Procuras emprego? Cuidado com as redes sociais!

22/05/2012

Nos dias que correm, no que se refere à contratação, já não é só o Curriculum Vitae que conta quando uma empresa procura o candidato certo para a oportunidade de emprego. As redes sociais desempenham já uma parte importante da avaliação.

Ao apreciar uma candidatura, a maioria das empresas pesquisa pela pessoa na Internet. Não só para chegar aos seus perfis nas redes sociais, mas também para pesquisar por artigos ou publicações em blogues, websites, foruns e afins.

Isto não quer dizer que seja “perigoso” ter perfis nas redes sociais, ou escrever em blogues. Pelo contrário. É positivo, por exemplo, um candidato ao lugar de Eng° Ambiente, ter posts publicados num blogue sobre a sustentabilidade ambiental.

Mas a verdade é que há estudos que demonstram que 1 em cada 5 empresas (no caso, o sector das TI) assumem ter rejeitado candidaturas por causa dos perfis nas redes sociais. Daí que, quem anda em busca de um emprego, necessita ter cuidado.

O Facebook é a rede social em que normalmente mais “delitos” são cometidos. As pessoas têm tendência em querer mostrar aos amigos o quão divertida é a sua vida. E na sociedade em que vivemos isso é medido em “unidades de bebedeira”.

Daí ser extremamente comum vermos fotografias de pessoas visivelmente embriagadas ou em posturas e posições menos próprias. Esses comportamentos são obviamente passíveis de serem “castigados” pelo recrutador, numa candidaturas a emprego.

A “regra”, para quem a quer ou acha que a tem de aplicar, é simples: Não publicar nada de que se envergonhasse se saísse na capa do jornal do dia seguinte, ou que o fizesse desapontar os pais, se eles por acaso tivessem conhecimento.


IEFP já incentiva a emigração

07/04/2011

Uma pessoa minha conhecida – licenciada e desempregada (depois de nos últimos 2 anos ter estado com contratos semestrais, trimestrais e mesmo mensais) – foi notificada pelo Centro de Emprego para estar presente numa sessão de esclarecimento.

A sessão tomou lugar num auditório e reuniu dezenas de desempregados daquele concelho. Imagino que outras sessões tenham tido lugar antes e também depois, cobrindo o universo dos desempregados que estão inscritos naquele e noutros Centros de Emprego.

Essa sessão foi ministrada por uma funcionária do IEFP que, como é habitual, parecia que estava a falar para atrasados mentais. O tema abordava os “Como, quando, onde e porquê” de um emprego em outros países da UE (pelo visto tem apoio da Eures).

Aos presentes foi dito onde poderiam procurar oportunidades de trabalho no estrangeiro, e em tom de “depois não digas que não avisei” alertou-se para o facto de ser importante verificar as condições do contrato, seguros saúde, segurança social, subsídio alimentação, etc.

Foi também dito que, em caso de chegarem a acordo com a empresa, deveriam ter atenção ao nível de vida no país de acolhimento, ao preço dos alojamentos, à possibilidade de levar também a família, etc.

Finalmente, ensinaram a forma de criar um CV em formato europeu (novo formato europass) e também foi indicado um site que facilita a tradução desse mesmo CV para outras línguas estrangeiras.

Mas isto é o quê, senão um incentivo directo à emigração? Então agora o IEFP anda a ensinar e a estimular as pessoas a saírem do país, ao invés de as apoiar na procurar/criação de emprego em Portugal?


#GreveGeral FPs, rapaz do jornal e Bruno Nogueira aderem

24/11/2010

Acho bem que a Greve seja um direito do povo consagrado na Constituição. É legítimo que haja organizações a liderar a Greve. Compreendo que numa situação como a que Portugal está, o povo queira demonstrar o seu descontentamento. No entanto, eu não adiro a nenhuma Greve deste tipo.

Feita a declaração de interesses é tempo de dizer que – salvo raras excepções que confirmam a regra – só se vêem os funcionários públicos a aderir à Greve. Curiosamente são aqueles que mais privilégios e protecção têm no seu emprego. Será por não terem patrão que não hesitam em fazer gazeta?

Apenas se vêem a aderir à Greve as empresas públicas, semi-públicas, ou ex-públicas. Exemplo são as Câmaras Municipais, as Escolas, os CTT, os STCP e Carris, o Metro e a CP. Aliás, é fácil de confirmar através da comunicação “dita” social, que só faz reportagem à porta das serviços públicos e estações de transportes.

Curioso não se ver nenhuma equipa de reportagem à porta de empresas privadas e grandes (os tais capitalistas) como a AutoEuropa, a Sonae, o BES, a Zon, a Portucel, a Martifer, a Jerónimo Martins, entre outras. Porque será? Não será com certeza do Guaraná…

De resto, a paralização do país – anunciada pelos sindicatos – não a senti. A única coisa em que reparei foi, no caminho para o trabalho, não ter visto o rapaz que costuma estar a distribuir jornais no semáforo da Duque Loulé junto ao Marquês de Pombal, e também não ter ouvido o “Tubo de Ensaio” da TSF.


Aguentem-se à bronca

26/11/2009

Quanto custará disfarçar os números do desemprego? Mesmo que isso signifique dizer que é 9,5% em vez de 10%…

55 Milhões de € por ano.

É por estas e por outras que se fala tanto em ser inevitável subir os impostos. Que maravilha. O povo tem aquilo que merece. Deixaram Sócrates no governo, agora aguentem-se à bronca.


O Sr. Comentador

17/11/2009

Todos os dias na Antena 1 dá um programa ao final da tarde que se chama “O Sr. Comentador” em que Rui Unas, com textos de Carlos Quevedo, faz uma série de críticas ao país (sociedade, política, justiça, etc) e depois no fim profere “Fora isso, tudo bem“… ora sendo assim e pegando em notícias de hoje:

1. Teixeira dos Santos considerado um dos piores ministros das Finanças
2. Desemprego sobe para 9,8% no terceiro trimestre
3. Portugal piora posição no ranking da corrupção mundial

… Fora isso, tudo bem


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