O Era Mais um Fino atingiu hoje as 60.000 visitas! Este número redondo deixa-me extremamente satisfeito, faz-me agradecer-vos, impele-me a pedir-vos mais participação na caixa de comentários, e…. venha mais um fino que eu pago esta rodada!
Lisboa aos olhos de… Luís Melo
05/03/2012Uma das rubricas mais conhecidas na blogosfera é a do Pensar Lisboa, de seu nome “Lisboa aos olhos de…“. Já por lá passaram Políticos, Actores, Desportistas e Jornalistas. Agora é a vez dos autores. Tenho a honra de ser o primeiro. (ler aqui, no Pensar Lisboa)
Pensar Lisboa – O que mais gosta na cidade de Lisboa?
Luís Melo – Os seus monumentos históricos. A diversidade de espectáculos e espaços culturais. Os bairros que continuam a manter a tradição. Os muito bons restaurantes de todas as cozinhas. O rio Tejo. Os pastéis de Belém. O Parque das Nações. A Baixa, o Chiado e o Bairro Alto. As belas vistas dos vários miradouros. O facto de me poder deslocar de transportes públicos, abdicando totalmente do automóvel. Os verdadeiros amigos que fiz.
Pensar Lisboa – O que menos gosta em Lisboa?
Luís Melo – Fundamentalmente duas coisas: 1) Do trânsito, que é culpa não só da cultura das pessoas (muito virada para o carro próprio, que se tornou um símbolo da aparência e do status social) mas também da má gestão e integração dos transportes públicos. 2) Da indiferença das pessoas, que estão tão compenetradas na sua vida e tão focadas no seu umbigo, que frequentemente têm atitudes egoístas, desrespeitando e desprezando o próximo. Típico de uma metrópole, que só o é pela dimensão, e não pela mentalidade.
Pensar Lisboa – O que mudava em Lisboa?
Luís Melo – A gestão dos transportes públicos. A política de reabilitação das centenas de edifícios devolutos. O apoio aos mais idosos. A atracção dos mais jovens. A reintegração das centenas de indigentes. Algo que seria possível com outra liderança na gestão autárquica.
Pensar Lisboa – O que recomendaria a um turista em Lisboa?
Luís Melo – Uma visita a Belém (Monumento aos Descobrimentos, Torre de Belém, Mosteiro dos Jerónimos, Pastéis de Belém, Palácio de Belém). Um almoço à beira rio. Uma visita ao Parque das Nações (Oceanário e Pavilhão da Ciência). Um lanche no Chiado. Um fim de tarde na Praça do Comércio, no Miradouro da Graça, no de Santa Luzia ou no de São Pedro de Alcântara. Um jantar (bife, obviamente) no XL. Uma saída ao Bairro Alto, com passagem pela Bica.
Pensar Lisboa – Com que cor identifica Lisboa?
Luís Melo – Laranja (amarelo + vermelho)
Pensar Lisboa – Numa palavra, Lisboa é…?
Luís Melo – Moura
50.000 visitas… eu pago a próxima rodada!
27/12/2011O “Era Mais um Fino” ultrapassou hoje as 50.000 visitas. 2 anos e meio depois de nascer, este blogue atinge um número de visitas que muito me deixa satisfeito. Só este ano foram 25.000 visitas em 12 meses.
Sei que tenho leitores assíduos e leais, mas muitos vêm também de referências em outros locais. Nomeadamente das redes sociais (Facebook, Twitter), dos jornais Público e i, e de blogs (Blasfémias, Delito Opinião).
Em sentido contrário, quem me visitou foi em seguida frequentemente à minha página pessoal, ao meu twitter e a blogs como o 31 da Armada, o Henri Cartoon, o Insurgente, o Forte Apache ou o Blasfémias.
Para o ano de 2012 continuarei a escrever com frequência, sobre todos os temas, desde que ache os assuntos pertinentes. Da mesma maneira, espero que todos vocês me continuem a visitar, e participem também.
Para todos vós, festejando as 50.000 visitas e o Ano Novo, eu pago a próxima rodada… venha mais um fino!
Novo desafio no “Pensar Lisboa”
28/09/2011Hoje recebi um convite que muito me lisonjeou. O meu caro amigo Diogo Agostinho convidou-me para fazer parte de um novo projecto. Um projecto na blogosfera que tem como tema central a cidade de Lisboa.
Como bom comunicador que é, o Diogo convenceu-me logo com a primeira frase. Disse-me ele que queria “um olhar nortenho sobre a capital“. Sabendo como sou um orgulhoso nortenho (Tirsense), apanhou-me por aí.
Dado que tenho outros compromissos (o Sovolei, o Era Mais um Fino e o jornal Notícias de Santo Tirso), não posso prometer uma participação intensa. Mas irei tentar contribuir dentro da minha disponibilidade de tempo.
Por enquanto o blog tem outros 8 colaboradores, dos quais – para além do Diogo Agostinho – apenas conheço o Jorge Fonseca Dias e o Rui Costa Pinto. É também com muito agrado que escreverei “ao lado” deles.
Sendo assim o desafio colocado foi aceite, e portanto poderão a partir de agora acompanhar-me também no Pensar Lisboa (sigam também através da página do blog no Facebook).
O povo é (in)culto?
28/01/2011Fui novamente convidado pelo AB (Administrador de Blogue) – o meu amigo Diogo Agostinho – a escrever no Psicolaranja. Aceitei o desafio e aproveitei também para mudar de tema. Escrevi sobre Cultura. Deixo-vos aqui o link para visitarem.
Há muito quem diga que o povo é inculto e não aprecia arte. Diz-se que, fora o cinema e os concertos (com artistas cada vez mais “comerciais”, é certo), os portugueses não dedicam o seu tempo a actividades culturais. Uma das perguntas que frequentemente se faz é “vais ao teatro?”.
Penso que nesta questão está implícito o teatro nas suas mais diversas vertentes: o teatro propriamente dito, o teatro de revista, o teatro musical, etc. Com a particularidade que deverão ser protagonizados por verdadeiros artistas profissionais.
Ora, se bem virmos, o teatro está só em Lisboa – a “capital do império”. As várias entidades do meio só querem é estar perto do centro de decisão, e gravitar à volta das instituições públicas (Ministério e afins) que têm o poder de lhes atribuir subsídios.
Em Lisboa há vários teatros e várias peças, mas é raro (muito raro aliás) que algum dos conhecidos artistas ou coreógrafos se digne a ir ao resto do país apresentar a sua peça. Perdem eles e perde o país, mas preferem o conforto da capital e o prémio sem esforço.
De longe a longe existe uma peça ou revista que, de tanto esgotar em Lisboa, aparece no Coliseu ou no Rivoli do Porto. Mas e o resto do país? Viana, Braga, Vila Real, Bragança, Guimarães, Guarda, Viseu, Aveiro, Coimbra, Leiria, Évora, Beja, Faro, etc.
No Portugal profundo – que em pleno século XXI pode ser considerado todo aquele que, mesmo estando no litoral, está fora da Área Metropolitana de Lisboa e Porto – não há qualquer espectáculo a não ser por companhias amadoras ou pelos filhos, na festa da escola.
O Governo (em particular o Ministério da Cultura) devia incluir, no regulamento de atribuição de subsídios, critérios que incentivassem as companhias a apresentar os seus espectáculos pelo país inteiro. Só assim a maioria dos portugueses terá oportunidade de ver teatro.
Também as várias entidades ligadas a este meio, poderiam e deveriam ter uma consciência social (aquela que tantas vezes aparecem nos meios de comunicação social, a pedir à sociedade e às empresas) e tomar a iniciativa de “deslocalizar” espectáculos.
Era mais um fino – 2010 em resumo
03/01/2011Depois de 6 anos (desde 2003) a trabalhar com a plataforma do Blogspot, passei para o WordPress e estou muito satisfeito. Além de ser mais user friendly, esta plataforma disponibiliza mais funcionalidades e ainda tem tempo para aquelas mariquices que fidelizam o utilizador/cliente. Uma delas é um resumo das estatísticas do ano que me foi enviado estes dias.
Segundo a análise feita ao ano de 2010, o Era mais um fino foi visitado 19.000 vezes, e teve portanto um aumento superior a 200% em relação a 2009. Foram escritos 185 novos posts, aumentando o total para 283. O dia mais activo foi 9 de Setembro e coincide com a publicação do post Carlos Cruz: Incoerência, má fé e cobardia . De seguida vem o post PSD: O porquê do meu voto como o 2º mais visitado do ano.
Em relação à origem do tráfego, verifica-se que as redes sociais têm de facto uma importância extrema: Os sites que mais tráfego enviaram ao Era mais um fino em 2010 foram o facebook e o twitter. Em 2º e 3º lugares aparecem os jornais publico e ionline, o que demonstra que também é importante fazer referência às notícias. Da blogosfera destaca-se o tráfego que chegou do Delito de Opiniao.
Ao nível dos motores de busca, para chegarem a este blog, os leitores procuraram as expressões: “era mais um fino“, “eramaisumfino“, “carlos cruz“, “top musica portuguesa” e “processo carlos cruz“.
Boas Festas em tempo de crise
21/12/2010Esta foi a mensagem de Boas Festas que enviei aos meus amigos. Deixo-a também aqui, para os meus leitores.
Caros amigos e amigas,
O tempo é de crise financeira, e por isso vos envio esta mensagem de email (grátis) ao invés de um sms/chamada.
O tempo é de crise económica, e por isso envio uma mensagem de email para todos ao invés de mensagem personalizada.
O tempo é de crise social, e por isso peço-vos que nesta altura de Natal sejam mais solidarios do que o que já são no dia-a-dia.
O tempo é de crise de valores, e por isso nesta quadra devemos dar o exemplo sendo educados, civilizados e honestos.
Mas, como dizem vários especialistas, o tempo de crise é também um tempo de oportunidades.
Devemos por isso aproveitar o sentimento positivo e alegre deste período para ganharmos ânimo e embalagem para um ano melhor.
Melhor a nível pessoal, profissional, político, desportivo ou cultural (penso que assim abranjo toda a gente).
Desejo-vos um natal cheio de alegria, junto da família e também dos amigos.
Desejo-vos um natal com um bom bacalhau cozido (ai, já estou com água na boca).
Desejo-vos um natal com um perú tenro e bem acompanhado (hum, já sinto o cheiro).
Desejo-vos um natal com legumes (é para abranger os vegetarianos), fruta e doces (ui, mais uns quilitos)
Resumindo, quero desejar-vos um Feliz Natal e um Bom Ano Novo.
Boas festas… Beijos e Abraços
O estado dos partidos, partiu o Estado
22/11/2010Fui convidado pelo Pedro Correia, a escrever um post para o Delito de Opinião. O convite lisonjeou-me e achei por bem escrever sobre um tema que me preocupa sobremaneira, e julgo que à maioria dos conscientes portugueses. Deixo-o aqui, mas sugiro que visitem o Delito de Opinião.
Escuso-me desde já a opinar sobre a situação actual do país. Milhões de linhas foram já escritas na blogosfera sobre o estado a que chegamos. Neste ponto temos um problema grande para resolver. E não, o problema não é o da aprovação de um qualquer orçamento. O problema é, isso sim, se há alguém que nos possa tirar desta situação.
Sabemos de antemão que, dado o sistema político que temos, esse alguém tem de sair de um partido político. E é precisamente este o maior problema do país. As cúpulas dos partidos – aquelas que se instalam em Lisboa e, estando ou não o seu partido no poder, conseguem sempre ir comer à gamela que contém os dinheiros do Estado – estão pejadas de gente que não interessa.
As estruturas nacionais dos partidos, donde saem os governantes (ou as escolhas para governantes) são compostas na sua maioria por pessoas que não têm sentido de missão, de serviço ou de responsabilidade. Pessoas que não têm mérito, competência, prestígio ou credibilidade. É gente sem estatura intelectual, sem escrúpulos, sem vergonha. Gente arrogante, egoísta e sobranceira.
Se recuássemos 30 anos, esta gente jamais teria enveredado pela vida política. E quando digo isto, nem sequer me estou a referir às qualidades e defeitos que assinalei acima. Estou simplesmente a referir-me ao facto de, há 30 anos atrás, as remunerações dos cargos políticos não serem suficientes sequer para viver na capital. E nós sabemos como esta gente de hoje gosta da luxúria e do enriquecimento relâmpago.
Mas voltemos aos partidos, até porque a qualidade dos políticos de hoje está intimamente ligada a eles. Tal como diz o ditato: “é de pequenino que se torce o pepino”, e é nas estruturas locais dos partidos – ao nível das freguesias, dos concelhos e dos distritos – que começa a destruição da classe política portuguesa.
É a este nível (nas chamadas “bases”) que desde logo encontramos graves atropelos à democracia. Em eleições, que se dizem livres e democráticas, é gritante a falta de regras transparentes. As quotas pagas em massa a mando dos candidatos, os famosos autocarros de votos ou os cadernos eleitorais feitos à medida, são coisas já corriqueiras.
Depois disso, vem a total desorganização da estrutura (entre direcção, eleitos e militantes), e também a completa ausência de projectos estratégicos, rumos definidos, actividades planeadas ou defesa de convicções. O que importa mesmo são as lutas internas, as tricas políticas, a execução de tarefas menores. Tudo isto contribui para a degradação da política, e para o afastamento entre população e partidos.
Há muito boa gente, com capacidades pessoais, profissionais e políticas (imbuida das mais nobres intenções) que poderia ingressar nos partidos e participar (this is what our regime is about), mas que não o fazem – em alguns casos chegaram mesmo a fazê-lo e depois desistiram – porque não têm estômago para este tipo de vida partidária menor.
Já a outro nível, é repugnante a ligação dos grandes interesses aos partidos. Aqueles interesses – cujos lucros (por vezes pornográficos) dependem dos negócios com o Estado – que gostam de ter “agentes” seus em lugares destacados nas direcções dos partidos. Como consequência disto temos a directa influência em decisões políticas, cujo pressuposto deveria ser o interesse nacional colectivo, mas acaba sempre por ser o seu contrário.
Sendo assim, o que se impõe neste momento é saber como poderá Portugal limpar os partidos políticos para encontrar soluções. Será com uma revolução ao nível das bases? Eu gostava de ir por este caminho. Gostava de ver gente da sociedade civil e, por exemplo, gente a quem pelos escritos reconheço capacidades, valores e princípios, ultrapassar os limites da blogosfera e ingressar na estrutura local do partido de que é simpatizante.
Será com uma reforma do sistema político ou com uma alteração à lei eleitoral? Numa altura em que se tem falado também muito em alterações à Constituição da República, talvez fosse mais importante que essas propostas de alteração versassem sobre esta problemática dos partidos, tendo em vista a sua regeneração. Experimentar um sistema uninominal ou misto (sería preferível e mais equilibrado), talvez fosse um caminho a seguir.
Tiro ao alvo… com dardos
19/11/2010
O João Carvalho do blogue Delito de Opinião atirou um Dardo na direcção do Era Mais um Fino. Fico muito lisonjeado. Dando continuidade a esta ligação blogosférica vou deixar ficar aqui os meus dardos. Como só tenho dez, vou abdicar de colocar aqueles mais conhecidos como por exemplo o 31 da Armada, o Albergue Espanhol, o Blasfémias, o Cachimbo de Magritte ou o Insurgente. Esses já devem ter sido suficientemente publicitados, e devem estar cheios de dardos. Vou aproveitar para dar lugar aos menos mediáticos mas igualmente interessantes de seguir.
Publicado por Luis Melo