O “tuga”, uma espécie que prolifera – Parte II

23/07/2011

Há uma semana atrás escrevi um post sobre o “Tuga”. Tentei descrevê-lo ao máximo, mas não consegui. Acrescento mais algumas coisas que o caracterizam.

O tuga é aquele que, no casamento do familiar/amigo, por estar de fato e gravata já se sente patrão e trata o empregado de mesa com arrogância e sobranceria.

O tuga é aquele que, na festa da empresa ou baptizado do sobrinho, enche o prato como uma pirâmide e come até não poder mais porque… afinal é de borla.

O tuga é aquele que, numa acção promocional ou de marketing, fica horas em fila para jogar uma “roda da sorte” que oferece bonés, canetas ou porta-chaves.

O tuga é aquele que, durante 6 anos foi o mais acérrimo crítico de José Sócrates, e o “perdoou” como que automaticamente, no dia em que o pai faleceu.

O tuga é aquele que cochicha quando recebe uma chamada da mulher, mas fala para todo o restaurante quando lhe liga o amigo para recordar a saída de sábado.

O tuga é aquele que, no supermercado, compra o que não precisa, o que não gosta ou o que não usa, apenas porque está em promoção e “é de aproveitar“.

O tuga é aquele que acha perfeitamente normal, e não vê qual o problema, em o filho mais velho ir para a faculdade de chinelos e calções de praia.

O tuga é aquele que não educa o filho em casa, mas depois na rua quando o puto se porta mal, quer mostrar autoridade pelo meio de palmadas e berros.

O tuga é aquele que está no estacionamento, mas por estar dentro do carro (à espera de qualquer coisa, ou a passar tempo) acha que não tem de pagar parquímetro.

O tuga é aquele que adora reality shows com celebridades, porque é a mesma coisa que ler a TV Mais, mas sem pagar 1,25€ e com imagens reais.

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Autocarro da Carris: Um estudo sociológico

21/07/2011

Há cerca de 3 meses que consegui novamente andar de transportes públicos. O percurso que faço agora para trabalhar permite-me deixar o carro na garagem, poupar dinheiro em gasolina/estacionamento, poupar paciência no trânsito e poupar o meio ambiente.

Na viagem de autocarro aproveito para navegar no telemóvel pelas redes sociais e aplicações de notícias. Mas por vezes dou por mim também a fazer como que um estudo sociológico sobre as pessoas que entram e saem do autocarro nas diversas paragens.

Vejo muita gente, homens e mulheres (na sua maioria já com uma certa idade), que fala sozinho ou então que mete conversa com qualquer pessoa que esteja à sua frente. Para mim, este tipo de comportamento denota solidão e abandono.

Por outro lado também há muitas pessoas (das quais muitas adultas, mas novas) que não estabelecem qualquer tipo de contacto. Olham para o chão o tempo todo e não falam com ninguém, mesmo que abordadas. Isto é, para mim, exclusão social.

Para quem gosta de ver gente gira e com estilo (quem não gosta?) o autocarro tem muita poluição visual. A maioria das pessoas veste-se mal e com roupa velha. Na minha opinião, este facto só pode ser consequência da pobreza de que padecem.

Depois, em conjunto com a roupa velha e mal amanhada, costuma vir também o mau cheiro. Não é só cheiro a suor, é mesmo por vezes o cheiro de quem não toma banho há dias. Isto demonstra apenas a falta de auto-estima que as pessoas têm.

Por fim, assiste-se a muitas faltas de respeito e de educação. Estas partem principalmente dos mais jovens, mas também já as vi em adultos e até em idosos. A isto só se pode associar uma falta de valores e de civismo enorme.

Esta é infelizmente a realidade de uma grande parte da população. Estas atitudes, maneiras de ser, personalidades, carácteres, são para mim consequência da falta de qualidade de vida das pessoas. Que leva à frustração, angústia, tristeza, infelicidade.

Esta é a realidade invisível para muitos dos responsáveis pelos destinos do país. E esta realidade também é muito culpa deles que praticam políticas erradas. É necessário ter a sensibilidade social que se exige a um político, e tentar melhorar a vida desta gente.


O óbvio no caso Bernardo Bairrão

17/07/2011

É mais do que evidente que o Governo iria e irá negar a investigação dos Serviços Secretos a Bernardo Bairrão. E obviamente faz muito bem. Afinal de contas trata-se de uma investigação secreta levado a cabo pelos Serviços Secretos. Naturalmente é para manter secreto, no matter what.

Bernardo Bairrão fez o que obviamente se esperava que fizesse. Como bom “tuga” que é pediu que o relatório dos Serviços Secretos fosse tornado público. Sabendo perfeitamente que isso nunca irá acontecer. Mas com esse pedido quer fazer crer que não tinha medo do que lá está escrito e tenta sair bem na fotografia.

Disto, podemos todos tirar uma conclusão, também ela óbvia. Bernardo Bairrão não tinha categoria para ocupar um lugar no Governo de Portugal. Não só pelo que supostamente diz o relatório, mas também por esta reacção. Revela falta de carácter e desonestidade intelectual.


O “tuga”, uma espécie que prolifera

16/07/2011

Há poucos dias saíram os resultados do Censos 2011. Muitas estatísticas foram lançadas, sendo que a mais geral é a de que somos hoje 10.555.853 portugueses.

Entre estes tem proliferado uma espécie, que é em muito responsável pela crise de valores que o país atravessa. Essa espécie chama-se “TUGA”.

O tuga é aquele que acha que ser patriota é torcer pela selecção nacional de futebol, em vez de pagar impostos e ser solidário com os seus concidadãos.

O tuga é aquele que acha ter alcançado uma grande vitória ao ter crashado o site de uma agência de rating ou ter inundado a sua caixa de emails.

O tuga é aquele que se endivida no banco por um BMW branco em vez de pedir dinheiro emprestado para o seu filho poder ir para a universidade.

O tuga é aquele que se atira para cima de uma passadeira sem parar e olhar, porque “se for atropelado o condutor tem de pagar uma grande indeminização”.

O tuga é aquele que compra (às prestações) um telemóvel de 400€ ou 500€, do qual aproveita 5% das funcionalidades, apenas porque pensa que dá status.

O tuga é aquele que chama ladrão ao político, mas sempre que compra/recebe algum produto/serviço, pede tudo sem factura para fugir aos impostos.

O tuga é aquele que chama incompetente e corrupto ao político mas não participa na democracia, nada faz para a mudar, e nem sequer vota.

O tuga é aquele que, mesmo ganhando mais, declara o ordenado mínimo e quando chega a reformado fica revoltado por ter uma reforma tão baixa.

O tuga é aquele que, em cargo de chefia, pratica um tipo de liderança baseado no temor do chefe ao invés de preferir ser respeitado.

O tuga é aquele que vai “tirar de esforço” da professora que expulsou o seu filho porque este foi malcriado e perturbava a sala de aula.

O tuga é aquele que vai ao futebol ou ao concerto e passa o tempo a tirar fotos que comprovem a sua presença, em vez de apreciar o espectáculo.

O tuga é aquele que sonha com as telenovelas e as transporta para a realidade. Aquele que passa o dia a ver reality shows à espera de enxovalhos.

O tuga é aquele para quem a notícia não é o sucesso, a inovação, o feito ímpar, mas sim a traição, a tragédia, a intriga, o crime.

O tuga é aquele que no retorno das férias é paciente para ouvir a história do colega, apenas para ter audiência quando for a sua vez de contar.

O tuga é aquele que acha um roubo quando o clube adversário é beneficiado, mas acha justo (“é para equilibrar”, diz) quando o seu clube beneficia.

O tuga é aquele que achava o Carlos Castro “um grande paneleiro”, e agora diz que era um velhinho indefeso que foi vítima de um drogado ambicioso.

O tuga é aquele que ao fim-de-semana, em vez de levar os filhos a um programa lúdico/pedagógico ou a passear/jogar, se enfia com eles num centro comercial.

O tuga é aquele que chega à praça de alimentação do Centro Comercial e senta a mulher/filho numa mesa a guardar lugar, enquanto demora meia hora a pedir a refeição.

O tuga é aquele que ao esperar numa paragem de autocarro vê passar um homem num Ferrari e, ao invés de pensar “um dia ainda vou ter um Ferrari” pensa “um dia ainda vais andar de autocarro”.


Com a morte do Diogo, esmoreceu a minha esperança

08/07/2011

O dia de hoje começou como habitualmente. Levantei-me, tomei banho, saí de casa para o trabalho, e no autocarro actualizei-me nas redes sociais. Às tantas senti um “murro no estômago”… vi a notícia de que o Diogo Vascocelos tinha falecido repentinamente, aos 43 anos.

Conheci o Diogo há pouco mais de 1 ano, por altura das eleições internas do PSD, em que apoiei JP Aguiar Branco, e de quem o Diogo era mandatário. Fiquei impressionado e escrevi: “É aquela atitude humilde, verdadeira, inteligente, positivista, inovadora, futurista que precisamos“.

A liguagem do Diogo, a maneira de ver as coisas e a vontade de as fazer, eram incrivelmente atraentes. Tinham como que um íman que nos chamava e nos fazia crer ter encontrado os ingredientes para a solução que tiraria Portugal do pântano. Criava renovada esperança no futuro.

O Diogo Vasconcelos era um homem que ao contrário do que estamos habituados nos responsáveis de hoje não estava sempre a olhar para trás mas olhava permanentemente para o futuro. Estava disponível para o construir. E mais importante do que isso, fazia-o.

As suas qualidades como profissional fizeram-me compará-lo a outros grandes portugueses, bem mais mediáticos do que ele. As suas qualidades humanas e políticas fizeram-me desejar que um dia fizesse parte de um governo como Ministro da Inovação.

Tal como já havia dito a muita gente e escrito no meu blogue, o Diogo Vasconcelos fazia parte de uma verdadeira “nova geração” de políticos. Aqueles que podiam efectivamente renovar a classe política e levantar de novo o esplendor de Portugal.

Tal como Rui Rio ou José Pedro Aguiar Branco – que curiosamente acompanhou na JSD – o Diogo Vasconcelos era um homem inteligente, com carácter e grande personalidade. Mas mais do que isso, era um líder e um visionário. Regia-se pelos melhores valores e princípios.

Os cargos que ocupou comprovam a sua capacidade e competência. Foi Senior Director da Cisco International, Chairman da APDC – Associação para o Desenvolvimento das Comunicações ou Chairman da SIX – Social Innovation eXchange.

Foi um grande impulsionador da Sociedade da Informação e do Conhecimento. Defendia como ninguém a inovação e o empreendedorismo. Fundou a FAP – Federação Académica do Porto, a UMIC – Agência para a Sociedade do Conhecimento, a revista Ideias & Negócios e a Ciber.net.

Hoje fiquei chocado com o falecimento do Diogo Vasconcelos, mas mais do que isso, esmoreci a esperança de um Portugal melhor. Porque todos somos poucos para puxar pelo país, e hoje perdeu-se a força de mais um. Ainda por cima um dos mais “fortes”.


CM Portimão gasta 1 M€ no Sasha Summer Sessions

04/07/2011

O Sovolei foi convidado pela LinkSport para organizar um Torneio de Volei de Praia integrado no Portimão SummerFest 2011. Estive, portanto, no passado fim-de-semana em Portimão, na Praia da Rocha, onde nunca tinha estado. As refeições do torneio eram servidas no Blue Lounge Urban, instalações de suporte ao Sasha Summer Sessions.

O Sasha Summer Sessions foi um fenómeno que conseguiu juntar milhares de pessoas no verão 2010, na Praia da Rocha em Portimão. Os eventos neste espaço foram várias vezes referidos na comunicação social, com destaque para o “Jet-7”. Pessoalmente, este tipo de coisas não me atrai, pelo que nunca lá pus os pés, e pouca atenção dispensei.

No entanto, pude este fim-de-semana ler num jornal Algarvio, que em 2011 a CM Portimão não iria repetir a parceria 2010 com empresários da noite, nomeadamente Luís Evaristo. Este verão o evento irá acontecer, mas a parceria será com a Meo – chamar-se-á “Meo Spot Summer Sessions” – e a CM Portimão conta gastar apenas 150 m€.

Isto contrasta com o Verão 2010 em que a CM Portimão gastou 150m€ na logística e ficou a haver cerca de 800 m€ de Luís Evaristo. Para “pagar” a dívida, a CM Portimão “comprou” o nome “Sasha Summer Sessions” por 800 m€. Um nome que, pelos vistos, não será mais utilizado visto este mudar para “Meo Spot Summer Sessions”.

Este é mais um exemplo da vergonhosa gestão que alguns políticos fazem do dinheiro público, neste caso particularmente os autarcas. Note-se que a CM Portimão tem neste momento uma dívida acumulada de 98 M€ e que está com sérias dificuldades em conseguir formas de a pagar.

E também é um bom exemplo do aproveitamento das incapacidades daqueles políticos (ou mesmo a corrupção) por parte de certos e determinados “empresários”. É que com toda a certeza o “empresário” em causa não se terá inibido de ficar com o dinheiro “em caixa” no fim das noites. Mas pagar o que deve… está quieto!


Opinião: Santo Tirso volta a divergir do resto do país

01/07/2011

Artigo de opinião que escrevi para a edição de Julho 2011 do jornal “Notícias de Santo Tirso”.

No passado dia 5 Junho os Portugueses foram chamados novamente às urnas. Num momento crucial para o futuro do país, esperava-se uma baixa abstenção, mas infelizmente quase metade dos portugueses optou mais uma vez por se demitir do seu dever de votar. Depois não se poderão queixar já que, como dizia Aristóteles: “O preço a pagar por não te interessares por política, é seres governado pelos teus inferiores”.

Em Santo Tirso, ao fazer uma análise às Legislativas 2011, há várias questões que posso e devo abordar. A primeira, é o local de voto na freguesia sede de concelho; A segunda, os resultados obtidos por PS e PSD, e a sua comparação com os totais nacionais; A terceira, o facto de Santo Tirso ter visto eleita uma deputada da terra; A quarta, as votações de CDS e CDU; A quinta, o resultado do BE. Mas vamos por partes.

É no mínimo absurdo que as mesas de voto da freguesia de Santo Tirso tenham voltado à Escola Tomaz Pelayo. Na São Rosendo é tudo térreo, evita-se a subida de escadarias enormes (principalmente para os mais idosos) e as confusões nos corredores. Soube que era vontade de Zé Pedro Miranda continuar no “Ciclo” mas Castro Fernandes quis voltar à “Industrial”. Compreende-se. Queria mostrar a obra que ainda há dias tinha sido inaugurada por Sócrates.

Mas se o Presidente da CMST julgava que com isso conseguia mais votos saiu-lhe o tiro pela culatra. Pelo visto muita gente ficou escandalizada. Várias pessoas se interrogaram como era possível tanto luxo num tempo de grande dificuldade. De facto é impossível esquecer que há, por esse país fora, escolas a funcionar em contentores e pré-fabricados. Mas Sócrates gastou milhões em Santo Tirso, concelho em que Castro Fernandes que lhe arrebanha tantos votos.

Quanto aos resultados o panorama foi o mesmo dos últimos anos. A abstenção baixa, se comparada com a nacional (34% vs 41%), é talvez a única boa notícia que os eleitores Tirsenses trouxeram. Porque a má, lá continuou a ser a mesma: o PS (não o PS em si, mas o de José Sócrates) venceu novamente no concelho, mesmo depois de lhe ter tirado a urgência, a maternidade, os serviços e a indústria. Mesmo depois de o ter colocado como campeão do desemprego.

Este resultado é também da responsabilidade do PSD local. Não conseguir capitalizar a “onda laranja” nacional, averbando mais uma derrota no concelho, só está ao alcance dos mais incapazes. Apesar da conjuntura favorável o PSD perdeu novamente em Santo Tirso (até mesmo na freguesia da candidata a deputada!). E nem sendo o único partido local, com uma candidata em lugar elegível, conseguiu bater o desgastado PS de Sócrates e Castro Fernandes.

Apesar dos maus resultados do PSD no concelho, foi eleita à AR, uma deputada natural de S. Martinho do Campo. Este poderá ser um motivo de satisfação, já que ela poderá (e deverá) defender os interesses da região, mas também de Santo Tirso, junto do poder legislativo de Lisboa. Não obstante a sua inexperiência, deseja-se que aprenda rápido, não se deixe apanhar pela “teia partidária” e trabalhe bem em prol do país e do seu concelho.

Ao contrário do que escreveu o PSD na edição de Maio deste jornal, o curriculum de Andreia Neto não é “invejável”. Longe disso. É quase vazio a nível político e profissional (o que não é necessariamente mau, e é normal dada a sua juventude). Mas deverá estar assim livre de “vícios” e isso é uma vantagem. Se ela me permitisse um conselho, diria para se juntar, e tomar o exemplo, de outros jovens deputados como Duarte Marques, Luís Menezes ou Francisca Almeida.

Com mais de 3500 votos, o CDS-PP aumentou a sua votação em cerca de 350 votos. Este facto não é com certeza alheio ao bom trabalho realizado pela equipa de Ricardo Rossi (novel Presidente do CDS-PP Santo Tirso) e às várias visitas que Paulo Portas e os candidatos pelo círculo do Porto fizeram ao concelho. Frequentes as presenças de João Almeida e Michael Seufert entre outros. Foi assim, com trabalho local, que a nível nacional os centristas conseguiram subir.

Resultado semelhante teve a CDU. Com aproximadamente 2250 votos, aumentou a sua votação em cerca de 250 votos. Este bom resultado tem de ser imputado essencialmente à estrutura local do PCP. Apesar de ser admissível que tenham ganho alguns descontentes do PS e do BE, o facto é que as votações da CDU vêm aumentando mesmo em alturas boas dos seus concorrentes directos. Em 2009 tiveram 1800 votos nas Autárquicas e 2000 nas Legislativas.

Já o BE foi uma desilusão local. Com cerca de 1700 votos, perdeu metade dos que tinha alcançado há 2 anos. Isto, apesar de ser o primeiro acto eleitoral em que o partido tinha uma estrutura activa no concelho. Nem o trabalho de Andreia Sousa, nem as visitas de altas individualidades (Francisco Louçã, Luís Fazenda, João Semedo, João Teixeira Lopes) foram suficientes para segurar os eleitores fartos da utopia e demagogia do discurso bloquista.

Em jeito de conclusão, Santo Tirso volta a estar em divergência com o resto do país. Quando a maioria dos Portugueses reconhece (ainda que tarde) que a governação socialista foi um desastre, a grande parte dos Tirsenses volta a dar a vitória ao PS (e maioria à esquerda). Este “bater no ceguinho” é consequência do voto inconsciente, pela amizade e pelo compadrio. Quando, pelo contrário, devia ser fruto de uma análise mais profunda e ponderada da realidade.


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