Trofa: Nepotismo, Abuso de Poder, etc.

24/02/2015

image

Só quem não conhece o Poder Autárquico e os Autarcas do nível de Joana Lima é que fica surpreendido com uma notícia destas. Para os demais, a notícia só peca por tardia, e as acusações por escassas. Há muitos outros tipos de crime que poderiam fazer parte do rol apresentado pelo MP. O tempo dirá quais. Mas ainda assim, como sempre em Portugal, os acusados acabarão absolvidos ou suspensos. Ninguém vai para a cadeia neste país.


Governar, à lá António Costa

15/02/2015

Nos últimos tempos tem ficado bem patente a forma de Governo de António Costa…

  1. Benefeciar os que mais podem: Câmara de Lisboa perdoa 1,8 milhões de euros ao Benfica
  2. Discriminar os que menos podem: Veículos anteriores a 2000 proibidos de circular na Baixa de Lisboa
  3. Governar sem transparência: António Costa recusa mostrar relatório sobre obras em Lisboa

… mas ainda há muito boa gente a pensar votar no alcaide de Lisboa.


Teoria da Conspiração Grega

12/02/2015

Tsypras e o Syriza não querem acordo nenhum com a UE, a Alemanha ou outro qualquer país da zona Euro. O que está em curso nos últimos dias, com todas as viagens, visitas e reuniões é apenas e só uma encenação, que dará a Tsypras o argumento “nós estavamos abertos e tentamos… eles não quiseram“… “nós somos os bons… eles são os maus”.

Na verdade o que o Syriza quer mesmo é que a Grécia saia do Euro (o quanto antes) e, consequentemente, o caos social, económico e financeiro se instale na Grécia. Mas para se manter no poder e continuar a ter o apoio dos Gregos depois disso precisa de um bode expiatório, porque não quer naturalmente arcar com as responsabilidades de tal desastre.

É que estando no poder de forma legítima (depois de eleições, que o Syriza venceu há semanas) numa altura de caos social, económico e financeiro significa uma coisa: carta branca para tomar toda e qualquer medida. Iniciando dessa forma o pretendido… um sistema de democracia musculada, ou se quiserem, uma ditadura.

Cada um pensa o que quiser. O futuro dirá quem tem razão. Uma coisa é certa, a história dos factos não deixa mentir. Todas as ditaduras (de esquerda ou de direita) tiveram inicio em caos social (provocado pelas mais diversas razões – como fome, doença, falta de dinheiro…). E todos os ditadores que pretendiam chegar ao poder empurraram os países para essa situação, para depois se aproveitarem dela.

A meu ver, é exactamente isso que Tsypras e o Syriza estão a planear fazer… aliás, a levar a cabo.


NFL – O mais recente Rock in Rio

02/02/2015

E de repente o futebol americano – esse desporto tão praticado e apreciado na Europa, em particular no nosso Portugal – torna-se uma espécie de Rock in Rio.

Sim… Um evento daqueles que dá “status” a quem vai, e que coloca completamente “out” aqueles que não vão (ou neste caso, não assistem na TV).

O curioso é que a NFL é um campeonato que dura mais de 6 meses e tem mais de 250 jogos entre 32 equipas. Mas a febre tuga é só no dia do Superbowl.

Vá-se lá perceber… ou ás tantas até se percebe… mas fico-me por aqui para não ferir susceptibilidades.


Mentes brilhantes em Santo Tirso

19/01/2015

A CMST decidiu lançar este ano o que chamou de Orçamento Participativo Jovem (OPJ) com um valor de 120.000€. O objectivo era “reforçar a democracia” chamando os jovens a “participar ativamente no processo de escolha de projetos para o Município“. Pedia-se que os contributos fossem de encontro “necessidades e expectativas” dos jovens do concelho com idades entre os 12 e os 30 anos.

Segundo a CMST, a participação foi um sucesso. Envolveram-se cerca de 150 jovens que apresentaram um total de 21 propostas. Essas seriam analisadas e avaliadas pelo Presidente da CMST – Joaquim Couto – e por uma Comissão Técnica de Apoio e Análise (belo nome à portuguesa), constituída pelo Vereador da Juventude – o meu amigo José Pedro Machado – e 3 técnicos municipais.

Aceitavam-se propostas em várias áreas. Urbanismo, Espaços Verdes, Ambiente, Energia, Mobilidade, Turismo, Comércio, Economia, Educação, Juventude, Desporto, Acção Social, Cultura. Das 21 propostas foram seleccionadas 3 para avaliação final. Li em notícia José Pedro Machado a dizer que na CMST ficaram “muito satisfeitos sob o ponto de vista da qualidade das propostas apresentadas“.

As minhas expectativas eram altíssimas. Sempre achei os orçamentos participativos iniciativas interessantes, que em outras cidades do mundo resultaram em belíssimas contribuições, que agradaram e beneficiaram não só os residentes mas também os visitantes. Ideias que vieram a contribuir para uma melhor qualidade de vida, e para o desenvolvimento dos cidadãos e da sociedade.

Ora a surpresa foi enorme quando me dei conta que as 3 propostas finalistas eram:

a) A criação de uma Horta Urbana.
b) A construção de um Indoor Radical Park.
c) A organização de um Festival Rio Fest 2015.

Se estas foram as finalistas, imagino as outras 18. Foi isto que as jovens mentes brilhantes Tirsenses que participaram no OPJ conseguiram apresentar. Belas e originais ideias que beneficiam… em nada!… um concelho cizento e moribundo, atacado pelo desemprego e pela desertificação.

Fico decepcionado, mas esclarecido, ao saber que as necessidades dos jovens do concelho (pelo menos daqueles 150) se prendem com festivais e parques radicais, e que as expectativas para um futuro melhor estejam numa horta urbana.

Também tenho pena que os muitos jovens capazes de ter ideias realmente inovadoras (e eu sei que os há em Santo Tirso) não tenham sido atraídos a participar neste OPJ. E que o meu caro amigo José Pedro Machado considere estas propostas com qualidade.

De resto, e caso interesse a alguém, a proposta que ganhou foi a Horta Urbana, que a CMST vai construir (gastando 90.000€) nas traseiras da Fábrica de Santo Thyrso.


Emigrante, Saudade e o Triste Fado

04/01/2015

Tal como todos os emigrantes, fui a Portugal passar o período de Natal e Ano Novo, para estar com a família e com os amigos. Um dia antes de regressar a Londres estava a passar a tarde com amigos quando um desconhecido me é apresentado. Como é natural, quem nos apresentou acrescentou que eu estava a viver no Reino Unido e tinha vindo passar férias. Vai daí o tal desconhecido, com ar grave, comentou: “Pois… eu sei como é… tenho muitos amigos que infelizmente estão lá fora”.

Confesso que o ar circunspecto e a palavra “infelizmente” me incomodou, mas por respeito ao amigo que temos em comum, e por estarmos rodeados de mais gente, entendi ignorar e fazer de conta que não ouvi. Ao contrário de outras, aquela não era a melhor situação para entrar num argumento. Até porque o que eu tinha para dizer iria deixar mal aquela pessoa. Apesar de provavelmente ela merecer ficar mal, por ser tão pobre de espírito e ter feito o despropositado comentário.

A verdade é que aquela pessoa julgou que com o comentário me agradaria, bem como ao resto da plateia. Achou que estava a dizer uma grande coisa, que lhe ficaria bem naquela situação. Para lhe dar mais alento, eu deixei passar, e quase todos os presentes (mesmo aqueles que me conheciam) fizeram uma expressão de anuência com aquela cara meio triste meio conformado, colando-me aquele selo de pobre coitado obrigado pelo Governo a deixar o país.

Irritou-me profundamente, e noutra qualquer situação eu teria retorquido. Mas, como disse, por várias razões, naquela altura deixei passar (apesar de, desde então, me roer por dentro por ter ficado calado, daí este post). É que odeio esta ideia estúpida e generalizada de que emigrar é mau. Que só emigra quem está desesperado e a isso foi obrigado. Que quem emigra está pior do que se estivesse em casa. Em Portugal é políticamente correcto ter pena do emigrante.

Ao contrário da maioria dos calimeros (*) a quem a comunicação “dita” social dá destaque, estou felicíssimo a viver em Londres. Depois de estudar 6 meses em França (Erasmus), emigrar era algo que procurava desde o início da minha carreira profissional. Foi uma decisão planeada e amadurecida, não fruto de qualquer conjuntura (aliás, tinha emprego seguro, numa das melhores empresas do país). Foi a melhor decisão que tomei, e tem-me permitido crescer e realizar muito mais.

Desde que deixei Portugal tive o prazer de conhecer dezenas de outros emigrantes portugueses (não só no Reino Unido mas em vários países da Europa e de outros continentes). Posso afiançar e testemunhar que a grande maioria deles emigrou por vontade própria (ninguém ou nada os obrigou) e que, acima de tudo, está feliz com a vida que leva na cidade/país que escolheu. Pelo que a ideia e comentários de que somos alvo só demonstram a tacanhez de uma parte do povo portuga.

Para que não haja dúvidas, todos nós adoramos Portugal, as nossas cidades natal, as nossas famílias, os nossos amigos. Todos gostamos de voltar sempre que podemos, e no regresso trazer as alheiras, o vinho, o bacalhau e as bolachas maria (entre muita outra coisa). Mas ao contrário do que diz o fado, Saudade não significa necessáriamente melancolia. Quando a palavra foi criada (séc. XVI) e até há 20 anos atrás, a solidão consumia quem ia para longe. Hoje, no mundo globalizado do séc. XXI, isso notoriamente não acontece, nem nada disso faz sentido.

* ler artigo do Nuno Abrantes Ferreira há precisamente 1 ano no Público


(Pseudo) Elites à Portuguesa

02/01/2015

No dicionário de português online há dois significados para “Elite”. A saber…

  1. O que há de melhor numa sociedade.
  2. Minoria social que se considera prestigiosa e por isso detém poder e influência.

Diga-se em abono da verdade que a segunda é a que impera em Portugal. É muito fácil de ver que a opinião pública e publicada sempre gostou de endeusar uma (pseudo) elite, maioritariamente concentrada em Lisboa, que apesar do mediatismo, poder, dinheiro e influência está longe de ser o melhor que temos no país.

Os últimos tempos têm mostrado que exemplos como Zeinal Bava, Ricardo Salgado, Duarte Lima, entre outros, são capazes de ser mesmo o pior da nossa sociedade. Por outro lado, aqueles que de facto são os melhores – os que criam modernização, inovação, desenvolvimento, emprego e riqueza – como por exemplo Belmiro de Azevedo ou Alexandres Soares dos Santos, são odiados e vilipendiados.

Na política, tal como nos negócios, acontece exactamente o mesmo. Só que em política é ainda mais fantástico, por duas razões: 1) São os portugueses a escolher quem a elite política; 2) As acções dessa elite interefere directamente nas vidas dos portugueses. Ainda assim os eleitores têm preferido Sócrates, Vara, Isaltino, Valentim, Narciso, entre muitos outros. E mesmo depois de condenados voltam a elegê-los, como no caso de Felgueiras.

Estranho país este… que só tem aquilo que merece…


Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Junte-se a 1.483 outros seguidores

%d bloggers like this: