OE2011.. Cai por terra principal argumento

Há várias semanas que venho defendendo o chumbo do OE2011, a mudança de Governo e até a vinda do FMI. Também vinha afirmando que a viabilização do OE2011 com base no argumento de “é para acalmar os mercados internacionais” era absurdo. A prova disto mesmo está nos acontecimentos dos últimos 2 dias (depois da viabilização do OE2011). Os juros da dívida Portuguesa sobem para máximos históricos.

Repito o que tenho dito ultimamente: o problema de Portugal não é a aprovação de um qualquer Orçamento de Estado, mas sim a credibilidade (ou, melhor dizendo, a falta dela) do Governo e da classe política em geral. Será que vamos fazer algo para mudar este estado de coisas? Ou vamos simplesmente esmorecer e deixar que os socialistas do PS (Partido Socratiano) afundem o país?

5 Responses to OE2011.. Cai por terra principal argumento

  1. Jorge Antunes diz:

    Eu não sou a favor das greves, porque isso ainda atrasa mais o país, mas neste caso sou a favor da criação de um movimento mais agressivo que levante as questões correctas, ausente de orientação politica de esquerda ou de direita, mas de valores convictos de melhoria. A questão é, como vamos criar esse movimento, e quem é que se responsabiliza?

    • Luis Melo diz:

      Caro Jorge,

      Eu também não sou a favor das greves, mas não condeno quem as faz. É legítimo o direito à greve e, ultimamente, tem dado resultados. As greves têm conseguido fazer recuar o governo. Claro que isso, para mim, é um mau princípio mas isso são outros quinhendros.

      Mais do que esquerda ou direita, é preciso que haja gente que lute por princípios e valores, pelo bom senso, pela meritocracia, pela honestidade e pela verdade. Não precisa de ser um movimento/partido único. Acho que todos nós (gente séria) o devemos fazer nos nossos partidos, no trabalho, no clube, na associação, etc. Devemos dar o exemplo e lutar para que se prolifere essa forma de estar.

      • Jorge Antunes diz:

        Caro Luis,
        Parece que o grupo que poderia eventualmente mudar isto tem duas caras, ou de certo modo duas hipotese no âmbito de obtençaõ de financiamento:
        Primeira – FMI
        Segundo – Ditatorial (Venezuela, China e Angola)

        É curioso, que parece que está cada vez mais próximo a ausência de poder de decisão do próprio português no seu território.

      • Luis Melo diz:

        Caro Jorge,

        É curioso e, infelizmente, muito triste…

  2. […] que estavam pouco acima dos 5%, dispararam e ultrapassaram os 6.5%, um máximo histórico. Gorado o argumento do OE2011, o problema passou a ser a falta de interessados em comprar a Dívida Pública. Com o […]

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