Rui Patrício e o Tuga Tacanho

30/06/2018

Mais uma vez, e a propósito da ida de Rui Patrício para o Wolverhampton Wanderers FC, o tuga não deixou créditos por mãos alheias. Vi muitos, principalmente adeptos do Sporting CP (talvez toldados pela clubite), a criticar ou desdenhar do guarda-redes da selecção, por assinar pelos Wolves.

As razões, naturalmente são as típicas de alguém que é tacanho. Porque os Wolves não são considerados “grandes” (pelo menos por estes tudólogos e pela comunicação dita social). Como se um profissional só pudesse realizar-se e ter sucesso nos designados clubes “grandes”.

Como se outros clubes não pudessem oferecer felicidade e muitas outras coisas que os designados “grandes” não oferecem. Como se a vida de um profissional fosse feita só de títulos ou de nomes “grandes” no seu curriculum. Como se não houvesse vida para lá dos “grandes”.

Estes “tugas” pensam o mesmo em relação a tudo o resto. Um eng. civil só o é se trabalhar para a Mota Engil. Um consultor só o é se trabalhar para a Delloite. Um advogado só o é se trabalhar para a Cuatrecasas. Quem trabalhar por conta própria ou para pequenas empresas é, naturalmente, pobre, infeliz e frustrado.

O que estes ignorantes não conseguem perceber é que os “pequenos” têm muito para oferecer. E mais vezes do que se pensa, dão melhores condições do que alguns dos designados “grandes”. Como é, obviamente, o caso do Wolverhampton, quando comparado com o Sporting.

Os Wolves estão na melhor liga de futebol do mundo. E qualquer profissional que se preze quer trabalhar e competir com os melhores. Os melhores profissionais querem sentir a adrenalina e o desafio a cada treino, e a cada jogo. E sentir que podem e vão jogar para ganhar sempre (e não só no discurso).

Os Wolves foram fundadores da Liga de Futebol de Inglaterra em 1888, têm 140 anos de história, e uma tradição futebolística quem nem os “grandes” portugueses têm. Possuem uma massa adepta enorme, leal, dedicada, e que enche o estádio em qualquer jogo, competição ou divisão.

Ainda assim, os Wolves foram Campeões por 3 vezes, e vice-Campeões por 5 vezes. Venceram a Taça de Inglaterra por 4 vezes, a Taça da Liga por 1 vez, e a Supertaça por 4 vezes. Para além disso foram finalistas da Taça UEFA numa ocasião. Neste momento têm uma equipa extremamente competitiva.

Com jogadores de extrema qualidade, experientes, internacionais e titulados e gerido pela Fosun International (chineses com volume de negócios de 20 biliões de dólares) o Wolverhampton está bem melhor do que o Sporting. Se entretanto considerarmos aquilo em que o Sporting se transformou nos últimos meses… nem sequer há comparação possível.

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9 anos a emborcar finos

16/06/2018

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Era Mais um Fino festeja neste mês de Junho, 9 anos. O primeiro post foi publicado a 23 Junho de 2009.

Desde então publiquei mais de 800 posts (este é o número 812), que receberam mais de 3.000 comentários, e 1.800 partilhas nas redes sociais.

O blogue recebeu até hoje cerca de 240.000 visitas, de cerca de 70,000 visitantes. Entre os quais 95 seguidores assíduos.

Muito obrigado a todos. Venha mais uma rodada… eu pago.

 

 


Campeonato Nacional de Futebol… desde 1974

13/06/2018

Actualização da contabilidade…

Época ¦ Vencedor ¦ Treinador
2017/2018 FC Porto (Sérgio Conceição)
2016/2017 SL Benfica (Rui Vitória)
2015/2016 SL Benfica (Rui Vitória)
2014/2015 SL Benfica (Jorge Jesus)
2013/2014 SL Benfica (Jorge Jesus)
2012/2013 FC Porto (Vitor Pereira)
2011/2012 FC Porto (Vitor Pereira)
2010/2011 FC Porto (André Villas-Boas)
2009/2010 SL Benfica (Jorge Jesus)
2008/2009 FC Porto (Jesualdo Ferreira)
2007/2008 FC Porto (Jesualdo Ferreira)
2006/2007 FC Porto (Jesualdo Ferreira)
2005/2006 FC Porto (Co Adrianse)
2004/2005 SL Benfica (Giovanni Trapattoni)
2003/2004 FC Porto (José Mourinho)
2002/2003 FC Porto (José Mourinho)
2001/2002 Sporting CP (Laszlo Bölöni)
2000/2001 Boavista FC (Jaime Pacheco)
1999/2000 Sporting CP (Inácio)
1998/1999 FC Porto (Fernando Santos)
1997/1998 FC Porto (António Oliveira)
1996/1997 FC Porto (António Oliveira)
1995/1996 FC Porto (Bobby Robson)
1994/1995 FC Porto (Bobby Robson)
1993/1994 SL Benfica (Toni)
1992/1993 FC Porto (Carlos Alberto Silva)
1991/1992 FC Porto (Carlos Alberto Silva)
1990/1991 SL Benfica (Sven-Göran Eriksson)
1989/1990 FC Porto (Artur Jorge)
1988/1989 SL Benfica (Toni)
1987/1988 FC Porto (Tomislav Ivic)
1986/1987 SL Benfica (John Mortimore)
1985/1986 FC Porto (Artur Jorge)
1984/1985 FC Porto (Artur Jorge)
1983/1984 SL Benfica (Sven-Göran Eriksson)
1982/1983 SL Benfica (Sven-Göran Eriksson)
1981/1982 Sporting CP (Malcolm Allison)
1980/1981 SL Benfica (Lajos Baróti)
1979/1980 Sporting CP (Rodrigues Dias e Fernando Mendes)
1978/1979 FC Porto (Jose Maria Pedroto)
1977/1978 FC Porto (Jose Maria Pedroto)
1976/1977 SL Benfica (John Mortimore)
1975/1976 SL Benfica (Mario Wilson)
1974/1975 SL Benfica (Milorad Pavić)

Total
FC Porto = 23 títulos
SL Benfica = 16 títulos
Sporting CP = 4 títulos
Boavista FC = 1 títulos


A “limpeza” pode ter início no Porto

12/06/2018

Aqueles que nos governam (Primeiro-Ministro, Ministros, Secretários de Estado, Deputados, etc.) não são uma espécie de seres superiores que vieram do planeta Krypton. São pessoas comuns, que um dia andaram na escola connosco, frequentaram os mesmos locais, viveram nas mesmas zonas. Essencialmente, tiveram as mesmas origens.

Foram todos escolhidos pelo partido para ocupar os respectivos cargos. No meu partido, o PSD, a Comissão Política Concelhia indica os seus representantes às listas de candidatos a deputados nas eleições legislativas. Esses serão depois confirmados pela Comissão Política Distrital e validados pela Comissão Política Nacional.

Daí ser extremamente importante que estejamos atentos e interessados na política a nível local, porque é aí que as verdadeiras escolhas se fazem. Quando vamos votar nas eleições, as más escolhas já estão feitas e não temos alternativa. Nessa altura já não estamos a escolher os nossos representantes, apenas a ratificar as escolhas das Comissões Políticas.

Há vários anos que venho dizendo que este é o maior problema que enfrentamos. Porque o desinteresse pela política local abre as portas a que gente menor se apodere dos lugares – nas Comissões Políticas Concelhias e Distritais – que lhes permite depois fazer as escolhas que mais lhes convêm. Na maioria das vezes escolhas más e erradas.

A Comissão Política Distrital do PSD do Porto sempre foi uma das maiores e mais influentes do país. Do distrito do Porto saíram alguns dos maiores e melhores governantes que o PSD teve – a começar por Francisco Sá Carneiro. Mas também foi do Porto que saíram alguns dos piores exemplos – como Marco António Costa.

Foi com o crucial apoio da Comissão Política Distrital do PSD do Porto e das suas Concelhias, bem como com os votos dos militantes activos que a maioria dos líderes do PSD chegaram à Presidência do partido. O que depois lhes permitiu chegar a cargos de governação, nomeadamente a Primeiro-Ministro.

A Comissão Política Distrital do PSD do Porto está, há várias décadas, refém de gente menor, e dos seus caciques. Cujos interesses são apenas e só os seus, e os dos seus amigos. Salvo raríssimas excepções, isso tem-se reflectido de forma cristalina nas escolhas que a Comissão Política Distrital faz para a lista de candidatos a deputados.

Será extremamente difícil, senão mesmo impossível. Tentar arranjar algo que as últimas Comissões Políticas Distritais do PSD do Porto tenham feito em prol do distrito, dos concelhos, das populações. Ou mesmo em benefício do partido e dos militantes. A Comissão Política Distrital tem sido apenas e só instrumento de quem a capturou.

Mas finalmente há luz ao fundo do túnel. As eleições de 30 de Junho de 2018 irão eleger a próxima Comissão Política Distrital, e de entre as três (3) candidaturas há uma, liderada por Alberto Machado, que nos dá a oportunidade única, e quiçá última, de finalmente eleger alguém que, numa palavra, está Limpo.

Sem culpas, sem suspeitas, sem nuvens, sem casos, sem cortinas de fumo. Alguém que é honesto e de confiança. Alguém que é genuíno e responsável. Alguém que é determinado e firme. E mais do que isso, alguém que está acompanhado de gente capaz e competente. Militantes que resolveram dizer “basta”, e que finalmente conseguiram encontrar força e apoio suficiente para derrotar os caciques.

É absolutamente imperativo que nós – os militantes de bem que acreditam que ainda é possível o PSD ser recuperado, e ajudar a recuperar o país – nos mobilizemos no dia 30 de Junho, para votar na lista liderada pelo Alberto Machado.

Note bem os primeiros parágrafos deste texto. A limpeza do partido (e do país) não se faz de cima para baixo. Não será o Presidente da República ou um grupo de elite que irá escolher governantes decentes. Faz-se de baixo para cima. Somos nós, o povo, que temos o dever (mais do que o direito) de escolher quem nos governa.


A coerência – Exemplo #537

28/05/2018

13 de Maio de 2018

27 Maio 2018


Ver para crer… Sobre a Educação

27/05/2018

Foi nesta semana que passou, que José António Salcedo esteve na Comissão de Educação e Ciência (na Assembleia da República) para participar na conferência “Tecnologia e pedagogia: o que ensinar? Como ensinar?

Podem ver o vídeo, na íntegra, neste link. A intervenção principal do Zé António é de 17 minutos, e está entre o minuto 34 e o minuto 51.

Já por várias vezes elogiei aqui as ideias do Zé António. Portanto vou apenas deixar algumas das coisas que disse na sua intervenção, por forma a aguçar o vosso interesse.

“educar significa formarmos pessoas com autonomia intelectual”

“educar é o contrário de instruir… instruir é meter coisas na cabeca das pessoas”

“educar, não para igualdade de resultados, mas para igualdade de oportunidades”

“orientação sistematica à resolução de problemas… é a atitude que mais valor pode criar”

“através do processo educativo, aprender a pensar e a criar valor”

“o modelo de educação centralizante em Portugal é rígido e desresponsabilizante”


O PS, a Economia, as Finanças

26/05/2018

Foi isto que ouvimos da boca do actual primeiro-ministro, António Costa.

Aqueles que, como eu, têm alguma memória, um pouco de automomia intelectual, e um pingo de bom senso, recordarão…

O FMI foi chamado a salvar Portugal por três vezes:

  1. Em 1977, o PS estava no Governo e o primeiro-ministro era Mário Soares;
  2. Em 1983, o PS estava no Governo e o primeiro-ministro era Mário Soares;
  3. Em 2011, o PS estava no Governo e o primeiro-ministro era José Sócrates.

E só muito dificilmente o FMI não será chamado outra vez nos próximos (menos de 5) anos, com o PS no Governo e António Costa como primeiro-ministro.

Estamos conversados.


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