Fosse assim em todos os desportos

13/08/2009

Já não há clubes grandes, as estrelas com nome feito começam a escassear, mas a Volta a Portugal continua a ser uma festa do povo tão impressionante como surpreendente. Quem vê milhares espalhados pelos mais de seis quilómetros de subida até à Senhora da Assunção e uma zona de meta coberta de cabeças, multidão suficiente para encher bem mais do que um estádio de futebol, não deixa de se interrogar: o que leva tanta gente ali? É o ciclismo, sim senhor. Quase todos os presentes têm os seus favoritos, escrevem nomes no chão e em cartazes, gritam os seus nomes até à exaustão. E, o que parecerá estranho para quem vive da clubite, quem ali vai incentiva todos, do primeiro ao último, mesmo tendo um preferido. Porque o ciclismo, mais do que uma festa, é um desporto onde se reconhece valor a todos, onde o esforço de subidas a alta velocidade gera admiração. No fim, e para que a festa seja completa, ainda há espaço para uns piqueniques já quase em desuso… A Volta tem tradições que nunca se perdem. Carlos Flórido no Jornal ‘O Jogo’


Andamos todos enganados

13/08/2009

Ao contrário do que todos disseram, não acho que o jogo com o Lichenstein tenha servido para levantar a moral da equipa com golos. Muito pelo contrário, viu-se que a vontade de jogar daqueles atletas é pouco mais que nenhuma.

O que falta à selecção é vontade de jogar por Portugal, é solidariedade entre jogadores, é entre-ajuda dos colegas, é raça e crer. Qual seria a melhor maneira de despoletar estes sentimentos nos jogadores? fácil, muito fácil.

Devíamos ter jogado com Espanha, França ou Angola. Nestes jogos, a rivalidade histórica vem à tona, nem que de um amigável se trate (alguém se lembra dos últimos “amigáveis” com Angola?). E os jogadores deixam tudo em campo.

Esta sim seria a solução para a nossa selecção. Porque golos… golos sabemos marcar nós. Temos H.Almeida, Ronaldo, Simão, Deco, Meireles, Nani, B.Alves e R.Carvalho. Rotinas de jogo? rotinas de jogo não nos faltam. Há quantos anos se conhecem estes atletas?

Os nossos dirigentes e técnicos andam todos enganadinhos, e ninguém sequer alerta para isto. Os jornalistas desportivos também só se interessam pelos nº de golos do Ronaldo, a quantidade de internacionalizações do Simão, ou o clube para onde se transferirá Bosingwa.

Como se costuma dizer, futebol que é bonito… nicles. O povo deixa-se levar pelo que houve na TV e lê nos jornais. E a selecção a caminhar para o abismo.


Há que dizê-lo com frontalidade

10/08/2009

Os construtores civis são quem hoje verdadeiramente manda nas câmaras municipais […] Nada lhes escapa, a começar pelas obras públicas, sempre caras e por vezes de má qualidade. Os custos com trabalhos extraordinários raramente têm controlo.

São ainda as construtoras os principais accionistas das empresas de recolha de lixo, hoje detentoras de contratos de concessão a dez ou mais anos […] Muitas empresas do sector do ambiente mais não são do que construtoras travestidas de ecologistas.

Não lhes bastando o domínio do solo, evoluíram depois para o subsolo, numa primeira fase através das concessões de parques de estacionamento […] empresas como a tristemente famosa Bragaparques do corrupto senhor Névoa…

Mas a gula dos empreiteiros não esmorece, a saga continua. A última moda tem sido as parcerias público-privadas para a distribuição de água e saneamento […] assegura receitas mínimas para o negócio, aumenta escandalosamente os preços e garante lucros para os privados, sendo os prejuízos caucionados pelos orçamentos camarários.

São pois diversas as formas de canalizar recursos municipais para o enriquecimento dos patos bravos do betão. Por este andar, já só falta mesmo os contribuintes pagarem os impostos… directamente às construtoras. Paulo Morais in Jornal de Notícias


Boa volta !!

06/08/2009
Prólogo - Lisboa

Prólogo - Lisboa

Já devem ter reparado que gosto de ciclismo. É de facto um desporto que desde cedo comecei a apreciar. Gostava de ver o espectáculo montado ao redor da Volta a Portugal, quando esta tinha uma etapa que terminava na Póvoa de Varzim (eu conseguia ver da varanda a recta da meta).

Ontem teve início a 71ª Volta a Portugal, em Lisboa, com um prólogo na Avenida da Liberdade. Foi giro, um espectáculo muito bem montado pela organização. Incomodou muitos (trânsito cortado no Marquês e arredores !?) mas divertiu alguns. Nos 2,4 km de percurso o mais rápido foi o “foguete” de Rebordosa… Cândido Barbosa.

Nos últimos anos torcia sempre pelo Cândido, mas este ano estou mais inclinado para a equipa Liberty. Gostava também de ver um português brilhar. Talvez Tiago Machado do Boavista. A etapa que acaba na minha cidade, Santo Tirso, não a vou poder ver ao vivo, mas seguirei pela TV. É uma bela chegada no Monte de Nª Srª Assunção.

Boa volta !!


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