PS: O povo é néscio e a CRP é anti-democrática

23/10/2013

O PSD avançou, na Assembleia da República, com uma proposta de referendo à co-adopção de crianças por homossexuais.

O PS – que durante os últimos 10 anos contribuiu para que o parlamento perdesse o seu tempo em propostas do género (o casamento homossexual, o aborto, o divórcio, etc.) ou em intrigas dos casos mais mediáticos – vem agora acusar o PSD de tentar distrair o parlamento e diz que é preciso centrar as atenções nos graves problemas económicos e sociais do país. O descaramento e a falta de vergonha na cara deste PS até dá vontade de rir.

Isabel Moreira considera que a proposta de referendar este tema é “um acto antidemocrático e do ponto de vista política até pouco leal“. A excelsa deputada do PS, profunda defensora da Constituição não leu o Artigo 10º da mesma, onde o número 1 diz “O povo exerce o poder político através do sufrágio universal, igual, directo, secreto e periódico, do referendo e das demais formas previstas na Constituição“.

O referendo está previsto no Artigo 115º cujo número 1 diz “Os cidadãos eleitores (…) podem ser chamados a pronunciar-se directamente (…) através de referendo (…) mediante proposta da Assembleia da República ou do Governo (…)” e o número 3 diz “O referendo só pode ter por objecto questões de relevante interesse nacional“. O PS e a deputada Isabel Moreira fazem uso do texto da Constituição quando lhes convém, e esquecem-se dele quando não lhes dá jeito.

Para piorar o caso, o PS considera que “esta matéria é demasiado complexa para que os portugueses possam pronunciar-se directamente“. Ou seja, nós os portugueses somos uma cambada de imbecis que para aqui andamos. Somos uns néscios que não temos capacidade para discernir e emitir uma opinião sobre o assunto. Para o PS o povo é quem mais ordena, mas quando não dá jeito o povo é inepto.


#FCPorto Os erros do jogo e o erro capital

22/10/2013

Erro #1

Podem culpar o árbitro ou o jogador mas a responsabilidade na expulsão de Herrera é do treinador. Nunca deveria ter posto o jovem mexicano a jogar numa partida tão importante da Champions League.

A primeira opção teria de ser sempre Steven Defour ao lado de Lucho Gonzalez. A segunda deveria ser recuar Josué para médio interior e colocar Varela (em grande forma) a extremo. Herrera seria 3ª ou 4ª escolha.

Erro #2

Depois do intervalo, quando se esperava que saísse Josué (há muito desaparecido) e entrasse Varela – até porque era preciso jogar no contra-ataque devido a estar com 10 – Paulo Fonseca retira Licá.

Até aí o extremo português tinha criado os lances de maior perigo. A partir daí o FC Porto passou uma boa meia hora sem criar perigo. Revelando portanto mais uma opção errada do treinador.

Erro #3

Apanhando-se a perder Paulo Fonseca volta a demonstrar a sua mentalidade/atitude de clube pequeno: toca a meter avançados (Ghilas) para o famoso “chuveirinho”.

Tenho vergonha e sofro muito a ver o meu FC Porto, uma equipa tão grande, uma das melhores do mundo nas últimas décadas, a comportar-se como uma equipa pequena.

Erro Capital

Eu percebi a ideia de Pinto da Costa ao apostar em Paulo Fonseca (o mesmo se passou também com Vítor Pereira) mas o presidente já deveria saber que Villas-Boas e Mourinhos são raros.

Entretanto lá vão 2 jogos e 2 derrotas no Estádio do Dragão. Local que nos últimos anos tinha fama de ser a fortaleza do FC Porto, onde qualquer adversário tinha dificuldade em sequer fazer pontos, quanto mais vencer.


Os coveiros de Portugal bradam pelos seus subsídios

13/10/2013

Manuel Alegre foi um dos 68 ex-deputados que pediram à Assembleia da República a atribuição da subvenção vitalícia e do subsídio de reintegração (…) Manuel Alegre passa a receber duas pensões do Estado (…) uma reforma de 3.219 € como aposentado da RDP (…) uma subvenção vitalícia superior a 2.000 € mensais.

Confrontado pelo Correio da Manhã Manuel Alegre disse “Eu recebo aquilo a que tenho direito“… queixou-se porque “tudo somado, agora recebo menos 500 € do que recebia” e ainda disse que “podia ter acumulado duas pensões a partir dos 65 anos e prescindi disso“.

Manuel Alegre tem direito – como faz questão de sublinhar – a que o Estado (i.e. os contribuintes portugueses) lhe pague um total de 5.000€ por mês! Isto apesar de ter desempenhado funções de “coordenador de programas de texto” na RDP durante “pouco tempo” (alguns meses), como o próprio reconhece.

Ainda assim, este ignóbil terrorista social teve a distinta lata de em 2006 dizer que a pensão que recebia era “quase uma insignificância” e vem agora em 2013 insurgir-se contra uma mais do que justa (diria mesmo obrigatória) medida do Governo que quer cortar a subvenção vitalícia dos políticos.

Espero que este post seja lido por muitos dos portugueses que neste momento fazem sacrifícios pelo país (principalmente aqueles quase 1 milhão que votaram neste senhor nas Presidenciais 2006). Espero também que tenham lido as notícias com as opiniões de Mário Soares, Jorge Sampaio, entre outros.

São estes os grandes patriotas. Os auto-intitulados pais da democracia. Os arautos do socialismo. Os representantes do povo português. Os defensores dos mais fracos… Os coveiros de Portugal!


#Autárquicas2013 Um dinossauro que não deixará saudades

12/10/2013

Recebi no meu email mais uma comunicação do GAP (Gabinete de Apoio Pessoal) da CMST. Nunca percebi para que servia, quem servia ou porque me envia vários emails por semana. Sempre me pareceu mais uma ferramenta de auto-promoção e campanha permanente do actual executivo da CMST, a juntar às dezenas de SMS por mês que também recebo.

Desta vez era uma carta. Uma espécie de carta de despedida do ainda Presidente da CMST, Castro Fernandes, dirigida aos munícipes. Uma carta muito pobre. Na forma, no conteúdo, no tom. Nem de saída Castro Fernandes conseguiu encontrar uma réstia de hombridade e, ao menos tentar encenar uma saída pela porta grande. Sai pela pequena, ao seu estilo.

Ignorando os números galopantes do Desemprego (num concelho recordista), a perda de Serviços Públicos (Urgência, Maternidade, EDP…), a fuga de Tirsenses para concelhos vizinhos ou as condições miseráveis (dignas do séc XIX) em que ainda se vive em alguns locais do concelho, Castro Fernandes escreve que nos últimos anos “a qualidade de vida aumentou significativamente em todo o território municipal“.

Para piorar esta afirmação, Castro Fernandes diz que isso aconteceu devido à modernização e rejuvenescimento da CMST. Como se o concelho e as suas pessoas, as empresas e os seus trabalhadores, as instituições e os seus representantes, girassem todos à volta da CMST e fizessem a sua vida e o seu percurso sob a batuta de quem lidera a CMST. Como se a sociedade civil Tirsense não fosse capaz de se desenvolver por si.

Completando uma carta demagógica, irrealista e muito pouco nobre – diria mesmo sórdida – Castro Fernandes despede-se numa explosão de desonestidade intelectual, culpando o actual Governo pelas medidas impopulares ou menos boas que tomou. Esquecendo que o actual Governo tem 2 anos e que ele esteve 30 anos na CMST, 13 dos quais como Presidente.

Tal como os demais políticos da nossa praça, Castro Fernandes diz sair de “consciência tranquila” porque fez “tudo o que podia” pelo concelho, qual mártir! Sendo consciência a faculdade da razão julgar os próprios actos, Castro Fernandes é mais um que sofre do efeito de Dunning-Kruger. E se o que está à vista foi o seu máximo em 30 anos, então está provada a sua incompetência.


#Autarquicas2013 Os cúmplices de Alírio

01/10/2013

Alírio Canceles levou o PSD Santo Tirso à sua maior derrota de sempre. Algo que não pode surpreender dada a sua incapacidade e incompetência políticas, o seu amadorismo, e a sua insuficiência de carácter. Tudo, aliado a um projecto de Poder pelo Poder (sem um programa estruturado, credível ou realista) focado na conquista dos lugares e não nos Tirsenses e no concelho.

Um plano traçado há 4 anos (logo após a segunda derrota de João Abreu e consequente abandono do lugar de vereação, que deixou Alírio como “líder da oposição”) que eu aqui vezes sem conta denunciei, não só por prever este desfecho, mas também porque ele previa o assalto ao partido, atropelando regulamentos, estatutos e militantes, bem como os mais elementares valores de ética e moral.

Este plano, de 4 anos e com tantas etapas, não foi naturalmente obra de um homem só. Ninguém sozinho conseguia fazer o que Alírio fez. Há mais responsáveis, que compactuaram e colaboraram neste vergonhoso plano que teve ontem um brilhante desfecho. E esses responsáveis têm nomes. Andreia Neto, Manuel Mirra, Carlos Pacheco e Rui Baptista são os principais.

Foram eles os cúmplices da ignomínia por que passou o PSD Santo Tirso nestes últimos 4 anos. Os estrategas, os principais peões do jogo partidário, os líderes do cacique local, os cultivadores da facção, os instigadores do ostracismo. Foram eles que, com Alírio, planearam e levaram a cabo o plano de conquista do Poder pelo Poder, desprezando os valores do partido e da política.

O mais curioso é que serão eles que virão agora tentar apanhar os cacos do partido, apresentando-se como opção de futuro, como se nada tivessem a ver com o que se passou. Serão eles que, sem qualquer pudor, se irão apresentar em breve aos militantes como alternativa. Para continuar o jogo partidário e a luta pessoal pela conquista de lugares na administração local, distrital ou nacional.

Mas há mais quem não seja alheio a tudo isto. Muitos outros não foram tão activos, ou não trabalharam directamente e de perto com Alírio Canceles, mas também foram coniventes: Falo de  João Abreu, Gonçalves Afonso, Paulo Sousa, Paulo Ferreira e Alcindo dos Reis, entre outros. Gente que tinha a obrigação de se ter oposto a este plano mas que preferiu aparecer a apoiar e aplaudir.

Todos eles irão criticar-me, porque julgam que fizeram uma grande coisa. Todos dirão que foram leais ao partido, estando ao lado e lutando pelo PSD. Esquecem-se que os valores do PSD de Sá Carneiro estão a anos luz do que se passa no PSD Santo Tirso, e esquecem-se também que acima do partido está Santo Tirso. A política não é o futebol, e nem sempre o candidato do nosso partido é o melhor para a nossa terra e para a população.


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