a viver em Inglaterra há 25 anos nem diria que apesar de tudo Ingaterra é “um país interessante“.

Confrontado pela polémica diz que tudo tem de ser visto com o humor britânico. Esquece-se é que ele não é britânico, nem o humor britânico é insulto.

Aos que acham piada, aconselho que imaginem que um “bife” a viver no Algarve escrevia um livro sobre as nossas festas estudantis ou das mulheres das aldeias do interior.

Não sou advogado de defesa de ninguém. Mas vivo em Londres e considero que as criticas feitas são propositadamente injustas e exageradas.

Leitura complementar:
Observador: O português que está a incomodar os jornais ingleses
The Telegraph: Top Portuguese academic decries ‘filthy’ English


O meu 11 de Setembro

11/09/2014

11 Setembro 2001. Já lá vão 13 anos. Nessa altura era eu estudande universitário, na FEUP, e estava em minha casa, no Porto, onde vivia com 3 amigos de Santo Tirso.

7:58 a.m. – Voo 175 da United Airlines parte de Boston com destino a Los Angeles, com 56 passageiros, 2 pilotos e 7 hospedeiras. O Boeing 767 é desviado e levado para Nova York.

7:59 a.m. – Voo 11 da American Airlines parte de Boston com destino a Los Angeles, com 81 passageiros, 2 pilotos e 9 hospedeiras. O Boeing 767 é também desviado e levado para Nova York.

8:01 a.m. – Voo 93 da United Airlines, um Boeing 757 levando 38 passageiros, 2 pilotos e 5 hospedeiras, parte de Newark para São Francisco.

8:10 a.m. – Voo 77 da American Airlines parte de Washington para Los Angeles, levando a bordo 58 passageiros, 2 pilotos e 4 hospedeiras. O Boeing 757 é desviado logo após descolar.

8:46 a.m. – Voo 11 da American Airlines despenha-se contra a torre norte do World Trade Center. (Acordo uns minutos depois e ligo a CNN. Fico sem reacção, a minha irmã, tia e prima estão em Nova York)

9:03 a.m. – Voo 175 da United Airlines despenha-se contra a torre sul do World Trade Center. (Se a preocupação era muita, desmesurou-se, multiplico-me em telefonemas que não chegam nem a casa, nem a Nova York)

9:21 a.m. – Todas as pontes e túneis que levam a Nova York são fechados. (Alguem já conseguiu falar com elas, estão bem. Tinham ido a um outlet fora de Manhattan.)

9:25 a.m. – Todos os voos, são obrigados a aterrar pela Administração de Aviação Federal. (O meu telefone não para de tocar. Todos os amigos que sabem, ligam a perguntar pela minha irmã)

9:45 a.m. – Voo 77 da American Airlines despenha-se contra o Pentágono. (Elas estão “presas” fora de Manhattan e estão a ser levadas para um hotel onde irão pernoitar)

10:05 a.m. – A torre Sul do World Trade Center cai. (Nem quero acreditar no que vejo. Nunca pensei que caíssem as torres. Alguns especialistas na TV diziam que era impossível)

10:10 a.m. – Voo 93 da United Airlines despenha-se numa floresta da Pensylvania. (Graças ao esforço e coragem de alguns passageiros que confrontaram os terroristas)

10:28 a.m. – A torre Norte do World Trade Center cai. (Foi o fim de um espectáculo horrível. Ver pessoas a atirarem-se das janelas… é o desespero)

(Depois de um par de dias fora de Manhattan com a “roupa do corpo”, a minha irmã,  tia e prima voltaram ao hotel em Manhattan, e logo depois o retorno à Europa, num dos primeiros vôos que saiu de NY. Horas passadas e estavam em casa. Em Portugal. Fica o susto. E algo mais… elas tinham bilhete para subir ao World Trade Center na noite do dia 11. Isto porque a minha tia já tinha estado em NY e tinha subido ao WTC de dia)


João, agora aguenta-te à bronca

11/09/2014

Conheço o João Lemos Esteves há uns anos. Apreciei os seus primeiros posts no Psicolaranja, mas rapidamente o seu estilo e opiniões se afastaram daquilo que advogo. A saída do Psicolaranja fê-lo começar uma carreira de blogger “a solo”, que teve como ponto alto a publicação de uns vídeos no YouTube, onde o João imitava (e bem) o estilo do seu “herói” (e sua referência política), Marcelo Rebelo de Sousa. Algo que foi até mencionado e mostrado por Pacheco Pereira (outro do mesmo estilo) no seu programa da SIC Notícias, Ponto Contraponto.

A sua proximidade ao Professor Marcelo, e os conhecimentos e diligências deste, foi o que levou o João a conquistar espaço num blog no Expresso online, o Políticoesfera, que se estendeu depois a um espaço de comentário num programa da SIC Radical (onde mais uma vez dava notas, imitando o Professor) e agora um espaço de opinião no SOL online. Esta é a minha opinião, mas admito poder estar errado, e o João ter sido capaz de ter estes “palcos” por mérito próprio.

O que sinceramente eu acho duvidoso. A forma como o João escreve, e o que ele escreve, não se adequa aos cenários, está invariavelmente fora de tom, contém várias imprecisões (para não dizer erros, propositados ou não, de julgamento) e tem, como é apontado neste post, muitos erros de ortografia e de sintaxe – o que, na verdade, pouco admira nestes dias em que tanta gente (jornalistas e opinion makers incluídos) escreve horrivelmente.

Há muito que deixei de ler os textos do João. Desde os tempos em que ainda escrevia no Expresso. E dei-lhe conta disso. O seu ódio a certas pessoas (principalmente as do PSD que não alinham com Marcelo Rebelo de Sousa) tolda-lhe a visão e o julgamento. Os seus artigos de opinião estão cheios de demagogia e politica pequena. Faz acusações sem fundamento e sem sentido. De tal maneira que acaba por caír no ridículo. Aliás, o seu estilo hoje aproxima-se mais de Pacheco Pereira do que de Marcelo Rebelo de Sousa.

A melhor demonstração disso foi quando, em pleno programa da SIC Radical (o tal em que comentava semanalmente) o Prof. Marcelo (na altura convidado do programa, para delírio do João) lhe disse, ele próprio e cara a cara, que o João se devia acalmar e levar as coisas mais “numa boa”, e não estar sempre a dizer mal de tudo e de todos só “porque sim”. Para além de que gozou com o facto de o João estar sempre a imitá-lo.

Numa ou duas ocasiões dei-me ao trabalho de expressar ao João a minha opinião sobre o que ele escrevia. Fi-lo através do Facebook, em comentários aos seus posts ou por mensagem. Acho que até, nessa altura, lhe disse que corria o risco de cair em descrédito total e de perder os “palcos” que tinha. O João não quis saber, continuou a fazer ainda pior. E tinha razão. Depois disso ganhou mais palcos na comunicação “dita” social.

Tudo bem. Melhor para ele. É deste estilo que o “meu povo gosta”. Mas depois arrisca-se a levar com isto. Só espero é que tenha “arcaboiço” para aguentar com estas críticas. É que elas, além de pertinentes, são consequência e resultado da exposição pública que ele tanto procurou. Agora, “aguente-se à bronca”.


NY… a minha experiência e 3 curiosidades

07/09/2014

Acabei de chegar de uma semana de férias em Nova York. As expectativas eram altas, e a cidade esteve à altura. Uma verdadeira metrópole, tal como eu gosto. Era capaz de lá viver (quem sabe se não acontecerá um dia :) ), mas honestamente continuo a preferir Londres.

As avenidas, os arranha-céus, o Hudson e as suas pontes, os parques, as lojas e department stores, os restaurantes e bares para todos os gostos, a multiculturalidade. O frenesim da metrópole. Não falta nada, como seria de esperar, à cidade que nunca dorme. Mas nem tudo é bom.

O melhor exemplo é Times Square. Perdi a conta à quantidade de amigos e conhecidos que me falaram bem. De como era “espectacular” e de como “dariam tudo” para passar lá um fim-de-ano. Pois, achei a coisa mais horrível de NY. Tempo perdido. Uma zona para turista parôlo ver e apreciar. E não, não fui à estátua da Liberdade nem ao topo do Empire.

O melhor que vi – e infelizmente não vi tudo o que queria – foi o Natural History Museum, o Metropolitan Museum, o Central Park, a vista de NY do topo do Rockefeller, Manhattan vista de Brooklyn, a travessia da Brooklyn Bridge, a Grand Central Station, o Hudson River Park. Entre muitas outras coisas que não são ícones.

Todos os dias comi e bebi bem, em locais aconselhados por quem sabe e conhece. E cumpri mais um desejo com muitos anos ao estar no US Open, e poder assistir a 2 jogos dos quartos-de-final no Arthur Ashe, um espectacular estádio de ténis com capacidade para mais de 22.000 pessoas.

De resto, 3 factos curiosos em que reparei nesta minha primeira e curta estadia…

  1. Espanhol é de facto a segunda língua mais falada em NY. Com toda a certeza por influência dos muitos imigrantes vindos dos países da América do Sul. Incrível a quantidade de sinais e avisos escritos em Inglês e Espanhol.
  2. (praticamente) Não existem carros franceses ou italianos. Mais do que se verem marcas de automóveis pouco usuais ou inexistentes na Europa – Lincoln, Mercury, etc. – não se vêem (pelo menos eu não vi) Citroen, Renault, Fiat ou Alfa Romeu – marcas com muitas vendas na Europa.
  3. Enorme quantidade de pequenos bancos, que abriram depois do “crash” de 2008, aproveitando a desconfiança das pessoas em relação às grandes instituições financeiras. Conquistando clientes com base no “serviço” e na “experiência”, mais do que nas vantagens financeiras.

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Um genocídio decorre enquanto o mundo olha para o lado

24/08/2014

Enquanto um genocídio toma lugar na Síria e no Iraque – cometido por uma organização que dá pelo nome de “Estado Islâmico” – a opinião pública e publicada, bem como muita gente anónima no Mundo, indigna-se contra Israel e os seus ataques sobre o Hamas.

Duas notas…

Os israelitas estão a tentar acabar (dizimar, mesmo, essa é a verdade) uma organização terrorista. O estado Israelita não tem, nem nunca teve, qualquer intenção a não ser defender o seu território na Palestina.

O “Estado Islâmico” (seja lá o que isso for) já afirmou claramente que, depois de controlar alguns países do Médio Oriente, quer estender-se ao ocidente, nomedadamente à Europa e Estados Unidos da América “afogando as suas populações infiéis no próprio sangue“.

Só não está preocupado com isto quem anda a dormir. E é a dormir que muita gente morre. Ver para crer, os seguintes vídeos (de entre as dezenas que nos últimos dias/semanas têm corrido as redes sociais).


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