Autárquicas 2013: Tiro de partida no PS Santo Tirso

Sem surpresa, pelo menos para os mais atentos, Joaquim Couto e Ana Maria Ferreira serão candidatos nas primárias do PS Santo Tirso, onde se decidirá qual o candidato do partido nas eleições Autárquicas 2013.

Ao que parece ainda houve uma tentativa de consenso, liderada por José Luís Carneiro (que em boa hora Joaquim Couto apoiou para a Distrital do PS Porto), mas naturalmente Castro Fernandes não aceitou a proposta.

É conhecido o “ódio pessoal” que Castro Fernandes nutre por Joaquim Couto. Algo que ficou bem demonstrado quando voltou a candidatar-se ao PS Santo Tirso, apenas para evitar que Joaquim Couto vencesse a concelhia.

Isto prova também que Castro Fernandes e a sua equipa estão pouco preocupados com o superior interesse de Santo Tirso ou do PS. Apenas alimentam uma guerrilha pessoal e de facção que em nada contribui para o futuro.

Assim, Ana Maria Ferreira terá de disputar com Joaquim Couto as primárias, e diga-se de passagem que não tem tarefa nada fácil. Couto é um político experiente e que trás boas recordações aos socialistas Tirsenses.

Já Ana Maria Ferreira é uma personagem cinzenta, sem carisma ou autoridade. Tem sido ao longo dos anos apenas um “Sargento” leal ao serviço do “General” Castro Fernandes. Outros, que não eu, poderiam dizer: um bom pau mandado.

Para além disso, recorde-se que ainda há 5 meses Ana Maria Ferreira perdeu para José Pedro Machado (dissidente de Castro Fernandes e principal apoiante de Joaquim Couto) umas eleições no mesmo universo eleitoral.

Prevê-se que Castro Fernandes venha a ser forçado a tomar novamente as rédeas em mais uma campanha interna. Aliás como vem acontecendo até agora, sempre que a sua entourage vai a votos com oposição interna.

Mas é mesmo isto que os socialistas querem? Se Ana Maria Ferreira não consegue, por mérito próprio, vencer José Pedro Machado ou Joaquim Couto, será ela capaz de vencer as Autárquicas 2013, e governar Santo Tirso?

Talvez Joaquim Couto seja uma melhor escolha para os Socialistas. Homem com provas dadas (ao nível Autárquico, Regional e Nacional) e que já provou conseguir por mérito próprio vencer e apresentar trabalho.

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7 Responses to Autárquicas 2013: Tiro de partida no PS Santo Tirso

  1. Pinto Sousa diz:

    Joaquim Couto não é um predestinado, nem passou anos a preparar a sua candidatura. Os socialistas conhecem-no bem e sabem que sempre foi solidário. Nunca se refugiou ao longo destes anos em qualquer tipo de distanciamento táctico ou em calculismos de nenhuma espécie.

    Tem um percurso político de disponibilidade total ao PS. Foi autarca, Governador Civil, deputado à Assembleia da República.

    Deu sempre a cara pelo PS e pelas causas, mesmo nas circunstâncias mais difíceis, como esta em que se encontra o PS Santo Tirso.

    Temos de voltar a estabelecer essa relação de confiança e por isso Joaquim Couto é a alternativa. Isso não se faz com um estalar de dedos ou a simples mudança de líder. Isso faz-se com reflexão, com responsabilidade, com muito trabalho, com exigência, mas também com abertura. O PS precisa de voltar a estar com os sectores mais dinâmicos da nossa sociedade Tirsense e não se fechar sobre si próprio, como se tem feito.

    A solução, estou certo, passa por mais integração e mais solidariedade entre os militantes, ao invés dos egoísmos predominantes. Há que reconhecer que o PS Santo Tirso não tem estado à altura dos desafios para lidar com estes tempos difíceis. Não aceitamos nem nos conformamos com o liberalismo e o neo-liberalismo como uma solução final, porque nós não queremos o fim do PS Santo Tirso, queremos um PS forte, unido e ao serviço de todos os militantes Tirsenses. Eu vou votar Joaquim Couto, porque é sem dúvida a melhor alternativa neste momento!

  2. Ficam-me duas frases Luís:

    “É conhecido o “ódio pessoal” que Castro Fernandes nutre por Joaquim Couto” e “(…) Castro Fernandes e a sua equipa estão pouco preocupados com o superior interesse de Santo Tirso (…)”.

    Ser Presidente da Câmara devia ser um orgulho. Em Santo Tirso (e infelizmente na generalidade de Portugal) é o contrário, as invejas e quezílias são mais importantes que o concelho e o seus habitantes.
    Como é que se afasta um vereador, apenas por ele apoiar outro político? Como é que um vereador aceita ser afastado, mantendo o seu salário?
    Não somos nós os “patrões” e eles os “empregados”? Não temos nada a dizer das negociatas, dos interesses particulares destes políticos?

    É isto a política. É isto o PS. É isto Santo Tirso…

    • Miguel Cizeron diz:

      Gostava de deixar uma correcção ao meu comentário, pois afinal as informações que tinha não estavam correctas.
      O vereador continua em funções, a desempenhar o trabalho para o qual foi eleito e se propôs a fazer. Parabéns!

      Não se percebe apenas como apenas por apoiar outra facção dentro do MESMO partido, é posto um pouco de lado no trabalho PÚBLICO…

      O Presidente Castro Fernandes devia pensar mais em servir a população que o elegeu, do que andar em batalhas partidárias dentro da edilidade… Ele, tal como todos os outros trabalhadores camarários (mas principalmente os eleitos) estão lá para trabalhar para nós, para o bem comum da cidade e do concelho. Não para benefício próprio.

      Cada um tem as suas estratégias e personalidades… Infelizmente.

      • Luis Melo diz:

        Caro Miguel Cizeron,

        Na verdade o que disseste não estava errado na totalidade. É público que o Presidente da CMST, Castro Fernandes, ostracizou o vereador José Pedro Machado quando este se colocou ao lado de Joaquim Couto em 3 ocasiões. A saber: na eleição PS Nacional (em que um estava do lado de Assis e outro de Seguro), na eleição PS Porto (em que um estava ao lado de José Luís Carneiro e outro de Renato Sampaio) e na eleição PS Santo Tirso (em que um concorria e outro estava ao lado de Joaquim Couto).

        Também não é mentira, e é público (ver no site da CMST) que José Pedro Machado lhe viu retirados pelo Presidente da CMST os dois pelouros mais importantes (“Desporto” e “Juventude”), passando-os para o nóvel vereador (e cunhado) José Carlos Ferreira. Deixando José Pedro Machado com “Mercados e Feiras”, “Espacos verdes”, “Cemitérios” ou “Higiene e limpeza”. Da mesma maneira também é visível na comunicação social local que quem representa a CMST em vários eventos é José Carlos Ferreira ao invés de José Pedro Machado.

        Há muito tempo que José Pedro Machado foi afastado do núcleo duro da CMST e substituido por José Carlos Ferreira. Nunca mais se viu José Pedro Machado ao lado de Castro Fernandes.

  3. Sim, senhor! Não há dúvida que o Ps StoTirso está a mexer e a mexer-se..

    Mas, aqui fica a minha pergunta:

    Para quando o “Tiro de Partida” do Psd StoTirso??..
    Estão à espera de quê??..

    É o Psd que tem de correr à conquista da confiança e do voto dos Tirsenses, não o contrário..

    Ou será que ainda vou ter que votar em Joaquim Couto!..

  4. Filipa diz:

    O que nos devia deixar a pensar é o facto de uma candidata, actual vice presidente da câmara e até vereadora da educação escreva na sua mensagem de apresentação de candidatura “mlitantes”.

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