Porque acabou o Estoril Open?

19/11/2014

Para quem quiser saber porque é que o Estoril Open acabou…

Ou…

Para quem quiser saber porque é que o Estoril Open durou 25 anos…

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O tom e a atitude de Pires de Lima

06/11/2014

Vi agora o vídeo e as fotos do Ministro da Economia, Pires de Lima, no debate de hoje no parlamento.

Nao creio que aquele tom de voz (quando falava de António Costa e Lisboa) ou aquelas atitudes (o papelinho PT e Sócrates) sejam dignas de um Ministro, muito menos num debate na Assembleia da República.

Mas se calhar o problema é meu, que ainda acho que os Ministros de um país – mesmo que seja de uma república das bananas – deveriam ser pessoas sérias e dignas. E que o parlamento de um país – mesmo que esteja repleto de gente sem categoria – deveria ser respeitado, quanto mais nao seja por representar o povo e a democracia.


Vitória ao quadrado

01/11/2014

Foram 3. Poderiam ter sido 5 ou 6. Mas até poderia ter sido apenas 1. A verdade é que independentemente do resultado o Vitória SC deu um “baile” ao Sporting CP.

Muitos (principalmente aqueles que percebem de “bola” e não de “futebol”) irão achar que tudo foi um acaso. Eu acho que é resultado de um projecto raro em Portugal.

O Vitória SC – principalmente desde que voltou à Liga principal em 2007, e se desamarrou do legado de Pimenta Machado – tem uma mentalidade diferente e, a meu ver, correcta.

Apostou num projecto e num líder, Rui Vitória. Apesar de algumas épocas menos bem conseguidas e possívelmente longe dos objectivos, acreditou e manteve o treinador.

A prova de que é isto que vence, é o facto de o Vitória SC todas as épocas ter meia equipa renovada e continuar em bons níveis. Ou seja, jogadores vão, mas filosofia fica.

Gostava que o Flopetegui… Lolpetegui ou lá o que é… pusesse os olhos no Rui Vitória. Não só na sua capacidade técnica e táctica mas no estilo. Calmo, sereno e discreto.

De resto, uma nota final para a maioria. O clube de futebol fundado em 1922, sediado em Guimarães, e que joga no Estádio D. Afonso Henriques, chama-se “Vitória Sport Clube“, e não “Guimarães


Costa e a Comunicação “dita” Social

25/10/2014

Durante os próximo 12 meses, e até às eleições, muito se revelará. Alguns políticos que até agora andaram protegidos pela sombra vão agora ter de andar ao sol. Mas há mais quem vá ter de se queimar… a comunicação “dita” social.

Todos sabemos que, para a comunicação “dita” social, o que é novo é bom. Por isso mesmo, por ser novidade. É notícia, e vende. Mas ainda é melhor se for de esquerda (o quadrante político preferido das redacções portuguesas).

Não é novidade que António Costa sempre teve boa imprensa. Porquê? Não sei. Talvez porque faz parte da corte de “Lesboa”, porque tinha uma irmão influente no sector, ou porque não se pode criticar um “escurinho” correndo o risco de se ser confundido com racista.

A verdade é que António Costa é dos políticos menos coerentes da praça. E a razão é só uma. Ele não tem uma ideia, uma convicção, um ideal. É daqueles que vai conforme o vento (leia-se, opinião pública). Só diz o que é políticamente correcto, popular e circunstâncial.

Ora isso seria uma galinha dos ovos de ouro para a comunicação “dita” social portuguesa. Nos próximos 12 meses teria infinito material para ir buscar ao passado recente, e comparar com o que António Costa diz agora que é candidato a PM.

Aguardo com curiosidade e serenidade. É que para mim, também a comunicação “dita” social portuguesa se vai revelar (pelo menos para aqueles que ainda julgam que ela é imparcial e independente).


LOL-petegui ou Flop-etegui

19/10/2014

A Julen Lopetegui ainda dei mais tempo e benefício da dúvida do que a Vitor Pereira ou Paulo Fonseca. A estes, bastou-me 2 meses para ver o que (não) valiam. Ao espanhol ainda dei mais 1 ou 2 meses, mas cheguei à mesma conclusão. Não serve para treinador do meu FC Porto.

Imagino que os portistas cegos e otários – aqueles que sofrem de clubite aguda – irão fazer o mesmo que fizeram até hoje. Ou seja, defendê-lo com unhas e dentes, até que o senil Presidente tome a decisão (livre ou forçada pela restande direcção) de prescindir dos serviços do treinador.

Foi isso que fizeram com Vitor Pereira e com Paulo Fonseca. Porque essa estirpe de portista não tem opinião própria. É como um extremista religioso. Não questiona o que o papa, o caliph ou o imam dizem. É um rebanho de carneiros que vai atrás do pastor de olhos fechados.

O resultado é simples. Mais uma época – Deus queira que seja só uma, já que com os outros dois foram duas penosas épocas com cada um – em que a equipa fará exibições sofríveis, e em que os títulos serão escassos. Isto, apesar da enormíssima qualidade individual do plantel.

Uma pena…


Arséne, o “not so gentle” man

19/10/2014

No futebol, tal como em muito outras coisas, há mitos. Um dos maiores mitos, no que concerne a treinadores, é que Arséne Wenger (o francês que lidera o Arsenal FC há quase 20 anos) é um gentleman.

A razão para esse mito talvez seja o facto de ele continuar a falar inglês com aquele charmoso sotaque francês, ou talvez por ser um homem sempre bem vestido e bem parecido (1,91 m).

A verdade é que Arséne é tão “gentleman” como aqueles a quem os media pretendem atacar quando usam o francês como termo de comparação – na maioria das vezes, José Mourinho.

Quem ainda ficou com dúvidas, depois de há umas semanas atrás (num Chelsea 2-0 Arsenal) Arséne ter-se dirigido a Mourinho para o provocar (fisicamente), pode ver o que aconteceu esta semana.

Depois de mais um resultado negativo (Arsenal 2-2 Hull) o “not so gentle” man francês tratou de forma ignóbil uma (mulher) jornalista da BBC que lhe fazia perguntas desconfortaveis, mas legítimas.


Cuspir no prato que lhe dá de comer

15/09/2014

Há bons e maus sítios em todos os países. Há bons e maus hábitos em todos os países. Há boa e má gente em todos os países.

Provavelmente o João Mangueijo está a ter ou teve algumas más experiências – tal como todos nós ao longo da nossa vida, em muitos locais.

Resolveu escrever um livro onde aponta os defeitos dos ingleses. Poderia ter escrito o mesmo livro sobre qualquer outro povo.

O livro seria perfeitamente banal e não chamaria qualquer atenção se o João não exagerasse na caracterização. Foi o que fez certamente.

Conseguiu os seus 15 minutos de fama, e algum dinheiro também. À custa de satirizar um povo que certamente o acolheu bem.

Se assim não fosse não estaria a viver em Inglaterra há 25 anos nem diria que apesar de tudo Ingaterra é “um país interessante“.

Confrontado pela polémica diz que tudo tem de ser visto com o humor britânico. Esquece-se é que ele não é britânico, nem o humor britânico é insulto.

Aos que acham piada, aconselho que imaginem que um “bife” a viver no Algarve escrevia um livro sobre as nossas festas estudantis ou das mulheres das aldeias do interior.

Não sou advogado de defesa de ninguém. Mas vivo em Londres e considero que as criticas feitas são propositadamente injustas e exageradas.

Leitura complementar:
Observador: O português que está a incomodar os jornais ingleses
The Telegraph: Top Portuguese academic decries ‘filthy’ English


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