O fair play de Jurgen Klopp

29/01/2020

O regulamento da Taça de Inglaterra diz que em caso de empate, deve haver um segundo jogo, e depois, se for caso disso, prolongamemto e pénaltis, para decidir a eliminatória.

Na mais recente eliminatória, o Shrewsbury Town FC (que ocupa o 16. lugar do 3. escalão do futebol Inglês) empatou com o Liverpool FC (Campeão Europeu, Mundial, e certamente novo Campeão Inglês) 2-2, depois de ter estado a perder 0-2.

Em comentário ao jogo, e num enorme gesto de fair play Jurgen Klopp, treinador do Liverpool, disse:

Most times in my life I worked and played for lower league teams. Replays cannot be the answer. Shrewsbury could have won the penalty shoot-out and gone through.”

Basicamente, o alemão recordou que também ele trabalhou e jogou por equipas pequenas, e disse que o segundo jogo prejudica, principalmente os clubes mais pequenos. E que o Shrewsbury poderia ter perfeitamente ganho o jogo à sua equipa (em prolongamento ou pénaltis) empolgado pela reviravolta.

Klopp tem toda a razão. Só há um problema. É que tanto os organismos do futebol, como a comunicação “dita” social, prefere ter os “grandes” nas fases finais – por causa do dinheiro que isso gera.


Escândalo dá lição ao futebol – parte II

25/01/2020

O tenista João Souza, que chegou a ser n. 1 Brasileiro e 69 do ranking mundial, foi banido para sempre do circuito profissional de ténis – e está assim impedido de jogar torneios ATP, ITF e Challenger.

Para além disso, foi condenado a pagar uma multa de $200.000. Tudo por ter ficado provado que manipulou encontros e vendeu resultados, bem como incentivou outros a fazê-lo.

A corrupção não pode ter lugar no desporto. Infelizmente ela está presente no maior dos desportos, o futebol, todas as semanas.


Os imbecis dos ginásios

22/01/2020

Foi há mais de 500 dias que iniciei a recuperação da ruptura total do tendão de Aquiles. Fisioterapia praticamente todos os dias (e ainda tenho muitos pela frente).

Recuperei em Portugal e Inglaterra. Em hospitais, clínicas de fisioterapia, centros de medicina alternativa, centros de medicina desportiva, centros de alto rendimento, e ginásios.

Em todos esses locais conheci e fui tratado por excelentes profissionais, competentes e dedicados. Mas não é deles que venho falar.

Porque raio é que no verão as pessoas chegam aos ginásios e ligam o ar condicionado no mínimo, a 18 graus?

Porque raio é que no inverno as pessoas chegam aos ginásios e ligam o ar condicionado no máximo, a 28 graus?

Porque raio é que as pessoas ligam as TVs no seu canal de preferência (reality shows, por exemplo) aos berros?

Porque raio é que as pessoas ficam sentadas nas máquinas (entre séries) durante vários minutos, a brincar com o telemóvel?

São literalmente estas e outras parecidas, com que me tenho deparado, nos locais por onde tenho passado, e onde os frequentadores têm acesso e controlo sobre aparelhos. Uma enorme falta de senso e de respeito pelo próximo.

O que vale é que, tendo passado 1 ano e meio e as 4 estações do ano nestes locais, sei que só tenho de aturar isto nas primeiras semanas de Janeiro (as resoluções de ano novo), e outra vez em Junho (as resoluções de verão), durante 2 ou 3 semanas.

Já agora, para esses “imbecis do ginásio”… não é preciso um génio para saber que ser-se sedentário durante 50 semanas e ir para o ginásio durante 2 semanas, fazer exercício à bruta (sem regras, equilíbrio, aconselhamento profissional e monitorização), faz mais mal do que bem.

Basta irem ao Google…


Escândalo dá lição ao futebol

17/01/2020

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Os Saracens FC são uma das melhores equipas de rugby do mundo. O clube, fundado há 144 anos atravessa agora um período difícil.

Nas últimas 5 épocas, os Saracens venceram quatro (4) Campeonatos e uma (1) Taça de Inglaterra, e três (3) Ligas dos Campeões.

Em Março 2019, os Saracens foram acusados de violar as regras de fair play financeiro (pelo menos nas últimas 3 épocas), e em Junho a liga iniciou uma investigação.

Em Novembro 2019 foram condenados e multados em 5 milhões de libras. Perderam 35 pontos no Campeonato e teriam de equilibrar as contas.

Agora, passados 2 meses, a verdade é que não obedeceram ao equilíbrio. E portanto a liga irá despromover o clube à segunda divisão.

As chamadas “modalidades”, neste caso o rugby, continuam a dar lições ao futebol – onde os interesses financeiros, a corrupção e o poder se continuam a sobrepor ao desporto.


Para as urtigas com os emigrantes

10/10/2019

O círculo eleitoral onde votam os emigrantes elege 4 deputados. Historicamente tem elegido 3 para o PSD e 1 para o PS.

Nestas eleições, muitos votos enviados pelos emigrantes não chegaram a Portugal. Por “erro” da administração central e do governo PS.

Entretanto o Presidente da República indigita António Costa como primeiro ministro, sem saber quem os emigrantes elegiam.

Não se vê qualquer tipo de indignação. Porque o que interessa é que o PS e o BE se entendam rápido.

O Portugal político e partidário tornou-se num esgoto… continuem a votar neles.


As lágrimas e a vergonha de Cavaco

08/10/2019

Cavaco Silva escreve hoje um artigo de opinião, no Observador. Sobre o PSD, e como o entristece ver o resultado das legislativas.

A mim (militante do PSD, ao contrário dele) entristece-me mais ver a cara de pau e falta de vergonha de Cavaco Silva.

Entristece-me ver essa personagem cuspir no prato que lhe deu de comer. De quem o fez aquilo que ele é hoje.

Cavaco Silva não só abandonou Governos PSD (Santana Lopes e Passos Coelho) durante períodos difíceis do país, como contribuiu para a criação da Geringonça.

Para os que têm memória curta, em 2015 Cavaco não só não quiz dar posse a um governo do PSD como também nada colaborou para que houvesse entendimentos ou apoios.

Foi ele que abriu caminho, e deu alento, ao acordo das esquerdas, depois de o PSD ter vencido as eleições.

Entristece-me ver esta gente sem carácter e sem vergonha verter lágrimas de crocodilo e tentar fazer os militantes de lorpas.

Lorpa é ele, que passou uma vida política inteira às ordens do general lá de casa.


Carácter: Rio 1-0 Costa

17/09/2019

Rui Rio venceu o debate. E venceu de tal forma que até a maioria da opinião publicada, capturada pela “Cúpula de Lesboa”, se viu obrigada a reconhecê-lo.

É preciso sublinhar a forma como Rio o fez, porque isso diz muito da pessoa e do político que é, efectivamente diferente da maioria dos protagonistas a que estamos habituados.

Note-se que Rio não explorou qualquer um dos “casos” que causariam desconforto a Costa (Sócrates, Incêndios, Tancos ou o Family-gate) e oportunidades não faltaram.

Isto demonstra a honestidade e integridade de Rui Rio, mas acima de tudo a diferença de carácter. Bem como a sua vontade de vencer pelas suas ideias, e não por ser “do mal o menos”.

Mas também mostra uma forma de pensar e interpretar diferentes. Esses remoques poderiam agradar a algumas claques do PSD, mas não iriam cair bem no eleitorado que é preciso conquistar.

Aqueles indecisos, ou pessoas desiludidas com a política e com os políticos, sabem bem o que o governo fez nos últimos 4 anos, mas também estão fartas de uma oposição que apenas faz política de casos e não tem alternativas.

Pelo contrário, António Costa demonstrou mais uma vez aquilo que é, como pessoa e como político. Ao que parece, ambos combinaram não fazer declarações à saída do debate. Rio cumpriu. Costa falou, a tentar controlar os danos. Desonesto, como sempre.


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