No UK como em Portugal, Ed Miliband = AJ Seguro

Passaram quase 2 anos e meio desde que o actual Governo entrou em funções no Reino Unido (UK), e a coligação que o sustenta já teve melhores dias. Forçado a ter de tomar algumas “medidas de austeridade”, o Primeiro-Ministro David Cameron vê por vezes o seu parceiro de coligação, e vice-Primeiro-Ministro, Nick Clegg a demarcar-se.

Este é o primeiro Governo de coligação no UK desde a 2ª Guerra Mundial. Conservadores e Liberais-Democratas juntaram-se para acabar com 13 anos de governação Trabalhista (Gordon Brown e Tony Blair). É perfeitamente natural que um Governo de coligação mostre brechas, como também é natural que a oposição aproveite isso mesmo.

A verdade é que o líder da oposição (e do partido Trabalhista), Ed Miliband não convence os britânicos. Apesar de o seu partido estar sempre na frente das intenções de voto, a maioria dos britânicos admite que ele não tem capacidade para ser Primeiro-Ministro, principalmente em épocas de crise, como aquela que se vive na Europa.

E quem segue a política do UK pode realmente comprovar isso mesmo. Miliband é um homem com discurso fácil e escorreito, mas sem qualquer conteúdo. É um bom parlamentar (pelos padrões actuais) mas apenas a criticar e a debitar sound bytes. Alternativas? Não tem. É isso que a maioria da opinião pública e publicada lhe aponta.

Mas até certo ponto isso é compreensível. Recorde-se que Ed Miliband é líder de um partido que foi fundado no ano de 1900 por sindicatos. E actualmente ainda são os sindicatos que dominam o partido. Pelo que Miliband não pode ter um discurso realista e sério (onde obviamente teria de dizer que iria cortar em certos serviços).

Sem alternativas políticas ou rumo definido, Miliband tenta distanciar-se de Cameron e afirmar-se como alternativa através das características pessoais. Assim sendo, nos últimos dias, a escola onde estudou vem servindo de motivo para dizer que tem mais sensibilidade social e maior capacidade de resolver os problemas dos britânicos.

Já que não pode distinguir-se pela Universidade (ambos estudaram na conceituada Oxford), Miliband recuou ainda mais e foi ao que nós chamamos “liceu”, dizendo que ele estudou numa “Comprehensive School” (comparável á nossa escola pública, onde os alunos não são seleccionados) enquanto que Cameron frequentou uma escola selectiva e privada.

Miliband apresentou isto para justificar a sua maior aptidão para Governar. Porque teria andado “no meio do povo”. Algo que caiu ontem quando uma jornalista recordou que, numa entrevista em 2010, Miliband terá dito que foi um trauma andar naquela escola, que não a queria frequentar, e que muitas vezes se sentia isolado na mesma.

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