O Portugal que não quero (IV)

Um presidente de junta de um concelho que conheço bem, cometeu um crime ambiental mandando arrancar uns carvalhos, devastar um eucaliptal e até destruir uns plátanos na sua freguesia. Foi naturalmente “condenado” pela população, mas já não havia nada a fazer.

Para limpar a face pensou mais tarde plantar umas árvores mas, para não cometer nova asneira, resolveu consultar alguém. Depois do que fez, ninguém ligado à área florestal o apoiaria e por isso virou-se para uma jovem recém-licenciada em Arquitectura Paisagista, que era moradora na freguesia e estava desempregada.

Vai daí o xôr Presidente prometeu-lhe um emprego em troca de um parecer favorável à nova plantação. Mas entretanto soube que a Portucel/Soporcel oferecia árvores para plantação. Assim sendo, oferecidas por tão credível empresa, achou que já não precisava da inocente menina, desprezando-a. De qualquer forma não deixou de espalhar que tinha consultado a “especialista”.

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