Suspendo a minha condição de adepto

25/02/2016

O que se passou hoje no Estádio do Dragão é uma gigantesca vergonha. É não só uma machadada enorme no prestígio de um clube que foi grande, mas é também uma enorme falta de respeito pelos adeptos do FC Porto.

Aquele a quem colocaram o título de “treinador” entrou em campo com uma equipa cheia de segundas linhas, quando precisava de virar uma eliminatória. E depois de se ver em maior desvantagem ainda, rodou jogadores.

A precisar de marcar 2, 3 ou 4 golos, o FC Porto não conseguiu criar mais do que 2 oportunidades claras de golo. Não conseguiu construír uma única jogada com início, meio e fim. E tremeu sempre que o Borússia se aproximou.

Exceptuando os humildes trabalhadores Danilo, Aboubakar e Suk, não houve um único jogador “à Porto”. Nem sequer o capitão Neves, Maxi ou Casillas (este meteu dó, pela linguagem corporal).

Tudo isto se passou nas barbas de uma massa adepta que foi um dia tão exigente que até intimidava jogadores e treinadores. De um presidente que foi um dia tão difícil de contentar que até descia ao balneário nos intervalos.

Sinto-me absolutamente indignado. Esta equipa de futebol não tem categoria para estar em nenhuma liga da Europa. É gritante a mentalidade tacanha e a pequenês do espírito que reina neste grupo de “profissionais”.

Isto, num clube que nos últimos 40 anos se destacou pela glória alcançada através do espírito campeão. E que teve na capacidade de luta, de superação, de engenho e de crer as bases das suas imensas conquistas.

Nenhuma equipa que tenha o mínimo de auto-estima, de dignidade, de respeito por si própria, entra em campo para fazer o que o FC Porto fez hoje. Esta equipa é pequena. Muito pequena. E continuará a ser pequena, até que muita coisa mude.

Grandes são os que, como o Manchester United de 1999, a perder 1-0 aos 90 minutos lutam até ao último segundo para conquistar uma Champions League com golos aos minutos 90+1 e 90+3.

Os que desistem no início, a meio ou mesmo antes de entrar em campo são hoje e serão sempre os vencidos, os derrotados, os pequenos. Nunca serão grandes, por mais adeptos que tenham.

Hoje, depois desta vergonha, suspendo a minha condição de adepto da equipa de futebol sénior do FC Porto. Suspendo até José Peseiro sair. Até Marcanos, Angels, e Evandros desaparecerem. Até esta equipa conseguir recuperar alguma dignidade.


Subvenções Vitalícias. Os hipócritas.

19/01/2016

Numa altura destas, com o país ainda falido e a tentar recuperar de uma bancarrota, naturalmente que é uma vergonha que a maioria dos deputados da AR, aprove e tente re-estabelecer as subvenções vitalícias dos políticos, após 3 mandatos (ou seja, 12 anos) em funções.

Não é só uma questão de razoabilidade ou de injustiça. É uma questão de timming. Os portugueses estão a passar por imensas dificuldades. É preciso reformar e consertar o país. E a prioridade destes senhores e senhoras, que têm um vencimento 4 ou 5 vezes superior à média, é re-estabelecer as suas próprias benesses? Revela uma enorme falta de vergonha.

Mas pior do que os deputados que proposeram ou do que os deputados que aprovaram, é a contínua hipocrisia daqueles que vociferam contra porque lhes convém ou porque querem fazer passar uma certa imagem, mas que não fazem absolutamente nada para que isto seja revogado, ou melhor, nem sequer seja posto em prática. É insultuoso, porque nos tentam fazer de parvos.

Entre eles estão membros do Bloco de Esquerda, incluindo a sua candidata a PR, Marisa Matias. Aparecem na comunicação dita social em grande indignação, mas nada fazem sobre o assunto. Ou afinal já não é deles que o Governo do PS, e a AR, estão dependentes para fazer passar leis no parlamento?

Também Maria de Belém Roseira, candidata indicada pelo PS para PR, dependente da política há decadas, vem indignar-se e pedir a fiscalização do diploma, só porque anda na caça ao voto. Ora, chegue-se à frente e diga frontalmente se sendo PR reprovaria o diploma sem pestanejar, ou deixaria passar com uma “ficalização sucessiva”.

Com ou sem bancarrota, Portugal continua na mesma. Os mesmos de sempre a servirem-se da gamela do Estado, onde se acumulam os impostos dos poucos portugueses que os pagam, e que não tarda nada verão o país caír para nova bancarrota e novo resgate – a não ser que seja desta que o Euro nos expulse.


Exame de tabuada nas escolas

03/01/2016

O Governo do Reino Unido vai introduzir um novo exame (mais um) nas escolas do país. Um exame só de tabuada. O Governo Britânico diz que o sucesso no futuro está ligado à capacidade de raciocínio e da habilidade matemática. O Governo de sua majestade quer que todos os alunos saibam, e sejam submetidos a exame, a tabuada até ao 12.

No entretando, em Portugal, aboliram-se exames porque isso traumatiza as criancinhas. Viva o PS, o BE, os Costas, as Catarinas, os Galambas, as Mortáguas e afins. O futuro de Portugal é negro.


Descubra as Diferencas

23/12/2015

Isto é um “suponhamos”

O ano era 2015. O mês era Junho. O Banif encontrava-se com a corda na garganta. O Governo PSD/CDS tomava a decisão de salvar o banco anunciando 3 mil milhões € do dinheiro dos contribuintes em perdas. O Carmo e a Trindade caíam. O PS e a comunicação dita social rasgavam as vestes. A opinião pública e publicada indignava-se. Passos Coelho era acusado de tentar acudir os banqueiros amigos.

Isto é a realidade

O ano era 2015. O mês era Dezembro. O Banif encontrava-se com a corda na garganta. O Governo PS tomava a decisão de salvar o banco anunciando 3 mil milhões € do dinheiro dos contribuintes em perdas. Aplausos vinham de todos os sectores. A comunicação dita social e a opinião publicada desfaziam-se em elogios. António Costa era apontado como o salvador do sistema financeiro e da economia portuguesa.


Pago para ver

21/10/2015

Eu era capaz de pagar para ver um Governo liderado por este PS e por António Costa, junto com o PCP e o BE.

O mal é que há muitos portugueses que não queriam este Governo, nem de graça, mas iriam acabar por pagar muito caro.


O estado do PS e o seu futuro

03/10/2015

Alguns poderão pensar que esta catastrófica campanha do PS foi obra do acaso ou do azar, mas essas são coisas que não existem em política. Nada acontecem por acaso e nada acontece por infelicidade.

Outros poderão pensar que se deveu a  um incompetente director de campanha, mas a verdade é que demitiram Ascenso Simões e o que parecia mau passou a pior, com muito mais episódios e incidentes.

A verdade é que a desgraçada campanha eleitoral do PS se deveu ao estado em que se encontra o partido. Entregue aos despojos do socratismo. E é isso que vai fazer com que António Costa não consiga ser PM.

E o estado do PS é de tal forma funesto que após a demissão de António Costa, o partido é bem capaz de considerar, ou mesmo eleger, António José Seguro.


O critério para recondução como deputado

15/08/2015

As eleições Legislativas 2015 estão a 2 meses de distância. Os partidos já jogaram a dança das cadeiras e escolheram os candidatos a deputados. Aqueles que, na sua maioria, ninguém conhece. Porque, na verdade, a maioria dos poucos que vota, confia o voto ao candidato a Primeiro-Ministro e ignora quem na verdade, e na Constituição, o deve representar na Assembleia da República.

A lista do PSD/CDS do distrito do Porto, surpreendeu-me mais uma vez pela negativa – infelizmente tem sido recorrente nas Legislativas. Muitos bons deputados desapareceram da lista de candidatos ou dos lugares elegíveis. Enquanto outros, menos bons, maus ou mesmo péssimos, foram premiados com a recondução. O que nos leva a pensar em quais serão os critérios de escolha dos partidos.

Vou dar como exemplo Andreia Neto. Apenas e só por ser alguém cuja actividade acompanhei com muita atenção, pelo simples facto de ser de Santo Tirso, eleita pelo distrito do Porto, e por isso mesmo ser a minha mais próxima e directa representante na Casa da Democracia. Andreia foi reconduziada como candidata, subindo vários lugares na lista em relação a 2011.

A sua reacção nas redes sociais, depois da nomeação foi: “Vejo esta indicação antes de mais como o reconhecimento do meu esforço e dedicação no meu mandato que agora cessa. Mas mais do que tudo, acredito que a minha indicação na lista é uma aposta pelo trabalho que tenho desenvolvido quer na Assembleia da República quer no distrito e em especial em Santo Tirso”.

Foquemo-nos então no seu “esforço e dedicação” no “mandato que agora cessa“. Em 4 anos (1460 dias) Andreia apresentou 5 iniciativas no Parlamento, das quais 4 foram Projectos de Resolução e 1 foi Projecto de Lei. Esses abordaram temas como:

– atividade de guarda-noturno
– salvaguarda do acervo documental do fundo de defesa militar do ultramar
– criação do arquivo Camarate
– desaparecimento de correspondência sobre o Irão
– promoção da coesão territorial
– obras de dragagem no porto da Póvoa de Varzim

Em 4 anos (1460 dias) Andreia apresentou 4 perguntas no Parlamento, abordando os seguintes temas:

– transporte de crianças
– serviços de fisioterapia no concelho de Ourém
– descontaminação do solo no município de Matosinhos
– construção do IC35
– irregularidades no centro de saúde da Póvoa de Varzim/Vila do Conde

Nota: Nada acima referido foi da exclusiva autoria de Andreia, mas de um grupo alargado de deputados que a escolheu para apresentar a iniciativa ou pergunta.

Em 4 anos (1460 dias) Andreia teve 5 intervenções no Parlamento, e foi nomeada como autora e relatora de 24 iniciativas e 12 petições, entre as quais estavam solicitações para:

– Alteração idade mínima de elegibilidade do Presidente da República.
– Instituição Dia Nacional de Consciencialização para a Alienação Parental.
– Reflecção sobre utilidade e extinção da Provedoria de Justiça.

Em 4 anos (1460 dias) Andreia fez parte de 6 Comissões, entre as quais algumas a que se conhece enorme utilidade, como:

– Comissão Eventual para a Revisão Constitucional
– X Comissão Parlamentar de Inquérito à Tragédia de Camarate

Para além disso, em 4 anos (1460 dias), Andreia deslocou-se em trabalho parlamentar a vários locais do país, bem como a Genebra (Suíça), Paris (França) e Bruxelas (Bélgica).

Tanta actividade em 4 anos (1460 dias) é de facto merecedora de reconhecimento e da confiança do partido e dos eleitores. E tenho a certeza também que os Tirsenses estão orgulhosos do tanto que a sua directa representante fez pelo concelho, a partir da Assembleia da República.


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