Sócrates = Madaíl = Carlos Silvino (Bibi)

31/01/2011

Podem achar o título deste post absurdo, despropositado ou insultuoso, mas não é. É uma simples constatação de factos. Quantas vezes José Sócrates disse uma coisa, e o seu contrário passados uns dias? Quantas vezes Gilberto Madaíl disse que não se recandidatava à presidência da FPF, e passados uns dias era candidato? E ambos fizeram isto tal e qual como Carlos Silvino (Bibi), com a maior cara de pau. Impávidos e serenos.

A única questão que pode suscitar algumas dúvidas, é se o fazem conscientes. E aqui, quanto a mim, Carlos Silvino leva vantagem. É que eu não duvido que o casapiano tenha graves problemas mentais provocados pelo seu percurso de vida (principalmente por também ter sido abusado em pequeno). Já Sócrates e Madaíl, não passam de uns escroques sem carácter, integridade, honradez ou um pingo de vergonha na cara.


Pergunta que se impõe (III)

30/01/2011

Quem são os “trabalhadores” de quem o PCP e os dirigentes dos sindicatos tanto falam? É que, ouvindo bem o que estes senhores dizem, parece que um CEO de uma empresa de telecomunicações não trabalha; Um director-geral de uma empresa automóvel não trabalha; Um engenheiro de uma empresa de construção não trabalha; Um gestor de projecto de uma consultora não trabalha; Um advogado ou um arquitecto por conta própria não trabalha…


O povo é (in)culto?

28/01/2011

Fui novamente convidado pelo AB (Administrador de Blogue) – o meu amigo Diogo Agostinho – a escrever no Psicolaranja. Aceitei o desafio e aproveitei também para mudar de tema. Escrevi sobre Cultura. Deixo-vos aqui o link para visitarem.

Há muito quem diga que o povo é inculto e não aprecia arte. Diz-se que, fora o cinema e os concertos (com artistas cada vez mais “comerciais”, é certo), os portugueses não dedicam o seu tempo a actividades culturais. Uma das perguntas que frequentemente se faz é “vais ao teatro?”.

Penso que nesta questão está implícito o teatro nas suas mais diversas vertentes: o teatro propriamente dito, o teatro de revista, o teatro musical, etc. Com a particularidade que deverão ser protagonizados por verdadeiros artistas profissionais.

Ora, se bem virmos, o teatro está só em Lisboa – a “capital do império”. As várias entidades do meio só querem é estar perto do centro de decisão, e gravitar à volta das instituições públicas (Ministério e afins) que têm o poder de lhes atribuir subsídios.

Em Lisboa há vários teatros e várias peças, mas é raro (muito raro aliás) que algum dos conhecidos artistas ou coreógrafos se digne a ir ao resto do país apresentar a sua peça. Perdem eles e perde o país, mas preferem o conforto da capital e o prémio sem esforço.

De longe a longe existe uma peça ou revista que, de tanto esgotar em Lisboa, aparece no Coliseu ou no Rivoli do Porto. Mas e o resto do país? Viana, Braga, Vila Real, Bragança, Guimarães, Guarda, Viseu, Aveiro, Coimbra, Leiria, Évora, Beja, Faro, etc.

No Portugal profundo – que em pleno século XXI pode ser considerado todo aquele que, mesmo estando no litoral, está fora da Área Metropolitana de Lisboa e Porto – não há qualquer espectáculo a não ser por companhias amadoras ou pelos filhos, na festa da escola.

O Governo (em particular o Ministério da Cultura) devia incluir, no regulamento de atribuição de subsídios, critérios que incentivassem as companhias a apresentar os seus espectáculos pelo país inteiro. Só assim a maioria dos portugueses terá oportunidade de ver teatro.

Também as várias entidades ligadas a este meio, poderiam e deveriam ter uma consciência social (aquela que tantas vezes aparecem nos meios de comunicação social, a pedir à sociedade e às empresas) e tomar a iniciativa de “deslocalizar” espectáculos.


Já as Autárquicas 2013

27/01/2011

António Capucho vai suspender o mandato de presidente da Câmara Municipal de Cascais e Carlos Carreiras (o seu vice) irá assumir os destinos da autarquia. Recorde-se que António Capucho foi eleito pela primeira vez em 2001, sendo reeleito em 2005 e 2009.

Pela lei de limitação de mandatos, Capucho não poderá candidatar-se outra vez. Sendo assim, o PSD deverá preparar terreno para o substituto. Para não dificultar muito a vitória em 2013, o hipotético candidato deverá começar a mostrar-se (e ao trabalho) desde já.

Esta é manifestamente uma táctica política. Mas é legítima. Afinal de contas os destinos de uma autarquia são geridos por uma programa político e não por projectos unipessoais. O estilo poderá ser diferente, mas a linha de rumo deverá ser a mesma.

Note-se que isto acontecerá em muitas Câmaras Municipais do país. No que concerne ao PSD, posso referir de memória cidades importantes como: Porto, VN Gaia, Sintra ou Coimbra (onde também Carlos Encarnação já passou a pasta ao seu vice João Paulo Barbosa de Melo).


#Presidenciais A lição que Cavaco nos deu

24/01/2011

Há uma lição muito importante que o Prof. Cavaco Silva deu nestas eleições presidenciais. Penso ser algo que já podia ter sido aprendido há muito tempo mas, como sempre, tardávamos em aprendê-la. É algo que vem finalmente atirar as campanhas eleitorais para uma nova era.

Cavaco Silva disse, aquando do anúncio da candidatura, que não iria colocar cartazes nas ruas, que daria prioridade às novas tecnologias, e assim o fez. A sua campanha baseou-se na internet e nos meios de comunicação social. Apostou essencialmente nas redes sociais do facebook e do twitter.

A utilização destas novas ferramentas em detrimento de métodos antigos mostra que a candidatura de Cavaco Silva teve abertura ao futuro, compreendeu a sociedade (de informação) de hoje, provou o respeito pelo ambiente, e preocupou-se em não desperdiçar recursos.

Espero que a partir deste dia, e em futuras eleições, todos os partidos e candidatos acabem com os cartazes e outdoors na rua. Essas coisas asquerosas que emporcalham as nossas cidades e vilas, e que depois ficam a degradar-se durante meses, sem que ninguém os retire.

Não tenho dúvidas que muita desta estratégia terá sido delineada pelos seus principais conselheiros, em particular (e esta é uma convicção minha) pelo seu mandatário digital, Diogo Vasconcelos. Parabéns e obrigado a todos.


#Presidenciais Eu já reflecti, e decidi…

22/01/2011

Hoje é dia de reflexão mas, no meu caso, preciso de mais tempo. Por isso tenho vindo a reflectir há algumas semanas. Acompanhei com atenção a campanha eleitoral, os debates, a postura de cada candidato, bem como os seus apoios.

Na equação entrou também o passado (profissional, político e pessoal) de cada candidato e o seu desempenho recente perante o cenário de crise (financeira, económica e social) que vivemos. A imagem que transmite no estrangeiro é igualmente importante.

Nesta altura, e perante os desafios que se colocam a Portugal no futuro próximo, devemos colocar o interesse nacional acima de qualquer capricho ou conveniência pessoal. É isso que farei, e por isso decidi não votar em branco. Irei votar no candidato mais bem preparado.


#Presidenciais A candidatura de Cavaco Silva

21/01/2011

Ao contrário do que poderia ser espectável (por se tratar de uma recandidatura) Cavaco Silva conseguiu mobilizar os portugueses e partiu para uma campanha “à antiga”. Teve comícios e jantares com milhares de pessoas, fez arruadas e visitas onde arrastou muita gente que empunhava bandeiras, e entoava cânticos pelo seu nome. Ouvi no início da década, numa rentrée na Barra de Aveiro, Durão Barroso dizer que “esta coisas dos comícios e jantares vai acabar“. Pelos vistos não vai, e ainda bem.

Cavaco foi o melhor PM em 37 anos de democracia, e foi um bom PR se comparado com os anteriores. Mas se como PM nunca governou a pensar em reeleições, já como PR agiu diversas vezes por forma a assegurar o mandato. Tentou sempre não ferir susceptibilidades nos seus possíveis eleitores, da esquerda moderada à direita, tal como já haviam feito os seus 3 antecessores. De qualquer forma, nunca colocou em causa os interesses nacionais.

O mesmo já não se pode dizer da sua postura entre 1996 e 2006. Essa talvez tenha sida a pior altura do percurso de Cavaco Silva. Colocou várias vezes o seu interesse à frente do interesse do país e do partido que sempre lhe foi leal (e o levou a ser o que hoje é). Não se poderá apagar dos registos, entre outros, o artigo da boa e da má moeda que seria decisivo no derrube do Governo liderado por Pedro Santana Lopes.

Mas hoje, deparamo-nos com um cenário complicadíssimo (económico, financeiro e social) e não temos margem de erro. Hoje mais do que nunca é preciso eleger como PR um homem com sentido de Estado. Um homem moderado, responsável, sensato, exigente e rigoroso com o cumprimento das contas públicas. Um homem com crédito a nível nacional, mas sobretudo a nível internacional. Uma garantia de estabilidade política.

Cavaco Silva parece ser, de longe, o único dos 5 candidatos que reune estas condições.


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