Bluetooth, Rei da Dinamarca

24/02/2010

Bluetooth foi o cognome de Harald Gormsson, rei da Dinamarca entre o ano de 958 e 970. Este rei ficou conhecido por ter conquistado e unificado todos os países nórdicos. Daí vem o nome da tecnologia hoje utilizada para unificar, num só protocolo de comunicação, vários dispositivos (telefones, computadores, auriculares, etc.)

O auricular bluetooth veio permitir aos condutores poderem falar ao telefone sem que isso interferisse na condução do automóvel, reduzindo assim o risco de acidente. Esta tecnologia pode assim, além de facilitar a comunicação, salvar algumas vidas.

Desde há muitos anos que fico revoltado quando vejo pessoas a falar ao telefone sem auricular ao mesmo tempo que conduz. É uma irresponsabilidade e um perigo, para não dizer que é proibido (e as multas são caras). Fico principalmente indignado com uma certa “classe”… a “classe” de pessoas que anda em automóveis topo de gama.

Hão-de reparar, tal como eu, que 90% das pessoas que andam em automóveis que custam acima de 50.000 €, além de estarem permanentemente ao telefone enquanto conduzem, nunca têm auricular. Eu pergunto, têm dezenas de milhares de € para comprar automóveis, e não têm 20 € para um auricular?

Que raio de gente pseudo-rica, mal educada, irresponsável, pretensiosa, arrogante e estúpida. Pobres de espírito.


Ninguém escolhe família. Mas os amigos…

19/02/2010

Mais escutas vieram a público. José Sócrates não é ouvido em nenhuma delas. Quero acreditar que nas 11 que o envolviam, e que foram entregues ao Presidente do STJ, não houvesse nada de criminoso. Mas se assim era, porque demorou tanto a avaliação das mesmas? Não se compreende. E por ter havido eleições legislativas pelo meio, é legítimo que todos desconfiem que o atraso foi propositado.

Partindo do princípio que José Sócrates nada tem que ver com estes planos (que envolvem TVI, RTP, PT, MEO, TagusPark, Refer, Luís Figo, DN, JN, Lusa, etc.) fico sem perceber qual os motivos e os objectivos que levaram Rui Pedro Soares, Paulo Penedos, Armando Vara, João Carlos Silva, José Thomati, etc a fazer tais diligências, a engendrar tais planos, a corromper e influenciar à custa de dinheiros que não eram seus.

Segundo consigo perceber pelas declarações do PM e da sua guarda pretoriana, o problema não é José Sócrates ser um homem sem carácter, sem principios e sem valores. O problema não é sequer José Sócrates ser um mau governante ou um político corrupto. O problema é que José Sócrates está com azar nos familiares (estes ninguém pode escolher) e amigos (estes todos podem escolher) que tem.

1 – A propósito do caso Freeport, Sócrates é inocente e tem o azar de um primo abusador ter utilizado o seu nome e cargo para obter contrapartidas financeiras.

2 – A propósito do caso Face Oculta, Sócrates é inocente e tem o azar de uns amigos abusadores terem utilizado o seu nome e cargo para obter… apoios para a candidatura do mesmo Sócrates às legislativas 2009.

Caramba… agora fiquei confundido. Então os amigos de Sócrates arriscam a própria pele – corrompendo e influenciando com dinheiros públicos ou de accionistas de empresas privadas – e têm como objectivo beneficiar Sócrates (que de nada sabe) em vez de se servirem a eles mesmos? Que raio de gente esta… nem para eles são bons… ou então, a versão de Sócrates está mal contada, o PM está mesmo envolvido como cabecilha, e o procurador do MP mais o Juíz de Instrução de Aveiro têm toda a razão.


A seguir vem o “Lelo Marmelo”

17/02/2010

Fernando Nobre vai apresentar a sua candidatura à Presidência da República. Faz ele muito bem. Atrás dele virá com a mesma intenção Manuel João Vieira.

Ou então, a intenção deste anúncio de Fernando Nobre é desviar as atenções das borradas que o Governo tem feito. Ou então, a intenção desta candidatura é mesmo derrotar Manuel Alegre.


O lado positivo das eleições no PSD

17/02/2010

Avizinham-se tempos em que vários militantes do PSD vão dar motivos para que a comunicação “dita” social e a opinião pública possam fazer trovas burlescas e satíricas do partido. Digo isto porque estou convencido que o combate pela liderança do PSD será feito pela negativa.

Maquiavel dizia em O Príncipe que havia duas formas de fazer campanha política. Uma delas era dizer bem de si, e a outra era dizer mal do adversário. Temos hoje implantada em Portugal uma única forma de fazer campanha política, e que vai de encontro à 2ª opção ditada por Maquiavel.

Os responsáveis por este estilo de fazer campanha são os políticos que temos tido nos últimos 15 anos. Como estes foram políticos incompetentes, nada mais lhes restava em campanha do que dizer mal do adversário, já que nada tinham para dizer bem de si próprios. Guterres iniciou este estilo e Sócrates aprofundou-o e tornou-se mestre.

A campanha interna no PSD começou há umas semanas, e para já o que tenho visto não me agrada. Têm sido quase nenhuns os militantes que tenho ouvido a dizer bem do seu candidato, ou do programa deste. A maioria apenas tem “blasfemado” os adversários.

Acho que devem ser apontados os aspectos negativos dos candidatos – afinal de contas precisamos de ver o que há de positivo, e também o que há de negativo em cada um, para que possamos fazer uma análise equilibrada – mas tudo tem limites. E para sermos honestos devemos falar verdade.

Vou ser diferente daqueles que tenho ouvido/lido e aponto a seguir alguns pontos positivos de 3 dos 4 candidatos a líder do PSD:

José Pedro Aguiar Branco
1 – É deputado na Assembleia da República
2 – Tem experiência de combate com Sócrates c/ líder parlamentar
3 – É um homem íntegro, responsável, exigente, leal e respeitador
4 – Não é conotado com nenhuma das facções do partido
5 – Demonstrou ter sentido de Estado na gestão de dossiês
6 – Tem experiência governativa como Ministro

Paulo Rangel
1 – É reconhecidamente um homem inteligente, determinado e lutador
2 – Tem experiência de combate com Sócrates c/ líder parlamentar
3 – Já venceu, pelo PSD, umas eleições disputadas a nível nacional
4 – Pouco ligado à “máquina” partidária (pouco tempo de militante)
5 – A sua figura e retórica são convidativas e persuasivas
6 – Tem experiência governativa como secretário de Estado

Pedro Passos Coelho
1 – Conhece a história e a dimensão cívica do PSD
2 – Não está ligado a governos PSD do passado
3 – Teve a oportunidade de ver de perto como trabalhava Cavaco Silva
4 – Tem background de gestão de recursos e pessoas
5 – Tem boas ideias sobre economia em geral
6 – Conhece diversas áreas do mercado empresarial


Interesses (pess)o(nacion)ais

13/02/2010

Não vale a pena fazer mais considerações às actuações do primeiro-ministro, dos governantes, dos altos representantes da justiça, dos administradores das grandes empresas, dos banqueiros, dos reguladores, das autoridades. Está tudo visto… há muito tempo. Como dizia Lobo Xavier na “Quadaratura do Círculo“, não é preciso ler escutas para saber o que se passa.

O que interessa agora, chegados a este ponto, é que Portugal não pode continuar assim. Liderado por este bando de homens gananciosos, arrogantes, corruptos, incompetentes, incapazes e sem carácter. Passamos por uma grave crise económica, financeira, social e de valores. E este Governo tem de ser demitido para termos algumas hipóteses de recuperar.

Qualquer coisa é melhor do que isto. Mas pelos vistos, mais uma vez, os responsáveis – aqueles que elegemos para tomarem conta do nosso futuro e para nos representarem nos orgãos da democracia – colocam os seus interesses pessoais e corporativos à frente dos interesses nacionais.

1 – O PR Cavaco Silva não demite o governo porque pensa nas eleições de Janeiro 2011. Não tenho a mais pequena dúvida que, se as eleições presidenciais tivessem sido em Janeiro 2010, este Governo já estava no olho da rua.

2 – O PSD não apresenta uma moção de censura porque tem medo de ser acusado de provocar uma crise política – a somar à crise social, económica e financeira – e de assim se ver fragilizado numas futuras eleições.

3 – O CDS também não o faz porque não quer passar a imagem de desestabilizador. Tem-se esforçado por manter a atitude politicamente correcta que lhe deu os 12%. Aposta na mesma táctica para subir no próximo acto eleitoral

4 – O PCP e o BE, por muito que digam mal de Sócrates, preferem ter lá o PS do que abrir a porta para um governo PSD ou uma coligação PSD-CDS. Ainda têm o trauma da direita e esquerda. Algo que nos dias de hoje, para mim, já não existe.

Ou seja, todos zelam pelos seus próprios interesses. Mas esquecem-se do superior interesse de Portugal. Esquecem-se que adiar a queda deste governo para 2011 é dar a Portugal e aos portugueses mais 2 anos de atraso. Tempo esse que poderá ser definitivamente fatal.


Junta comete crime ambiental na Fig. da Foz (III)

12/02/2010

Ainda há muito quem diga que o actual executivo da Junta de Freguesia de Maiorca – na Figueira da Foz – não cometeu nenhum atentado ambiental. Será que esses não percebem o que deve uma junta fazer? Deve zelar pelo bem estar da população e deve trabalhar pelo desenvolvimento da terra. Deve andar para a frente, como se costuma dizer. Vejam então as fotografias do parque de merendas junto à fonte, onde se “assassinaram” plátanos lindíssimos que davam a vitalidade aquele local. Digam se Maiorca (e a sua população) andou para a frente… ou para trás.

O belo cenário no passado

A alegria de há uns tempos atrás

A triste imagem actual

O desolador cenário de hoje


Junta comete crime ambiental na Fig. da Foz (II)

09/02/2010

As “obras” do novo executivo da Junta de Freguesia de Maiorca:

Corte ilegal de Carvalhos junto ao Campo de Futebol

Devastação do Eucaliptal junto ao Parque do Lago

Destruição dos plátanos da Feira Velha

Poda “assassina” dos Plátanos junto ao Parque da Fonte

(Caricatura da autoria de Fernando Campos)

O autor moral da “façanha” (Caricatura da autoria de F.Campos)


Carta aberta aos militantes PSD de Santo Tirso

05/02/2010

Um amigo meu recebeu na 2ª feira dia 1 Fevereiro, na sua caixa de e-mail, uma mensagem enviada por Alírio Canceles (ex-presidente do PSD Sto Tirso) que, pelo visto, me era dirigida. Eu, nada recebi. Segundo ele acusava-me de várias coisas, entre elas atacar o PSD e os seus dirigentes a partir de um blogue anónimo. Dizia que eu tinha objectivos partidários pessoais inconfessáveis e que desejava a derrota do PSD. Esse amigo deu-me conhecimento reencaminhando-me o mail. Pude verificar que o mail teria sido também enviado para mais pessoas (militantes e não militantes do PSD). Com que objectivo?

Quem me conhece sabe que sou uma pessoa atenta à blogosfera, reconheço-a como veículo importante da comunicação de hoje. Já tive e colaborei em vários blogues e actualmente escrevo apenas em http://eramaisumfino.wordpress.com. A internet não é uma ferramenta imóvel, mas movimenta-se, e as pessoas nela. Diariamente envio para familiares e amigos links de blogues (jornais, sites, etc) com artigos que sugiro para leitura. Faço-o desde 2003, altura em que descobri o mundo dos blogues, quando ainda muito poucos sabiam o que isso era. Quando muito poucos ainda utilizavam com frequência a internet e o correio electrónico. Envio sugestões de visitas a todo tipo de blogues.

Uma pessoa que perceba minimamente como funciona este mundo global da internet, sabe perfeitamente que qualquer pessoa pode registar um mail, um site, um blog, etc com o nome que quiser. E para isso não precisa de provar que é “dono” do nome em causa. Essa poderá ser uma das lacunas da World Wide Web, mas o facto é que assim é, e ninguém pode controlar isso. Qualquer um pode registar um mail em nome de “Alírio Canceles”, abrir uma conta no youtube com o mesmo nome, e fazer o upload das escutas entre o Sócrates e Vara. Qualquer um pode registar um blogue com o nome alíriocanceles.blogspot.com e escrever o que quiser sobre José Sócrates assinando “Alírio Canceles”.

Terminada a aula de tecnologias de informação sobre a www, é altura de falar da tal “verdade” que Alírio refere:

1 – Não fui eu que produzi ataques de carácter pessoal. Conhecidos Tirsenses, que presenciaram, perguntaram-me o porquê de alguns dirigentes do PSD e JSD Sto Tirso me insultarem gratuitamente em locais públicos, sem a mínima preocupação (qual Sócrates no caso Mário Crespo). Pelo contrário, quando falo dos dirigentes do PSD Sto Tirso, posso atacá-los, mas apenas e só pela sua (in)capacidade política.

2 – Não sou eu que ando a fazer do PSD um instrumento para atingir objectivos pessoais e profissionais. Estou na política com sentido cívico e de missão, e não para me aproveitar de qualquer cargo que possa vir a ocupar. Coloco sempre os interesses colectivos (do PSD e de Santo Tirso) à frente dos pessoais. A prova disso é que nunca exigi (ao contrário de outros), nem nunca aceitei ter lugares em listas candidatas a eleições.

3 – Não sou eu o divisionista, o ressabiado ou o fomentador de facções. Candidatei-me em 2004 à presidência da JSD, concorrendo com Carlos Pacheco. Perdi, mas no entanto colaborei com a CPS vencedora, enquanto presidente do Núcleo de Sto Tirso/S.Miguel do Couto. Organizamos conferências e participamos em várias outras actividades. Em 2006 integrei uma lista candidata à CPS do PSD concorrendo com Alírio Canceles. Perdi, mas ainda assim colaborei com a CPS vencedora. Organizamos sessões de esclarecimento, participamos em todas as actividades e estivemos envolvidos na campanha autárquica 2009 a 100%.

4 – Não fui eu que nada fiz pelo PSD. Nas eleições autárquicas de 2001 e 2005 dei o melhor de mim. Corri o concelho ao lado dos candidatos. Desde a sempre divertida colocação de cartazes pela noite dentro, conduzi carrinhas de som, distribui propaganda, ajudei na logística e finalmente conversei com as pessoas, mostrando-lhes o nosso programa. Tentando ser persuasivo e convincente para ganhar votos. Posso dizer que em certas alturas estive mais envolvido, e dei mais de mim do que provavelmente alguns dos que me atacam. Sublinhe-se que em nenhuma destas duas eleições eu fiz parte de qualquer lista. Trabalhei desinteressadamente em favor do PSD e de Santo Tirso.

5 – Não sou eu que depois de meia dúzia de dias de militância e 2 campanhas volvidas me acho o militante que mais fez pelo PSD (aliás isso soa-me mal, tal como quando Sócrates disse que ainda estava para nascer um PM que fizesse mais pelo défice. Viu-se!) Nem eu, que desde que me conheço ando em campanhas pelo país, me acho o mártir do PSD. Já andei em Presidenciais, Legislativas, Europeias, Autárquicas. Já passei por dezenas de distritos e concelhos. Já fiz de tudo, desde distribuir autocolantes até participar em sessões de esclarecimento. Tudo, desinteressadamente. Note-se, nunca integrei nenhuma lista. Alírio Canceles e companhia estão nestas andanças desde que a política é vista como um trampolim, e apenas deram o corpo ao manifesto quando eram candidatos. Não recebo, portanto, lições de militância destes senhores, posso é dá-las.

6 – Não fui eu que nas Autárquicas 2009 andei a ligar ao responsável da campanha a uma junta para exigir que colocassem fotos minhas no site da candidatura. Não fui eu que no dia da apresentação dessa candidatura armei uma “cena” porque, para me mostrar, queria discursar (graças a Deus que Zé Pedro Miranda não cede a pressões e essa pessoa não falou). Eu não tenho sede de protagonismo. Não existe nenhuma foto minha em sites de candidatura.

7 – Não sou eu o autista que odeia discussão ou diálogo. Não sou eu que não admito que haja pessoas a pensar diferente de mim, e que livremente se expressem com pluralidade construtiva. Nas reuniões que ao longo do tempo tive com os que me atacam, sempre fui respeitador. Sempre soube ouvir e compreender, apesar de não concordar. Educadamente contrapus e tentei expor o meu ponto de vista. Nunca rejeitei qualquer contacto com aqueles de quem politicamente discordava.

8 – Não fui eu que não tive a desvergonha de assumir diante de companheiros de partido que tinha como objectivo chegar ao cargo de vereador. Não fui eu que com todo o desplante assumi frontalmente que queria ser candidato nas próximas eleições. Eu não quero, e já o provei. Recusei convites para fazer partes de listas candidatas porque não tenho qualquer ambição política. Tenho uma vida profissional no privado que me preenche, realiza e onde sou bem sucedido. Não preciso da política para “ser importante” ou para “ganhar dinheiro”.

9 – Não fui eu que nem corei quando assumi na frente de outros militantes que queria “enganar” os estatutos ao recuar para o lugar de vogal de uma CPS, para poder ser presidente em 2012 e assim decidir quem é candidato e quem integra as listas. Não fui eu que reconheci querer manipular a pessoa que escolhi para me substituir temporariamente no lugar de presidente. Eu sempre respeitei as regras do jogo e os militantes do meu partido. Mesmo em eleições de lista única, para o núcleo da JSD, sempre segui todos os trâmites e nunca falhei sequer com a recolha das assinaturas necessárias.

10 – Não sou eu que avalio as pessoas em função da sua ligação politica, de amizade, ou de outros interesses. No trabalho pelo partido, sempre fiz os possíveis para aproveitar as melhores competências de todos os meus companheiros. Se o sr.A é eficaz a colar cartazes, venha ele. Se o sr.B é politicamente capaz, venha ele. Ao contrário de outros nunca rejeitaria pessoas comprovadamente capazes de ajudar o partido e o concelho, por puro sectarismo. Algo que Alírio Canceles fez, quando tentou boicotar algumas iniciativas que o núcleo de Sto Tirso teve e que, segundo ele, poderiam ofuscar o trabalho da CPS. Algo que voltou a fazer quando boicotou os 2 nomes indicados pelo núcleo para a lista candidata à Assembleia Municipal 2009. Se Alírio reconhecesse, como diz, o mérito das pessoas, aproveitava quem revitalizou 2 dos mais importantes núcleos do PSD, de quem organizou actividades sobre temas importantes com o intuito de mobilizar o partido e esclarecer a população, de quem dá credibilidade ao partido junto da sociedade civil.

11 – Não sou eu que preciso do cacique para chegar ou me manter no poder. Sempre que me apresentei a eleições no PSD concorri honestamente com um plano de estratégia política e com um plano de actividades. Dei conhecimento da minha candidatura a todos os militantes e esperei que votassem em mim pelo projecto. Nunca fiz, nem farei o que outros fazem. Apresentar-se a eleições sem programa, só porque sim, e depois andar a cacicar e a trazer os famosos autocarros com militantes para votar.

12 – Não fui eu que andei a inscrever como militantes pessoas que não se reviam no PSD, e nem sequer se interessavam por política. Não fui eu que lhes prometi “favores” quando um dia estivesse no poder. Não fui eu quem não teve vergonha sequer de assumir: “Tenho amigos que até são de esquerda, mas fi-los militantes só para eles votarem em mim. Depois quando puder retribuo o favor, ou não… haha“. Jamais faria uma coisa destas ao meu partido. Jamais me aproveitaria de amigos ou de pessoas intelectualmente menos capazes. Jamais até, gastaria dinheiro do meu bolso para pagar quotas seja a quem for.

13 – Não fui eu que me envergonhei um pouco, mas mesmo assim disse na frente de outras pessoas, que queria tirar um curso superior para que pudesse “subir” no aparelho partidário, na política. Eu tirei o meu curso superior na altura devida e com o objectivo de me valorizar pessoal e profissionalmente, pois o mercado de trabalho é exigente. Não o fiz para que pudesse ser chamado de “doutor” ou “engenheiro” em qualquer debate político, ou para poder ser considerado “superior” numa estrutura partidária. Não tenho esse tipo de complexos de inferioridade.

14 – Não sou eu que ando pelos congressos nacionais, assembleias, reuniões ou campanhas a bajular dirigentes distritais do PSD. Portando-me como um “yes man” para os agradar, fazendo-lhes vénias. Eles é que me fazem vénias quando passam por mim, não por eu ser importante, mas pelo respeito mútuo que existe. De qualquer maneira, ao nível partidário, e tal como já tive oportunidade de dizer num plenário concelhio, são eles que precisam de nós para estarem naquele lugar, e não o contrário. Nós é que somos as bases, os donos do partido. Nós é que os elegemos.

15 – Não sou eu que sonho um dia poder privar com dirigentes nacionais do PSD que endeuso, e vou para os congressos de máquina em riste, ou tentando aparecer por trás deles quando estão a ser filmados pelas televisões. Já tive a oportunidade de privar com vários e não fiz disso nenhum troféu. Nem sequer registei essas alturas, é uma coisa normal, são pessoas como outra qualquer. E não preciso de andar a tentar fazer-me passar por amigo de algum deles. Efectivamente conheço pessoalmente alguns, e por outros até tenho mesmo amizade. Mas não me vanglorio por isso.

Sei distinguir as coisas, sei o que é democracia, sei o que é pluralismo, sei viver em sociedade. Tenho princípios, valores, carácter e personalidade. Sei discutir livremente, sei ouvir, sei respeitar os concorrentes, e também sei dar-me ao respeito. Tenho coragem para dizer o que penso, seja a quem for, e penso pela minha própria cabeça. Sou moderado e tenho bom senso. Conheço a história, os ideais e a dimensão cívica do PSD. Sei reconhecer o mérito e dar valor a quem está na política desinteressadamente e com sentido de serviço à população.

Não compactuo com gente sem carácter, gente desonesta intelectualmente, gente que não tem coragem de falar na frente, gente que foge ao confronto de ideias. Não posso deixar passar em claro situações em que pessoas se tentam aproveitar das outras, em que usam o partido como instrumento para atingir objectivos pessoais. Pessoas que só pensam na promoção pessoal, com calculismo, e com a irresponsabilidade de arrastarem o Partido nessa ânsia de poder egoísta. Não me associo a ditadorzinhos.

Para finalizar, dizer apenas que não desejava isto. Pelos vistos, tudo nasceu de um mal entendido que poderia ter sido resolvido entre dois homens. Mas infelizmente um deles é “menino”. Dois dias antes de Alírio Canceles fazer circular o mail – a que respondo com este texto – esteve no mesmo local do que eu. Passou por mim e fez de conta que não me viu. Se fosse um homenzinho adulto dirigia-se a mim e esclarecia as coisas. Em vez disso resolveu “fugir” e, pelas costas, fazer um ataque tão baixo. Hoje, 6ª feira 5 Fevereiro, telefonei-lhe pelas 19h50 para lhe dar conhecimento desta minha resposta antes de a publicar. Não me atendeu o telefone. Nada que eu já não estivesse à espera.

Já agora, para os interessados, o meu mail é luismelo78@gmail.com e o meu website é www.luismelo.org (nada parecido com aqueles que aparecem nas “investigações” do Sherlock Alírio Holmes).


Somos o 2º país mais desenvolvido de África

02/02/2010

Depois dos casos de João Miguel Tavares, Manuela Moura Guedes, José Eduardo Moniz, José Manuel Fernandes, etc. Depois dos casos da TVI, do Público, do Sol, etc. Ainda há quem tenha dúvidas. Ainda há muito boa(?!) gente que crê que Sócrates, este Governo e o PS não convivem mal com a liberdade de expressão. Algo conquistado no tão falado 25 de Abril de 1974.

O caso de Mário Crespo comprova que o PM não é só uma pessoa que convive mal com a crítica. Não é só uma pessoa que tem pouca capacidade de encaixe. Não é só uma pessoa que despreza e não respeita a opinião plural. Este caso prova que José Sócrates actua como se de um chefe de estado africano ou sul-americano se tratasse. Não tem problema nenhum em contactar pessoalmente empresários, gestores, directores, e dizer-lhes directamente que se as suas empresas vão contra ele, o “caldo está entornado”.

Além disso está mais do que visto o nível intelectual dele como pessoa. Toda a gente sabe e conhece palavrões. Toda a gente tem acessos de raiva interior. Mas nunca um membro de um governo poderia falar naqueles termos sobre alguém. Nem sequer em casa, em frente aos seus filhos. Quanto mais num local público, na presença de outros membros do governo e altos empresários.

Não posso deixar de fazer um paralelo que já fiz noutras ocasiões: Hugo Chávez conquistou o poder pela retórica. Sócrates também. Hugo Chávez não tem feito nada para melhorar a vida do seu povo. Sócrates também. Hugo Chávez mantém à sua volta um grupo restrito que se alimenta do Estado. Sócrates também. Hugo Chávez fecha orgãos de comunicação social que são contra “regime”. Sócrates também (dentro da medida do possível).

Só há uma coisa que Sócrates ainda não fez… foi prender Carvalho da Silva ou Mário Nogueira por liderarem manifestações. E também não me parece que consiga fazer outra coisa… mandar matar líderes dos partidos da oposição. Olhem bem a sorte destes senhores… Portugal ainda faz parte do continente Europeu, e está incluído na União Europeia.

Mas por vezes, tal como costumo dizer, Portugal parece o país mais desenvolvido do continente africano, a seguir à África do Sul.


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