Para as urtigas com os emigrantes

10/10/2019

O círculo eleitoral onde votam os emigrantes elege 4 deputados. Historicamente tem elegido 3 para o PSD e 1 para o PS.

Nestas eleições, muitos votos enviados pelos emigrantes não chegaram a Portugal. Por “erro” da administração central e do governo PS.

Entretanto o Presidente da República indigita António Costa como primeiro ministro, sem saber quem os emigrantes elegiam.

Não se vê qualquer tipo de indignação. Porque o que interessa é que o PS e o BE se entendam rápido.

O Portugal político e partidário tornou-se num esgoto… continuem a votar neles.


As lágrimas e a vergonha de Cavaco

08/10/2019

Cavaco Silva escreve hoje um artigo de opinião, no Observador. Sobre o PSD, e como o entristece ver o resultado das legislativas.

A mim (militante do PSD, ao contrário dele) entristece-me mais ver a cara de pau e falta de vergonha de Cavaco Silva.

Entristece-me ver essa personagem cuspir no prato que lhe deu de comer. De quem o fez aquilo que ele é hoje.

Cavaco Silva não só abandonou Governos PSD (Santana Lopes e Passos Coelho) durante períodos difíceis do país, como contribuiu para a criação da Geringonça.

Para os que têm memória curta, em 2015 Cavaco não só não quiz dar posse a um governo do PSD como também nada colaborou para que houvesse entendimentos ou apoios.

Foi ele que abriu caminho, e deu alento, ao acordo das esquerdas, depois de o PSD ter vencido as eleições.

Entristece-me ver esta gente sem carácter e sem vergonha verter lágrimas de crocodilo e tentar fazer os militantes de lorpas.

Lorpa é ele, que passou uma vida política inteira às ordens do general lá de casa.


Carácter: Rio 1-0 Costa

17/09/2019

Rui Rio venceu o debate. E venceu de tal forma que até a maioria da opinião publicada, capturada pela “Cúpula de Lesboa”, se viu obrigada a reconhecê-lo.

É preciso sublinhar a forma como Rio o fez, porque isso diz muito da pessoa e do político que é, efectivamente diferente da maioria dos protagonistas a que estamos habituados.

Note-se que Rio não explorou qualquer um dos “casos” que causariam desconforto a Costa (Sócrates, Incêndios, Tancos ou o Family-gate) e oportunidades não faltaram.

Isto demonstra a honestidade e integridade de Rui Rio, mas acima de tudo a diferença de carácter. Bem como a sua vontade de vencer pelas suas ideias, e não por ser “do mal o menos”.

Mas também mostra uma forma de pensar e interpretar diferentes. Esses remoques poderiam agradar a algumas claques do PSD, mas não iriam cair bem no eleitorado que é preciso conquistar.

Aqueles indecisos, ou pessoas desiludidas com a política e com os políticos, sabem bem o que o governo fez nos últimos 4 anos, mas também estão fartas de uma oposição que apenas faz política de casos e não tem alternativas.

Pelo contrário, António Costa demonstrou mais uma vez aquilo que é, como pessoa e como político. Ao que parece, ambos combinaram não fazer declarações à saída do debate. Rio cumpriu. Costa falou, a tentar controlar os danos. Desonesto, como sempre.


#VotemNeles O saque dos socialistas

22/08/2019

Ler para crer… o cúmulo da falta de vergonha. E da maneira como os sucessivos governantes têm gerido e se têm apropriado do dinheiro dos impostos cobrados ao contribuinte. Continuem a votar neles.

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A subvenção vitalícia dos ex-políticos duplica de valor quando chegam aos 60 anos de idade?

Em 2005, por iniciativa do Governo liderado por José Sócrates, o direito à subvenção vitalícia foi revogado. Mas sem efeitos retroativos e criando um regime transitório. Ou seja, quem já recebia, continuou a receber. E quem já tinha direito à subvenção vitalícia até ao momento de revogação em 2005 (isto é, quem já tinha completado 8 ou 12 anos de exercício de cargos), ainda poderia requerer a mesma, nos anos seguintes. Verificou-se, aliás, uma corrida às subvenções vitalícias a partir de 2005, com o número de beneficiários a aumentar substancialmente.

Não sem ironia, o próprio Sócrates acabou por pedir a subvenção vitalícia em 2016. “Quando fui detido, decidi vender a minha casa, pagar ao meu amigo e fiquei ainda com algum dinheiro e, além disso, vi-me forçado, pelas circunstâncias em que o Estado me colocou, a pedir a subvenção vitalícia, coisa que nunca tinha pedido porque não tinha precisado dela, mas vi-me forçado por estas circunstâncias a fazê-lo”, explicou o antigo primeiro-ministro, em conferência de imprensa, a 29 de julho de 2016. Sócrates está a receber uma subvenção vitalícia de cerca de 3.800 euros brutos.


Rio é diferente e faz diferente

13/08/2019

Pouca gente fora do aparelho partidário do PSD terá feito mais campanhas do que eu. Especialmente no norte e centro do país, percorrendo regiões do litoral até ao interior. Acompanhando o meu avô no apoio a candidatos de todos os concelhos e distritos, em eleições autárquicas, legislativas ou presidenciais.

Não consigo contar em quantas participei. Apenas recordar a primeira campanha de que tenho memória, nas presidenciais com Freitas vs Soares (1986) ainda não tinha 8 anos. Imagino que terei estado presente em outras antes disso, mas não me lembro.

Confesso que gostava imenso dos comícios, dos discursos, das caravanas, das arruadas, do contacto com a população – quanto mais próximo e genuíno melhor, como por exemplo as investidas ao mercado do Bolhão. Nunca fui fã de almoços e jantares – o famoso “roteiro da carne assada”.

Eram outros tempos. Hoje em dia, em pleno século XXI creio que a maioria destas acções de campanha não faz sentido. A política tem de evoluir, e a forma como a mensagem dos partidos chega às pessoas também. Os canais de comunicação têm de ser diferentes, idealmente melhores.

Rui Rio – apesar dos seus 60 anos e de ter passado pelo mesmo (e muito mais) que eu descrevo acima – é o único líder partidário, a tentar “romper” com o status quo, e fazer diferente (Marcelo inovou na campanha, mas representava-se a si próprio).

Rio e o PSD têm feito muito diferente. No discurso, com sentido de estado e sem ódio. Na abordagem, com responsabilidade e sem populismo. Nos candidatos, com verdadeira renovação e sem medo dos caciques. E agora na campanha…

Os portugueses há muito que pedem um lider político diferente. Aqui o têm. Confiem-lhe o voto.


Votar com conhecimento

11/08/2019

Depois dos resultados que tivemos nas últimas décadas (sobretudo no século XXI) é imperativo que nós, os eleitores portugueses, não votem por aquilo que vêem ou ouvem na comunicação dita social (claramente capturada pela Cúpula de Lesboa).

É absolutamente essencial que, por exemplo, leiam os programas eleitorais dos vários partidos políticos. Nem que seja por alto. Nem que seja na “diagonal”. Nem que seja nas páginas que mais interessam a cada um (ex. Saúde, Economia, Educação).

Deixo ficar aqui a lista daqueles que consegui encontrar até agora. Actualizarei quando outros estiverm disponíveis.

> PSD https://issuu.com/psdmaia/docs/programa_eleitoral_30_julho
> PS https://ps.pt/index.php/category/programa-eleitoral-2019/
> PCP https://www.cdu.pt/2019/pdf/programa_eleitoral_pcp.pdf
> Alianca https://partidoalianca.pt/pdf/
> Livre https://programa.partidolivre.pt/

 


António Francisco Debaixo-da-Madeira Costa

10/08/2019

A maneira como António Costa e o Governo PS estão a lidar com o caso dos motoristas de materiais perigosos faz lembrar Frank Underwood, o ignóbil personagem que faz de presidente dos EUA na famosa série House of Cards.

A certa altura, Frank Underwood aproveita para empolar um caso e declarar uma situação de emergência nacional, para tirar dividendos políticos e eleitorais.

É, nem mais nem menos, o que António Costa e o PS estão a fazer, com a conivência de uma comunicação “dita” social, capturada pelos interesses da Cúpula de Lesboa.

fjviegas


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