Humildade e discrição fazem campeão

30/06/2010

Muito havia para dizer – e concerteza será dito – sobre a participação da selecção de Portugal no Mundial 2010. Eu vou apenas abordar aqui duas questões: Mentalidades e Escolhas. Deixo as questões técnico-tácticas para os habituais treinadores de bancada.

João Pereira foi preterido. O defesa direito em melhor forma ficou em casa porque Queiróz preferiu Miguel – arruaçeiro e criador de mau ambiente no balneário – e Paulo Ferreira – em nítida fase descendente da carreira e com poucos jogos esta época. Pasme-se quando Ricardo Costa foi o escolhido para os dois jogos mais decisivos.

João Moutinho também não fez parte das escolhas. Queiróz não levou plano B para a mais importante posição em campo: a de construtor de jogo. Sem Deco – não por lesão mas por opção – a equipa ficou sem nº 10 (já não tinha extremos nem lateral direito) e deixou a tarefa de alimentar os avançados ao heróico Fábio Coentrão.

O Saldo final foi: 4 jogos, 1 vitória (contra equipa equivalente ao Lichenstein), 0 golos marcados (os 7 à Coreia para mim não contam); 1 golo sofrido. Estiveram como na qualificação. Partidas sofríveis em que nunca a equipa quis vencer. Acabou por ganhar aos marretas e perder contra os outros.

Nada disto era difícil de prever. Principalmente quando se anda a brincar aos futebóis, quando se coloca a descontracção à frente do trabalho, a displicência à frente da exigência, a fé à frente do querer. Quando se confiam tarefas sérias a meninos em vez de homens, o resultado só pode ser este.

No meio disto tudo se vê como a humildade e discrição fazem o campeão. Os melhores jogadores de Portugal foram os mais humildes e menos mediáticos: Eduardo, Fábio Coentrão, Bruno Alves e Raúl Meireles. Estranho não é?… Para mim não.

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Era uma vez o PPD (II)

27/06/2010

Decorreu ontem, no Café Guarany (Porto), a 2ª edição do “Era uma vez o PPD” organizado pelo Psicolaranja e pela JSD Porto. Foi mais um excelente evento – a par da 1ª edição – que contou com cerca de meia centena de pessoas, quase todas elas abaixo dos 30 anos.

Os dois oradores convidados, os fundadores Amândio de Azevedo e Ribeiro da Silva, brindaram os presentes com alguns factos e histórias que antecederam e se seguiram à fundação do PPD. Fizeram também questão de sublinhar o percurso difícil de Sá Carneiro à frente do partido.

As histórias foram curiosas e interessantes. Principalmente quando – para além dos mais velhos – elas envolviam as actuais figuras como: Rui Rio, Aguiar Branco, Agostinho Branquinho ou Luís Filipe Menezes. Também se falou muito de questões políticas e ideológicas, tendo Amândio de Azevedo esclarecido sobre as linhas programáticas da fundação do PPD.

Foi uma boa tertúlia, moderada pelo bem-disposto e simpático presidente da JSD Porto, João Paulo Meireles. Pena foi que o tempo escasseia e apenas foi possível conversar durante 1h30m. Muita coisa ficou por dizer, tal como na 1ª edição com Conceição Monteiro. O que não é necessáriamente mau… é motivo para fazermos a 3ª edição.


Futebol? é para meninos…

25/06/2010

Só podia ter sido em Wimbledon, a catedral do ténis mundial. Um épico encontro, disputado no Court 18, entre John Isner (19º ATP) e Nicolas Mahut (148º ATP) terminou ao cabo de 11 horas e 5 minutos, tendo ultrapassado 3 dias (começou na 3ª e acabou na 5ª feira).

O americano bateu o francês na partida referente à 1ª ronda – que ficará para a história como a mais longa de sempre – com parciais de 6-4, 3-6, 6-7, 7-6 e 70-68. Em Wimbledon não há tie-break no 5º set e por isso, só este demorou demorou 8 horas e 11 minutos. Foram 183 jogos e 980 pontos disputados, nos quais Isner fez 115 ases e o Mahut 103.

Este duelo de titãs ultrapassou todos os limites físicos e mentais mas os dois guerreiros mantiveram-se incrivelmente “frescos” e focados. Isner (2.05m, 111kg) não claudicou e Mahut (1.90m, 80kg) também se manteve firme. Aliás, o francês merece mais destaque ainda, se soubermos que teve de jogar o qualifying no qual disputou mais 2 jogos até ao 5º set (um dos quais terminou a 24-22).

Mas o périplo deste gladiador francês não acaba aqui. Após a derrota em singulares voltou ao Court 18 para um encontro de pares. No final a organização montou improvisadamente um dispositivo que poderia ser confundido com o da final, dada a atenção que deu aos 3 protagonistas. Sim, porque o árbitro ficou sentado durante todo este tempo. Mas no final brincou “Viajo em classe económica por esse mundo fora. Sete horas imóvel numa cadeira para mim é nada

Depois disto, dá vontade de perguntar aos franceses se é preferível dar tanta atenção à sua selecção de futebol – recheada de “meninos” – ou a esta modalidade onde têm excelentes atletas, alguns deles heróis como Mahut. Também apetece trazer o caso para Portugal, e perguntar se faz sentido os nossos “meninos” queixarem-se de fazer 3 jogos (90 min/cada) numa semana, ou se é justo dar 95% do espaço na imprensa ao futebol.


Saramago… é “isto”

23/06/2010

É “disto” que querem fazer herói nacional. É “isto” que dizem ser uma referência portuguesa. É “isto” que querem colocar no Panteão Nacional ao lado de figuras que realmente fizeram algo pela nação. Saramago ficará conhecido pelo Nobel, pelo ataque à Igreja, por ter dito que Portugal ficaria melhor se fosse uma província espanhola, por ter sido um defensor de regimes tiranos.

Vasco Pulido Valente
Saramago não disse mais do que se dizia nas folhas anticlericais do século XIX ou nas tabernas republicanas no tempo de Afonso Costa. São ideias de trolha ou de tipógrafo semianalfabeto, zangado com os padres por razões de política e de inveja. Já não vêm a propósito, claro que Saramago tem 80 e tal anos, coisa que não costuma acompanhar uma cabeça clara, e que, ainda por cima, não estudou o que devia estudar.

Claro que Saramago ganhou o Prémio Nobel, como vários “camaradas” que não valiam nada, e vendeu milhões de livros […] Não assiste a Saramago a mais remota autoridade para dar a sua opinião sobre a Bíblia ou sobre qualquer outro assunto, excepto sobre os produtos que ele fabrica […] Depois do que fez no PREC, Saramago está mesmo entre as pessoas que nenhum indivíduo inteligente em princípio ouve

Fernanda Leitão
A escritora Isabel da Nóbrega […] caíu numa cilada do demónio. Apaixonou-se por um zé ninguém, nem sequer bonito, muito menos simpático e bem educado, que olhava tudo e todos de nariz empinado, numa pseudo-superioridade de quem tem contas a ajustar com a vida, quezilento e muito chato. Falava como um pregador de feira e era intragável. Mas, em atenção à Isabel, lá íamos aturando o José Saramago.

[…] não me admirei nada quando o vi director do Diário de Notícias, a mando do PCP, onde, da noite para o dia, lançou ao desemprego 24 jornalistas […] deixando-os e às famílias, sem pão. […] não fiquei surpreendida quando soube que abandonou Isabel da Nóbrega, que tanto fez por ele, para alvoroçadamente casar com uma espanhola que tem vastos conhecimentos no mundo da política e das letras.

E agora, o homenzinho da Golegã a chamar nomes a Deus, a insultar a Bíblia nuns raciocínios primários de operário em roda de tasca. Dizem que o fez por golpe publicitário. Talvez. Acho que é capaz disso e de muito mais […] António Lobo Antunes, numa entrevista dada à RTP […] “tenho medo de chegar à idade dele assim, sem senso crítico.


Laughing @ Wimbledon

22/06/2010

Decorre Wimbledon, um dos torneios do Grand Slam do ténis. Sigo com muito interesse porque gosto de ténis, e este ano com atenção redrobada dadas as presenças de Michelle Larcher de Brito (148ª WTA) e Frederico Gil (97º ATP). Tenho na minha timeline o twitter oficial do torneio @Wimbledon. Hoje, pediram para contar algumas anedotas sobre ténis. Algumas são hilariantes…

Just got a new tennis racket and all its strings are missing…
…Packaging says it has a ‘no returns’ policy.

What time does Andy Murray go to bed?…
Tennish !!

Why should you never date a tennis player?
… Because “love” means nothing to them
!

Why are fish never good tennis players?
… They don’t like getting close to the net


Era uma vez o PPD

19/06/2010

O Psicolaranja é mais do que um blog. É um grupo de amigos que todos os dias dá um contributo forte para que todos possam pensar o PSD e o país no sentido de os tornar melhores. Mas este grupo não é só de “palavras” mas também de muitas e boas “acções”.

Em 6 de Março os Psicóticos organizaram – na sede da Secção Oriental de Lisboa do PSD – a 1ª edição do “Era uma vez o PPD” com Conceição Monteiro. Este evento contou com a colaboração da JSD daquela secção e saldou-se num sucesso.

Agora, volvidos quase 3 meses, a 2ª edição do “Era uma vez o PPD” vai ter lugar no Porto com o apoio da secção da JSD Porto. Sábado, dia 26 Junho pelas 17h30, o Café Guarani vai receber Amândio de Azevedo e Fernando Alberto Ribeiro da Silva. Estas duas proeminentes figuras do PSD (no Porto e em Braga) foram muito próximos de Sá Carneiro e de Cavaco Silva e preparam-se para nos deliciar com interessantes histórias.


O Portugal que não quero (II)

16/06/2010

Restaurante sobre o rio Tejo, esplanada e por do sol. Um copo de sangria, uns deliciosos amuse bouche e uma bela companhia. Bom ambiente, sossegado e distinto. Todos pareciam desfrutar o maravilhoso cenário.

Eis senão quando entram 2 gays com uma amiga. Sentaram-se e começou o espalhafato: berros, gargalhadas, faltas de educação e de civismo. Pela maneira como todos olhavam de lado para essa mesa era fácil de notar que o início de noite estava estragado.


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