A aplicação que coloca empresas na vanguarda

30/12/2011

Actualmente a Economia é ainda mais competitiva pelo facto de a internet ter revolucionado a concepção do que é o Negócio. Qualquer produto e qualquer mercado estão à distância de um click, e a informação sobre eles está acessível a todos, oferecendo ao Cliente dados para melhores decisões de compra.

Hoje, como nunca antes, é imprescindível entender as necessidades e superar as expectativas do Cliente. As Empresas têm de se transformar, voltando-se para o Cliente. Empresas com visão de futuro revolucionaram o relacionamento com o Cliente, focando-se nele e nos seus desejos e interesses.

As Empresas precisam de ter um visão 360º dos seus Clientes. Desde o marketing, passando pelo serviço de venda, até ao atendimento pós-venda. Toda a informação recolhida nestas interacções com o Cliente permite à Empresa alavancar decisões estratégicas que se podem revelar extremamente vantajosas.

São as aplicações de CRM que fornecem às Empresas a capacidade para recolher, tratar e analisar toda aquela informação, permitindo conhecer o perfil do Cliente e segmenta-lo. Essas ferramentas ajudam a Empresa a tornar-se uma organização orientada ao Cliente e a ir de encontro às suas necessidades.

As aplicações de CRM já proporcionam também importante informação em tempo real. Isto ajuda a Empresa a adquirir novos Clientes, a aumentar o up-selling e cross-selling aos actuais Clientes, a oferecer um melhor serviço de apoio ao Cliente, a ter uma visão multicanal da sua carteira de Clientes.

É por isso absolutamente indispensável, às Empresas que querem vingar no futuro a médio e longo prazo, continuar a apostar e investir em TI. Nomeadamente em aplicações CRM que lhes permitem estar sempre na vanguarda, relativamente a Concorrentes e, principalmente, a (potenciais) Clientes.

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Candidato às eleições internas do PSD

28/12/2011

Conforme obrigam os Estatutos, o PSD irá a votos em Março 2012. Perante o actual cenário do partido espero que Pedro Passos Coelho seja reeleito. E na minha expectativa a reeleição deverá ter uma votação mais expressiva do que os 61% de 2010.

Mas perante o cenário do país, e conhecendo a riqueza intelectual do PSD e dos seus militantes, espero também que vários assuntos sejam debatidos e que várias moções sejam apresentadas no congresso. Mesmo que toquem em temas sensíveis da Governação.

Não tenho dúvida nenhuma que as eleições do PSD, numa altura em que exerce o Poder, serão muito diferentes daquelas que reelegeram José Sócrates como Secretário-Geral do PS em 2009. Não haverá no PSD unanimismos e aclamações. Haverá debate sério.

Os congressos do PSD nunca foram palco para campanhas eleitorais. Sempre foram espaços de debate interno, onde todos os militantes puderam expressar a sua opinião e fazer ouvir a sua voz. Sempre se discutiram soluções para o futuro do país.

Em coerência, não me surpreenderia que aparecessem candidatos à liderança. Desde que tivessem um propósito bem definido, uma grande divergência com a actual liderança, um programa sustentável e bem estruturado. Mas detesto gente que apenas procura protagonismo.

Nuno Miguel Henriques apresentou-se como candidato e diz que quer ser “levado a sério“. Mas como pode ele querer ser levado a sério quando a sua única motivação é: “a libertação do PM da obrigação de ser em simultâneo presidente do PSD“?

Se o Nuno acha que “o presidente do PSD deve estar disponível a tempo inteiro para as funções político-partidárias junto dos militantes do PSD” aconselho que leia os artigos 24º e 25º dos Estatutos, que abordam competência de Presidente e Secretário-Geral.

Diz o Nuno que só “pretende contribuir positivamente com ideias“. Ora, para isso é que serve o congresso e a apresentação de moções sectoriais ou globais. Torna-se por demais evidente que o que ele quer é protagonismo e posicionamento futuro.

Como quer o Nuno ser levado a sério se é da Covilhã, pertence à AM do Fundão, pertence à CPC de Torres Vedras e pertenceu à CPD Lisboa? Foi director de campanha e mandatário de Patinha Antão em 2008, mas desistiu acabando por apoiar Santana Lopes.

E depois, também no seu site (que, diga-se, esteticamente é um desastre), tem pérolas como: “Dirigiu e foi sócio de algumas empresas que sempre tiveram êxito empresarial” ou “Foi várias vezes voluntariamente a Estabelecimentos Prisionais“.

Oh Nuno, para ser levado a sério é preciso muito mais do que isto. E se realmente estivesse preocupado com o partido, não o colocava numa posição em que será certamente alvo de chacota por parte de adversários e comunicação “dita” social.


50.000 visitas… eu pago a próxima rodada!

27/12/2011

O “Era Mais um Fino” ultrapassou hoje as 50.000 visitas. 2 anos e meio depois de nascer, este blogue atinge um número de visitas que muito me deixa satisfeito. Só este ano foram 25.000 visitas em 12 meses.

Sei que tenho leitores assíduos e leais, mas muitos vêm também de referências em outros locais. Nomeadamente das redes sociais (Facebook, Twitter), dos jornais Público e i, e de blogs (Blasfémias, Delito Opinião).

Em sentido contrário, quem me visitou foi em seguida frequentemente à minha página pessoal, ao meu twitter e a blogs como o 31 da Armada, o Henri Cartoon, o Insurgente, o Forte Apache ou o Blasfémias.

Para o ano de 2012 continuarei a escrever com frequência, sobre todos os temas, desde que ache os assuntos pertinentes. Da mesma maneira, espero que todos vocês me continuem a visitar, e participem também.

Para todos vós, festejando as 50.000 visitas e o Ano Novo, eu pago a próxima rodada… venha mais um fino!


Em Portugal, uma carnificina que ninguém quer ver

26/12/2011

Já escrevi sobre este assunto em 2008, 2009 e 2010. Volto a fazê-lo em 2011. Faço-o depois de saber o resultado da “Operação Natal” da GNR. Em 3 dias morreram 10 pessoas nas estradas portuguesas. E não se sabe se os 13 feridos graves irão engrossar aquele número.

Todos os anos se repete este cenário. No Natal, no Carnaval, na Páscoa, no Verão, etc. Com ou sem Operações por parte das autoridades são milhares de pessoas que morrem nas estradas portuguesas, sem que algo seja feito para inverter este fatídico rumo que levamos.

Lembro os números da Guerra do Iraque. Entre 2003 e 2009 morreram 675 militares/ano num total de 4700 mortes. Em Portugal, entre 2003 e 2009 morreram nas estradas 971 pessoas/ano num total de 6800 pessoas. Em 2010 foram 747 pessoas. Em 2011 já passamos as 700.

Faz-me confusão como o país assiste impávido a esta chacina. A população já não liga. A comunicação “dita” social revolta-se com as mortes na Guerra do Afeganistão, mas despreza estas. As autoridades congratulam-se por ter havido menos 1 morto que o periodo homólogo.

Sinto que estou num país de loucos. Será possível que nada seja feito para parar este morticínio? Como podemos estar preocupados com uma iraniana que pode ser condenada à morte (Deus a salve!) e borrifarmo-nos para os nossos compatriotas? Perdoem-me, mas isto não é normal!


António Costa ao melhor estilo socratiano

23/12/2011

O estado a que chegaram alguns (infelizmente muitos) prédios do centro de Lisboa torna imprescindível a aposta na reabilitação urbana. Podemos tentar esconder os prédios com graffitis ou com lonas de publicidade gigantes, mas não podemos dissimular a degradação de alguns prédios, e deixar assim uma má imagem da capital de Portugal.

Com toda a propriedade, Pedro Santana Lopes criticou recentemente a (falta de) política da CM Lisboa nesta área. O ex-presidente e actual vereador da CML defendeu que a reabilitação urbana “deve ser a prioridade” da CML e recordou que inclusivamente existe o PIPARU “um programa com verbas que ultrapassam os 200 M€“.

Em resposta, António Costa, revelou alguma desonestidade intelectual e fugiu ao problema. Disse que “A Câmara precisa de 8.000 M€ para fazer a reabilitação urbana em toda a cidade“. Ora, mas alguém disse que era preciso fazer tudo de uma vez? (fez-me lembrar Sócrates e o episódio de pagar a totalidade da dívida pública em 2012).

Pior do que isso, mesmo alertado para os factos, e com a realidade à sua frente, António Costa preferiu adoptar uma postura apática. Diz-se “confiante que Lisboa vai conseguir avançar uma vez ultrapassada a conjuntura que o País está a viver” e espera “que a nova lei do arrendamento inverta esta situação“. Ou seja, a única coisa que pretende fazer é, esperar.

Publicado também aqui.


A emigração e a memória curta do PS

22/12/2011

Ainda a propósito deste tema, recordo o post que escrevi em Abril 2011, quando o Governo era o do PS de Sócrates…

Uma pessoa minha conhecida – licenciada e desempregada (depois de nos últimos 2 anos ter estado com contratos semestrais, trimestrais e mesmo mensais) – foi notificada pelo Centro de Emprego para estar presente numa sessão de esclarecimento.

A sessão tomou lugar num auditório e reuniu dezenas de desempregados daquele concelho. Imagino que outras sessões tenham tido lugar antes e também depois, cobrindo o universo dos desempregados que estão inscritos naquele e noutros Centros de Emprego.

Essa sessão foi ministrada por uma funcionária do IEFP que, como é habitual, parecia que estava a falar para atrasados mentais. O tema abordava os “Como, quando, onde e porquê” de um emprego em outros países da UE (pelo visto tem apoio da Eures).

Aos presentes foi dito onde poderiam procurar oportunidades de trabalho no estrangeiro, e em tom de “depois não digas que não avisei” alertou-se para o facto de ser importante verificar as condições do contrato, seguros saúde, segurança social, subsídio alimentação, etc.

Foi também dito que, em caso de chegarem a acordo com a empresa, deveriam ter atenção ao nível de vida no país de acolhimento, ao preço dos alojamentos, à possibilidade de levar também a família, etc.

Finalmente, ensinaram a forma de criar um CV em formato europeu (novo formato europass) e também foi indicado um site que facilita a tradução desse mesmo CV para outras línguas estrangeiras.


Educação, Alunos e Professores… na Finlândia

20/12/2011

A Finlândia tem 5,4 milhões de habitantes e é o 8º maior país, em área, da Europa. O seu PIB é de aproximadamente 150.000 M€. Na última década cresceu em média 3% e a sua dívida pública é de 45% PIB. Em 2010, tal como noutros anos, teve um superávite nas suas contas públicas. O seu rating continua AAA, apesar da crise que assola a Europa.

A Finlândia tem um sistema de Educação muito pouco ortodoxo, que foi recentemente relevado por um site americano. Desde que, há 40 anos, implementou reformas na Educação, tem estado consistentemente no topo dos rankings internacionais. Como o conseguiram? Implementaram um modelo que vai em sentido contrário de todos os outros, não é orientado para a avaliação.

O site americano expõe alguns dados sobre esse sistema de Educação:

– O currículo nacional contém apenas orientações gerais
– Não há qualquer tipo de avaliação nos primeiros 6 anos de escola
– Apenas existe um exame padrão, e obrigatório, que tem lugar aos 16 anos
– A diferença entre bons e maus alunos é a mais pequena do Mundo
– As crianças não começam a escola antes dos 7 anos
– As crianças raramente tem exames ou trabalhos de casa até serem adolescentes
– As aulas de ciência são limitadas a 16 alunos, para que todos possam realizar as experiências práticas
– 30% das crianças recebe ajuda extra durante os primeiros 9 anos da escola
– 66% dos alunos ingressam em Universidades (mais alta taxa da Europa)
– 93% dos alunos terminam o liceu
– 43% dos alunos ingressam em Escolas Profissionais
– A escola é 100% subsidiada pelo Estado
– O número de professores (para 600.000 alunos) é o mesmo que na cidade de Nova York (1.100.000 alunos)
– Todos os professores têm mestrado
– Os professores são seleccionados do top 10% dos licenciados
– O salário médio dos Professores é de 22.000€/ano

Claro que tudo isto, na minha opinião, só é possível porque os Finlandeses são um povo educado, civilizado e honesto. Os políticos preocupam-se com a população, as classes preocupam-se com o sector e os pais preocupam-se com os alunos. Ninguém se preocupa apenas consigo próprio.

Nota: Os bold’s são meus


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