António Capucho vs Mário Soares. Descubra as diferenças

06/06/2015

Há mais de uma ano escrevi sobre a polémica à volta da expulsão de António Capucho do PSD. Apesar de defender que o processo foi mal conduzido e provavelmente desnecessário critiquei fortemente o seu comportamento.

Agora sou surpreendido (não muito, para ser franco) com a notícia do Expresso “António Capucho é orador surpresa na abertura da Convenção do PS“.

António Capucho devia ter vergonha. Tudo o que de bom foi e fez no PSD (desde os tempos de Sá Carneiro e da AD) deitado pelo cano abaixo por causa de uma birra.

Não saber sair de cena pelo próprio pé acaba invariavelmente nisto… envergonhar-se a si próprio e perder o capital que tinha acumulado durante uma vida de serviço público.

O mesmo aconteceu com outros, nomeadamente com Mário Soares. A única diferença é que António Capucho tem menos 20 anos, o que torna o caso mais “grave”.


Campeonato Nacional de Futebol… desde 1974

21/05/2015

Actualização da contabilidade…

Época ¦ Vencedor ¦ Treinador
2014/2015 SL Benfica (Jorge Jesus)
2013/2014 SL Benfica (Jorge Jesus)
2012/2013 FC Porto (Vitor Pereira)
2011/2012 FC Porto (Vitor Pereira)
2010/2011 FC Porto (André Villas-Boas)
2009/2010 SL Benfica (Jorge Jesus)
2008/2009 FC Porto (Jesualdo Ferreira)
2007/2008 FC Porto (Jesualdo Ferreira)
2006/2007 FC Porto (Jesualdo Ferreira)
2005/2006 FC Porto (Co Adrianse)
2004/2005 SL Benfica (Giovanni Trapattoni)
2003/2004 FC Porto (José Mourinho)
2002/2003 FC Porto (José Mourinho)
2001/2002 Sporting CP (Laszlo Bölöni)
2000/2001 Boavista FC (Jaime Pacheco)
1999/2000 Sporting CP (Inácio)
1998/1999 FC Porto (Fernando Santos)
1997/1998 FC Porto (António Oliveira)
1996/1997 FC Porto (António Oliveira)
1995/1996 FC Porto (Bobby Robson)
1994/1995 FC Porto (Bobby Robson)
1993/1994 SL Benfica (Toni)
1992/1993 FC Porto (Carlos Alberto Silva)
1991/1992 FC Porto (Carlos Alberto Silva)
1990/1991 SL Benfica (Sven-Göran Eriksson)
1989/1990 FC Porto (Artur Jorge)
1988/1989 SL Benfica (Toni)
1987/1988 FC Porto (Tomislav Ivic)
1986/1987 SL Benfica (John Mortimore)
1985/1986 FC Porto (Artur Jorge)
1984/1985 FC Porto (Artur Jorge)
1983/1984 SL Benfica (Sven-Göran Eriksson)
1982/1983 SL Benfica (Sven-Göran Eriksson)
1981/1982 Sporting CP (Malcolm Allison)
1980/1981 SL Benfica (Lajos Baróti)
1979/1980 Sporting CP (Rodrigues Dias e Fernando Mendes)
1978/1979 FC Porto (Jose Maria Pedroto)
1977/1978 FC Porto (Jose Maria Pedroto)
1976/1977 SL Benfica (John Mortimore)
1975/1976 SL Benfica (Mario Wilson)
1974/1975 SL Benfica (Milorad Pavić)

Total
FC Porto = 22 títulos
SL Benfica = 14 títulos
Sporting CP = 4 títulos
Boavista FC = 1 títulos


Henrique Neto… Para variar um bocado

17/05/2015

Esta manhã, enquanto corria, ouvi a entrevista de Henrique Neto à TSF. Uma excelente entrevista. No entanto Henrique Neto não disse nada de extraordinário. Aliás, muito do que disse é, para mim, óbvio. Mas ele disse-o. Não teve medo de o dizer. Com frontalidade e sem qualquer respeito por essa regra nojenta do políticamente correcto. E é por isso que se diferencia da mediocridade política que pulula no país, e que vale a pena ouvir o que ele tem a dizer. Mais, justificou as suas convicções, opiniões e ideias de forma clara, objectiva e sem rodeios. Não vai a jogo com discursos redondos e propostas demagógicas e populistas.


Eleições no Reino Unido. A minha opinião e paralelo

09/05/2015

Cheguei a Londres em Março de 2012. Desde essa altura que todas as sondagens davam a vitória (mais ou menos folgada) a Ed Miliband, líder to Partido Trabalhista. Um homem que não foge ao padrão do político do século XXI. Iniciou-se na política com 25 anos. Antes disso estudára na University of Oxford e na London School of Economics, seguindo-se uma curta passagem no Channel 4, como apresentador de um programa sobre política.

A verdade é que o perfil, e o histórico pessoal e profissional não era muito diferente de David Cameron, líder do Partido Conservador e Primeiro-Ministro. Também ele se iniciou na política com 20 e poucos anos, juntando-se ao Partido Conservador logo após concluír a sua licenciatura na University of Oxford. Sendo que o único emprego fora da política que se lhe conhece é como Director de um grupo de média que detinha vários canais de TV.

Quando cheguei ao Reino Unido, em 2012, as semelhanças com Portugal eram enormes (apesar de os problemas e as dificuldades serem de dimensões completamente diferentes).

  1. Dois anos antes, um Governo do Partido Trabalhista tinha deixado o país em mau estado.
  2. O líder da oposição, Ed Miliband, tinha sido Ministro desse Governo (de Gordon Brown).
  3. O Governo em funções era de coligação – Partido Conservador e Liberais-Democratas.
  4. O Primeiro-Ministro David Cameron via-se forçado a aplicar medidas de austeridade.
  5. Apesar de ter sido cúmplice e co-responsável, Ed Miliband bramava contra a actuação do Governo.
  6. O resto da oposição e os média aliavam-se ao protesto e indignação dos trabalhistas.

A verdade é que os sinais positivos iam aparecendo aos poucos, mas a grande velocidade. Todos os índices estavam a ir na direcção desejada. Emprego a crescer, défice a estabilizar, serviços a melhorar. E como bónus os impostos sobre o rendimento desciam (o Personal Allowance subiu de £8,000 para £10,000 em 3 anos).

O Primeiro-Ministro ia cumprindo algumas promessas, batendo o pé à UE ou avançando com o referendo por uma Escócia independente. E ia avisando sobre medidas que intencionava implementar, como o fim do turismo de saúde (estrangeiros que entram no Reino Unido apenas para se aproveitar do NHS – serviço nacional de saúde) e do equivalente ao rendimento mínimo garantido, para qualquer pessoa (nacional ou estrangeira) que vivesse no país.

Naturalmente que muitas outras promessas foram quebradas e medidas esquecidas, mas a verdade é que David Cameron e o Partido Conservador se centraram naquelas que sabiam ter mais impacto na sociedade e aceitação no eleitorado.

Chegados à campanha eleitoral…

  1. Ed Miliband e o Partido Trabalhista, resolveram radicalizar ainda mais o seu discurso (talvez a reboque de Syrizas, Podemos e afins). Adoptando um discurso demagógico e fazendo promessas populistas.
  2. Nick Clegg e os Liberais-Democratas, parceiros de coligação no Governo, resolveram culpar David Cameron e o Partido Conservador pela austeridade e erros do Governo, e ao mesmo tempo reclamar para si os louros das boas decisões.
  3. David Cameron optou por manter a postura de responsabilidade e sentido de Estado. Reconhecendo a austeridade e afirmando que era um mal necessário, que começava a dar frutos. Poucas ou nenhumas vezes acusando o Partido Trabalhista de ser o responsável pela situação que encontrou.

Mas acima de tudo, a mensagem que David Cameron tentou passar aos eleitores foi a de deixarem o Partido Conservador, no Governo, terminar o trabalho que iniciou. Foram 5 anos difíceis para endireitar o país. E agora, quando as coisas começavam a tomar o caminho certo, não deitar tudo a perder, desperdiçando os sacrifícios feitos ao longo de tanto tempo.

Contra todas as expectativas o Partido Conservador de David Cameron venceu as eleições com uma confortável maioria absoluta. Só precisava de 323 deputados (porque o Sinn Fein normalmente não ocupa os seus lugares de deputados em Westminster) e obteve 331, mais 24 do que nas últimas eleições.

O Partido Trabalhista de Ed Miliband pagou caro pela demagogia e populismo adoptados. Perdeu 26 deputados. Os Liberais-Democratas pagaram ainda mais caro por tentarem desmarcar-se das decisões impopulares e de austeridade que o governo, do qual eram parceiros, teve de tomar. Perdeu 49 deputados.

Em Portugal, o resultado das eleições Legislativas 2015 poderia também ser semelhante. Mas provavelmente não será. Primeiro porque o parceiro minoritário no Governo (o CDS) não é tão estúpido como foram os Liberais-Democratas (aliás já se sabe que a coligação PSD/CDS se mantém para as eleições), e depois porque o povo português tem provado até hoje ser um bocadinho mais estúpido (a exercer o seu voto) do que o povo do Reino Unido.

Oxalá eu esteja enganado…


Je suis Charlie quando dá jeito

03/05/2015

CEFeP94UIAEtAkH

Há umas semanas atrás António Costa era “Charlie”. Mesmo ao centro, nesta foto cheia de outras “figuras” da política portuguesa. Indignava-se e lutava pela liberdade de expressão dos jornalistas daquele jornal francês.

Agora, António Costa manda SMS a jornalistas de jornais portugueses. Tentanto coarctar a liberdade des estes escreverem o que pensam do PS, de António Costa e do seu programa/ideias para Portugal.

É a hipocrisia e a falta de vergonha no seu limite.

Infelizmente o povo que vota já demonstrou por várias vezes ter memória curta e, daqui a uns meses, certamente que mais de 1 milhão de portugueses irá votar e eleger este escroque para Primeiro-Ministro.

Aos que vivem em Portugal e, sem culpa nenhuma, irão ver o seu futuro nas mãos desta gente, desejo boa sorte. Aos outros, os que votam, espero que tenham aquilo que merecem.


PS do Messias Costa afunda na Madeira

29/03/2015

Este fim-de-semana havia eleições Regionais na Madeira. O PS do messias António Costa resolveu coligar-se com o partido de José Manuel Coelho (para quem não conhece, é aquele senhor na foto que, entre muitas outras coisas, foi para o parlamento – casa da democracia – vestido de metralha). Os resultados estão à vista: o PS obteve menos votos do que há 4 anos quando concorreu sozinho, contra o PSD de Alberto João Jardim.

Apesar de tudo José Manuel Coelho foi eleito como deputado. Graças aos Madeirenses a sua filha não foi. O PS do messias António Costa ajudou a dar ainda mais importância e a eleger um dos deputados que mais desrespeitou a democracia e as suas instituições. Será curioso ver o que dirá o PS e o seu líder quando ele voltar a fazer das suas.

De resto, a Madeira confirma que não é “Jardinista”, mas social-democrata, ou “laranja”. O PSD consegue mais votos e mais mandatos do que os outros partidos todos juntos. O que significa mais uma maioria absoluta.


Pilotos?… Para mim só militares

28/03/2015

Piloto de avião comercial é uma função para a qual é preciso ter extraordinárias capacidades físicas, psíquicas, cognitivas, mentais, intelectuais. É uma profissão na qual é preciso ter extraordinários valores morais e princípios éticos.

Só o mais equilibrado, apto, competente e hábil deveria ser autorizado a concorrer para uma vaga de piloto de avião comercial. E deveria ser obrigatório ter “atrás de si” uma experiência de vôo vastíssima e imaculada.

Há apenas uma “classe” a quem todas estas capacidades são reconhecidas de imediato. Os pilotos de aviões de combate (mais conhecidos por “caças”). Naturalmente militares, e escolhidos entre os melhores, depois de exigentes testes.

Não acho salutar que se deixe outro tipo de pessoa chegar aos comandos de um avião comercial. Alguém que foi hospedeira, comissário de bordo, contabilista, engenheiro ou motorista dos STCP.

Naturalmente que haverá gente que acabaria por ser tão bom ou melhor do que os tais militares. Tenho a certeza que os há por aí. Mas seria, como sempre, a excepção à regra. E por essa não vale a pena correr o risco.

E naturalmente que, mesmo assim, todos os que são pilotos deveriam passar por exigentíssimos e frequentíssimos testes, às suas capacidades e conhecimento técnico (ao contrário dos professores que já sabem tudo e não precisam de ser avaliados).

A verdade é que um piloto de avião de combate inicia a carreira aos 20 e tais, e aos 30 e poucos já é “velho” para a função. Pelo que quase todos podem, nessa altura, ir para aviação comercial (alguns vão mesmo). Onde podem por em prática as suas capacidades, conhecimento e experiência, até aos 50 e tais.


Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Junte-se a 1.563 outros seguidores

%d bloggers like this: