Empresas: Erros a evitar na criação do website

09/05/2012

Neste post eu dizia que “quando se cria uma Empresa já não se pensa só no espaço físico” mas “também em criar um website, e um perfil nas redes sociais“. Num outro post abordei a questão das redes sociais. Hoje falo sobre os websites.

Tal como na criação dos perfis das redes sociais, também na construção de um website é preciso saber o que se está a fazer. E não se pode cometer certo tipo de erros. Erros esses que custam a fuga de Clientes ou potenciais Clientes.

Já por várias vezes me aconteceu estar a navegar na procura de algum produto ou serviço, entrar num website de uma Empresa ou Instituição, e acabar por desistir aborrecido ou por não conseguir encontrar a informação pretendida.

Vejamos então alguns dos erros que as Empresas devem evitar cometer nos seus websites:

Compatibilidade: A utilização de browsers está hoje muito distribuida. Os Clientes usam Internet Explorer (25%), Chrome (25%), Firefox (20%), Safari (14%) ou outros. Pelo que o website da Empresa não deve ser exclusivamente compatível com apenas um deles.

Pop-ups: Talvez o 1° motivo pelo qual o Cliente imediatamente fecha o website. Além de serem chatos, e muitas vezes terem o botão “fechar” imperceptível, passam a imagem de que a Empresa está mais interessada em vender uma porcaria qualquer do que em querer servir o Cliente.

Anúncios móveis: São irritantes e perturbadores. Está o Cliente à procura de informação no website, e sempre que faz scroll-down, lá vem aquela porcaria de anúncio atrás. Ter isso no website até pode trazer alguma receita á Empresa, mas com toda a certeza lhe retira Clientes.

Música: Novamente irritante e perturbador, principalmente se não é o género de música que o Cliente aprecia. Se o Cliente vai ao site da sua Empresa, é por uma questão de negócio e não lazer. Se ele quiser ouvir música vai a um bar ou concerto, e não à página da sua Empresa.

Flash: Pode ser muito bonito e espectacular, mas demora eternidades a carregar. O Cliente tem pressa e nessa espaço de tempo já encontrou outro website concorrente. Ele precisa de informação, não de entretenimento. Aceitam-se excepções para Empresas especializadas na área.

Pesquisa: Nos dias que correm, o Cliente tem muito pouco tempo para perder num website. Por isso se a informação não está rapidamente acessível (pode acontecer, por haver muita) o melhor mesmo é colocar uma caixa de pesquisa num local bem visível e de fácil acesso.

Contactos: Uma outra coisa que, a par da caixa de pesquisa, por vezes não existe ou está escondida são os Contactos. Esta informação é fulcral, pelo que deve sempre existir e estar bem visível. Doutra forma, como quer a Empresa que o Cliente a encontre ou contacte?

Informação: A única razão pela qual um Cliente acede à página é para retirar informação. Sobre o que a Empresa oferece ou faz, a sua missão e valores, onde está situada, que referências tem. Se isso não está lá, mais vale ter só o nome nas Páginas Amarelas.

Formatação: Um fundo preto com letras brancas ou amarelo com letras azuis até provoca estrabismo. O tipo de letra, a justificação e o alinhamento da informação são também muito importantes, para que tudo seja muito claro e de fácil compreensão para o Cliente.

Redes sociais: Muitas Empresas têm aqueles botões importantíssimos do Twitter/Facebook. Mas quando o Cliente os clica, ao invés de eles os levarem à página da Empresa na rede social, são botões de partilha. O Cliente não quer partilhar a vosso website quer seguir-vos!


Redes Sociais: Conhecer o cliente

05/05/2012

Hoje, quando se cria uma empresa já não se pensa só no espaço físico, no hardware, etc. Pensa-se também em criar um website, e um perfil nas redes sociais.

A maioria das empresas fazem-no porque acham que essa é a mais fácil e mais barata forma de estar “presente no mercado”, de fazer publicidade, e obter mediatismo.

Pois enganam-se. A presença na Internet, e principalmente nas redes sociais, é muito mais complicada do que actualmente se pensa, e está longe de ser grátis.

Tal como já tive oportunidade de dizer, uma má utilização destas ferramentas pode deitar a perder o crédito e destruir a boa imagem de uma empresa/marca.

Não é suficiente ter a gestão destas plataformas feita por alguém com mais tempo disponível, ou pelo sobrinho de 18 anos, como dizia a Virgínia Coutinho.

Nos dias que correm, e se a empresa quer realmente potencializar as redes sociais, para aumentar as suas vendas, é necessária uma abordagem profissional.

O problema é que as empresas vêem as redes sociais como canal unidireccional, para se promoverem. Não perceberam que elas servem precisamente para o oposto.

As redes sociais não são mais um canal de comunicação unidireccional (TV, Rádio, Outdoors, Flyers, etc.) elas são um canal bidireccional, e é esse o seu poder.

A grande vantagem das redes sociais para uma empresa, é ajudarem a conhecer melhor o seu cliente (suas necessidades, preferências), e assim servi-lo melhor.

Só conhecendo melhor os seus clientes, as empresa podem dar-lhes precisamente aquilo que eles querem. Se o fizerem, irão não só conquistar como fidelizar.

Nos próximos tempos, recusar-se a comunicar com o cliente, via redes sociais, será tão prejudicial como hoje não responder a um email ou atender um telefonema dele.

E se inicialmente, as empresas chegavam às redes sociais de forma reactiva (muitas vezes tentando evitar imagens negativas) agora fazem-no proactivamente.

O que é necessário agora é que consigam discernir os benefícios de uma abordagem colaborativa nas redes sociais, permitindo ao cliente ser parte da sua estratégia.

A melhor forma de conhecer o cliente é ouvi-lo. Ouvir o que ele tem a dizer. E quanto melhor se conhecer uma pessoa, mais fácil se torna vender-lhe algo.


Empresas: Como ser eficaz nas redes sociais

01/05/2012

As redes sociais são hoje em dia uma poderosa ferramenta, e estão a transformar-se no principal canal de comunicação para as empresas. Mas como já escrevi aqui e aqui, é preciso saber usá-las.

Em Portugal estamos ainda atrasados em relação a outros países do mundo, mas já há algumas empresas que tentam usar as redes sociais (Facebook, Twitter, Youtube…) para comunicar.

O facto é que tenho visto muita má comunicação por aí. Muita falta de capacidade de transmitir a mensagem ou de interagir com clientes e potenciais clientes, atraves das redes sociais.

Deixo então ficar aqui algumas dicas para uma estratégia de comunicação mais eficaz nas redes sociais:

1. Definir bem a imagem: A imagem no perfil das redes sociais faz parte da marca da empresa. E por isso é essencial que todos os backgrounds, avatars e outras imagens reflictam essa mesma marca. No que concerne à imagem dos perfis (ou avatar) é necessário que esta esteja alinhada e coerente em todas as redes sociais (Facebook, Twitter, Youtube…) para promover consistência. Além disso, é também importante que a imagem colocada tenha um nome descritivo da empresa (tipo NomeDaEmpresa.jpg) porque isto melhora o Search Engine Optimization (SEO).

2. Preencher secções importantes: O perfil, a biografia, as páginas “acerca de”, etc. devem estar sempre muito bem preenchidas, porque é a estas páginas que os motores de busca vão buscar a informação para fazer o match com os termos que as pessoas pesquisam. Estas são também as primeiras secções a que um cliente ou potencial cliente acede para saber mais sobre a empresa. Por isso os dados devem ser completos, claros e objectivos. Importantíssimo manter toda a informação actualizada, como moradas, números de telefone, emails, datas, etc. Indispensável linkar nestas páginas as redes sociais, umas ás outras.

3. Publicar informação interessante: As publicações (tweets, posts, vídeos…) que se colocam nas redes sociais devem ser cuidadosamente ponderadas e deverão conter estritamente informação relevante e relacionada com a empresa. Devem ser evitadas publicações fora do âmbito do negócio da empresa, e de carácter individual (tenho visto perfis de empresas com posts e links sobre temas políticos, musicais, etc. Meio caminho andado para perder clientes). Além do mais, é muito importante não aborrecer os seguidores com duplicações. O spam é a maneira mais fácil de perder seguidores.

4. Interagir com os seguidores: Esta parte é muito sensível, porque se tem de estabelecer uma acção recíproca com várias pessoas de personalidades, carácteres, formações e intenções diferentes. Nunca se deve censurar comentários ou entrar em conflitos. Deve-se, isso sim, ter preparado um argumentário e ser-se sempre educado e cordial. No caso de a mensagem do seguidor levantar uma questão pertinente, a empresa fica a ganhar se reconhecer e responder (ou resolver) o mais rápido possível o assunto, agradecendo ao seguidor (linkando o seu nome) pela ajuda que deu ao levantar o problema.


O belo do serviço prestado pela CP

22/02/2012

Como habitualmente aos domingos, no dia 27 Novembro 2011, fui apanhar o comboio que deveria sair de Porto Campanhã às 19h52 e chegar a Lisboa Santa Apolónia pelas 23h00.

Chegada a hora de partida ouviu-se nos altifalantes da estação a informação de que, devido ao colhimento de uma pessoa, o comboio chegaria com alguns minutos de atraso.

Passados os tais (poucos) minutos, o comboio ainda não tinha chegado e os passageiros foram informados de que o atraso afinal era de cerca de 50 minutos. Nova hora: 20h42.

O facto é que, às 20h42 o comboio não chegou, e nunca mais os passageiros foram informados de novo atraso. Mantendo-se na plataforma, com um frio de rachar.

A CP limitou-se a mudar a hora de partida no painel, sem aviso ou justificação aos passageiros. Sempre que se atingia a nova hora, aumentavam 2 minutos à hora de partida.

O comboio acabaria por chegar às 21h00 (70 min depois), e a viagem ao invés de demorar 3 horas e 8 minutos levou 3 horas e 35 minutos, chegando a Lisboa pelas 00h35.

O atraso foi portanto de 1 hora e 35 minutos. E dado que o comboio chegou depois das 00h00, não pude apanhar o autocarro habitual e tive de pagar um táxi até casa.

Por tudo isto, solicitei à CP o reembolso do diferencial entre o valor do táxi e o valor do bilhete de autocarro, bem como da parte do bilhete de comboio, a que tinha direito.

A saber (informação requisitada por mim previamente, e fornecida pela CP):
- Reembolso 50 % do bilhete, se duração viagem exceder em 60 min, tempo de viagem estabelecido.
- Reembolso integral do bilhete se duração viagem, exceder em mais de 50%, tempo de viagem estabelecido.

Enviei a reclamação por email no dia 29 Novembro 2011. Recebi a resposta 3 meses (!!) depois em 22 Fevereiro 2012. A CP diz não ter de me reembolsar pelo atraso.

Segundo a CP, não são da sua responsabilidade os atrasos que se devem à “Interrupção do serviço por ocupação da via por pessoas, animais, veículos ou coisas“.

Gosto especialmente do “coisas“. Se a CP não tivesse o monopólio do transporte ferroviário (de longo curso) em Portugal, de certeza que não iria destratar os passageiros desta forma.


Santo Tirso distingue Zeinal Bava, saiba porquê

20/02/2012

No próximo dia 27 de Fevereiro, irá ter lugar na C.M. Santo Tirso uma cerimónia na qual o Engº Castro Fernandes irá presentear o Engº Zeinal Bava (CEO da Portugal Telecom) com a Medalha de Honra do Concelho.

O executivo socialista da CMST decidiu fazê-lo como consequência da decisão tomada pela PT, há uns anos atrás, de instalar em Santo Tirso um Call-Center de apoio ao cliente, que iria criar 1200 postos de trabalho qualificado.

A verdade é que foram criados pouco mais de metade dos postos de trabalho anunciados; esses postos são tudo menos qualificados; e além disso não albergam na sua maioria desempregados Tirsenses, como prometido.

Para além do mais, a instalação do Call-Center em Santo Tirso, foi tudo menos uma aposta pessoal de Zeinal Bava ou um objectivo bem definido da PT. Foi, isso sim, uma estratégia cozinhada por José Sócrates e pelo PS.

Ou será que alguém já se esqueceu da obscena promiscuidade entre PT e Governo Sócrates, da qual o caso mais mediático foi o que envolveu Rui Pedro Soares e o caso da compra da TVI pela PT, para calar Manuela Moura Guedes?

O cozinhado feito por José Sócrates e Zeinal Bava, permitia-lhe ter um enorme trunfo eleitoral em Santo Tirso, concelho marcadamente socialista. Com isso matava 2 coelhos de uma cajadada: Autárquicas e Legislativas 2009.

Sabendo disto, Castro Fernandes resolveu “encher chouriços” no extenso documento em que propunha a distinção. Discorrendo sobre o percurso académico e profissional de Zeinal Bava, com se isso por si só fosse suficiente.

Sei perfeitamente que não é por acaso que se chega a CEO de uma empresa da dimensão da PT, mas também sei que Zeinal Bava não é o que querem fazer dele. É bem mais fácil ter sucesso numa empresa monopolista.

Tal como uma boa parte dos Presidentes de Câmara do país, tal como uma boa parte da bancada socialista na AR, tal como uma boa parte dos empresários portugueses, Castro Fernandes continua a viver a ilusão socrática.

Esta insistência de Castro Fernandes e da CMST em continuar a viver tempos “cor-de-rosa” poderá sair cara a Santo Tirso. Se o concelho não fizer o quanto antes o trabalho de casa, arrisca-se a ficar irremediavelmente para trás.


Goodbye Lisbon, hello London!

14/02/2012

Recebi há dias uma proposta para trabalhar em Londres e… aceitei. Era algo que procurava há cerca de um ano, e que desejava desde o início da minha carreira profissional. Assim, a partir de meados de Março, a minha vida passará a ser no Reino Unido.

O meu desejo por uma experiência profissional no estrangeiro, advém do meu gosto por conhecer outras culturas, outras formas de pensar, de abordar as questões, de implementar, de agir, de estar. Algo que se inflamou em 2003 quando fiz Erasmus na ENSEA, em Paris.

Esta decisão não é tomada de cabeça quente ou por causa de qualquer conjuntura. É algo planeado e amadurecido. Surge agora, como poderia ter surgido há 6 meses atrás, ou daqui a 1 ano. Tem que ver com o aparecimento da oportunidade que faz match com o meu perfil.

É o agarrar de uma oportunidade que me permitirá subir mais um degrau na escada da vida profissional, e consequentemente pessoal. É o arriscar, o apostar, é o confiar nas minhas capacidades para ter sucesso e poder realizar muito mais do que até aqui já consegui.

Tenho em Lisboa, na Novabase, uma situação estável. Contrato firme com a melhor empresa do sector em Portugal. Uma empresa sólida e cotada em bolsa. Trabalho em projectos inovadores e desafiantes, para as melhores empresas da Europa e do Mundo.

Mas não posso acomodar-me, e esperar que o tempo me faça ascender na carreira. Não posso auto-limitar as minhas capacidades e ambições ao cenário e conjuntura actuais. Não posso ficar à espera que aconteça. Tenho que fazer acontecer! Tenho de “correr atrás”!

Irei trabalhar numa empresa Italiana, com escritórios em Milão, Turim, Roma, Nápoles e Londres. Com mentalidade e dimensão muito diferentes das que conheço. Gold Partner da Oracle e líder numa parte importante deste mercado, o CRM On Demand.

Aguardo a vossa visita, e lá, terei todo o gosto em vos pagar um fino… Cheers!


Alexandre Soares dos Santos não é um milionário

08/01/2012

Em Fevereiro de 2009 escrevi dois posts a propósito de intervenções de Alexandre Soares dos Santos. Depois de uma vida privada e profissional no recato durante tantos anos, penso que começou aqui a sua participação cívica mais mediática. Sim porque essa sempre existiu, mas não interessava aos meios de comunicação “dita” social.

Disse eu que Soares dos Santos não é um milionário. É um homem humilde, trabalhador e sério. Um empresário com visão e sucesso. Preocupado com a crise em Portugal, falou sem medo. Não deve nem teme o poder, não lambe as botas a nenhum governo. Falou verdade aos portugueses, depois de já o ter feito aos seus trabalhadores e accionistas.

Naquela altura o Presidente Executivo da Jerónimo Martins, criticou a postura e (in)acção do Governo em funções (liderado por José Sócrates) perante a crise, e ao mesmo tempo deu a conhecer as medidas que implementaria na sua empresa, para combater a altura difícil e complicada que assolaria não só a sua mas todas as empresas em Portugal.

Primeiro, abrir mão das reservas que fez para prevenir um ano de prejuízos. Depois, reduzir ou deixar de pagar dividendos. Em seguida, diminuir salários de administração e quadros. Por fim, negociar cortes de horário e salários com trabalhadores. Em último recurso, se todas estas não fossem medidas suficientes, avançar para despedimentos.

O facto é que apesar de todas as dificuldades, em Março 2010, sai a público a notícia: “Jerónimo Martins anuncia aumento de prémio aos trabalhadores para 250 euros“. O grupo deu um bónus extra aos trabalhadores efectivos (20 mil dos quais em Portugal) gastando 12,5 M€. A bonificação deixou de fora os quadros da administração.

Em plena crise, a Jerónimo Martins criou 1.700 empregos em 2009, 3.000 em 2010 e 1.000 em 2011. Isto, só em Portugal! Acho por isso curioso que alguns políticos tenham a falta de vergonha de dizer mal deste homem, quando eles próprios apenas tratam da sua vidinha, e com sua incompetente e demagoga acção criaram 700.000 desempregados.


7 maus hábitos dos fracos líderes

06/01/2012

Não são os 7 pecados mortais, mas são os 7 maus hábitos presentes nos líderes fracos, identificados por Eric Jackson na Forbes. Mesmo em Portugal temos bons líderes em todas as áreas (na política, nas empresas, no desporto, etc.) mas a verdade é que a corrupção, o nepotismo e a mediocridade tem-nos trazido cada vez mais fracos líderes.

O 1º mau hábito é verem-se a si próprios como dominadores. Este é talvez o hábito mais insidioso porque é altamente desejável. Quem não gosta de dominar, de decidir, de mandar? O problema é que esta forma sobranceira e prepotente de estar, leva os fracos líderes a nunca questionam o seu domínio e deixarem de conseguir discernir que estão à mercê das circunstâncias. Amiúde tendem a subestimar o alcance do seu domínio e a desprezar o papel da conjuntura e das circunstâncias no seu sucesso. Os líderes que caem nesta armadilha sofrem com a ilusão da preeminência pessoal, vendo-se como donos das suas organizações. Para eles, todas as outras pessoas que fazem parte da organização, apenas existem para executar as suas ordens. O sintoma é a falta de respeito pelo próximo.

O 2º mau hábito é identificarem-se demasiado com a organização. Este hábito pode por vezes parecer benéfico, porque queremos líderes empenhados e totalmente alinhados com a organização, mas a verdade é que a realidade confirma o ditado: “o que é demais é erro”. Frequentemente acabam por perder a noção da fronteira entre o interesse pessoal e o colectivo. E ao invés de tratarem as organizações para ter sucesso, os fracos líderes tratam-nas como sendo extensões de si próprios. Líderes com esta visão, usam frequentemente as organizações para atingir ambições pessoais e desviam recursos financeiros da organização, para uso pessoal. Alguns, com percursos longos e notáveis, tendem a pensar que deram tanto à organização, que qualquer despesa em proveito próprio é trivial. O sintoma é a falta de carácter.

O 3º mau hábito é julgarem que têm todas as respostas. Esta é uma imagem que durante anos fomos habituados a cultivar nos nossos líderes. Que seriam homens fora de série, quase omniscientes, capazes de decidir e responder rapidamente a qualquer desafio. Mas diz a sabedoria popular que “depressa e bem, não há quem”. Os líderes que decidem sozinhos e depressa (a quem normalmente chamamos determinados) deixam escapar os pormenores e não compreendem bem a situação. Pior ainda é, pelo facto de acharem que têm as respostas todas, nem sequer se dão ao trabalho de consultar alguém. Na verdade os líderes que querem ter todas as respostas tendem a calar outros pontos de vista. O sintoma é a falta de seguidores.

O 4º mau hábito é cruelmente eliminarem todos aqueles que não estão cegamente de acordo consigo. Os fracos líderes querem incutir a sua visão e forçar todos a acreditarem nela. Para eles, “quem não está comigo, está contra mim”, e assim sendo só existem 2 opções para quem trabalha com estes líderes: junta-se a eles ou sai. O problema deste mau hábito é que é desnecessário e ao mesmo tempo destrutivo. Não é condição essencial, para um líder ter sucesso, ter unanimidade à sua volta. Aliás, é até benéfico ter gente com opiniões e visões diferentes, pois essa é a única possibilidade de encontrar (e consequentemente corrigir) problemas e erros. E acreditem que eles acontecem porque ninguém é perfeito. Na maioria das vezes, os líderes que tendem a sufocar quem deles discorda, acabam por cair sozinhos, levando a organização consigo. O sintoma é o mau estar e o abandono dos mais directos colaboradores.

O 5º mau hábito é serem demasiado bons oradores e obcecados com a sua imagem. Isto é mais natural nos líderes de organizações mediáticas. O problema é que, no meio de tanto “espectáculo”, de tanta dedicação às “relações públicas”, o foco na organização e nos seus objectivos começa a tornar-se menor, desleixando a gestão e falhando metas. A consequência disso é novo erro: ao invés de procurarem grandes realizações, começam apenas a preocupar-se com a aparência do pouco que vão conseguindo. Além do mais, os líderes que são obcecados pela sua imagem, cedem à tentação de gastar demasiados recursos financeiros para a promoverem, ao invés de investirem ou pouparem. O sintoma é a constante procura de atenção.

O 6º mau hábito é subestimarem os obstáculos que podem surgir. Parte do fascínio de ser um líder é a oportunidade de poder assumir e perseguir uma visão. No entanto, quando os líderes ficam demasiado encantados com a sua própria visão, começam a ignorar ou subestimar as reais dificuldades que se podem colocar no seu caminho. E quando estas se colocam, e se mostram mais difíceis de ultrapassar do que o previsto, os fracos líderes mergulham invariavelmente num abismo. Em vez de reanalisarem e reavaliarem a situação, caem em desgraça. São incapazes de reconhecer o erro e alterar o rumo, porque acham que isso os enfraquece como líderes. O sintoma é ser-se megalómano, exagerado e demasiado determinado.

O 7º mau hábito é apoiarem-se constantemente no sucesso do passado. Muitos líderes acabam por baquear pelo facto de se quererem aproveitar demasiados do que acham ser os seus pontos fortes, e por evitarem sair da sua zona de conforto. Acabam portanto por se agarrar a um modelo estático e estagnam. Insistem em receitas ultrapassadas e ideias antigas, usadas em tempos passados. Além disso não consideram os cenários presentes e futuros, as inovações, as evoluções. Ao invés de se adaptarem às novas circunstâncias, usam a sua carreira como único ponto de referência, e repetem o que no passado lhes trouxe êxito. O sintoma é constantemente referirem o que fizeram de bom no passado.

Conclusão, se o leitor é um líder e comete estes erros, é melhor começar a pensar em mudar a sua maneira de ser, de estar e de agir. Se por outro lado o leitor não é, mas tem um líder assim, mais vale começar a pensar em abandonar a organização e procurar novos desafios, novas paragens.


A aplicação que coloca empresas na vanguarda

30/12/2011

Actualmente a Economia é ainda mais competitiva pelo facto de a internet ter revolucionado a concepção do que é o Negócio. Qualquer produto e qualquer mercado estão à distância de um click, e a informação sobre eles está acessível a todos, oferecendo ao Cliente dados para melhores decisões de compra.

Hoje, como nunca antes, é imprescindível entender as necessidades e superar as expectativas do Cliente. As Empresas têm de se transformar, voltando-se para o Cliente. Empresas com visão de futuro revolucionaram o relacionamento com o Cliente, focando-se nele e nos seus desejos e interesses.

As Empresas precisam de ter um visão 360º dos seus Clientes. Desde o marketing, passando pelo serviço de venda, até ao atendimento pós-venda. Toda a informação recolhida nestas interacções com o Cliente permite à Empresa alavancar decisões estratégicas que se podem revelar extremamente vantajosas.

São as aplicações de CRM que fornecem às Empresas a capacidade para recolher, tratar e analisar toda aquela informação, permitindo conhecer o perfil do Cliente e segmenta-lo. Essas ferramentas ajudam a Empresa a tornar-se uma organização orientada ao Cliente e a ir de encontro às suas necessidades.

As aplicações de CRM já proporcionam também importante informação em tempo real. Isto ajuda a Empresa a adquirir novos Clientes, a aumentar o up-selling e cross-selling aos actuais Clientes, a oferecer um melhor serviço de apoio ao Cliente, a ter uma visão multicanal da sua carteira de Clientes.

É por isso absolutamente indispensável, às Empresas que querem vingar no futuro a médio e longo prazo, continuar a apostar e investir em TI. Nomeadamente em aplicações CRM que lhes permitem estar sempre na vanguarda, relativamente a Concorrentes e, principalmente, a (potenciais) Clientes.


#MOBIE O Carro eléctrico na TV Francesa

19/10/2011

Durante 3 meses tive o prazer de integrar a equipa Novabase que desenvolveu algo inovador em Portugal: o sistema de gestão da rede inteligente de carregamento eléctrico, o MOBI.E.

Participar neste projecto foi algo que me deixou muito satisfeito, não só por estarmos a criar algo inovador, mas porque desde há muito tempo me fascina a mobilidade eléctrica.

Há 6 anos que conduzo um automóvel híbrido (um Honda Civic IMA) e o objectivo é, logo que possa, trocá-lo por um automóvel totalmente eléctrico. Assim permita a minha carteira.

Ao contrário de muitos, penso que os automóveis impulsionados a energia eléctrica são realmente o futuro da mobilidade. Algo que começa a ser, aos poucos, aceite por todas as marcas.

Esta semana, na TV Francesa (mais precisamente no canal M6), saiu uma reportagem sobre o eléctrico da Renault, o Fluence ZE, e o MOBI.E. Ver para crer…


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