#Autárquicas2013 O pior resultado de sempre do PSD

30/09/2013

Entre ontem e hoje, depois de se saberem os resultados das Autárquicas 2013 em Santo Tirso, este blogue recebeu milhares de visitas (ultrapassando mesmo as 140.000 visitas totais). Percebo porquê. Depois do que escrevi nos últimos 4 anos acerca destas eleições, há muito quem gostasse de ver a minha reacção.

Vamos aos factos e aos números, porque esses não deixam mentir nem dão espaço a interpretações enviesadas…

O PS venceu com 18.000 votos, elegendo Joaquim Couto como Presidente da CMST. O PSD teve 13.000 votos. A diferença entre os dois partidos foi de cerca de 5.000 votos. Diferença essa que em 2009 (João Abreu) tinha sido de 2.700 votos, em 2005 (João Abreu) de 2.300 votos e em 2001 (David Assoreira) de 3.300 votos.

Em termos de percentagem, o PS teve 45% deixando o PSD a 13% de diferença com 32%. Em 2009 o PS teve 48% deixando o PSD a 7% com 41%. Em 2005 o PS obteve 48% e o PSD conseguiu 43% ficando apenas a 5%. Em 2001 o PS obteve os mesmos 48%, tendo o PSD obtido 40% dos votos e ficando a 8%.

É, portanto, mais do que evidente que o PSD Santo Tirso teve o pior resultado de sempre, desde que Santo Tirso tem a actual configuração (nas Autárquicas 1997 a Trofa ainda fazia parte do concelho). Foi uma derrota pesadíssima para um partido que vinha claramente recuperando eleitorado nas últimas três eleições.

E a derrota torna-se histórica quando o PSD Santo Tirso perde a Junta de Freguesia de Além Rio (onde detinha Lama e Sequeirô, duas das quatro freguesias da união), a Junta de Freguesia de Campo (onde detinha S. Martinho, que é maior do que as outras duas freguesias da união) e a Junta de Santo Tirso (onde detinha Santo Tirso, que tem o dobro do tamanho das outras três freguesias da união).

E quanto a esta última, mais surpreendente ainda é. Já que José Pedro Miranda era considerado o mais carismático candidato do PSD, admirado por toda a gente, e visto até como o ideal candidato à presidência da CMST (nestas e nas próximas eleições). Pode-se ter queimado aqui uma excelente opção para 2017.

Naturalmente que o responsável máximo por esta hecatombe, este desastre do PSD Santo Tirso, é o seu presidente Alírio Canceles. Já dou de barato a forma como ele conseguiu chegar ao lugar que lhe permitiu liderar todo o processo eleitoral. Sobre isso já escrevi demasiado neste blogue, para quem quis ouvir.

Constato apenas o seguinte: Alírio teve exactamente aquilo que se dizia que anteriores candidatos não tiveram. Teve o partido à sua disposição, teve o lugar de destaque na vereação, teve 4 anos para trabalhar, teve o apoio da maioria dos militantes activos, teve o suporte da Distrital do PSD. E perdeu redondamente!

Não vou perder mais tempo a falar da sua falta de qualidades e condições para ser candidato a presidente da CMST. Sobre isso já escrevi demasiado aqui para quem quis ouvir. Os resultados vieram comprovar: Alírio Canceles não serve. Não o quiseram na sua terra (Lamelas) nem o querem aqui.

Se ainda tem alguma réstia de dignidade – o que sinceramente eu duvido muito – Alírio deveria desaparecer do mapa político durante muito tempo. E é para não dizer, para sempre! Ele fez muito mal ao PSD e também a Santo Tirso (porque fez os Tirsenses perderem uma oportunidade de ouro para mudar de rumo).

Estou convencido que não o fará. Muito ao jeito do que se vê hoje em políticos profissionais – os tais que ele gosta muito de imitar – vai antes dizer “vou andar por aí”. Vai novamente imitar José Sócrates, e ao invés de respeitar um “período de nojo” (que é o mínimo que se exige) vai andar a “meter nojo”.

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João Sousa faz história no Ténis

29/09/2013

João Sousa fez história no Ténis Nacional ao vencer um torneio do ATP World Tour – no caso o ATP 250 de Kuala Lumpur na Malásia. É o primeiro português a conseguir uma vitória a este nível. Frederico Gil esteve perto no ATP 250 do Estoril em 2010.

Para os menos atentos, no ténis existem vários níveis de torneios profissionais. Os torneios Future são os mais baixos, seguindo-se os Challenger, os ATP 250, os ATP 500 e os ATP 1000. Depois, apenas os conhecidos torneios do Grand Slam.

No espaço de duas semanas, João Sousa conseguiu chegar às meias-finais do ATP 250 de São Petersburgo e vencer o ATP 250 de Kuala Lumpur. Desta forma arrecada 250 pontos na Malásia e 90 pontos na Rússia. Isto, depois de vencer os Challenger de Furth e Guimarães.

Quando sair o novo ranking do ATP Tour, João Sousa vai portanto deixar o lugar 77 e ficar á porta do Top-50, ocupando com toda a certeza a melhor posição de sempre para Portugal (pertencente a Rui Machado, 59°).

Esta vitória coroa uma época brilhante do tenista de Guimarães que teve momentos muito altos. Momentos esses que tiveram vitórias importantes mas também derrotas, como aquela frente ao número 1 do Mundo, Novak Djokovic, na 3ª ronda do US Open.

João Sousa tem talento. Isso ficou provado na final de Kuala Lumpur, quando João salva um match-point (a 5-4 no 2° set) com um passing shot, uma magnífica direita ao longo. Mas para ser um habitual Top-50 tem de trabalhar mais, principalmente a nível psicológico.


#Autárquicas2013 Dia de reflexão em Santo Tirso

28/09/2013

Amanhã é dia de eleições. As Autárquicas 2013. Hoje é dia de reflexão. Vou portanto reflectir. Em voz alta se me dão licença, tal como fiz ao longo dos últimos 4 anos neste blogue.

Escrevi muito sobre estas eleições. Fi-lo porque tinha a certeza de que poderiam ser finalmente um ponto de viragem para Santo Tirso. Depois de 30 anos a ser governado pelo mesmo partido, o PS.

Santo Tirso tinha a oportunidade de mudar. E a responsabilidade dessa mudança tinha que cair maioriatária e obrigatóriamente sobre o maior partido da oposição, o PSD – onde sou militante.

Infelizmente o PSD Santo Tirso – os seus dirigentes – não é capaz de arcar com essa responsabilidade e de proceder a essa mudança. E não é, porque é um partido muito doente.

A primeira doença dos dirigentes do PSD Santo Tirso chama-se “Complexo de Inferioridade“. Esta patologia advém do facto de terem preconceitos. Sejam eles de ordem económica, social ou cultural.

Ela leva a que se tornem agressivos e repulsivos em relação áqueles que mostram ter mais capacidades e melhores condições. Ostracizando e afastando-os com medo de serem ultrapassados.

A segunda doença dos dirigentes do PSD Santo Tirso chama-se “Efeito de Dunning-Kruger“. Esta patologia é um desvio cognitivo que leva indivíduos incompetentes a sofrer de uma superioridade ilusória.

Ou seja, tendem a avaliar excessivamente as suas capacidades e a não reconhecer as suas verdadeiras incapacidades, ao mesmo tempo que ignoram as genuínas capacidades dos outros.

A terceira doença dos dirigentes do PSD Santo Tirso chama-se “Despotismo” (ou tirania). Esta patologia é, a meu ver, consequência das duas anteriores. Os mais fracos tendem a impor-se pela força.

O melhor, mais evidente e mais recente sinal desta patologia foi a auto-nomeação de Alírio Canceles – o querido líder – para candidato à CM Santo Tirso. Aclamada em júbilo pelos fiéis seguidores.

Mas desenganem-se aqueles que pensam que esta doença é recente. O PSD Santo Tirso sofre destas patologias há décadas. De Alírio Canceles a Gonçalves Afonso (que naturalmente aparece agora a aplaudir Alírio).

Praticamente todas as direcções do PSD Santo Tirso nos últimos 30 anos afastaram de si os melhores e mais capazes Tirsenses. Estando o resultado evidentemente à vista. A cada eleição, a derrota.

E desenganem-se também aqueles que pensam que em breve isto vai mudar.  Que vai aparecer o messias (ex. José Pedro Miranda). Vem aí mais do mesmo. Seguidores de Alírio já se posicionam.

Durante 4 anos denunciei aqui, neste blogue, o plano pessoal de assalto ao Poder de Alírio Canceles. Um homem arrogante, inepto e inapto politicamente. Incompetente, inculto e ignorante.

Um homem sobranceiro, insolente, sem carácter, sem personalidade e intlectualmente desonesto. Um homem sem visão, sem exemplo. Insensato, imprudente e grosseiro.

O PSD Santo Tirso não quis ouvir e deixou isto acontecer. Acabou por mostrar que prefere a arrogância e a banha de cobra. Pois agora besunte-se com elas que há-de ter um lindo enterro.

Post Scriptum – Muitos perguntam porque critico o “meu” PSD e não olho para o PS. A esses recordo a sabedoria popular. Que moral tenho eu de falar dos de fora, sem olhar para a minha própria casa.


Vota Alírio Canceles, para um Santo Tirso com futuro

26/09/2013

Estive a ler com atenção as propostas com que Alírio Canceles se apresenta nas próximas eleições Autárquicas 2013. Todas elas foram publicadas na página oficial da candidatura no Facebook – já que a apenas poucos dias das eleições o site da candidatura aliriocanceles.pt continua off-line. Existem 12 tipos de propostas, que passarei a apresentar e comentar.

Mais despesa

Quando não se sabe para mais, e não se faz a mínima ideia do que é a política, faz-se o mesmo que os outros fazem. Alírio faz as mesmas promessas de sempre, que se vêem replicadas em todos os concelhos, por todos os candidatos. Gente para quem fazer política é gastar dinheiro. Promessas que apenas acrescentam mais despesa, numa Câmara e num País já de si na bancarrota.

– Reduzir as taxas e os impostos
– Congelar as tarifas da água
– Manter os apoios ao movimento associativo
– Construir mais pavilhões e piscinas
– Construir infraestruturas de água e saneamento

Emprego para os amigos

Numa altura em que se tenta reduzir recursos e fechar entidades – por necessidade de reformar o aparelho de Estado e por imposição do memorando da Troika – Alírio propõe-se a criar 9 novas entidades!! Entidades essas que, como bem sabemos, não acrescentarão absolutamente nada, e a única coisa para que servirão é para dar ocupação aos amigos.

– Criar o Conselho Municipal da Educação e Formação
– Criar agência para a promoção da actividade económica, investimento e empreendedorismo
– Criar um gabinete de apoio à criação de empresas
– Criar uma estrutura para gerir o campeonato concelhio de futebol
– Instituir o Conselho Municipal para a Promoção da Coesão Social
– Criar o Gabinete Técnico Social
– Instituir o Conselho Municipal da Juventude
– Criar um Gabinete Técnico para Atendimento e Aconselhamento ao Jovem
– Criar a Rede Municipal de Operadores Turísticos

Solidariedade bacoca

Num país onde o povo gosta que o Estado resolva tudo, fica sempre bem em campanha – e ajuda a ganhar uns votos – confundir Política com Acção Social. Vai daí Alírio propõe-se substituir as instituições de Solidariedade e Acção Social do concelho (que todos os dias dão provas da sua valia) e distribuir caridadezinha. O que deveria fazer era deixar a Solidariedade para quem sabe lidar com ela, e focar-se em criar condições para que as famílias não precisem dela.

– Disponibilizar gratuitamente livros e manuais escolares ao ensino básico
– Implementar a 2a refeição quente (Jantar)
– Instalar um Centro de Dia no Vale do Leça

Idiota: quem (não) tem ideias

Não é de agora. Há já muito que víamos Alírio a propor na vereação da CMST a implementação de “Concursos de ideias“. Talvez por ele não ter nenhumas, queira tentar empoleirar-se na criatividade e talento de outros. A verdade é que os concursos são tão bons, bem organizados e atractivos, que dali não sai nadinha.

– Promover concurso de ideias junto dos alunos do 12. ano
– Instituir concursos de ideias para projectos inovadores de agricultura e agro-turismo
– Promover concursos de ideias para projectos inovadores de base tecnológica e industrias criativas
– Lançar concurso de ideias para animação de espaços públicos

Wishfull thinking

Algo que os políticos profissionais fazem habitualmente. Frases muito bonitas e genéricas que ficam sempre bem, mas que não dizem nada de concreto. Dizem o que querem atingir, mas não esclarecem como o vão concretizar. Falar é fácil. Alírio é tipo Miss Mundo. Diz que quer a paz e vai fazer tudo para acabar com a fome no Mundo. Se lhe perguntarem como não sabe responder, mas entretanto já ficou bem na fotografia.

– Captar, fixar e estimular investimento em sectores de actividade com elevado índice de empregabilidade
– Fixar micro e médios projectos de investimento em empresas de base tecnológica com elevado potencial de crescimento
– Colocar Santo Tirso na rota do turismo regional, nacional e internacional
– Reunir informação sobre participação, associativismo e oferta desportiva
– Estabelecer uma relação de proximidade e de cooperação com o Hospital, com o ACES e a Delegação de Saúde
– Atraír um pólo universitário e de investigação
– Desenvolver esforços para acrescentar outros serviços ao Hospital

Juventude precária

As bolsas de estudo são muito famosas por esse país fora. Fica bem e é mais uma maneira de “comprar” votos. Mas quem pode criticar? Estamos a estimular os jovens. Pois, sim, claro. E depois do mérito escolar e desportivo (na escola ou clube concelhio sem condições para se desenvolver) é colocá-los em estágios do IEFP. Empregos precários tipo os do Call Centre da PT que Alírio tanto criticou.

– Criar uma bolsa desportiva para atletas
– Atribuir bolsas de estudo e prémios de mérito escolar
– Promover, em conjunto com o IEFP, 50 estágios por ano para jovens

À boleia de Castro Fernandes

Na política a hipocrisia e a falta de vergonha são duas características chave para quem quer vingar. E disso não falta a Alírio. Depois de tanto criticar o que foi feito por Castro Fernandes, tem o descaramento de se empoleirar e ir à boleia de muitas das suas criações. Se ele for presidente estes eventos já não são auto-promoção, são marcas de Santo Tirso.

– Manter e ampliar a Universidade Sénior
– Manter o Passeio Anual Sénior
– Promover a marca Santo Tirso ConVida
– Apostar mais no Festival de Guitarra e no A Poesia Está na Rua
– Potenciar o Museu de Escultura Contemporanea ao Ar Livre

Cartas para “inlgês ver”

Nunca percebi para que servem as Cartas. E o que são elas na realidade? São programas? São regulamentos? São estatutos? São estratégias? A verdade é que estas famosas cartas – e elas existem para todos os gostos – são apenas e só para “inlgês ver”. Não servem para absolutamente nada. Poucos conhecem o seu conteúdo, e dos que conhecem ninguém respeita.

– Reformular a Carta Educativa Local
– Criar a Carta Desportiva Municipal
– Criar a Carta Cultural de Santo Tirso
– Elaborar a Carta Social de Santo Tirso

Planos de intenção e Projectos de gaveta

Planos, Programas e Projectos. Medidas concretas? Zero! É tudo planos de intenções e projectos que nunca chegarão a ver a luz do dia. Coisas que – estamos fartos de saber – ficam na gaveta ou caem no insucesso completo. Claro que podem ser “recuperados” quando convier, para dizer que se está a trabalhar nisso. Entretanto servem para Alírio encher o seu programa eleitoral e agitar a imaginação fértil do eleitorado.

– Lançar um plano de requalificação das vias intra e entre freguesias
– Lançar um plano de ordenamento do território
– Conceber um plano de regeneração, requalificação e valorização de espaços urbanos
– Lançar roteiro do património arquitectónico
– Promover o projecto “empresas de sucesso” que distinguirá empresas em cerimónia pública
– Criar o programa “Correr com…” para promover o atletismo nas escolas
– Lançar o programa “Envelhecimento Activo”
– Lançar o programa Internet para Todos
– Implementar a Colónia de Férias Sénior
– Lançar o cartão Família Numerosa

O habitual

Castro Fernandes utilizou estas promessas em todas as campanhas eleitorais. Tipo Sporting CP no futebol: este ano é que é, vamos mesmo resolver estes cancros do concelho. Alírio criticou até à exaustão. Agora apresenta, sem qualquer tipo de pudor, as mesmas promessas de há anos, que ninguém cumpre nem vai cumprir.

– Transferir a feira semanal para um local mais adequado
– Redesenhar a rede de transportes públicos
– Recuperar o projecto do parque de estacionamento no Largo da Feira
– Recuperar o Cine-Teatro

Papas e bolos

Alírio canceles propõe-se a manter, recuperar e instituir novos eventos. Daqueles onde o Presidente e a sua pandilha se pavoneiam e auto-promovem. Galas onde o presidente possa aparecer a dar prémios e diplomas. Feiras para continuar a distrair e divertir o o povo (enquanto as empresas convidadas a fazer parte acumulam prejuízos). Festas e Concertos à borla (tipo Tony Carreira e afins). Afinal já diz o ditado: com papas e bolos… se enganam os tolos.

– Recuperar a feira das tasquinhas
– Instituir a Gala anual do Desporto Concelhio

E é isto, o grande plano de Alírio Canceles para colocar Santo Tirso na rota do futuro. Um futuro muito negro.

Medidas concretas? As mesmas de sempre sobre as quais já conhecemos a (in)eficácia: Taxas, Impostos, Água, Saneamento, mais Pavilhões e Piscinas.

Quanto ao resto? Zero! Muitas coisas politicamente correctas, vazias de conteúdo, pouco ou nada tangíveis. Promessas vagas, indefinidas, indeterminadas.

Promete-se tudo e quando se chega lá vai-se gerindo o dia-a-dia, usando recursos públicos para alimentar a “máquina”, com o único objectivo de se manter no poleiro.

Ou seja, o habitual. Aquilo que temos vindo a ouvir dos políticos – nomeadamente dos autarcas – nos últimos 20 anos, e que nos trouxe até aqui… ao fundo do buraco.

Quem votar nestes senhores, está a continuar a cavar ainda mais fundo. Está a ser conivente com esta gente incompetente, sem ética nem moral, sem carácter e intelectualmente desonesta. Que irá afundar ainda mais o concelho, a região e o país.


O “sistema” do Consulado de Portugal em Londres

26/09/2013

Quarta interacção

Tal como eu suspeitava, a história não ficou por ali. Consegui – Deus sabe como – marcar um agendamento no consulado para ontem, de maneira a tirar o passaporte e tê-lo em tempo útil.

Cheguei ao consulado à hora marcada 8h30. Disseram-me que o pedido do passaporte era no Piso 2. Subi e num gabinete encontrei uma menina muito simpática e solicita, que me fez o registo e pediu para assinar dois formulários. Tirei foto e registei impressões digitais. Estava terminado em 5 minutos!

Pediram-me para descer e pagar no piso 0. Ao chegar ao piso 0 dirigi-me ao caixa que me disse para aguardar. Que me chamaria quando o processo chegasse “cá abaixo”. Aguardei. Ao fim de 30 minutos perguntei se ainda demorava muito. Disse-me que tinham tido um problema no “sistema” e o processo ainda não tinha chegado.

Depois de 45 minutos de espera perguntei ao caixa se já estava resolvido o problema no “sistema”, e se não podia pagar – já que o preço do passaporte está na tabela. Disse-me que não, que tinha de ter o processo com ele para cobrar. Mas que estavam a tentar arranjar o “sistema” rapidamente.

Passada 1 hora insisti. Disse-lhe que não podia perder a manhã toda ali. Que queria pagar e ir-me embora. Respondeu-me: “Eu vou ver o que posso fazer. É que o senhor teve mesmo azar. O papel ficou entupido no “sistema” e não conseguimos resolver“. O quê? Entupido no sistema, pensei eu?

O “sistema” é um tubo. Um cano basicamente. Com cerca de 10 cm de diâmetro. Onde a menina do piso 2 coloca os papéis, que devem escorregar pelo cano abaixo até ao piso 0. A verdade é que além de o cano ter alguns “S”, se os papéis não forem enrolados e colocados com um elástico, abrem-se e ficam presos.

Ora é este o “sistema” do Consulado para trazer os formulários do piso 2 ao piso 0. É absolutamente inacreditável, anedótico e patético. De tal forma que eu nem tive palavras para criticar. Simplesmente paguei – depois de a menina do piso 2 ter imprimido novos papéis e descido pelo elevador para os trazer – e fui embora.

Perdi 1 hora (!) do meu dia – ainda por cima dia de semana – por causa de uma imbecilidade inacreditável. Algo que se resolvia muito facilmente – mesmo deixando o preguiçoso funcionário público tuga sentado na sua cadeira – dando os papéis à própria pessoa e pedir-lhe para descer e os entregar no caixa, para pagar.


O “brilhante” Consulado de Portugal em Londres

18/09/2013

Primeira interacção

Fiquei à porta. O segurança perguntou-me se tinha fotografia tipo passe. Não tendo, aconselhou-me a ir a um mini-mercado ali perto. Deu as indicações exactas. Disse que teria de entrar, ir à caixa e pedir para tirar fotos. Assim fiz, na minha inocência e boa fé. Ao chegar mandaram-me para a cave. Lá estava um senhor – cipriota nos seus 60s – com uma máquina e uma impressora piores do que as minhas. Perguntou se vinhamos do consulado de Portugal. Cobrou 10£ por 4 fotografias paupérrimas tiradas contra uma parede. Claramente tinha um “acordo” com o segurança. Talvez uma comissãosinha em cada cliente. No consulado não fizeram a inscrição alegando falta de “papéis”.

Segunda interacção

O objectivo era votar para umas eleições em Portugal e o diálogo desenrolou-se assim…

Eu, com cara simpática: “Boa tarde, eu venho saber como posso votar nas próximas eleições
Segurança, muito seguro de si: “O quê? Votar naquela gente? Eles mereciam era que os deitassem todos ao rio!
Eu, com cara séria: “É um dever cívico!
Segurança, com o rabo entre as pernas: “Pois, eu estava a brincar… hehe… É assim mesmo, gosto é de gente como o senhor!

A verdade é que os cadernos eleitorais já estavam fechados e não consegui votar, mas ao menos – já que ia prevenido com toda a documentação (os famosos papéis) e fotos – pude aproveitar a visita para finalmente fazer a inscrição no consulado. Não sem antes ter tido um tête-á-tête com o rude funcionário que dizia “Não” a tudo antes de perguntar, e acabava por aceder depois da minha resposta.

Terceira interacção

O objectivo era tirar o passaporte. Por motivos profissionais precisava de viajar para fora da Europa. Depois de um telefonema a funcionária enviou-me o link para fazer o agendamento online. O diálogo desenrolou-se ao telefone assim…

Eu: “Bom dia, daqui fala Luis Melo novamente. Eu estava a tentar marcar o agendamento online mas não me está a ser possível. A opção para escolher o posto consular não tem qualquer valor. E não posso prosseguir sem isso preenchido
Funcionária: “Já fez a pré-inscrição?
Eu: “Eu já estou inscrito no Consulado
Funcionária: “Pois, mas tem de fazer a pré-inscrição, novamente
Eu: “Hum… mas se eu já estou inscrito no Consulado, não creio que faça muito sentido fazer a pré-inscrição novamente
Funcionária: “Pois, mas tem de ser porque o sistema não funciona muito bem
Eu: “Ok, mas eu tento clicar no botão “pré-inscrição” e não acontece nada
Funcionária: “Pois, o site por vezes não funciona muito bem, tente noutro browser
Eu: “Já tentei. No Chrome, no Firefox e no Internet Explorer. Em nenhum funciona
Funcionária: “Pois, o site vai muito abaixo ou é lento porque há muita gente a tentar aceder. Tente noutra hora
Eu, já um pouco acossado: “Hum… e qual acha que é então a melhor hora?
Funcionária, um pouco rude: “Pois, não sei. Eu não faço a mínima ideia de quando as pessoas estão a tentar aceder ao site
Eu: “Hum… Ok. Muito obrigado então. Tenha um bom dia.

Passadas umas horas…

Eu: “Bom dia, daqui fala Luis Melo novamente. Eu fiz o que me disse, a pré-inscrição. Depois disso já consigo avançar mais um pouco. Escolhi o acto consular, mas agora que me aparece o calendário para escolher a hora, isto não funciona novamente
Funcionária: “Já tentou com outros browsers?
Eu: “Já tentei com todos os browsers que tenho. No Chrome, no Firefox e no Internet Explorer
Funcionária: “Pois, então é melhor tentar noutra hora
Eu: “Eu posso tentar. Não me parece que vá funcionar. E na verdade tenho urgência e não passar o dia todo nisto
Funcionária: “Pois, mas eu não posso fazer mais nada
Eu: “Mas não há outra forma de fazer o agendamento? Por mail p. ex. Ou posso passar por aí a marcar presencialmente
Funcionária: “Pois, não há outra forma. Tem de ser online
Eu: “Mas se online há tantos problemas e não funciona, devia haver uma forma alternativa…
Funcionária: “Pois, mas não há
Eu: “Ok, sendo assim tenha um bom dia

(tenho a certeza de que a história não fica por aqui e que vai continuar…)


Dia histórico em Flushing Meadows com João Sousa

02/09/2013

No dia anterior ao encontro disse que não poderia haver ilusões de vitória. João Sousa iria perder com Novak Djokovic. A única coisa que esperava era que o vimaranense ainda tivesse forças – depois de duas vitórias a 5 sets – para não ser atropelado pelo sérvio.

O João entrou muito bem no jogo, agressivo e determinado, movimentando-se muito bem no court, batendo pancadas muito fortes e com uma percentagem de primeiros serviços muito alta. Isso permitiu-lhe vencer alguns pontos espectaculares, ganhando o respeito de Djokovic e do público.

A boa performance do João era insuficiente para incomodar o número 1 do mundo, que joga num nível muito superior – algo que pude testemunhar ao vivo em Wimbledon. A intensidade e ritmo de jogo de Djoker está muito acima de qualquer jogador abaixo do top-5.

A facilidade com que o sérvio conquistava os seus jogos de serviço (muitos em 4/5 pontos) contrastava com a dificuldade do João em fechar os seus. O mesmo se pode dizer da execução das pancadas. A naturalidade das de Djoker era tanta quanto o esforço aplicado pelo João nas suas.

Na verdade João Sousa esteve muito bem, jogando o seu melhor ténis. Com poucos erros não forçados e muitos pontos bonitos. Uns ganhos outros perdidos, mas todos espectaculares. Não foi suficiente. O João foi atropelado por Djokovic, conquistando apenas 4 jogos em todo o encontro.

Mas não deixou de ser histórico: um português, de Guimarães, na 3a ronda do US Open, a defrontar o número 1 do Mundo. Coroando uma época de sonho em que esteve presente – e venceu muitos jogos – no quadro principal dos quatro Grand Slam.

No final, o resultado foi: Novak Djokovic 3-0 João Sousa (6-0, 6-2, 6-2). Uma vitória conquistada por Djokovic com todo o mérito. João Sousa não teve demérito absolutamente nenhum. Muito pelo contrário, dignificou o seu nome, o ténis português, e a vitória de Djoker.


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