Com a morte do Diogo, esmoreceu a minha esperança

O dia de hoje começou como habitualmente. Levantei-me, tomei banho, saí de casa para o trabalho, e no autocarro actualizei-me nas redes sociais. Às tantas senti um “murro no estômago”… vi a notícia de que o Diogo Vascocelos tinha falecido repentinamente, aos 43 anos.

Conheci o Diogo há pouco mais de 1 ano, por altura das eleições internas do PSD, em que apoiei JP Aguiar Branco, e de quem o Diogo era mandatário. Fiquei impressionado e escrevi: “É aquela atitude humilde, verdadeira, inteligente, positivista, inovadora, futurista que precisamos“.

A liguagem do Diogo, a maneira de ver as coisas e a vontade de as fazer, eram incrivelmente atraentes. Tinham como que um íman que nos chamava e nos fazia crer ter encontrado os ingredientes para a solução que tiraria Portugal do pântano. Criava renovada esperança no futuro.

O Diogo Vasconcelos era um homem que ao contrário do que estamos habituados nos responsáveis de hoje não estava sempre a olhar para trás mas olhava permanentemente para o futuro. Estava disponível para o construir. E mais importante do que isso, fazia-o.

As suas qualidades como profissional fizeram-me compará-lo a outros grandes portugueses, bem mais mediáticos do que ele. As suas qualidades humanas e políticas fizeram-me desejar que um dia fizesse parte de um governo como Ministro da Inovação.

Tal como já havia dito a muita gente e escrito no meu blogue, o Diogo Vasconcelos fazia parte de uma verdadeira “nova geração” de políticos. Aqueles que podiam efectivamente renovar a classe política e levantar de novo o esplendor de Portugal.

Tal como Rui Rio ou José Pedro Aguiar Branco – que curiosamente acompanhou na JSD – o Diogo Vasconcelos era um homem inteligente, com carácter e grande personalidade. Mas mais do que isso, era um líder e um visionário. Regia-se pelos melhores valores e princípios.

Os cargos que ocupou comprovam a sua capacidade e competência. Foi Senior Director da Cisco International, Chairman da APDC – Associação para o Desenvolvimento das Comunicações ou Chairman da SIX – Social Innovation eXchange.

Foi um grande impulsionador da Sociedade da Informação e do Conhecimento. Defendia como ninguém a inovação e o empreendedorismo. Fundou a FAP – Federação Académica do Porto, a UMIC – Agência para a Sociedade do Conhecimento, a revista Ideias & Negócios e a Ciber.net.

Hoje fiquei chocado com o falecimento do Diogo Vasconcelos, mas mais do que isso, esmoreci a esperança de um Portugal melhor. Porque todos somos poucos para puxar pelo país, e hoje perdeu-se a força de mais um. Ainda por cima um dos mais “fortes”.

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7 Responses to Com a morte do Diogo, esmoreceu a minha esperança

  1. José António Salcedo diz:

    Também estou muito triste e chocado, porque perdi um grande Amigo e “compagnon de route”. Mas a melhor homenagem que podemos prestar ao Diogo é a continuação da sua luta por um país mais educado, mais inovador e mais justo. Essa é uma luta que cada um de nós terá ou não de assumir, e que eu assumo de bom grado. Os mais jovens merecem e o País precisa.

  2. Infelizmente não cheguei a conhecer pessoalmente o Diogo Vasconcelos, mas habituei-me a segui-lo na sua intervenção pública.

    Havia nele algo que me tocava e que mexia comigo.. Seja a sua postura sempre simples e directa, seja a qualidade e profundidade das suas posições.

    Era bem evidente a sua elevada estatura de homem inteligente e de carácter.

    O país, presente e futuro, perdeu um grande homem…

    • Luis Melo diz:

      Era exactamente isso que chamava a atenção nele. A postura simples e humilde. Mas ao mesmo tempo sempre objectivo e profundo na defesa das coisas em que acreditava.

  3. Luis Cirilo diz:

    Subscrevo inteiramente o seu post caro Luis.
    Conheci o Diogo Vasconcelos há dez ou onze anos e fiquei desde logo com excelente impressão dele.
    Que o passar dos anos apenas reforçou.
    Era dos melhores da sua geração.
    E é uma perda irreparável.
    A Vida tem “decisões” dificeis de compreender.

  4. Regina diz:

    Conheci o Diogo, tinhamos 16 anos, e estudavamos no António Nobre. Eleito como presidente da associação de estudantes, lembro-me de numa reunião de alunos, ele ter lido uma espécie de manifesto com ideias e sugestões de mudanças. Ao ouvi-lo comentei com um colega: o Diogo vai ser político, quem o ouve fica cativado.
    Excelente aluno, não havia colega ou professor que não o conhecesse.
    Anos mais tarde vi-o dedicar-se ao PSD e empenhar-se em mudanças…
    Foi com surpresa que soube da sua partida (pelo facebook), que lamento. Certamente ele, seja onde esteja, vai continuar a sua caminhada para o Bem…

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