As críticas e as intenções dos “barões” do PSD

O PSD sempre foi um partido pluralista e, que me lembre, não houve até agora nenhum presidente do partido (mesmo os que foram PM’s) que tivesse tido o sossego que se vê no PS, PCP, BE ou mesmo no CDS.

É isto que distingue o PSD dos demais. Com ou sem leis da rolha, há no PSD muitos (e destacados) militantes que continuam a pensar e falar por si, sem obediências ou vassalagens ao “querido líder”.

Mas há críticas e críticas. As que pretendem ser construtivas e têm como objectivo o bem do País e do PSD são sempre bem vindas. As outras, que têm por base interesses/ódios pessoais, são péssimas.

Ferreira Leite, Marcelo Rebelo de Sousa e Marques Mendes tinham a obrigação – até por já terem sido líderes (contestados) – de ter outro tipo de discurso. Calarem-se? Não! Mas falar doutra forma.

MFL parece ser movida por um ódio pessoal a PPC. Apoiei-a nas internas e gosto dela. Mas isto é demais. Não ia retirar-se da política? Então porque não o faz? Se quer ficar, este não é o contributo que se esperava.

MRS continua o periplo para a candidatura a PR. Utiliza o seu espaço dominical para (com muita demagogia e descaramento) afastar-se de todas as medidas impopulares do PSD, e passar imagem de homem independente e isento.

LMM também procura no futuro um “lugar ao sol”. Ainda é novo, o seu capital político é imenso, e as bases do PSD gostam dele. Tal como MRS, utiliza o seu espaço na TVI para passar imagem de homem sensato e equilibrado.

MFL disse que medidas do Governo “de justiça têm pouco e de eficácia nada“. MRS disse que “falta uma explicação […] isto não é o que foi prometido em campanha“. LMM diz que o Governo tem “prioridades invertidas“.

Para quê esta agressividade, demagogia e critica destrutiva fácil? Que ganha o PSD ou o País com isso? Nada! Nem a classe política (à qual pertencem), que continua a ser descredibilizada, numa altura fulcral.

Se fossem movidos por boas intenções, o que fariam era criticar sim, mas moderadamente e sem demagogia. Tomem como exemplo Rui Rio. Discorda do governo mas ao invés de atacar disse que “faria diferente“.

Além disso teve o cuidado de ser justo e relativizar as críticas, dizendo que é preciso dar tempo: “lá pelo facto de não estar bem ao cabo de 2 meses não quer dizer que não esteja bem daqui a 4 ou 5 meses“.

Principalmente de MFL (que já foi Min Finanças) esperava-se algo como o que Rui Rio disse: “há que atirar forte na redução da despesa, mas isso não é tão simples como dizem, ou como se diz quando se está na oposição“.

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