Eu, Portista, quero Benfica Campeão

24/05/2012

Esqueçam Eusébio e os Magriços. Esqueçam Cristiano Ronaldo ou José Mourinho. Esqueçam o país dos 3 “F”. Acabou o “Fátima, Futebol e Fado”. O novo desporto-rei em Portugal é o Basquetebol.

Ontem, como que por milagre, o Basquetebol passou de “modalidade amadora” e sem qualquer tipo de interesse a “ócio do povo”. Foi trend em todas as redes sociais e meios de comunicação social.

Para isso bastou a conjugação de dois factores: 1) O SL Benfica teve uma época futebolística péssima; 2) O SL Benfica venceu o FC Porto, num jogo de Basquetebol disputado em casa dos portistas.

Eu, que me interesso pela modalidade (aliás, por todas), passei o dia a pensar o que fazer para acompanhar o jogo, em Londres. Já que não ia ser televisionado, nem existem livescores de Basquetebol.

Qual não foi a minha surpresa, no twitter, havia gente a “relatar” ao minuto. Muitos passaram meses sem sequer tweetar sobre futebol (não dava jeito) mas ontem lá estavam a acompanhar o Basquetebol.

Depois no final veio a habitual (in)coerência. Os mesmos que, ainda nem há um ano atrás, branquearam a falta de fair play do Benfica, estavam indignadíssimos com o que se passou no final do jogo.

Pelos vistos um grupo de imbecis adeptos do FC Porto, não souberam perder e armaram distúrbios. Lamentável! Tão lamentável quanto os insultos, as agressões, a luz apagada e a rega ligada.

Mas gosto de ver as coisas pela positiva. E se é isto que é preciso para que as modalidades tenham a atenção e o mediatismo que merecem, então quero que para o ano o Benfica seja Campeão de Voleibol.


Procuras emprego? Cuidado com as redes sociais!

22/05/2012

Nos dias que correm, no que se refere à contratação, já não é só o Curriculum Vitae que conta quando uma empresa procura o candidato certo para a oportunidade de emprego. As redes sociais desempenham já uma parte importante da avaliação.

Ao apreciar uma candidatura, a maioria das empresas pesquisa pela pessoa na Internet. Não só para chegar aos seus perfis nas redes sociais, mas também para pesquisar por artigos ou publicações em blogues, websites, foruns e afins.

Isto não quer dizer que seja “perigoso” ter perfis nas redes sociais, ou escrever em blogues. Pelo contrário. É positivo, por exemplo, um candidato ao lugar de Eng° Ambiente, ter posts publicados num blogue sobre a sustentabilidade ambiental.

Mas a verdade é que há estudos que demonstram que 1 em cada 5 empresas (no caso, o sector das TI) assumem ter rejeitado candidaturas por causa dos perfis nas redes sociais. Daí que, quem anda em busca de um emprego, necessita ter cuidado.

O Facebook é a rede social em que normalmente mais “delitos” são cometidos. As pessoas têm tendência em querer mostrar aos amigos o quão divertida é a sua vida. E na sociedade em que vivemos isso é medido em “unidades de bebedeira”.

Daí ser extremamente comum vermos fotografias de pessoas visivelmente embriagadas ou em posturas e posições menos próprias. Esses comportamentos são obviamente passíveis de serem “castigados” pelo recrutador, numa candidaturas a emprego.

A “regra”, para quem a quer ou acha que a tem de aplicar, é simples: Não publicar nada de que se envergonhasse se saísse na capa do jornal do dia seguinte, ou que o fizesse desapontar os pais, se eles por acaso tivessem conhecimento.


Demissão é a única solução, a bem da credibilidade do Governo

19/05/2012

Em Junho 2011, ao saber dos nomes para o Governo disse que tinha ficado com um sentimento agridoce. Isto porque, se por um lado me agradaram muito algumas escolhas, outras desiludiram-me na mesma proporção“.

Referindo-me às más, escrevi “Não estava à espera que Passos Coelho cedesse à “máquina” do partido. Era um forte e importante sinal que tinha dado. E para piorar são nomes tão fracos e pouco consensuais como Teixeira da Cruz e Miguel Relvas“.

Estas duas figuras “de proa” do PSD são daquelas que, a cada 5 minutos em que aparecem na televisão em representação do partido, tiram 100 votos. Em cada frase proferida, na defesa de qualquer política, tiram credibilidade à mesma, por melhor que seja“.

Mas a escolha destes dois nomes tinha uma razão de ser. Passos Coelho devia-lhes o facto de ter sido eleito Presidente do PSD, e consequentemente candidato (vencedor) a Primeiro-Ministro de Portugal.

Principalmente a Miguel Relvas. Exímio numa arte a que alguns chamam “cacique”. Arte essa que, como sabemos, é indispensável dominar para se vencer eleições internas nos partidos políticos.

Ainda assim, eu não o faria. O Governo, e um Ministério é coisa séria. Mas dando isso de barato, e oferecendo o benefício da dúvida, a verdade é que se tem confirmado que Relvas é um “cancro”.

Daqueles “cancros” que já “mataram” outros governos, e só não mata este por duas razões: 1) Portugal está na situação que se conhece; 2) O Presidente da República é alguém com sentido de Estado.

Compreendo que seja complicado. Porque além de Passos Coelho dever algo a Miguel Relvas, é também seu amigo. Mas podia aproveitar mais esta “trapalhada” (adjectivo brando) para o subsituir.

Eu no lugar de Miguel Relvas, demitia-me imediatamente. Se não o fizesse, eu no lugar de Passos Coelho, pedia-lhe para se demitir. Demissão é a única solução, a bem da credibilidade do Governo.


Autárquicas 2013: Passo decisivo para Joaquim Couto

17/05/2012

Joaquim Couto apresentou esta semana a sua candidatura à Comissão Política Concelhia do PS. Órgão que já tinha liderado entre 1988 e 2003. Este é o terceiro passo na – já há muito planeada, e desejada – candidatura autárquica em 2013.

O plano foi bem engendrado. O primeiro passo foi o regresso à militância de base activa em Santo Tirso, depois de muitos anos afastado. O segundo foi a criação do grupo de política, reunindo alguns dissidentes do consulado de Castro Fernandes.

Este terceiro passo, as eleições internas, é um passo decisivo e complicado de dar. Isto porque não depende só da vontade de Joaquim Couto, mas também da capacidade de mobilização da sua equipa e do voto dos militantes socialistas Tirsenses.

Para além disso, do outro lado, está um adversário de “peso”. Castro Fernandes não esconde a aversão pelo seu ex-amigo e está pronto para voltar a assumir a concelhia do PS, apenas e só para evitar que o seu ex-N° 1 consiga lá chegar.

Isto, depois de em 2010 ter passado o testemunho a Rui Ribeiro. Um homem politicamente inapto, que disse não querer ser um boneco nas mãos de um ventríloquo político. E na verdade não foi. Nem isso conseguiu ser. Simplesmente não existiu.

Obviamente que Rui Ribeiro não seria capaz de fazer frente a Joaquim Couto e manter a concelhia na entourage de Castro Fernandes, e por isso vem o “one man show” em socorro para evitar que o arqui-inimigo ganhe o Poder no seu feudo.

Joaquim Couto foi presidente da CMST entre 1982 e 1999, e depois disso esteve “ao serviço” do PS. Foi nomeado Governador Civil do Porto (1999 a 2002) e depois escolhido para lugar elegível nas listas de deputados às Legislativas 2005.

Em 2009 Joaquim Couto teve de retribuir ao PS estas nomeações, e predispôs-se a ser esmagado por Luis Filipe Menezes nas autárquicas 2013, como candidato à Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia. Resultado: 63% vs 25%.

A verdade é que Joaquim Couto fez um trabalho positivo em Santo Tirso, e as andanças pelo Porto (Governo Civil) e Lisboa (Assembleia da República) permitiram-lhe acumular ainda mais experiência política.

Sabe-se que Joaquim Couto é bem visto por vários sectores da sociedade Tirsense, e é querido de uma grande parte da população. Em especial os funcionários da CMST, que apesar de não o poderem manifestar, preferem Couto a Fernandes.

E Joaquim Couto não esconde também o seu sentimento. Disse à Lusa “é necessário dar um safanão, uma refrescadela e uma reforma profunda no PS [de Santo Tirso]“. Numa mais do que óbvia alusão à liderança de Castro Fernandes.

Se Joaquim Couto vencer, será com toda a certeza candidato a presidente da CMST (e a vitória do PS nas Autárquicas 2013 estará mais perto). Se perder, ainda tem outra opção: a (ainda não descartada) candidatura independente.

E essa, a candidatura independente, poderia até ser ainda melhor para ele e para a vida democrática do concelho. Seria com toda a certeza agregadora de várias sensibilidades políticas (e outras) Tirsenses.


Empresas: Erros a evitar na criação do website

09/05/2012

Neste post eu dizia que “quando se cria uma Empresa já não se pensa só no espaço físico” mas “também em criar um website, e um perfil nas redes sociais“. Num outro post abordei a questão das redes sociais. Hoje falo sobre os websites.

Tal como na criação dos perfis das redes sociais, também na construção de um website é preciso saber o que se está a fazer. E não se pode cometer certo tipo de erros. Erros esses que custam a fuga de Clientes ou potenciais Clientes.

Já por várias vezes me aconteceu estar a navegar na procura de algum produto ou serviço, entrar num website de uma Empresa ou Instituição, e acabar por desistir aborrecido ou por não conseguir encontrar a informação pretendida.

Vejamos então alguns dos erros que as Empresas devem evitar cometer nos seus websites:

Compatibilidade: A utilização de browsers está hoje muito distribuida. Os Clientes usam Internet Explorer (25%), Chrome (25%), Firefox (20%), Safari (14%) ou outros. Pelo que o website da Empresa não deve ser exclusivamente compatível com apenas um deles.

Pop-ups: Talvez o 1° motivo pelo qual o Cliente imediatamente fecha o website. Além de serem chatos, e muitas vezes terem o botão “fechar” imperceptível, passam a imagem de que a Empresa está mais interessada em vender uma porcaria qualquer do que em querer servir o Cliente.

Anúncios móveis: São irritantes e perturbadores. Está o Cliente à procura de informação no website, e sempre que faz scroll-down, lá vem aquela porcaria de anúncio atrás. Ter isso no website até pode trazer alguma receita á Empresa, mas com toda a certeza lhe retira Clientes.

Música: Novamente irritante e perturbador, principalmente se não é o género de música que o Cliente aprecia. Se o Cliente vai ao site da sua Empresa, é por uma questão de negócio e não lazer. Se ele quiser ouvir música vai a um bar ou concerto, e não à página da sua Empresa.

Flash: Pode ser muito bonito e espectacular, mas demora eternidades a carregar. O Cliente tem pressa e nessa espaço de tempo já encontrou outro website concorrente. Ele precisa de informação, não de entretenimento. Aceitam-se excepções para Empresas especializadas na área.

Pesquisa: Nos dias que correm, o Cliente tem muito pouco tempo para perder num website. Por isso se a informação não está rapidamente acessível (pode acontecer, por haver muita) o melhor mesmo é colocar uma caixa de pesquisa num local bem visível e de fácil acesso.

Contactos: Uma outra coisa que, a par da caixa de pesquisa, por vezes não existe ou está escondida são os Contactos. Esta informação é fulcral, pelo que deve sempre existir e estar bem visível. Doutra forma, como quer a Empresa que o Cliente a encontre ou contacte?

Informação: A única razão pela qual um Cliente acede à página é para retirar informação. Sobre o que a Empresa oferece ou faz, a sua missão e valores, onde está situada, que referências tem. Se isso não está lá, mais vale ter só o nome nas Páginas Amarelas.

Formatação: Um fundo preto com letras brancas ou amarelo com letras azuis até provoca estrabismo. O tipo de letra, a justificação e o alinhamento da informação são também muito importantes, para que tudo seja muito claro e de fácil compreensão para o Cliente.

Redes sociais: Muitas Empresas têm aqueles botões importantíssimos do Twitter/Facebook. Mas quando o Cliente os clica, ao invés de eles os levarem à página da Empresa na rede social, são botões de partilha. O Cliente não quer partilhar a vosso website quer seguir-vos!


Mário Soares, por qué no te callas – Parte IV

08/05/2012

Este é o 4° post com o título “Mário Soares, por qué no te callas“.
O 1° foi em Setembro 2010
O 2° foi em Setembro 2011
O 3° foi em Novembro 2011
Ontem Mário Soares brindou-nos com mais algumas pérolas.

A primeira é que o Memorando de Entendimento com a Troika foi assinado por José Sócrates (qual Sociedade Unipessoal), que dessa forma obrigou o PS a aceitá-lo. E eu a julgar que o ex-PM tinha tido uma gravíssima discussão com o ex-PR, onde este queria convencer aquele, a pedir ajuda ao FMI.

A segunda é que Mário Soares acha que o “mundo mudou” desde que o Governo PS de José Sócrates (incitado pelo próprio Mário Soares) assinou o Memorando de Entendimento com a Troika. O facto é que esta não surpreende muito. Para Sócrates o mundo mudava em 15 dias, agora demorou 1 ano.

A terceira é que “A austeridade tem limites… até já o PR o disse“. Aqui há duas coisas a reter: uma é facto de haver limites à austeridade, mas não ao dinheiro dos contribuintes (esbanjado durante 15 anos de Governos PS). Outra é que afinal há que dar ouvidos ao que diz Cavaco Silva.

A quarta é que chegou ao fim “a obrigação do PS ser fiel ao acordo da troika“. Ou seja, o acordo foi assinado por 4 anos entre Portugal, BCE, FMI e UE. Mas agora, só porque um duende francês perdeu (previsivelmente) as eleições, Portugal já pode rasgar aos seus compromissos?

A quinta é que “a eleição de um socialista pode acentuar a marcha de mudança“. Eu gostaria imenso de saber que marcha é essa. Será a mesma que nos trouxe até aqui? Ou seja, esbanjar dinheiro de impostos que os contribuintes não podem pagar, em obras faraónicas e insustentáveis?

A sexta é que AJ Seguro acompanhou Hollande no último comicio e “Os franceses isso não vão esquecer“. Sim, porque realmente AJ Seguro é mais conhecido (e reconhecido) que o tremoço em França. É emocionante ver um velhinho com nostalgia dos tempos em que foi jovem e influente.

De resto, e para acabar em beleza, Soares reafirmou que o “PS não deve ter nenhuma pressa em se substituir ao PSD“. Claro, porque limpar a borrada que o próprio PS fez é tarefa que normalmente cabe ao PSD. Foi assim em 1979, foi novamente em 1985 e também em 2011.

Mário Soares deixou oficialmente a liderança do PS em 1986. Desde aí liderou o PS oficiosamente (Com Almeida Santos, Guterres, Ferro Rodrigues, José Sócrates, entre outros). Continuará a fazê-lo agora? Veremos nos próximos dias


Redes Sociais: Conhecer o cliente

05/05/2012

Hoje, quando se cria uma empresa já não se pensa só no espaço físico, no hardware, etc. Pensa-se também em criar um website, e um perfil nas redes sociais.

A maioria das empresas fazem-no porque acham que essa é a mais fácil e mais barata forma de estar “presente no mercado”, de fazer publicidade, e obter mediatismo.

Pois enganam-se. A presença na Internet, e principalmente nas redes sociais, é muito mais complicada do que actualmente se pensa, e está longe de ser grátis.

Tal como já tive oportunidade de dizer, uma má utilização destas ferramentas pode deitar a perder o crédito e destruir a boa imagem de uma empresa/marca.

Não é suficiente ter a gestão destas plataformas feita por alguém com mais tempo disponível, ou pelo sobrinho de 18 anos, como dizia a Virgínia Coutinho.

Nos dias que correm, e se a empresa quer realmente potencializar as redes sociais, para aumentar as suas vendas, é necessária uma abordagem profissional.

O problema é que as empresas vêem as redes sociais como canal unidireccional, para se promoverem. Não perceberam que elas servem precisamente para o oposto.

As redes sociais não são mais um canal de comunicação unidireccional (TV, Rádio, Outdoors, Flyers, etc.) elas são um canal bidireccional, e é esse o seu poder.

A grande vantagem das redes sociais para uma empresa, é ajudarem a conhecer melhor o seu cliente (suas necessidades, preferências), e assim servi-lo melhor.

Só conhecendo melhor os seus clientes, as empresa podem dar-lhes precisamente aquilo que eles querem. Se o fizerem, irão não só conquistar como fidelizar.

Nos próximos tempos, recusar-se a comunicar com o cliente, via redes sociais, será tão prejudicial como hoje não responder a um email ou atender um telefonema dele.

E se inicialmente, as empresas chegavam às redes sociais de forma reactiva (muitas vezes tentando evitar imagens negativas) agora fazem-no proactivamente.

O que é necessário agora é que consigam discernir os benefícios de uma abordagem colaborativa nas redes sociais, permitindo ao cliente ser parte da sua estratégia.

A melhor forma de conhecer o cliente é ouvi-lo. Ouvir o que ele tem a dizer. E quanto melhor se conhecer uma pessoa, mais fácil se torna vender-lhe algo.


%d bloggers like this: