Subvenções Vitalícias. Os hipócritas.

19/01/2016

Numa altura destas, com o país ainda falido e a tentar recuperar de uma bancarrota, naturalmente que é uma vergonha que a maioria dos deputados da AR, aprove e tente re-estabelecer as subvenções vitalícias dos políticos, após 3 mandatos (ou seja, 12 anos) em funções.

Não é só uma questão de razoabilidade ou de injustiça. É uma questão de timming. Os portugueses estão a passar por imensas dificuldades. É preciso reformar e consertar o país. E a prioridade destes senhores e senhoras, que têm um vencimento 4 ou 5 vezes superior à média, é re-estabelecer as suas próprias benesses? Revela uma enorme falta de vergonha.

Mas pior do que os deputados que proposeram ou do que os deputados que aprovaram, é a contínua hipocrisia daqueles que vociferam contra porque lhes convém ou porque querem fazer passar uma certa imagem, mas que não fazem absolutamente nada para que isto seja revogado, ou melhor, nem sequer seja posto em prática. É insultuoso, porque nos tentam fazer de parvos.

Entre eles estão membros do Bloco de Esquerda, incluindo a sua candidata a PR, Marisa Matias. Aparecem na comunicação dita social em grande indignação, mas nada fazem sobre o assunto. Ou afinal já não é deles que o Governo do PS, e a AR, estão dependentes para fazer passar leis no parlamento?

Também Maria de Belém Roseira, candidata indicada pelo PS para PR, dependente da política há decadas, vem indignar-se e pedir a fiscalização do diploma, só porque anda na caça ao voto. Ora, chegue-se à frente e diga frontalmente se sendo PR reprovaria o diploma sem pestanejar, ou deixaria passar com uma “ficalização sucessiva”.

Com ou sem bancarrota, Portugal continua na mesma. Os mesmos de sempre a servirem-se da gamela do Estado, onde se acumulam os impostos dos poucos portugueses que os pagam, e que não tarda nada verão o país caír para nova bancarrota e novo resgate – a não ser que seja desta que o Euro nos expulse.


Exame de tabuada nas escolas

03/01/2016

O Governo do Reino Unido vai introduzir um novo exame (mais um) nas escolas do país. Um exame só de tabuada. O Governo Britânico diz que o sucesso no futuro está ligado à capacidade de raciocínio e da habilidade matemática. O Governo de sua majestade quer que todos os alunos saibam, e sejam submetidos a exame, a tabuada até ao 12.

No entretando, em Portugal, aboliram-se exames porque isso traumatiza as criancinhas. Viva o PS, o BE, os Costas, as Catarinas, os Galambas, as Mortáguas e afins. O futuro de Portugal é negro.


Descubra as Diferencas

23/12/2015

Isto é um “suponhamos”

O ano era 2015. O mês era Junho. O Banif encontrava-se com a corda na garganta. O Governo PSD/CDS tomava a decisão de salvar o banco anunciando 3 mil milhões € do dinheiro dos contribuintes em perdas. O Carmo e a Trindade caíam. O PS e a comunicação dita social rasgavam as vestes. A opinião pública e publicada indignava-se. Passos Coelho era acusado de tentar acudir os banqueiros amigos.

Isto é a realidade

O ano era 2015. O mês era Dezembro. O Banif encontrava-se com a corda na garganta. O Governo PS tomava a decisão de salvar o banco anunciando 3 mil milhões € do dinheiro dos contribuintes em perdas. Aplausos vinham de todos os sectores. A comunicação dita social e a opinião publicada desfaziam-se em elogios. António Costa era apontado como o salvador do sistema financeiro e da economia portuguesa.


Pago para ver

21/10/2015

Eu era capaz de pagar para ver um Governo liderado por este PS e por António Costa, junto com o PCP e o BE.

O mal é que há muitos portugueses que não queriam este Governo, nem de graça, mas iriam acabar por pagar muito caro.


O estado do PS e o seu futuro

03/10/2015

Alguns poderão pensar que esta catastrófica campanha do PS foi obra do acaso ou do azar, mas essas são coisas que não existem em política. Nada acontecem por acaso e nada acontece por infelicidade.

Outros poderão pensar que se deveu a  um incompetente director de campanha, mas a verdade é que demitiram Ascenso Simões e o que parecia mau passou a pior, com muito mais episódios e incidentes.

A verdade é que a desgraçada campanha eleitoral do PS se deveu ao estado em que se encontra o partido. Entregue aos despojos do socratismo. E é isso que vai fazer com que António Costa não consiga ser PM.

E o estado do PS é de tal forma funesto que após a demissão de António Costa, o partido é bem capaz de considerar, ou mesmo eleger, António José Seguro.


O critério para recondução como deputado

15/08/2015

As eleições Legislativas 2015 estão a 2 meses de distância. Os partidos já jogaram a dança das cadeiras e escolheram os candidatos a deputados. Aqueles que, na sua maioria, ninguém conhece. Porque, na verdade, a maioria dos poucos que vota, confia o voto ao candidato a Primeiro-Ministro e ignora quem na verdade, e na Constituição, o deve representar na Assembleia da República.

A lista do PSD/CDS do distrito do Porto, surpreendeu-me mais uma vez pela negativa – infelizmente tem sido recorrente nas Legislativas. Muitos bons deputados desapareceram da lista de candidatos ou dos lugares elegíveis. Enquanto outros, menos bons, maus ou mesmo péssimos, foram premiados com a recondução. O que nos leva a pensar em quais serão os critérios de escolha dos partidos.

Vou dar como exemplo Andreia Neto. Apenas e só por ser alguém cuja actividade acompanhei com muita atenção, pelo simples facto de ser de Santo Tirso, eleita pelo distrito do Porto, e por isso mesmo ser a minha mais próxima e directa representante na Casa da Democracia. Andreia foi reconduziada como candidata, subindo vários lugares na lista em relação a 2011.

A sua reacção nas redes sociais, depois da nomeação foi: “Vejo esta indicação antes de mais como o reconhecimento do meu esforço e dedicação no meu mandato que agora cessa. Mas mais do que tudo, acredito que a minha indicação na lista é uma aposta pelo trabalho que tenho desenvolvido quer na Assembleia da República quer no distrito e em especial em Santo Tirso”.

Foquemo-nos então no seu “esforço e dedicação” no “mandato que agora cessa“. Em 4 anos (1460 dias) Andreia apresentou 5 iniciativas no Parlamento, das quais 4 foram Projectos de Resolução e 1 foi Projecto de Lei. Esses abordaram temas como:

– atividade de guarda-noturno
– salvaguarda do acervo documental do fundo de defesa militar do ultramar
– criação do arquivo Camarate
– desaparecimento de correspondência sobre o Irão
– promoção da coesão territorial
– obras de dragagem no porto da Póvoa de Varzim

Em 4 anos (1460 dias) Andreia apresentou 4 perguntas no Parlamento, abordando os seguintes temas:

– transporte de crianças
– serviços de fisioterapia no concelho de Ourém
– descontaminação do solo no município de Matosinhos
– construção do IC35
– irregularidades no centro de saúde da Póvoa de Varzim/Vila do Conde

Nota: Nada acima referido foi da exclusiva autoria de Andreia, mas de um grupo alargado de deputados que a escolheu para apresentar a iniciativa ou pergunta.

Em 4 anos (1460 dias) Andreia teve 5 intervenções no Parlamento, e foi nomeada como autora e relatora de 24 iniciativas e 12 petições, entre as quais estavam solicitações para:

– Alteração idade mínima de elegibilidade do Presidente da República.
– Instituição Dia Nacional de Consciencialização para a Alienação Parental.
– Reflecção sobre utilidade e extinção da Provedoria de Justiça.

Em 4 anos (1460 dias) Andreia fez parte de 6 Comissões, entre as quais algumas a que se conhece enorme utilidade, como:

– Comissão Eventual para a Revisão Constitucional
– X Comissão Parlamentar de Inquérito à Tragédia de Camarate

Para além disso, em 4 anos (1460 dias), Andreia deslocou-se em trabalho parlamentar a vários locais do país, bem como a Genebra (Suíça), Paris (França) e Bruxelas (Bélgica).

Tanta actividade em 4 anos (1460 dias) é de facto merecedora de reconhecimento e da confiança do partido e dos eleitores. E tenho a certeza também que os Tirsenses estão orgulhosos do tanto que a sua directa representante fez pelo concelho, a partir da Assembleia da República.


Carta a Pedro Passos Coelho

15/08/2015

Caro Pedro,

Até teres sido eleito e teres começado a exercer as funções de Primeiro-Ministro nunca tinhas sido uma referência ou sequer um exemplo político para mim. Na verdade isto não aconteceu por teres feito alguma coisa que não me tivesse agradado. Pelo contrário. Não tinhas era feito nada que me tivesse enchido as medidas. Na JSD, como se diz em inglês, you had enormous shoes to fill. Eleito presidente, tinhas de substituir um verdadeiro exemplo de serviço público, capacidade e competência (o Carlos Coelho). Também tiveste o azar (é assim que o considero) de teres presidido à JSD nos piores tempos do Cavaquismo, quando o nosso partido se descaracterizou total e definitivamente, tornando-se num partido de clientelas, negócios e poder (não que isso fosse culpa tua). E desde então a tua carreira política não tinha sido mais do que mediana. O que, para mim, até é um bom sinal. Porque poderá querer dizer que nunca estiveste muito envolvido nas cúpulas que controlam e distribuem clientelas.

Foi por estas e por outras que em 2010 não achei que fosses a melhor escolha para o PSD, numa altura tão difícil e crucial para o país. Aliás, nessa altura, cheguei mesmo a apelar a que não votassem em ti. Mais uma vez, não por ter alguma coisa contra ti, mas pelo facto de teres certas e determinadas companhias a teu lado, a apoiarem-te e, ao que parecia, a aconselharem-te. Falo de gente como Angelo Correia – homem que nunca apreciei e sempre achei que fazia parte daquele PSD que sempre quiz o “poder pelo poder”, e que sempre misturou negócios com política, para benefício próprio.

A verdade é que, uma vez eleito Primeiro-Ministro, surpreendeste-me pela positiva. A minha opinião da tua pessoa deu uma reviravolta de 180°. Passei a respeitar-te como político e como presidente do PSD. Foram várias as vezes em que erraste como governante, é verdade, mas ninguém é perfeito. Foram muitas mais as vezes em que agiste de forma correcta, tal como se exige a um estadista. Deste uma resposta absolutamente incrível a muitas decisões difíceis e às condições em que se encontrava Portugal e, com uma perseverança típica de grandes líderes, conseguiste ultrapassar o período de intervenção (bem como outras habilidades irrevogáveis). Mantiveste, como se exige a um bom Primeiro-Ministro, o bom senso, o equilíbrio e a estabilidade num governo de coligação.

Depois de 4 anos dificílimos para Portugal e para os Portugueses, depois de a oposição ter aproveitado (por vezes injusta e hipócritamente) todas as medidas austeras que o governo foi obrigado a implementar por imposição dos seus credores, depois de tantos altos e baixos no governo e no partido, conseguiste chegar à pre-campanha das Legislativas 2015 numa posição surpreendente e impensável há uns anos atrás: taco-a-taco com o candidato do PS que, segundo muita opinião pública e publicada, tinha estas eleições ganhas mesmo antes de ter sido escolhido pelo seu partido para candidato a Primeiro-Ministro.

O que fizeste foi absolutamente incrível. Por Portugal, pelos portugueses, pelo PSD, por ti. E estás agora com uma enorme probabilidade de vencer as eleições Legislativas 2015, repetindo aquilo que aconteceu no Reino Unido há meses atrás e que surpreendeu o Mundo. Muito bem! Excelente! Parabéns!

Agora imagina o que seria se não tivesses a teu lado o Marco António Costa, o Miguel Relvas, o Pedro Pinto, o Carlos Carreiras, a Assunção Esteves, o Carlos Abreu Amorim, o Virgílio Macedo, e outros que tais. Sem esses, já tinhas as eleições no bolso, e Portugal a certeza de que não voltaria ao Socratismo – porque é disso que se trata se este PS vencer.

Pensa nisso… Um abraço, Luís


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