Os deputados e as suas licenciaturas

No site do Parlamento, podemos ver as biografias dos nossos deputados. Cada um tem no seu perfil dados como as habilitações académicas e profissionais. Estas, normalmente influenciam a nossa visão das coisas, e a nossa forma de agir. Importa por isso analisá-las.

Cada um tirará as suas conclusões, e mediante a sua maneira de pensar, avaliará os números apresentados. Parece-me haver um número exagerado de Licenciados em Direito, o que para mim explica a complexidade e das nossas Leis (um obstáculo à sã convivência e ao desenvolvimento).

São vários os Licenciados em Economia/Gestão, mas apesar disso o que se vê é o contínuo desperdício de dinheiros públicos. O número de Licenciados em Engenharia ou em Ciências Exactas parece-me demasiado escasso, já que são estes os mais habituados a pensar out-of-the-box.

O número de Licenciados em Ciências da Comunicação, Ciência Política, Marketing e Relações Internacionais até são em número razoável. Apesar de haver tantos especialistas nestas matérias, o que se constata é que a comunicação e a relação entre os políticos e o seu eleitorado é difícil.

Noutros tempos (Grécia antiga) impunha-se o pensamento e a reflecção, mais do que a acção. Mas nos tempos que correm, temos de ser cada vez mais pragmáticos. Assim sendo, o número de Licenciados em Humanidades, parece-me bem. Mas podia ser maior, sem problema.

São poucos os Licenciados na área da Saúde. Mas nos tempos que correm, talvez fizessem mais falta nos hospitais e centros de saúde, do que propriamente no Parlamento. Há apenas um Licenciado em Educação Física, razão talvez para maioria dos deputados estarem “gordinhos”.

Muita gente ainda não terminou os estudos. Uns foram para o Parlamento antes de acabar, outros só começaram depois de lá estar. A estes aconselhava que estudassem primeiro. É que a política não é profissão, e podem precisar do “canudo” para arranjar um emprego no futuro.

Quanto aos que não têm qualquer tipo de estudo superior, são apenas 13. Talvez seja este o azar de tantos portugueses sem estudos que estão no desemprego. Era bom que no Parlamento houvessem mais visões da sociedade. De gente que tem aquela a que chamamos “escola da vida”.

Esta não é uma crítica generalizada aos actuais deputados. Como em todo o lado há gente boa e gente má. Mas na verdade, e esta é a minha humilde opinião, o Parlamento tem andado mal frequentado. Honra seja feita às excepções. E elas existem. Conheço bem alguns.

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4 Responses to Os deputados e as suas licenciaturas

  1. O Tirsense diz:

    Da sua analise retiro a conclusão de que a Dr. Andreia Neto não deveria nunca estar no Parlamento, pelo facto de ser Advogada, não ter experiência profissional significativa e de escola de vida muito menos.
    Talvez a sua “carinha laroca” sirva para alguma coisa!

  2. Pedro diz:

    Faz sentido que uma grande parte dos deputados sejam de Direito, visto que aquilo que os deputados fazem é leis, tendo que analisar diplomas e votar neles.
    É no curso de Direito que se aprende sobre o processo legislativo, Direito Constitucional e afins.

  3. Realista diz:

    Licenciados em Engenharia estão habituados a pensar out-of-the-box? Só se for em má gestão, olha o Socrates…

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