A pobreza de espírito no seu expoente máximo

28/03/2013

ronalda

Liliana Cátia Aveiro é uma das irmãs de Cristiano Ronaldo. Há dias, no seu Facebook, resolveu descrever o homem perfeito, e saiu esta pérola

O homem perfeito é aquele que leva a mulher a passear. Que vai buscá-la num carro topo de gama para um jantar romântico… e que pelo caminho muda de ideias e decide apanhar o avião para jantar em Veneza. (…) O homem perfeito é aquele que se deita cheiroso, acorda cheiroso e que, mesmo depois de ir embora, ainda sentes o perfume dele no ar. (…) Tem que ser ocupado, ativo, com pouco tempo disponível, para que todos os encontros sejam sempre intensos. Homem perfeito não fala de problemas, mas resolve os teus problemas. Homem perfeito só tem que te ligar para te convidar para um jantar romântico, para te levar a viajar e não para falar sobre coisas sem interesse (…) Tem que ser independente, ter casa de praia e de campo, tratar-te como uma rainha. Porque, afinal, meninas, o amor e uma cabana não existem… Abram os olhos!…”.

Não tenho adjectivos para qualificar este vómito da Liliana Cátia, ou Kátia, ou Ronalda. Sim, porque a personalidade dela é tão forte que muda frequentemente de identidade.

Chamem-me o que quiserem mas a verdade é esta. Kátia foi uma adolescente gorda, feia e pobre. Ninguém tem culpa de ter nascido assim, mas essa foi a realidade que viveu.

Como todas as jovens da sua idade e da sua zona queria ser bonita, rica e famosa. Mas além de gorda, feia e pobre era também pouco inteligente e desqualificada, o que dificultava ainda mais.

Desconhece-se o seu passado. Provavelmente vagueou pelos cafés e bares do Funchal, trabalhando em supermercados ou restaurantes. Amantizou-se com José Pereira, amigo do irmão.

José Pereira que, apesar de ser justo reconhecer que é um amigo bom e leal de Cristiano Ronaldo, não passa de um bronco, grosso, primitivo, sem cultura ou educação. O ideal de Kátia, portanto.

Kátia tem hoje tudo o que quer. E pode fazer tudo o que lhe apetece. Tem e pode, porque Cristiano Ronaldo (que se tornou num dos homens mais ricos e famosos do planeta) paga.

Uma das coisas mais ignóbeis é alguém esquecer-se do seu passado. Ainda mais quando ele é recente. Ainda há pouco tempo Kátia foi muito pobre, e agora sai-se com esta conversa.

Pior do que ser pobre é ser pobre de espírito. E é isso mesmo que Kátia é. Uma pobre de espírito. É aliás o expoente máximo da pobreza de espírito. Nunca vi tal coisa.

Ela nem sequer faz ideia do sacrifício e do trabalho que o irmão teve para chegar (e manter-se) onde chegou para agora lhe poder dar a ela (e a toda a entourage Aveiro) a vida que eles levam.

Se fosse a Pépa Xavier (A menina que queria uma carteira Chanel no vídeo da Samsung) ou a Isabel Jonet (a presidente do Banco Alimentar Contra a Fome que disse umas verdades) ia já aí uma onda de indignação.

Porquê? Porque são “meninas ricas”. Mas como é a Kátia, a “menina pobre”, já ninguém liga. É que aos “pobres” tudo é permitido. Mesmo depois de se transformarem em repugnantes novos-ricos.


Santo Tirso Jornal, esse “jornal” independente

25/03/2013

Para quem ainda tinha dúvidas de que o Santo Tirso Jornal era um projecto pessoal de Alírio Canceles para se auto-promover e auto-elogiar na campanha à CM Santo Tirso, as dúvidas continuam a desfazer-se.

Atente-se aos textos (e mesmo à fotografia) publicados em duas notícias do Santo Tirso Jornal e também publicados (em documento timbrado) na recem criada página do candidato no Facebook.

Artigo no Santo Tirso Jornal sobre visita ao Hospital
stjhosp

Artigo no Santo Tirso Jornal sobre concurso de ideias
stjcid

Artigo na página do Facebook sobre visita ao Hospital
fbhosp

Artigo na página do Facebook sobre concurso de ideias
fbcid

Como se pode ver os textos são exactamente os mesmos, bem como a fotografia utilizada para ilustrar o encontro com o director do Hospital.

Ou seja, parece que os artigos escritos neste meio de comunicação social são utilizados como comunicados oficiais do partido na campanha eleitoral!

Mas com toda a certeza ainda há gente que terá o descaramento de vir aqui dizer que é coincidência. Coincidência os textos serem cópias integrais.


Todos… menos alguns… por Santo Tirso

25/03/2013

O slogan da campanha de Alírio Canceles à Câmara Municipal de Santo Tirso não podia ser melhor… “Todos por Santo Tirso“… Com a particularidade de o Todos estar a negrito/bold.

todos

Ora eu creio que, o que o candidato quererá dizer é Todos… menos o Luís Melo, o Carlos Almeida Santos, o Carlos Valente, o Adelino Moreira, o Carlos Oliveira, o Joaquim Fernandes…

… menos todos aqueles que queriam o Zé Pedro Miranda como candidato, os Avenses e os Campenses que estão ao lado dos seus Presidentes de Junta…

… menos os socialistas, comunistas, centristas, bloquistas, independentes, sociais-democratas e todos os Tirsenses que não me apoiam nesta luta pessoal pelo assalto ao Poder.

Basicamente o Todos é aquela meia dúzia que está às ordens de sua excelência o “Querido Líder”, sem questionar.


Sporting Clube de Portugal ou Futebol Clube de Portugal?

24/03/2013

Vi em diferido, no site da RTP, o debate entre os candidatos a Presidente do Sporting CP, e posso dizer que estou indignado. Foi 1 hora e 30 minutos de debate a falar de Futebol, num clube reconhecidamente eclético.

Dizem mesmo que o Sporting CP é um dos clubes do mundo com mais títulos em todas as modalidades – e para isso com toda a certeza a sua equipa de Futebol foi a que contribuiu menos – e o debate gira apenas á volta do Futebol.

Em 1 hora e 30 minutos de debate, falou-se de modalidades (no geral) durante 3 minutos. O moderador pediu mesmo “respostas telegráficas” sobre o assunto. Nenhuma medida ou estratégia foi transmitida ou abordada.

Naqueles 3 minutos em que se falou de modalidades, todos os candidatos se centraram na construção de um pavilhão, e dois deles fixeram promessas vagas de criar duas modalidades. A saber, ciclismo e voleibol.

Considero isto um insulto para os milhares de atletas, treinadores, dirigentes e funcionários que trabalham diáriamente nas mais variadas modalidades, com condições em nada comparáveis com quem está no Futebol.

Atletas, treinadores, dirigentes e funcionários esses, que com muito sacrifício pessoal e profissional (porque na sua maioria são amadores ou semi-profissionais) enriquecem todos os anos o palmarés do clube com títulos.

É inacreditável que num debate de 1 hora e 30 minutos não haja um (nem um!) candidato que se digne a dedicar algum do seu tempo a falar da parte mais valiosa do clube, as modalidades. Que são a alma do Sporting CP.

Eu, se fosse atleta, treinador, dirigente, funcionário ou apenas sócio do clube, garantidamente não votaria em nenhum destes senhores. E também não compreenderia como há gente das modalidades que aceita fazer parte das suas listas.


A Turquia como exemplo?

22/03/2013

Há cerca de 15 anos atrás a Turquia passou pela maior depressão económica da sua história. A crise económica e financeira destruiu o país. Passada década e meia, a imagem de uma Turquia falida foi substituída por um exemplo de estabilidade política e económica. De uma país desenvolvido com uma das economias mais fortes e em mais desenvolvimento do mundo.

A Turquia é hoje um dos principais produtores mundiais de produtos agrícolas, têxteis, automóveis, navios, materiais de construção, eletrodomésticos e electrónica de consumo. O sector privado tem cada vez mais peso na economia, apesar do Estado ainda ter o controlo de parte da indústria, banca, transportes e comunicações.

A maioria dos cidadãos turcos ainda se lembram de bancos falidos, empresas fechadas, milhões de desempregados, e do país a ser obrigado a vergar-se ao Fundo Monetário Internacional (FMI). Depois disso, mais empresas foram à falência, mais pessoas ficaram desempregadas e houve manifestações nas ruas. O país passava por uma situação muito difícil.

Durante a crise financeira o sector bancário esteve no centro da crise. Muitos bancos foram absorvidos pelo Estado e alguns banqueiros foram presos. Mas aparentemente a crise fez bem ao sector. Levou à execução de reformas, a fecho de bancos cujo funcionamento era pouco claro, e a tomadas de decisão essenciais para enfrentar problemas económicos.

A crise foi um marco para a Turquia, pois levou a reformas radicais em todos os sectores da sociedade e do Estado. Mas isso só foi possível sobre a tutela de partido único, depois de as mais variadas coligações terem falhado no Governo e na recuperação do país. O partido único foi a garantida de estabilidade política e económica.

Mas a verdade é que a recuperação só veio depois de o programa de assistência (de 3 anos) proposto pelo FMI ter falhado. Os bancos eram como agiotas, o Governo não conseguia fazer as reformas necessárias, e não ouvia os empresários. Alguns dizem que a maior falha foram as políticas paternalistas do FMI e o facto de o Ministro das Finanças ser um “agente” seu.

No fim de contas, a Turquia reergueu-se sozinha. O povo turco meteu mãos à obra, fez sacrifícios, e lutou pelo seu futuro. Em menos de duas décadas conseguiu transformar o país. Em Dezembro passado Pedro Passos Coelho visitou a Turquia e disse que a deveriamos tomar como exemplo. Será que se referia a isto?


José Sócrates volta. Venha daí essa democracia musculada

21/03/2013

O regresso de José Sócrates a Portugal, para ser comentador de política da RTP demonstra três coisas:

  1. José Sócrates não tem vergonha na cara e tem um grande descaramento;
  2. A ala socrática do PS planeia voltar em breve a assaltar o Poder (no partido e no país).
  3. A RTP (TV pública!) continua a ser um joguete nas mãos dos partidos políticos.

E o facto de tentarem sublinhar que “Sócrates não receberá qualquer remuneração” ainda mais indica ao que ele (e a sua pandilha) vêm. Esta gente não “trabalha” de graça. E isso ficou bem patente ao longo dos anos em que governaram Portugal.

Com o país na bancarrota (sim porque o governo não vai conseguir salvar Portugal, e o pior ainda está para vir), as pessoas no desemprego e as famílias no desespero, será o momento ideal para aparecer uma “democracia musculada” (aka Ditadura).

E que melhor “querido líder” poderá Portugal ter do que José Sócrates? Bem falante, sobranceiro q.b., charmoso (lembram-se de ter sido eleito dos mais sexy do mundo?). E amigo de todos os outros désputazinhos deste mundo. Da América Latina ao Médio Oriente.


Se houvessem muitos destes, Portugal seria bem diferente

20/03/2013

Já por várias vezes escrevi aqui sobre Rui Rio. Defino-o como o melhor político português. Alguém que está na política para servir e não para se servir. Um homem íntegro, sério, honesto, humilde, corajoso. Sem sede de protagonismo e sem alardes zelou durante 12 anos pelo bem público, servindo a população do Porto (e do Norte) com sentido de missão, de forma competente, e cumprindo as suas promessas.

Tal como o próprio disse em 2010, o “Esforço da CM Porto” foi o de “investir onde é mais necessário, e não onde se consegue mais popularidade politica e mediática“. Daí que a requalificação dos bairros sociais (onde vive 20% da população do Porto) tenha sido uma prioridade, e a revitalização da baixa da cidade tenha sido também cumprida. Defendeu-as sempre com um discurso coerente e firme.

No entretanto, entre outras coisas, combateu lobbys e corrupção, e reduziu em 20% os salários dos administradores remunerados nas 4 empresas municipais. Nunca se deixou levar pela espuma dos dias ou pela pressão da opinião pública e publicada. Denunciou situações irregulares e ilegais, dando o corpo às balas na praça pública e em vários processos em tribunal (muitos dos quais acabaria por vencer).

Nunca ficou em silêncio quando o dever de cidadão ou de Presidente da CM Porto o chamava a dar opinião. Mesmo que ela atingisse o seu próprio partido, a sua própria região, o seu próprio país ou mesmo as suas instituições. Fê-lo sempre de forma convicta e frontal, mas também respeitosa. Nunca populista ou demagógico. Foi sempre dos poucos que após uma crítica negativa apresentava alternativa ou solução.

Vai deixar a CM Porto após as eleições Autárquicas 2013, e que melhor maneira de sair – confirmando tudo o que escrevi sobre ele – do que deixando “um saldo positivo na Câmara do Porto“, uma “dívida da autarquia não chega aos 5% do orçamento“, um “prazo de pagamento a fornecedores nos 40 dias“, Isto depois de ter dispensado “a linha de crédito para ajudar as autarquias a saldar as dívidas“.

Mas naturalmente que a maioria do povo português não gosta. Acha Rio arrogante, altivo, cinzento, chato. E continua a preferir Mários Soares, Dias Loureiros, Isaltinos Morais, Josés Sócrates, Jorges Coelhos, Miguéis Relvas, Fátimas Felgueiras, Valentins Loureiros, e afins. Pelo que não é de admirar que Portugal esteja nesta situação e,  pior do que isso, dela não vá sair a bem.


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