Saramago… é “isto”

É “disto” que querem fazer herói nacional. É “isto” que dizem ser uma referência portuguesa. É “isto” que querem colocar no Panteão Nacional ao lado de figuras que realmente fizeram algo pela nação. Saramago ficará conhecido pelo Nobel, pelo ataque à Igreja, por ter dito que Portugal ficaria melhor se fosse uma província espanhola, por ter sido um defensor de regimes tiranos.

Vasco Pulido Valente
Saramago não disse mais do que se dizia nas folhas anticlericais do século XIX ou nas tabernas republicanas no tempo de Afonso Costa. São ideias de trolha ou de tipógrafo semianalfabeto, zangado com os padres por razões de política e de inveja. Já não vêm a propósito, claro que Saramago tem 80 e tal anos, coisa que não costuma acompanhar uma cabeça clara, e que, ainda por cima, não estudou o que devia estudar.

Claro que Saramago ganhou o Prémio Nobel, como vários “camaradas” que não valiam nada, e vendeu milhões de livros […] Não assiste a Saramago a mais remota autoridade para dar a sua opinião sobre a Bíblia ou sobre qualquer outro assunto, excepto sobre os produtos que ele fabrica […] Depois do que fez no PREC, Saramago está mesmo entre as pessoas que nenhum indivíduo inteligente em princípio ouve

Fernanda Leitão
A escritora Isabel da Nóbrega […] caíu numa cilada do demónio. Apaixonou-se por um zé ninguém, nem sequer bonito, muito menos simpático e bem educado, que olhava tudo e todos de nariz empinado, numa pseudo-superioridade de quem tem contas a ajustar com a vida, quezilento e muito chato. Falava como um pregador de feira e era intragável. Mas, em atenção à Isabel, lá íamos aturando o José Saramago.

[…] não me admirei nada quando o vi director do Diário de Notícias, a mando do PCP, onde, da noite para o dia, lançou ao desemprego 24 jornalistas […] deixando-os e às famílias, sem pão. […] não fiquei surpreendida quando soube que abandonou Isabel da Nóbrega, que tanto fez por ele, para alvoroçadamente casar com uma espanhola que tem vastos conhecimentos no mundo da política e das letras.

E agora, o homenzinho da Golegã a chamar nomes a Deus, a insultar a Bíblia nuns raciocínios primários de operário em roda de tasca. Dizem que o fez por golpe publicitário. Talvez. Acho que é capaz disso e de muito mais […] António Lobo Antunes, numa entrevista dada à RTP […] “tenho medo de chegar à idade dele assim, sem senso crítico.

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8 Responses to Saramago… é “isto”

  1. carlos silva diz:

    O sr Valente não tem 80 anos. É mais novo, mas há muito tempo quando o ouvia eu tinha a sensação que ele tinha 200 anos, ou então uns litritos a mais!

    • Luis Melo diz:

      Caro Carlos Silva, não sei que lhe dizer. Conhece o VPV? Conviveu com ele? Tem a certeza que ele é “chegado ao copo”? Ou será essa apenas uma forma falsa para desacreditar o homem nesta questão?

  2. Zé Pinto diz:

    Há quem escorneie um pouco quanto tem engolir um sapo. Se ajudar, beba mais um fino 🙂

    • Luis Melo diz:

      Caro Zé Pinto, engolir um sapo? qual sapo? Não entendo o seu comentário. Para mim Saramago era e continua a ser-me indiferente. Quem me irrita não é ele, coitado. Faz-me espécie é alguns tugas hipócritas gostarem de, depois da morte, fazer heróis duns imbecis.

  3. Luis Pousada diz:

    O calibre dos criticos literatos portugueses ao Saramago: tipografo semianalfabeto (Vasco Pulido Valente), um ze ninguem nem sequer bonito (…), muito chato (…), operario em roda de tasca (Fernanda Leitao).
    Nao se critica a obra, mas o homem. Ora os homens como todos sabemos sao imperfeitos e isso e que os distingue uns dos outros. Se fossemos todos perfeitos seriamos Semi-deuses ou deuses, e como dizia um que os Catolicos muito adoram: Aquele que nunca pecou que atire a primeira pedra. Depois so posso concluir que os intelectuais Portugueses sofrem, de facto, de um grande complexo de superioridade. Talvez em Franca, ou mesmo aqui no UK, se um operario conseguisse elevar-se ao nivel de um Saramago seria louvado e apreciado. Em Portugal e bota-abaixo, que um ex-operario nao tem que saber de livros nem de cultura, tem mais e que deixar-se estar la de onde veio. Se calhar por isso e que se vendem poucos livros em Portugal, porque a cultura, a literatura sao coisas hermeticas, a que so alguns devem poder aceder. Para la, claro esta, do simples facto de que um Vasco Pulido Valente e uma Fernanda Leitao, que nao sei quem e, terem e muita inveja que um simples “homenzinho da Golega” tenha conseguido chegar onde eles nem sonham. Com gente deste calibre Portugal so pode involuir.

    • Luis Melo diz:

      Caro Luís,

      Critica-se as obras sim: os parágrafos longos, capítulos inteiros sem pontuação, dificuldade em entender sentido do que está escrito, pensamentos e ideias muito duvidosas em relação a certos temas, etc. E obviamente critica-se o homem. Devemos sempre criticar. Ou o Luís é mais um dos que não gosta de falar do carácter de um homem (tal como Sócrates… pois, não lhe dá jeito)?

      O carácter define um homem. Se é desonesto, egoísta, arrogante, mal educado, etc não pode ser com certeza um bom homem. Dir-me-á “ah e tal cada um é como cada qual”. É verdade, mas então que se isole numa porra duma ilha deserta. Sabe porquê? Porque vivemos em sociedade. E para que a sociedade funcione bem para todos, devemos respeitar-nos uns aos outros, devemos ser altruístas, devemos ser solidários.

      Saramago é claramente um homem com complexos de inferioridade (quem nasce tostão não chega a conte rei, já dizia o ditado) que se aproveitou de certas pessoas e situações para vingar na vida. Aproveitou-se de Isabel da Nóbrega, de Pilar del Rio ou até do PCP. Apontou aos temas mais polémicos (religião) sabendo que são esses que lhe dariam mais mediatismo e dinheiro, neste país que gosta muito de dar protagonismo ao que choca, ao que é radical.

      Nem sequer teve a decência de pensar se o que fazia era correcto, era o melhor para a sociedade onde vivia, para o seu povo e o seu país (é isto que os grandes homens fazem). Ele simplesmente borrifou-se. Tanto é que saíu do país, disse mal dele, e até chegou ao ponto de sugerir que se tornasse uma província espanhola. Aliás, foi-se embora, qual menino mimado, ao qual não deixaram jogar à bola. Que grande personalidade, hein?

      Enfim, quanto ao vender muito e ao ter ganho o Nobel, só um ingénuo é que não sabe que esse tipo de prémios é dado por lobby. Já muitos escritores medíocres como Saramago o venceram porque tiveram as pessoas certas a fazer pressão sobre quem o atribui. Mas mesmo assim não significa grande coisa… sabemos como é subjectivo o valor de uma obra literária como as de Saramago.

    • Luis Melo diz:

      E já agora, caro Luís, não se esqueça que já deram um Nobel a Obama ou a Arafat… o que me diz disto? também foram muito justos como o de Saramago?… É esta a prova de que o Nobel se tornou num prémio político e de lobby.

      • Luis Pousada diz:

        Caro Luis,

        Eu por acaso comecei por ler o Saramago em Frances, nao por pedantismo, mas porque vivia em Franca e calhou ter o livro a mao, quando nao havia mais nada para ler. Tal nao deixa de tornar a tarefa de o ler mais facil, antes pelo contrario. No entanto, mau grado os paragrafos longos, a suposta falta de pontuacao, que por sinal ate la esta, nao consegui parar de o ler e gostei bastante do seu estilo. Mas tambem sou daqueles que ja leram As Redaccoes da Guidinha do Luis de Stau Monteiro, onde a unica pontuacao e o ponto final. Acresce que a minha professora de Portugues do 10o e 11o, professora a moda antiga, portanto o menos suspeita, nos alertava ja para o grande valor literario de Saramago. Enfim, eu nao tenho ja idade para ser ingenuo (confesso que neste ponto fui verificar a sua idade), e por isso so posso dizer como “after all is said and done” Saramago continuara a fazer parte dos autores lidos, enquanto que o Luis e eu, tambem Luis, talvez nem venhamos a ter direito a uma linha nos livros de Historia. De resto, quanto a tudo o que o Luis disse acerca do caracter do Jose e das comparacoes que faz com o premio Nobel da Paz atribuido a Arafat, o que esta errado porque na verdade o foi tambem a Itzak Rabin, e a Obama, mas, seja por isso, poderia referir muitos outros premiosso lhe posso responder, sabendo que nao mudara nem uma virgula na sua forma de pensar, e eu pela minha parte tambem nao o farei, e porque este paragrafo ja vai muito longo e o Luis corre o risco de se perder, so posso concluir, dizia atras, com uma frase proferida pelos advogados americanos no final das suas alegacoes: “I rest my case!”, ou como diria o pobre Galileu, a bracos com a Inquisicao “E puor si muove”

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