Economia Tirsense – As Causas

Santo Tirso vem, há mais de duas décadas, a perder qualidade de vida, a regredir em relação àquilo que já foi, e a perder influência no plano regional e nacional. Outrora uma das cidades que mais contribuia (em proporção) para a produtividade nacional, impulsionada pelo poder da sua indústria, liderada pelos sectores Têxtil e da Metalomecânica, que empregavam e eram fonte de rendimento da maioria da população.

A cidade e o concelho produziam Riqueza, a Economia efervescia, a Cultura vivia um estado salutar, o Desporto trazia resultados e alegrias. Estavam disponíveis diversos Serviços (Escola, Hospital, Telefones, Electricidade, Seguros, Banca, etc). Havia em Santo Tirso qualidade de vida e os Tirsenses viviam felizes, seguros, tranquilos, sossegados. Em paz consigo mesmos e com a sua família, que viam crescer e fixar-se.

As dificuldades apareceram, consequência de factores externos. A crise do sector Têxtil e a recente crise financeira Nacional foram os mais relevantes. Mas também de factores internos, onde a desagregação da Trofa e a falta de visão e liderança política tiveram o seu papel. Todos estes factores vieram retirar a Santo Tirso o seu encanto, mergulhá-lo numa situação grave e torná-lo num concelho moribundo e sem rumo.

Santo Tirso não se soube reinventar. Não se soube adaptar aos novos tempos e aos novos cenários. E a principal responsabilidade foi de quem liderou e lidera os destinos do concelho. A falta de visão, de estratégia, de rumo, de capacidade política, de capacidade de acção e até mesmo, em alguns casos, de nível intelectual, levaram quem liderou os destinos do concelho a negligentemente deixar Santo Tirso precipitar-se no abismo.

Temos assistido nas últimas duas décadas a um Poder Executivo que se cinge a uma gestão corrente da estrutura de Poder Local (Câmara Municipal, Juntas de Freguesia, Empresas Municipais, Orgãos Autárquicos, e afins) que por vezes mais parece uma central de emprego para os seus amigos. E nada mais faz do que gerir a sua continuidade no Poder com acções e decisões ad-hoc apenas motivadas por, e em consequência de, períodos eleitorais.

Uma resposta a Economia Tirsense – As Causas

  1. Manuela Antunes diz:

    Tem toda a razão! Eu acrescentaria 3 décadas = Joaquim Couto /Castro Fernandes

Deixe uma Resposta

Please log in using one of these methods to post your comment:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: