Julgados na praça… da alegria


Fartamo-nos já de ver, os políticos queixarem-se de serem julgados na praça pública, quando são alvo de suspeitas ou mesmo constituídos arguidos em casos de justiça. Ao verem algumas investigações – levadas a cabo legitimamente por jornalistas – notícias ou reportagens, dizem-se alvo de campanhas negras e pedem que a justiça seja feita nos tribunais.

Mas o facto é que alguns políticos – principalmente os xicos-espertos corruptos – já perceberam que o melhor mesmo é serem julgados na praça pública. Isto porque, como diziam os Gato Fedorento num sketch imitando Valentim Loureiro, têm aquela vantagem pequenina de na TV ninguém ir preso. E além disso a opinião pública (e publicada) influencia e tira margem de manobra aos tribunais (só neste país).

Para ajudar à festa, a televisão pública (RTP) é usada e abusada por todos os senhores poderosos que representam grandes interesses, para portanto se virem defender ou vitimizar, aproveitando para descredibilizar a verdadeira justiça dos tribunais. É uma maravilha, a RTP é deles. Isto são julgamentos na praça da alegria, e não na praça pública. É uma bandalheira, uma vergonha.

Há uns anos foi o Carlos Cruz, há uns meses atrás foi o Dias Loureiro, amanhã será o Armando Vara. Todos no programa “Grande Entrevista“. Eu sugiro, para que haja equilíbrio e justiça para todos, que convidem também o Bibi da Casa Pia. Ora que diabo, ele também tem direito, ou será que são só os amigos do Governo e dos Bancos?

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6 Responses to Julgados na praça… da alegria

  1. Nuno Guimarães diz:

    “Ele nâo dava com o endereço da EDP e telefonou-me”

  2. Luis Melo diz:

    Nuno, pior do que isso: “mudo muitas vezes de telemóvel”

    É… e o Paiva Nunes muda muitas vezes de automóvel…

  3. Luis Melo diz:

    Mais ainda… Vara não deu importância nenhuma à carta anónima que avisava das escutas. Mas não a deitou fora, guardou-a numa gaveta.

  4. Luis Melo diz:

    O trabalho de A. Vara como Vice-Presidente do maior banco privado português (segundo ele) era angariar clientes… eu pensei que isso era a função dos comerciais, mas pelos vistos não percebo nada de banca

  5. Carlos Almeida Santos diz:

    Ontem não tive oportunidade de ver a entrevista contratada para branquear o senhor gajo…

    Mas, pelas reacções parece ter sido impagável… Vou ver se a vejo no fim de semana com calma e preparado para me rir um bocado…

    Ao que nós chegamos neste cantinho da Europa… Estamos entregues a tipos que, pelas afirmações que eles próprios fazem a uma televisão pública, não serviam nem para estar no elevador de uma pensão do Intendente a encaminhar as pequenas…

    Por amor de Deus… Sempre pensei que ser administrador de um Banco era algo mais exigente, não só em experiência e competências comprovadas de vida profissional, como do ponto de vista do comportamento pessoal e ético onde o nível ainda devia ser mais elevado…

    • Luis Melo diz:

      Penso que está mais do que visto que em Bancos portugueses as coisas se passam desta maneira, com gente deste nível.

      Mas atentem aos Bancos estrangeiros em Portugal. Vejam quem está e quem esteve à frente, por exemplo, do Banco Santander. Horta Osório e Nuno Amado.

      É esta a diferença…

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