Remodelação uma ova!

15/10/2018

António Costa remodelou o governo depois de fechado o Orçamento de Estado para 2019. É evidente que não procurava mudança de políticas, mas apenas de caras. Não será portanto de esperar, que mude o que quer que seja na Saúde, na Defesa, etc.

Ao bom jeito socialista, apressou a remodelação para o anúncio coincidir com o furacão, sabendo que a comunicação dita social estaria focada na destruição e tragédia da população – que, como dizia há uns anos um socialista prominente, acaba sempre por ir lá “votar na mãozinha”

Apesar da fraquíssima e apressada remodelação, e do facto das caras “novas” serem afinal “velhas”, a comunicação dita social, que na sua maioria continua a apoiar o establishment, elogia o primeiro-ministro.

Um bom exemplo é o simpático artigo do David Dinis no Eco. Que apesar de tudo ainda elogia a “capacidade de recrutamento fora da política” escreve que Costa “chamou ministros novos” e foi buscar “gente qualificada” e dois “independentes“.

Isto, apesar de, como diz e bem João Miranda, as caras “novas” serem:

  • dois membros do actual governo, sendo que um deles foi vereador da CM Lisboa quando Costa era presidente;
  • um ex-secretário de estado de Sócrates, que é filho de um ex-ministro de Guterres;
  • uma girl que fez carreira na função pública, e tem no currículo nomeações políticas com ligações familiares no meio.

Se fosse num governo de Rui Rio, ou no tempo de Passos Coelho, esta remodelação seria motivo de vários artigos de opinião a arrasar o primeiro-ministro e os “novos” ministros.

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Passos Coelho cabeça de lista às Europeias

09/10/2018

O presente

O PS, que se apoderou do governo e várias outras instituições (a última, a ERSE), está a surfar a crista da ténue recuperação, e a distribuir pelas clientelas as poucas folgas que ela permitiu. A comunicação “dita” social e a opinião publicada tenta com todas as suas forças derrubar Rui Rio – nem que para isso seja preciso dar palco e transformar avençados em “independentes” e recorrer aos que ainda ontem eram persona non grata (ex. André Ventura).

2019 afigura-se um ano difícil para o PSD, em termos eleitorais. As Europeias em Maio, as Regionais na Madeira em Setembro, e finalmente as Legislativas em Outubro. O PSD tem de entrar neste ciclo com uma vitória, e é por isso que faço o paralelo com 1994.

O passado

Em 1994, Portugal tinha entrado em recessão e o Governo de Cavaco Silva tinha sido obrigado a tomar medidas de austeridade fiscal, bem como outras medidas impopulares – o aumento das propinas no Ensino Superior, ou de 50% nas portagens da Ponte 25 de Abril foram as que provocaram das maiores manifestações em democracia.

O fim do “Cavaquismo” já se adivinhava, o cenário eleitoral para o PSD não era o melhor, e todos os sinais indicavam que o PSD iria entrar num ciclo complicado de derrotas nas eleições que aí vinham – nomeadamente as Europeias (ainda nesse ano de 1994) e as Legislativas (em 1995). Já se falava da saída de Cavaco e o futuro era incerto.

Só com um “golpe de mestre” o PSD tinha hipóteses de evitar uma hecatombe eleitoral. Cavaco convocou a sua A-Team. Convidou Eurico de Melo para encabeçar a lista às Europeias, acompanhado por António Capucho e Arlindo Cunha – todos ex-ministros e  nomes de peso no partido e no país.

Conseguiu também convencer Francisco Lucas Pires a concorrer pelo PSD (ele que tinha sido líder do CDS, e seu cabeça de lista cinco anos antes), e juntou-lhes Carlos Costa Neves e Nélio Mendonça, dois “pesos pesados” das regiões autónomas, para atrair os votos dos Açores e Madeira respectivamente.

As sondagens davam uma derrota significativa do PSD. As intenções de voto eram cerca de 30% no PSD e 40% no PS. O resultado viria a ser muito diferente. O PSD conseguiu 34,39% dos votos, enquanto que o PS obteve 34,87%. Em termos de deputados o PS elegeu 10 contra 9 do PSD. (os restantes 6 ficaram distribuídos igualmente por CDS e CDU).

O futuro

Tenho imenso respeito, reconhecimento e até estima por homens como Paulo Rangel, Carlos Coelho ou José Manuel Fernandes. Todos têm feito um trabalho extraordinário e meritório no Parlamento Europeu, e qualquer um dos três merecia ser cabeça de lista nas Europeias de 2019. Mas o PSD precisa de “nomes de peso” para vencer.

Na minha humilde opinião, de militante de base, Rui Rio e o PSD deviam procurar o tal “golpe de mestre”, e convidar Pedro Passos Coelho para encabeçar a lista às Europeias de Maio do próximo ano. E juntar outros “pesos pesados” a Paulo Rangel, Carlos Coelho e José Manuel Fernandes, deixando cair nomes como Fernando Ruas.

Penso ser hoje evidente a capacidade, competência, seriedade, credibilidade e sentido de missão de Pedro Passos Coelho. Isto não só é reconhecido pela maioria dos portugueses (que até lhe deram vitória nas Legislativas de 2015) como está em linha com os valores e princípios defendidos por Rui Rio. Pelo que a escolha era “na mouche”.


A defesa da deputada, pelo ex-presidente

29/09/2018

carlos_valente_facebook

Caro Carlos Valente, nem todos queremos ser presidentes do Rancho Folclórico, presidentes da Associação Recreativa, presidentes da Junta de Freguesia, presidentes dos Bombeiros, presidentes do Clube de Futebol ou presidentes da Câmara. Alguns de nós têm ambições diferentes, que não passam pela política. Temos carreiras profissionais, família, e muitas outras coisas que nos fazem felizes. E não precisamos de ter um cargo político para nos sentirmos realizados.

Mas isso não nos impede de ser militantes de um partido político. Aliás, o facto de não querermos (ou podermos) abraçar o serviço público torna o dever cívico e de militância activa ainda maior, porque nenhum cidadão se deve demitir das suas responsabilidades em democracia. Nem que essa seja a do “simples” voto e fiscalização dos seus eleitos. É exactamente aquilo que eu faço.

Sou militante do PSD há 20 anos, mas há muitos mais que ando na vida partidária. Sem qualquer interesse pessoal ou objectivo político. Faço-o por acreditar na militância activa e no projecto social democrata do PSD. Ao contrário do Carlos, que apenas está habituado a dar a cara e fazer campanha quando é candidato ou tem algum interesse, eu tenho dado o meu contributo ao PSD sem calculismos.

Fiz campanha de Norte a Sul. Percorri o Minho, de Terras de Bouro a Montalegre, ou de Vieira do Minho a Vila Verde. Percorri Trás-os-Montes de Mirandela a Vila Real, ou de Bragança a Macedo de Cavaleiros. Percorri o Doutor Litoral, do Porto a Amarante, de VN Famalicão a Felgueiras. Percorri a Beira Litoral, Beira Alta e Beira Baixa, da Figueira da Foz ao Fundão, ou da Guarda a Idanha a Nova.

Fi-lo em campanha para eleições Legislativas, Europeias, Presidenciais, e Autárquicas. Nestas, levantando cartazes e outdoors, apoiando, dando a cara, falando com as pessoas, distribuindo bandeiras, autocolantes, canetas e aventais, por candidatos que na maioria das vezes nem conhecia. Por gente como José Manuel Fernandes (na altura desconhecido candidato a Presidente da Câmara de Vila Verde, distrito de Braga), hoje um dos mais competentes deputados Europeus, e capazes quadros do PSD.

E também o fiz por alguns que conhecia bem, em Santo Tirso. Não falhei um dia das campanhas autárquicas de David Assoreira ou João Abreu. E nessas, fiz campanha por vários candidatos às Juntas de Freguesia. Como Alírio Canceles, Manuel Mirra, ou mesmo o Carlos Valente. E só por isso o Carlos devia ter mais respeito. Porque o fiz sem ser candidato a nenhum lugar, com abnegação e desinteresse.

Não me arrependo de até ter perdido anos na faculdade, por ter andado demasiado dedicado ao partido e envolvido em campanhas. Nem de ter feito esforços na vida pessoal e profissional para me meter sozinho em carros de som, a percorrer freguesias e a distribuir panfletos com a cara do candidato, ao som dos hinos do PSD e da campanha. Um desses foi Manuel Mirra, e outros como o Carlos, que agora se sentem muito incomodados com a minha opinião.

Muitas vezes, por esse país fora, trabalhei para o PSD, acompanhado por vultos do partido, como Amândio de Azevedo ou Fernando Alberto Ribeiro da Silva. Fundadores e figuras de proa do PSD, que provavelmente o Carlos e a Andreia nem conhecem, porque estes nunca andaram na política para apareceram em eventos a tirar selfies. Nem nunca puseram interesses ou objectivos pessoais, à frente dos do PSD e do país – como os vossos amigos Luís Montenegro ou Marco António Costa.

Sou cidadão Português, e como tal exerço o meu direito e dever civil e político naquele que ainda é um estado livre e democrático. Ao contrário da maioria (com muita pena minha) não abdico dos meus direitos, e acima de todos está o direito à liberdade de pensamento e de expressão. Estarei longe de ter sempre razão, mas nunca abdicarei nem esconderei a minha opinião. Nem com ameaças de processos em tribunal, nem com ameaças de confronto físico. O Carlos e a Andreia podem convencer-se disso.

Finalmente, estranho esta nova forma de estar do Carlos. Que ainda há poucos anos concordava comigo e até era posto no mesmo saco pelo caudilho que na altura liderava o PSD Santo Tirso. Tanto que o Carlos até vinha ao meu blogue defender posições e atacar aqueles a quem hoje se juntou (basta procurar os comentários nos vários posts publicados).

Parece que bastou a amizade (circunstancial) com a sra. Deputada, um lugar elegível na lista de vereadores, e uma ilusão de proximidade ao poder, para o Carlos agora se prestar a fazer estes papéis. Não só o de vir “defender a honra” da Andreia Neto, mas também de vir puxar dos galões, assinando o seu comentário com “Carlos Valente, P. Junta Vila das Aves de 2002/2013 eleito pelo PSD, 3 Vitórias com maioria absoluta onde o PSD nunca tinha ganho”.

As suas conquistas políticas, como tenho a certeza compreenderá, impressionam-me pouco. E parefraseando o presidente do PSD, Rui Rio – a mim ninguém me cala, e estou cheiinho de medo das ameaças que (em público ou privado) o Carlos e a Andreia me fazem. De resto, convivo bem com o pluralismo e democracia. E, ao contrário do Carlos e da Andreia, tenho estômago para ser criticado, e elevação para saber discutir.

Assinado: Luís Melo. Militante de Base do PSD. Nunca ocupou algum cargo público, ou alcançou como candidato vitórias eleitorais pelo PSD (talvez por nunca ter aceite lugar em listas, mas o mais provável era ter sido derrotado de qualquer maneira). Derrotado várias vezes em listas candidatas à JSD e PSD Santo Tirso, à associação académica na faculdade, à associação de estudantes no liceu, e a delegado de turma no ciclo.


Queixinhas da deputada ao Ministério Público

27/09/2018

Ao que sei, o executivo camarário decidiu baixar os impostos cobrados às famílias e empresas. A ser verdade, e independentemente de tudo o resto, é uma medida meritória que virá beneficiar a população, e será bem vinda, já que o contribuinte tem sido “castigado” desde 2011 com variadíssimos aumentos de impostos.

Os vereadores do PSD, liderados por Andreia Neto, decidiram fazer queixa ao Ministério Público – como se pode ver na imagem acima, que mostra uma publicação no Facebook da deputada. Independentemente da razão que possam ter, em relação a uma eventual falta no procedimento, isto é absolutamente descabido e desmesurado.

E apenas mostra que Andreia e companhia continuam a preferir a politiquice, a guerrilha partidária, o remoque e o ataque pessoal, ao invés de seguir o exemplo do presidente do PSD, Rui Rio, que tem trazido uma forma diferente de estar na política, com honestidade, seriedade e responsabilidade.

Aliás, o Ministério Público deve com certeza ter coisas bem mais importantes que fazer, e nas quais gastar o seu tempo e os recursos do contribuinte, do que as queixinhas e caprichos de Andreia Neto.

Como militante do PSD gostaria de ver a Comissão Política Concelhia intervir, mas imagino que – como vem sendo habitual ao longo dos anos – os vereadores que representam o partido e os seus eleitores, estejam a agir em causa e propósito próprio, sem dar cavaco aos responsáveis do partido em Santo Tirso.


Rui Rio NÃO convidou críticos a sair no PSD

08/09/2018

Rui Rio deu uma excelente entrevista ontem à TSF Rádio. É praticamente impossível alguém de bem, e com um mínimo de racionalidade, discordar daquilo que o líder do PSD disse.

E disse-o, como sempre, com a absoluta honestidade. Rui Rio é dos (muito) poucos políticos de hoje que diz o que pensa, sem medo de ser políticamente incorrecto, ferir susceptibilidades, ou perder eleitorado. Critica com frontalidade e por convicção. Age em conformidade, e não mediante o que dá jeito.

Naturalmente, as notícias que saem hoje na comunicação “dita” social – dominada pela “Cúpula de Lesboa” – publicam umas parangonas que deturpam propositadamente o que Rui Rio disse.

Segue-se depois a opinião publicada. Aqueles que têm voz nas redes sociais e palco nos media, cavalgam estas parangonas e atacam Rui Rio. Alguns nem sequer ouviram a entrevista, outros estão toldados pela “clubite” (partidária ou de facção), muitos fazem-no propositadamente, demonstrando desonestidade intelectual.

Eu ouvi bem o que Rui Rio disse. E convido todos a ouvir a entrevista, que repete este Sábado pelas 11:00.

Primeiro: Aqueles que estruturalmente discordam do PSD. Rui Rio sugeriu que devem sair. Não são os que discordam de Rui Rio ou desta liderança! São os que discordam dos ideiais do partido! Tem toda a razão. Esses (há alguns, muito poucos, creio) devem passar-se para o PS (ex. Carlos Abreu Amorim) ou para o CDS. Alguns até estejam melhor no BE (ex. Pacheco Pereira) ou PNR (ex. André Ventura).

Segundo: Aqueles que conjunturalmente discordam desta lideranca. RR não disse que deviam sair. Aliás Rio sabe bem – até porque ele próprio foi crítico de outras direcções e lideranças) que o PSD é um partido pluralista. O que Rui Rio disse é que alguns criticam apenas por interesse pessoal. Fazem tudo para que as coisas corram mal ao PSD, para na hora da derrota apanharem os cacos e tomarem o poder. Mais uma vez, tem toda a razão.

Quanto aos que discordam estruturalmente, Rui Rio não se referiu nesta entrevista especificamente a ninguém. Mas falava no contexto da saída de Pedro Santana Lopes e na fundação do Aliança. Se bem que é de notar que Rui Rio admitiu ser estranho, por achar que não é o caso – ou seja, que Pedro Santana Lopes não discorda dos ideais do PSD.

Quanto aos que discordam conjunturalmente, e por interesse pessoal, Rui Rio rejeitou nomear alguém – e fez muito bem, porque só lhe ficaria mal. Mas todos sabemos! Não sejamos ingénuos, até porque é evidente, e eles não se escondem. Luís Montenegro e Pedro Duarte, entre outros, criticam a liderança para se posicionarem para o futuro, e não por terem, de facto, alguma discordância de fundo com o PSD de hoje.


Aos 6 anos conduzia um Porsche

02/09/2018

Vendeu a Air Luxor por 50 mil € a um empresário que tinha como sede um quarto de hotel em Ílhavo, além de ter transferido a propriedade de um Porsche da empresa para a sua filha que à época tinha 6 anos

É este o nível da maioria “empresários” que temos em Portugal. Gente que não cria, constroi ou empreende nada. Que apenas faz negociatas, dentro ou fora da lei, com o único objectivo de enriquecer a todo o custo. Levam empresas à falência e no dia seguinte abrem outras – quais inimputáveis.

É também este o nível da maioria da comunicação “dita” social que temos em Portugal. Jornais e jornalistas que dão estas notícias, sobre empresas “fantasma” de “empresários” corruptos, e assuntos que, ainda por cima, não interessam a ninguém.

Enfim… não admira que Portugal seja pobre. E não é só economicamente. É acima de tudo pobre de espírito.


A Capital do Império e quem a financia

01/09/2018

O costume.

Pagam todos os contribuintes Portugueses. Desde os provincianos do Minho, Norte e Trás-os-Montes, aos provincianos das Beiras, Alentejo e Algarve.

Os que têm empregos que pagam pouco, ou nenhum emprego mesmo. Os que ficaram sem urgências ou maternidades. Os que vêem os filhos terem de fazer uma hora de autocarro até à escola mais próxima.

Beneficiam os mesmos, os de Lesboa. Que na sua maioria, pelo simples facto de viverem na “capital do império” têm já por si várias benesses.

Os que têm empregos bem pagos e cheios de regalias, no sector público ou nas grandes empresas nacionais e multinacionais. Os que têm os melhores hospitais, escolas, lojas do cidadão e todos os serviços à porta de casa.

Os burlões que governam – e fazem parte da Cúpula de Lesboa – dizem que é um “problema central do país”. Porque o país é Lisboa e o resto é paisagem.

Têm a distinta lata de dizer que até sabem de uma “possível fonte de financiamento” como se essa fonte não fosse sempre a mesma – os impostos pagos pelos contribuintes.


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