Para ler e reler…

28/11/2009

A excelente entrevista de António Barreto ao jornal i de hoje:

Sobre a política e os políticos: “Porque se fala tanto, há cinco ou seis anos, de um crescendo da propaganda política? Porque a vontade não é que as pessoas participem, mas que se limitem a subscrever, e passivamente. Se se quiser participação, há que respeitar as pessoas, dando-lhes conhecimento, informação e manifestando respeito pelas opiniões contrárias. Participar é isso. Quando não se quer que as pessoas participem faz-se propaganda: exigindo obediência ou impassibilidade“.

Sobre a asfixia democrática na sociedade: “Prefiro, acho que é mais grave. Em Portugal quase toda a gente depende do Estado, do governo, das instituições públicas oficiais, dos superiores, dos empregadores. Não há verdadeiros focos de independência. Depende-se de muita coisa: do alvará, de ter autorização, de ser aceite, da boa palavrinha do bom secretário de Estado que diz ao bom banqueiro que arranje uns bons dinheirinhos para fazer o investimento. A dependência é enorme. Não é asfixia, uma vez mais, é dependência. As pessoas têm receio pelo seu emprego, pelo seu trabalho, pelo trabalho da família. Conheço algumas que até têm receio de falar…”

Sobre o país: “Entre 1960 e 1995 houve uma verdadeira cavalgada: fomos o país que mais cresceu e se desenvolveu na Europa, com uma mudança demográfica completa, outra nos costumes, algo de absolutamente fantástico! De repente chegámos a 90 ou 95 e percebemos que não tínhamos inovado nem criado muito… Fizemos auto-estradas – qualquer país com um cheque na mão as faz -, mas não fizemos novas empresas, novos projectos, novos produtos. E perdemos muito do que tínhamos: demos cabo da floresta, demos cabo da agricultura, demos cabo do mar. Três coisas imperdoáveis, três erros históricos. E não sei se ainda é possível voltar a prestar atenção à floresta, à agricultura, ao mar…”

Conclusões: “Se não houvesse a Europa e se ainda houvesse Forças Armadas, já teríamos tido golpes de Estado. Estamos à beira de iniciar um percurso para a irrelevância, talvez o desaparecimento, a pobreza certamente. Duas coisas são necessárias para evitar isso. Por um lado, a consciência clara das dificuldades, a noção do endividamento e a certeza de que este caminho está errado. Por outro, a opinião pública consciente. Os poderes só receiam uma coisa: a opinião dos homens livres“.


E confirmando as melhores expectativas…

27/11/2009

… quem vai para a REN – em substituição de José Penedos – é… outro boy socialista


Aguentem-se à bronca

26/11/2009

Quanto custará disfarçar os números do desemprego? Mesmo que isso signifique dizer que é 9,5% em vez de 10%…

55 Milhões de € por ano.

É por estas e por outras que se fala tanto em ser inevitável subir os impostos. Que maravilha. O povo tem aquilo que merece. Deixaram Sócrates no governo, agora aguentem-se à bronca.


Não é viável, mas era mais do que justo

26/11/2009

PS e PSD chumbam proposta: reforma com 40 anos de descontos não é viável

Não é viável, estou de acordo, mas era mais do que justo. E não é viável porquê? por causa das asneiras que PS e PSD fizeram nos últimos 15 anos. Diga-se que 13 desses foram governados pelo PS e apenas 2 pelo PSD.

Curioso também nesta notícia, ver que já há deputados do PS a admitir que está à vista a ruptura da Segurança Social. Algo que os governantes do PS teimam em não aceitar como um cenário mais do que evidente, dentro de alguns anos.


PSeuDo-Elites vs PSeuDo-Elites?

25/11/2009

Na entrevista dada hoje ao jornal i, Marco António Costa não se conteve, mais uma vez.

MAC tem toda a razão quando diz que “Há pessoas no PSD que ainda não perderam o vício de acharem que pertencem a uma certa aristocracia política… deve marcar a vida interna do partido“. Existe de facto uma pseudo-elite em Lisboa que continua a querer mandar no partido.

E para essa pseudo-elite vale tudo para se manter no poder. Até “comer os próprios filhos”. Por isso concordo com MAC quando ele diz que “Ela [MFL] não merece o que lhe está a ser feito, por algumas pessoas que a empurraram para que fosse líder do partido e que neste momento já estão preocupadas em arranjar um sucessor

Mas como sempre MAC dá uma no cravo e outra na ferradura. Mais uma vez tem o atrevimento de tentar pressionar Rui MacheteApenas pretendo que o presidente da mesa do congresso pondere estes factos, que alteram objectivamente a decisão de não serem marcadas eleições directas no partido… deverá assumir as responsabilidades decorrentes do cargo que ocupa“. Não me parece que MAC tenha autoridade alguma para pressionar um histórico do partido.

Se MAC está tão preocupado com o futuro do partido, o melhor contributo que pode dar, para já, é conter-se nas críticas e lutas internas. Se MAC está apenas preocupado em deitar abaixo as pseudo-elites de Lisboa, para colocar lá outras pseudo-elites, então vai no bom caminho.


Visão, Capacidade, Reputação, Sucesso

24/11/2009

No seguimento do post anterior, deixo ficar aqui os vídeos da brilhante participação de Rogério Carapuça (fundador e Presidente da Novabase) no “Prós e Contras” de 26 Out 2009:

1ª parte
2ª parte

E repito também a não menos brilhante participação de José António Salcedo (fundador e CEO da Multiwave Photonics) nas Jornadas Parlamentares do PSD em 23 Nov 2009:

1ª parte
2ª parte

Isto é que são homens com visão e capacidade, gestores conceituados, empresários com sucesso. Quem dera que algum dia Portugal os chamasse (e a outros que por aí andam) para governarem o país.


Para ver e rever…

24/11/2009

Hoje, em vez de perder o meu tempo a ver o “Prós e Prós” na RTP, sobre mais um assunto que apenas me deprime (caso Face Oculta), resolvi aproveitar para ver a brilhante participação de José António Salcedo nas Jornadas Parlamentares do PSD. Salcedo é amigo pessoal da minha família e foi o melhor professor que tive na faculdade. É um génio e um grande empresário.

José António Salcedo é fundador e CEO da Multiwave Photonics e esta sua intervenção deveria ser vista e revista por todos aqueles que estão à frente dos destinos do país, por todos os que estão à frente das empresas, por todos os cidadãos que têm a responsabilidade de dar um futuro a Portugal.

Deixo aqui alguns excertos da intervenção, para levantar um pouco o véu:

O Estado deve num extremo legislar, no outro fiscalizar e no centro ser catalizador e pouco interventor

Criar uma malha de PME onde os empresarios criam produtos e serviços amarrados à sua massa cinzenta porque só aí é que está valor acrescentado

A India envia 100.000 estudantes por ano para universidades americanas, e 95.000 regressam, a China tem uma política semelhante […] Portugal importa serventes da construção civil para as obras públicas

Sistema de ensino tem de ser exigente, baseado no mérito e na experimentação. Não pode ser simulado, baseado em modelos sociológicos e pedagógicos inventados dentro do ME

Devemos afastar o Estado das intervenções executivas na economia, e temos exigir que fiscalize e puna os crimes

O ensino superior não deve ser um direito de todos, deve ser um privilégio, para aqueles que têm capacidade para lá estar

O dinheiro do Estado não é público, é nosso !!


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