O critério para recondução como deputado

15/08/2015

As eleições Legislativas 2015 estão a 2 meses de distância. Os partidos já jogaram a dança das cadeiras e escolheram os candidatos a deputados. Aqueles que, na sua maioria, ninguém conhece. Porque, na verdade, a maioria dos poucos que vota, confia o voto ao candidato a Primeiro-Ministro e ignora quem na verdade, e na Constituição, o deve representar na Assembleia da República.

A lista do PSD/CDS do distrito do Porto, surpreendeu-me mais uma vez pela negativa – infelizmente tem sido recorrente nas Legislativas. Muitos bons deputados desapareceram da lista de candidatos ou dos lugares elegíveis. Enquanto outros, menos bons, maus ou mesmo péssimos, foram premiados com a recondução. O que nos leva a pensar em quais serão os critérios de escolha dos partidos.

Vou dar como exemplo Andreia Neto. Apenas e só por ser alguém cuja actividade acompanhei com muita atenção, pelo simples facto de ser de Santo Tirso, eleita pelo distrito do Porto, e por isso mesmo ser a minha mais próxima e directa representante na Casa da Democracia. Andreia foi reconduziada como candidata, subindo vários lugares na lista em relação a 2011.

A sua reacção nas redes sociais, depois da nomeação foi: “Vejo esta indicação antes de mais como o reconhecimento do meu esforço e dedicação no meu mandato que agora cessa. Mas mais do que tudo, acredito que a minha indicação na lista é uma aposta pelo trabalho que tenho desenvolvido quer na Assembleia da República quer no distrito e em especial em Santo Tirso”.

Foquemo-nos então no seu “esforço e dedicação” no “mandato que agora cessa“. Em 4 anos (1460 dias) Andreia apresentou 5 iniciativas no Parlamento, das quais 4 foram Projectos de Resolução e 1 foi Projecto de Lei. Esses abordaram temas como:

– atividade de guarda-noturno
– salvaguarda do acervo documental do fundo de defesa militar do ultramar
– criação do arquivo Camarate
– desaparecimento de correspondência sobre o Irão
– promoção da coesão territorial
– obras de dragagem no porto da Póvoa de Varzim

Em 4 anos (1460 dias) Andreia apresentou 4 perguntas no Parlamento, abordando os seguintes temas:

– transporte de crianças
– serviços de fisioterapia no concelho de Ourém
– descontaminação do solo no município de Matosinhos
– construção do IC35
– irregularidades no centro de saúde da Póvoa de Varzim/Vila do Conde

Nota: Nada acima referido foi da exclusiva autoria de Andreia, mas de um grupo alargado de deputados que a escolheu para apresentar a iniciativa ou pergunta.

Em 4 anos (1460 dias) Andreia teve 5 intervenções no Parlamento, e foi nomeada como autora e relatora de 24 iniciativas e 12 petições, entre as quais estavam solicitações para:

– Alteração idade mínima de elegibilidade do Presidente da República.
– Instituição Dia Nacional de Consciencialização para a Alienação Parental.
– Reflecção sobre utilidade e extinção da Provedoria de Justiça.

Em 4 anos (1460 dias) Andreia fez parte de 6 Comissões, entre as quais algumas a que se conhece enorme utilidade, como:

– Comissão Eventual para a Revisão Constitucional
– X Comissão Parlamentar de Inquérito à Tragédia de Camarate

Para além disso, em 4 anos (1460 dias), Andreia deslocou-se em trabalho parlamentar a vários locais do país, bem como a Genebra (Suíça), Paris (França) e Bruxelas (Bélgica).

Tanta actividade em 4 anos (1460 dias) é de facto merecedora de reconhecimento e da confiança do partido e dos eleitores. E tenho a certeza também que os Tirsenses estão orgulhosos do tanto que a sua directa representante fez pelo concelho, a partir da Assembleia da República.


Carta a Pedro Passos Coelho

15/08/2015

Caro Pedro,

Até teres sido eleito e teres começado a exercer as funções de Primeiro-Ministro nunca tinhas sido uma referência ou sequer um exemplo político para mim. Na verdade isto não aconteceu por teres feito alguma coisa que não me tivesse agradado. Pelo contrário. Não tinhas era feito nada que me tivesse enchido as medidas. Na JSD, como se diz em inglês, you had enormous shoes to fill. Eleito presidente, tinhas de substituir um verdadeiro exemplo de serviço público, capacidade e competência (o Carlos Coelho). Também tiveste o azar (é assim que o considero) de teres presidido à JSD nos piores tempos do Cavaquismo, quando o nosso partido se descaracterizou total e definitivamente, tornando-se num partido de clientelas, negócios e poder (não que isso fosse culpa tua). E desde então a tua carreira política não tinha sido mais do que mediana. O que, para mim, até é um bom sinal. Porque poderá querer dizer que nunca estiveste muito envolvido nas cúpulas que controlam e distribuem clientelas.

Foi por estas e por outras que em 2010 não achei que fosses a melhor escolha para o PSD, numa altura tão difícil e crucial para o país. Aliás, nessa altura, cheguei mesmo a apelar a que não votassem em ti. Mais uma vez, não por ter alguma coisa contra ti, mas pelo facto de teres certas e determinadas companhias a teu lado, a apoiarem-te e, ao que parecia, a aconselharem-te. Falo de gente como Angelo Correia – homem que nunca apreciei e sempre achei que fazia parte daquele PSD que sempre quiz o “poder pelo poder”, e que sempre misturou negócios com política, para benefício próprio.

A verdade é que, uma vez eleito Primeiro-Ministro, surpreendeste-me pela positiva. A minha opinião da tua pessoa deu uma reviravolta de 180°. Passei a respeitar-te como político e como presidente do PSD. Foram várias as vezes em que erraste como governante, é verdade, mas ninguém é perfeito. Foram muitas mais as vezes em que agiste de forma correcta, tal como se exige a um estadista. Deste uma resposta absolutamente incrível a muitas decisões difíceis e às condições em que se encontrava Portugal e, com uma perseverança típica de grandes líderes, conseguiste ultrapassar o período de intervenção (bem como outras habilidades irrevogáveis). Mantiveste, como se exige a um bom Primeiro-Ministro, o bom senso, o equilíbrio e a estabilidade num governo de coligação.

Depois de 4 anos dificílimos para Portugal e para os Portugueses, depois de a oposição ter aproveitado (por vezes injusta e hipócritamente) todas as medidas austeras que o governo foi obrigado a implementar por imposição dos seus credores, depois de tantos altos e baixos no governo e no partido, conseguiste chegar à pre-campanha das Legislativas 2015 numa posição surpreendente e impensável há uns anos atrás: taco-a-taco com o candidato do PS que, segundo muita opinião pública e publicada, tinha estas eleições ganhas mesmo antes de ter sido escolhido pelo seu partido para candidato a Primeiro-Ministro.

O que fizeste foi absolutamente incrível. Por Portugal, pelos portugueses, pelo PSD, por ti. E estás agora com uma enorme probabilidade de vencer as eleições Legislativas 2015, repetindo aquilo que aconteceu no Reino Unido há meses atrás e que surpreendeu o Mundo. Muito bem! Excelente! Parabéns!

Agora imagina o que seria se não tivesses a teu lado o Marco António Costa, o Miguel Relvas, o Pedro Pinto, o Carlos Carreiras, a Assunção Esteves, o Carlos Abreu Amorim, o Virgílio Macedo, e outros que tais. Sem esses, já tinhas as eleições no bolso, e Portugal a certeza de que não voltaria ao Socratismo – porque é disso que se trata se este PS vencer.

Pensa nisso… Um abraço, Luís


Beto. Há mais para além do mérito

11/08/2015

Beto, jogador do Sevilha FC, é de longe, e há mais de um par de anos, o melhor guarda-redes português. Infelizmente, em Portugal, ainda há coisas mais importantes que o mérito. Vai daí, Beto não tem lugar na baliza da Selecção Portuguesa. É pena. Absolutamente injusto. E ilógico. Mas é o espelho de um país em que ser simplesmente o melhor de pouco vale.


A táctica do PS e do seu director de campanha

25/07/2015

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É esta a táctica do PS. A estratégia do director de campanha de António Costa, Ascenso Simoes.

Nao surpreende. Aliás acontecerá em todos os partidos. Mas é triste.

Estao todos mais preocupados com a manipulacao de imagem e opiniao pública, do que com o futuro do país.

Nada de novo portanto. E os portugueses vao votar neles. Terao o que merecem.


Colégio Militar… Para Elites ou de Elites?

24/07/2015

Excelente artigo do Pedro Lomba.

Engano Vital

Que eu saiba – e acho que sei alguma coisa, já que o meu pai e tios foram alunos e são ex-alunos activos – o Colégio Militar nunca foi uma escola para as elites. Pelo contrário. Acolheu todos e transformou-os em elites. Homens capazes e de sucesso no que quer que tenham escolhido ter como vida e profissão.


António Capucho vs Mário Soares. Descubra as diferenças

06/06/2015

Há mais de uma ano escrevi sobre a polémica à volta da expulsão de António Capucho do PSD. Apesar de defender que o processo foi mal conduzido e provavelmente desnecessário critiquei fortemente o seu comportamento.

Agora sou surpreendido (não muito, para ser franco) com a notícia do Expresso “António Capucho é orador surpresa na abertura da Convenção do PS“.

António Capucho devia ter vergonha. Tudo o que de bom foi e fez no PSD (desde os tempos de Sá Carneiro e da AD) deitado pelo cano abaixo por causa de uma birra.

Não saber sair de cena pelo próprio pé acaba invariavelmente nisto… envergonhar-se a si próprio e perder o capital que tinha acumulado durante uma vida de serviço público.

O mesmo aconteceu com outros, nomeadamente com Mário Soares. A única diferença é que António Capucho tem menos 20 anos, o que torna o caso mais “grave”.


Campeonato Nacional de Futebol… desde 1974

21/05/2015

Actualização da contabilidade…

Época ¦ Vencedor ¦ Treinador
2014/2015 SL Benfica (Jorge Jesus)
2013/2014 SL Benfica (Jorge Jesus)
2012/2013 FC Porto (Vitor Pereira)
2011/2012 FC Porto (Vitor Pereira)
2010/2011 FC Porto (André Villas-Boas)
2009/2010 SL Benfica (Jorge Jesus)
2008/2009 FC Porto (Jesualdo Ferreira)
2007/2008 FC Porto (Jesualdo Ferreira)
2006/2007 FC Porto (Jesualdo Ferreira)
2005/2006 FC Porto (Co Adrianse)
2004/2005 SL Benfica (Giovanni Trapattoni)
2003/2004 FC Porto (José Mourinho)
2002/2003 FC Porto (José Mourinho)
2001/2002 Sporting CP (Laszlo Bölöni)
2000/2001 Boavista FC (Jaime Pacheco)
1999/2000 Sporting CP (Inácio)
1998/1999 FC Porto (Fernando Santos)
1997/1998 FC Porto (António Oliveira)
1996/1997 FC Porto (António Oliveira)
1995/1996 FC Porto (Bobby Robson)
1994/1995 FC Porto (Bobby Robson)
1993/1994 SL Benfica (Toni)
1992/1993 FC Porto (Carlos Alberto Silva)
1991/1992 FC Porto (Carlos Alberto Silva)
1990/1991 SL Benfica (Sven-Göran Eriksson)
1989/1990 FC Porto (Artur Jorge)
1988/1989 SL Benfica (Toni)
1987/1988 FC Porto (Tomislav Ivic)
1986/1987 SL Benfica (John Mortimore)
1985/1986 FC Porto (Artur Jorge)
1984/1985 FC Porto (Artur Jorge)
1983/1984 SL Benfica (Sven-Göran Eriksson)
1982/1983 SL Benfica (Sven-Göran Eriksson)
1981/1982 Sporting CP (Malcolm Allison)
1980/1981 SL Benfica (Lajos Baróti)
1979/1980 Sporting CP (Rodrigues Dias e Fernando Mendes)
1978/1979 FC Porto (Jose Maria Pedroto)
1977/1978 FC Porto (Jose Maria Pedroto)
1976/1977 SL Benfica (John Mortimore)
1975/1976 SL Benfica (Mario Wilson)
1974/1975 SL Benfica (Milorad Pavić)

Total
FC Porto = 22 títulos
SL Benfica = 14 títulos
Sporting CP = 4 títulos
Boavista FC = 1 títulos


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