Santo Guterres

24/09/2016

Guterres é “um socialista que administrou mal uma instituição”

Confesso que me tem feito algumas cócegas tanto consenso (em Portugal e fora dele) à volta de Guterres. 

Ele, que se tornou uma espécie de santo por aparecer em campos de refugiados ao lado da Angelina Jolie e afins. 

A memória em Portugal é curta, já sabemos. Mas foi ele que introduziu no país muitos políticos e muitas políticas que ainda hoje são responsáveis pelo muito de mau que há no país.

É que às vezes, ao ver e ler a cominicação “dita” social e a opinião publicada, parece que Cavaco é culpado, Durão é culpado, Passos Coelho é culpado. Até Santana é culpado. Mas passa-se à frente Guterres.

No outro nem ouso falar porque ele é tipo deus. Intocável.


Acabe-se com os Comandos e o Futebol

10/09/2016

Morreu um comando em serviço. Acabe-se com os Comandos.

Morreu um bombeiro em serviço. Acabe-se com os Bombeiros.

Morreu um polícia em serviço. Acabe-se com as Polícias.

Morreu um piloto em serviço. Acabe-se com a Força Aérea.

Só me admira como não se acabou com o Futebol quando o Pavão morreu em campo, ou o Féher


Quanto tempo até chegarem as hienas?

11/07/2016

A Selecção Nacional de Futebol, literalmente liderada por Fernando Santos e Cristiano Ronaldo, tornou-se Campeã da Europa. Esta conquista deve-se a um grupo de atletas e a uma equipa técnica que – mais uma vez – remou contra a corrente. Tendo mesmo muitos dos seus compatriotas (eu incluído, a certa altura)  não só em absoluta descrença, mas também a criticar forte e, muitas vezes, injustamente.

Agora, depois de concretizado o facto, quanto tempo até que cheguem as hienas que quase sempre tentam colher louros e crédito pelo trabalho dos outros?

Os políticos são pródigos nisso e no aproveitamento destes eventos para espalhar a sua demagogia e populismo bacoco. O Primeiro-Ministro, António Costa, como que abriu as hostilidades com o comentário “Está feito o acerto de contas com a França“. O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, seguiu-se-lhe dizendo que ia condecorar os jogadores – nem sequer interessava saber qual era a condecoração. Mas mais virá do parlamento de da boca de muitos políticos profissionais.

Mais interessante será verificar quanto tempo, por exemplo, tipos como Bruno de Carvalho ou Jorge Jesus demorarão a dizer que fomos Campeões à custa do trabalho deles no Sporting CP (aludindo ao número elevado de jogadores do clube nesta selecção). Ou quanto tempo um tipo como Paulo Bento demorará a aparecer dizendo que todo este caminho de glória se iniciou com o trabalho dele, e o legado deixado (depois da vergonha do Mundia 2014). A procissão ainda vai no adro, e os festejos mal começaram.

 


Há que inventar lugares e que fazer

05/06/2016

ADSE_Grupo_Trabalho


Guterres e a memória curta tuga

05/06/2016
Acho incrível a falta de memória da maioria dos portugueses. Principalmente da comunicação “dita” social, que deu e registou notícias.
 
António Guterres foi quem iniciou o trajecto descendente do país no início deste século. Abandonou o país no que ele próprio chamou “pântano”.
 
Agora, depois de uns anos no exílio dourado dos políticos (cargos em instituições internacionais, a ganhar fortunas), volta de cabelos brancos e é agraciado.
 
É por estas, e por outras, que Portugal não tem a mínima hipótese de sair da situação em que está sem uma mudança de regime.

Suspendo a minha condição de adepto

25/02/2016

O que se passou hoje no Estádio do Dragão é uma gigantesca vergonha. É não só uma machadada enorme no prestígio de um clube que foi grande, mas é também uma enorme falta de respeito pelos adeptos do FC Porto.

Aquele a quem colocaram o título de “treinador” entrou em campo com uma equipa cheia de segundas linhas, quando precisava de virar uma eliminatória. E depois de se ver em maior desvantagem ainda, rodou jogadores.

A precisar de marcar 2, 3 ou 4 golos, o FC Porto não conseguiu criar mais do que 2 oportunidades claras de golo. Não conseguiu construír uma única jogada com início, meio e fim. E tremeu sempre que o Borússia se aproximou.

Exceptuando os humildes trabalhadores Danilo, Aboubakar e Suk, não houve um único jogador “à Porto”. Nem sequer o capitão Neves, Maxi ou Casillas (este meteu dó, pela linguagem corporal).

Tudo isto se passou nas barbas de uma massa adepta que foi um dia tão exigente que até intimidava jogadores e treinadores. De um presidente que foi um dia tão difícil de contentar que até descia ao balneário nos intervalos.

Sinto-me absolutamente indignado. Esta equipa de futebol não tem categoria para estar em nenhuma liga da Europa. É gritante a mentalidade tacanha e a pequenês do espírito que reina neste grupo de “profissionais”.

Isto, num clube que nos últimos 40 anos se destacou pela glória alcançada através do espírito campeão. E que teve na capacidade de luta, de superação, de engenho e de crer as bases das suas imensas conquistas.

Nenhuma equipa que tenha o mínimo de auto-estima, de dignidade, de respeito por si própria, entra em campo para fazer o que o FC Porto fez hoje. Esta equipa é pequena. Muito pequena. E continuará a ser pequena, até que muita coisa mude.

Grandes são os que, como o Manchester United de 1999, a perder 1-0 aos 90 minutos lutam até ao último segundo para conquistar uma Champions League com golos aos minutos 90+1 e 90+3.

Os que desistem no início, a meio ou mesmo antes de entrar em campo são hoje e serão sempre os vencidos, os derrotados, os pequenos. Nunca serão grandes, por mais adeptos que tenham.

Hoje, depois desta vergonha, suspendo a minha condição de adepto da equipa de futebol sénior do FC Porto. Suspendo até José Peseiro sair. Até Marcanos, Angels, e Evandros desaparecerem. Até esta equipa conseguir recuperar alguma dignidade.


Subvenções Vitalícias. Os hipócritas.

19/01/2016

Numa altura destas, com o país ainda falido e a tentar recuperar de uma bancarrota, naturalmente que é uma vergonha que a maioria dos deputados da AR, aprove e tente re-estabelecer as subvenções vitalícias dos políticos, após 3 mandatos (ou seja, 12 anos) em funções.

Não é só uma questão de razoabilidade ou de injustiça. É uma questão de timming. Os portugueses estão a passar por imensas dificuldades. É preciso reformar e consertar o país. E a prioridade destes senhores e senhoras, que têm um vencimento 4 ou 5 vezes superior à média, é re-estabelecer as suas próprias benesses? Revela uma enorme falta de vergonha.

Mas pior do que os deputados que proposeram ou do que os deputados que aprovaram, é a contínua hipocrisia daqueles que vociferam contra porque lhes convém ou porque querem fazer passar uma certa imagem, mas que não fazem absolutamente nada para que isto seja revogado, ou melhor, nem sequer seja posto em prática. É insultuoso, porque nos tentam fazer de parvos.

Entre eles estão membros do Bloco de Esquerda, incluindo a sua candidata a PR, Marisa Matias. Aparecem na comunicação dita social em grande indignação, mas nada fazem sobre o assunto. Ou afinal já não é deles que o Governo do PS, e a AR, estão dependentes para fazer passar leis no parlamento?

Também Maria de Belém Roseira, candidata indicada pelo PS para PR, dependente da política há decadas, vem indignar-se e pedir a fiscalização do diploma, só porque anda na caça ao voto. Ora, chegue-se à frente e diga frontalmente se sendo PR reprovaria o diploma sem pestanejar, ou deixaria passar com uma “ficalização sucessiva”.

Com ou sem bancarrota, Portugal continua na mesma. Os mesmos de sempre a servirem-se da gamela do Estado, onde se acumulam os impostos dos poucos portugueses que os pagam, e que não tarda nada verão o país caír para nova bancarrota e novo resgate – a não ser que seja desta que o Euro nos expulse.


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