O Povo casou com Sócrates

30/09/2010

Se na legislatura anterior ainda havia dúvidas, na actual elas ficaram todas dissipadas em relação à (falta de) qualidade dos políticos que temos. Falo no Governo, no partido que suporta o Governo e também na oposição. Existem, como é natural, algumas excepções no seio do PSD, do CDS e do PCP. Não encontro nenhuma no PS ou no BE.

Os últimos doze meses (Set 2009 – Set 2010) só podem ser caracterizados por uma expressão: Annus horribilis. A rainha Isabel II de Inglaterra usou esta expressão no ano de 1992, em que 3 dos seus filhos se divorciaram. Aqui, os tugas podem pelo contrário dizer que o problema foi terem “casado” com José Sócrates.

Arranjaram um cônjuge que parecia o príncipe encantado, mas que se revelou o maior bêbado, mentiroso, preguiçoso, infiel, irresponsável e desonrado dos maridos. Casou com o tuga por interesse e por dinheiro, e acabou por esbanjar tudo o que ele tinha. Além disso sujou a sua imagem e o seu bom nome. Despiu-o, usou-o, abusou dele e deixou-o na sarjeta.

Só espero que o típico tuga tenha aprendido a lição, e que no futuro não eleja mais nenhum Sócrates. Espero que este seja o fim do chico-espertismo, da mentira, da habilidade e da falta de carácter. Que seja o fim da incompetência, da mediocridade e da irresponsabilidade. Que seja o fim da corrupção, do nepotismo, das mordomias e das benesses. Que seja o fim do facilitismo e da falta de exigência.

Precisamos de políticos responsáveis, sérios, honestos, capazes, competentes, sensatos e acima de tudo… com sentido de missão.

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Obrigado pelo aumento de impostos (II)

29/09/2010

No dia 13 Maio 2010 escrevi um post sobre o título “Obrigado pelo aumento de impostos“. Dado que hoje, passados 4 meses, o governo está prestes a anunciar isto… vou transcrever aqui, sem mexer numa vírgula, o que escrevi na altura.

Hoje o Primeiro-Mentiroso José Sócrates anunciou um novo aumento de impostos. E desta vez é um aumento brutal. IVA, IRS, IRC, etc. Vou-me escusar de fazer referência às causas e aos culpados por esta situação. Mas uma coisa é certa, este aumento servirá para cobrir as asneiras que são consequência da incompetência e ganância do Governo PS.

Este post, no entanto, serve apenas para agradecer à maioria dos portugueses, o facto de eu (e outros que não têm culpa) ter de trabalhar mais e melhor ainda, ter de fazer mais e maiores esforços, adiar e protelar mais os projectos e desejos. Isto, para poder continuar a viver de forma despreocupada, desafogada e de consciência tranquila.

Portanto, obrigado àqueles portugueses egoistas que não vão votar porque nesse dia mais vale ir para a praia. A vida corre bem, e desde que o que ganham dê para ter um BMW e ir de férias para o Brasil, está tudo bem.

Obrigado àqueles portugueses que não se interessam pela política porque acham que não tem influência nas suas vidas. Já dizia Platão “O preço a pagar por não te interessares por política é seres governado pelos teus inferiores”.

Obrigado àqueles portugueses que não fazem sequer o esforço de pensar pela própria cabeça e acreditam em tudo o que dizem os bem falantes políticos e a comunicação “dita” social. E assim chegam ao dia de votar e vão com o rebanho.

Obrigado àqueles portugueses que vêem a política como se de um campeonato de futebol se tratasse, e os partidos como se de um clube se tratasse. Defendendo e encobrindo as asneiras dos seus dirigentes e “jogadores” ao ponto de não perceberem que isso tem consequências gravíssimas para os seus concidadãos.

Obrigado àqueles portugeses que se dizem “empresários” e têm como modelo o próprio José Sócrates. Esses que pensam que o mais importante é a aparência, e depois vai-se fazendo pela vida e tentando ganhar uns negócios. Nem que esses negócios seja menos lícitos ou que para os ganhar seja preciso vender a dignidade ou até a mulher.

Obrigado a muitos outros portugueses, que votaram em José Sócrates e no PS nas eleições legislativas de 2009 (já dou de barato as de 2005).


O meu top 20 da música portuguesa (III)

29/09/2010

Resistência – Amanhã é sempre longe demais


Mário Soares, por qué no te callas

27/09/2010

Respeito muito Mário Soares pelo papel que desempenhou na construção da democracia portuguesa. De qualquer forma, ao contrário de outros, não lhe coloco o epíteto de “Pai da democracia”. Foi uma das figuras importantes – a par de Sá Carneiro, Freitas do Amaral, Álvaro Cunhal entre outros – mas está longe de ser o principal ou único responsável.

Ele, melhor do que muitos, deveria saber que em política (como na vida) tudo tem o seu tempo. Pelo percurso que teve já devia ter aprendido que os grandes homens da história souberam saír na altura certa. Saber o timming para se retirar e dar lugar aos mais novos é algo essencial para se “saír pela porta grande“.

Além disso o corpo humano vai-se detereorando com a idade, e mais grave do que as debilidades físicas que começam a aparecer, é a perda de capacidades cerebrais. Está provado cientificamente que com o avançar dos anos o cérebro vai atrufiando (se assim se pode dizer) e vamos perdendo discernimento.

Mário Soares terminou em 1996 o seu mandato de PR e podia ter-se retirado. Mas o bichinho da política, o amor pelo partido, e a consciência de que ainda era capaz, fê-lo rumar a Bruxelas em 2000. Penso que fez bem, porque a sua experiência e conhecimento podiam contribuir para a construção europeia e para a defesa de Portugal na UE.

Em 2005 com 81 anos tomou a decisão correcta e sensata de se retirar, anunciando que abandonava definitivamente a política. Tinha sido um percurso brilhante ocupando o cargo de PM, PR e Deputado Europeu. Retirava-se um grande homem que contribuiu imenso para a construção do país.

Mas infelizmente, para ele e para muitos de nós, os últimos 5 anos foram catastróficos. Desde a candidatura à PR em 2006 até aos argumentos de cabo de esquadra que tem usado sempre que tenta defender José Sócrates, tem sido o que se costuma caracterizar de “cada cavadela, cada minhoca“.

É pena, porque assim ele está a perder o respeito que os portugueses (mesmo os que não são do PS, como eu) tinham por ele. E além disso não está a contribuir em nada para que a política portuguesa se regenere e se credibilize.

O argumento que deu ontem para justificar que era uma má opção PPC e PSD assumirem a governação é digno do pensamento de qualquer ditador. Só os ditadores podem pensar que apenas eles podem liderar e governar, e que a oposição é incapaz. Mário Soares não é assim… vamos dar-lhe um desconto.


O tabu da TV pública

26/09/2010

Recentemente o PSD tornou pública a sua proposta de alteração à Constituição da República. Muitas vozes se levantaram em relação a um tema que é tabu na nossa sociedade: a privatização da RTP, ou a não existência de meios de comunicação social do Estado. Em vez de olhar para a proposta com preconceitos, vale a pena reflectir um pouco.

No início do séc XIX começou a luta pela liberdade de imprensa, pelo facto de esta servir para contrariar o despotismo dos governos. A imprensa era um meio de fiscalização dos que detinham o poder. Os maiores defensores de uma imprensa livre diziam que ela ajudava a “controlar a auto-preferência habitual de quem governa” e obrigava os poderosos a respeitar e servir o povo.

Estas linhas mestras desaconselham que haja meios de comunicação social tutelados pelo governo. Senão, que é feito da opinião livre que pode fiscalizar o governo? Temos a liberdade de imprensa como dado adquirido em Portugal (desde 25/04/74), mas o facto é que existe auto-censura. São os próprios jornalistas que se censuram a si próprios. A (in)consciência diz-lhes que há muito em jogo: a reputação, a família, o emprego ou o processo judicial iminente. Essa auto-censura obriga-os amiúde a pensar duas vezes.

O dever dos governos é zelar pelo interesse comum, mas o facto é que esse papel tem cabido mais à imprensa. Ela reprova incompetentes, déspotas ou tiranos que tentam asfixiar ou fugir à opinião pública. A imprensa livre expõe publicamente os abusos do poder político. Ao contrário, sabemos como a imprensa que depende do governo pode ser usada como veículo de propaganda de interesses político-partidários que procuram influenciar a opinião pública.

Outra questão que se tem levantado também, é a do princípio da universalidade subjacente ao serviço público. O famoso princípio de que os canais de rádio e TV devem transmitir programas que abranjam uma vasta audiência e satisfaçam todos os gostos. Tem a RTP seguido esse princípio? Ou será que temos hoje uma TV pública que apenas tenta concorrer com as privadas, esbanjando o dinheiro dos nossos impostos.

Se querem manter uma TV do Estado, talvez seja melhor enveredar pelo caminho já sugerido por alguns: TV sem publicidade. Isto porque o que temos visto são os efeitos decadentes que tem o poder da publicidade sobre os programas de TV. A publicidade comercializa a estrutura e o conteúdo dos programas. O êxito é medido em termos de rendimentos publicitários e níveis de audiência.

Isto faz com que aumente o lixo televisivo: programas em que se transformam casos judiciais em peças barrocas de TV; novelas e séries cheias de cenas de sexo, adultério, traição e crime; Reality Shows onde abunda a devassa. E assim sendo perde-se o espaço para programas pedagógicos, cultura nacional, documentários sobre história… enfim, o tal princípio da universalidade.

O que se quer numa TV pública? É um canal que cultive a indústria de massas que produz ilusões e faz prevalecer a satisfação expressa em banalidades, reinar o pseudo-individualismo e encorajar as pessoas a não pensar em termos críticos acerca de coisa nenhuma? Queremos um canal que lute por audiências oferecendo programas de diversidade insuficiente, que duplique inutilmente tipos de programas? (Novelas, Reality Shows…).


CV de Sócrates dá que falar novamente

26/09/2010

Ainda há dias escrevi um post sobre a falta de vergonha, o descaramento e o facto de não haver limites para a mentira do Governo, do PS e de José Sócrates. Depois de todas as trapalhadas já conhecidas, desde a sua licenciatura até ao encontro com Caetano Veloso, aí vem mais uma…A propósito da sua participação no “World Leaders Forum” José Sócrates disponibilizou o seu Curriculum Vitae, que diz o seguinte:

– … aos 18 anos foi para Coimbra onde se licenciou em Engenharia Civil
– … tirou um MBA, em 2005, no Instituto Universitário de Lisboa
– … foi um dos fundadores da Juventude Social Democrata
– … tornou-se Ministro da Juventude e Desporto em 1997

Todas estas informações podem ser vistas aqui, e tal como diz no final do CV, foram prestadas pelo gabinete do Primeiro Ministro, José Sócrates.

Ora…
– É de mim ou Sócrates tem um bacharelato em Engª Civil e depois tirou licenciatura, a um domingo, na Universidade Independente de Lisboa?
– É de mim ou Sócrates não tem nenhum MBA (parece que se inscreveu num Mestrado de Gestão de Empresas, mas não terminou) e não existe nenhum Instituto Universitário de Lisboa?
– É de mim ou Sócrates não foi fundador da JSD, ou de qualquer outro partido? Foi, isso sim, militante e membro da JSD Covilhã.
– É de mim ou Sócrates não foi Ministro da Juventude e Desporto, mas Ministro-Adjunto do PM com tutela da Toxicodependência, Juventude e Desporto?


Governo “Pessoas de pouca vergonha”

25/09/2010

Cara de pau, falta de carácter, descaramento, hipocrisia, desonestidade intelectual… é o que me apetece dizer da maioria dos nossos Governantes.

No léxico de José Sócrates e sus muchachos não existem palavras como: ética, moral, verdade, responsabilidade, integridade, honestidade, coerência.

Neste momento, para os membros do governo não há limites. Tudo se pode fazer e tudo se pode dizer. O que é verdade cristalina agora, é a maior das mentiras daqui a 5 minutos.

Sócrates diz que PSD faz chantagem ao ameaçar chumbar OE2011. E o que faz Sócrates ao ameçar demitir-se se OE2011 não for aprovado?

Sócrates diz que é preciso entendimento para dar sinais “lá fora” de estabilidade. Mas depois vai “lá fora” dizer aos micros da comunicação dita social, que se demite.

Razão tinha Luís Campos e Cunha neste seu artigo no Público…


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