O porquê das (pelo menos) 17 derrotas do PSD Santo Tirso

28/02/2015

Artigo de opinião que escrevi para a edição de Fevereiro 2015 do jornal Notícias de Santo Tirso.

Desde 1998, ano em que a Trofa se separou de Santo Tirso e se tornou concelho, o PSD Santo Tirso averbou 12 derrotas eleitorais. Sim, uma dúzia! A saber…

01 – Legislativas 1999

02 – Autárquicas 2001

03 – Legislativas 2002

04 – Europeias 2004

05 – Legislativas 2005

06 – Autárquicas 2005

07 – Europeias 2009

08 – Legislativas 2009

09 – Autárquicas 2009

10 – Legislativas 2011

11 – Autárquicas 2013

12 – Europeias 2014

A estas podemos juntar mais 5 derrotas em eleições Autárquicas entre 1982 e 1997. O que dá, em termos locais, um total de 9 derrotas. E a caminho vem a 10ª. A continuar assim, disso não tenhamos dúvidas.

Foram derrotados candidatos de todos os tipos, de todos os perfis, de todas as profissões. Candidatos mais e menos experientes, mais e menos competentes, mais e menos preparados. O PSD Santo Tirso foi derrotado em alturas em que, a nível Nacional, o partido estava na mó de baixo, em alturas em que estava taco-a-taco com o PS, e mesmo em alturas em que o PSD estava na mó de cima. E ainda que o adversário tenha sido sempre o mesmo (o PS Santo Tirso de Couto e Fernandes), o PSD Santo Tirso nunca conseguiu vencer.

A constatação destes factos pode levar a concluir que, se a responsabilidade maior nas derrotas não foi dos candidatos, nem das conjunturas políticas, então só pode ter sido da estratégia. Estratégia essa que tem sido sempre deliniada pela Comissão Política Concelhia do PSD Santo Tirso. Estratégia essa que, do meu ponto de vista, tem 3 dimensões chave.

Táctica: Maquiavel dizia que há duas formas de fazer política. Dizer bem de si próprio ou, se não o puder fazer, dizer mal do adversário. O PSD Santo Tirso nunca conseguiu a primeira. Nunca teve pensamento, programa ou projecto político para apresentar. Daí que há mais de 30 anos tenha escolhido atacar o adversário. Esta táctica é ainda mais evidente nos últimos anos em que o ataque pessoal e político (a Fernandes ou Couto) é constante, não se conhecendo uma única ideia ao PSD Santo Tirso. Limita-se a criticar, atacar ou ser contra o que quer que seja que o PS apresente.

Equipa: Nenhum homem ou mulher, por mais capaz que seja, consegue vencer uma batalha sozinho. Seja essa uma batalha militar, desportiva, política ou outra. Houve alturas em que o PSD Santo Tirso teve bons cabeças de lista (ex: David Assoreira ou João Abreu) mas não soube escolher equipas à altura. Tudo porque quem domina o partido a nível local sempre exigiu lugares para si e para os seus amigos, esquecendo que para vencer um campeonato não é suficiente ter apenas um bom avançado mas é preciso também bons guarda-redes, defesas e médios (bem como um bom treinador).

Propósito: Política vem do grego “politikos” e significa “de, para, ou relacionado com os cidadãos”. Ou seja, os políticos só devem ter um propósito que é o bem comum. Aquilo que se deve pretender alcançar é o interesse geral. A verdade é que no PSD Santo Tirso a finalidade foi, tem sido, e continua a ser o interesse pessoal. Quem lidera o PSD Santo Tirso continua a colocar o seu interesse pessoal à frente do interesse geral, na procura de um qualquer lugar que lhe traga, acima de tudo, o dinheiro e o poder que lhe garanta o bem estar pessoal e dos que o rodeiam.

Ou seja, o PSD Santo Tirso tem sido derrotado dezenas de vezes por causa da estratégia seguida pelas suas Comissões Políticas. Não adianta mudar-se o candidato ou esperar-se por uma conjuntura política favorável. O que é preciso é mesmo mudar o perfil e a acção da Comissão Política Concelhia. A consequência disso será a alteração na estratégia, nas probabilidades de vencer e, finalmente, na mudança que se exige para Santo Tirso e para os Tirsenses.

Conclusão: O momento mais importante para a vitória do PSD em Santo Tirso nas próximas eleições Autárquicas não é Outubro 2017 ou sequer uns meses antes na escolha do candidato. O momento chave é agora! Os simpatizantes e militantes do partido (activos, menos activos e inactivos) não podem adiar mais ou esperar que apareça alguém que puxe por eles. Se querem a mudança têm de se mobilizar (aos próprios e uns aos outros) de maneira a criar condições para que, nas próximas eleições internas, haja uma alternativa ao status quo. A responsabilidade é de todos e cada um.

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Trofa: Nepotismo, Abuso de Poder, etc.

24/02/2015

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Só quem não conhece o Poder Autárquico e os Autarcas do nível de Joana Lima é que fica surpreendido com uma notícia destas. Para os demais, a notícia só peca por tardia, e as acusações por escassas. Há muitos outros tipos de crime que poderiam fazer parte do rol apresentado pelo MP. O tempo dirá quais. Mas ainda assim, como sempre em Portugal, os acusados acabarão absolvidos ou suspensos. Ninguém vai para a cadeia neste país.


Governar, à lá António Costa

15/02/2015

Nos últimos tempos tem ficado bem patente a forma de Governo de António Costa…

  1. Benefeciar os que mais podem: Câmara de Lisboa perdoa 1,8 milhões de euros ao Benfica
  2. Discriminar os que menos podem: Veículos anteriores a 2000 proibidos de circular na Baixa de Lisboa
  3. Governar sem transparência: António Costa recusa mostrar relatório sobre obras em Lisboa

… mas ainda há muito boa gente a pensar votar no alcaide de Lisboa.


Teoria da Conspiração Grega

12/02/2015

Tsypras e o Syriza não querem acordo nenhum com a UE, a Alemanha ou outro qualquer país da zona Euro. O que está em curso nos últimos dias, com todas as viagens, visitas e reuniões é apenas e só uma encenação, que dará a Tsypras o argumento “nós estavamos abertos e tentamos… eles não quiseram“… “nós somos os bons… eles são os maus”.

Na verdade o que o Syriza quer mesmo é que a Grécia saia do Euro (o quanto antes) e, consequentemente, o caos social, económico e financeiro se instale na Grécia. Mas para se manter no poder e continuar a ter o apoio dos Gregos depois disso precisa de um bode expiatório, porque não quer naturalmente arcar com as responsabilidades de tal desastre.

É que estando no poder de forma legítima (depois de eleições, que o Syriza venceu há semanas) numa altura de caos social, económico e financeiro significa uma coisa: carta branca para tomar toda e qualquer medida. Iniciando dessa forma o pretendido… um sistema de democracia musculada, ou se quiserem, uma ditadura.

Cada um pensa o que quiser. O futuro dirá quem tem razão. Uma coisa é certa, a história dos factos não deixa mentir. Todas as ditaduras (de esquerda ou de direita) tiveram inicio em caos social (provocado pelas mais diversas razões – como fome, doença, falta de dinheiro…). E todos os ditadores que pretendiam chegar ao poder empurraram os países para essa situação, para depois se aproveitarem dela.

A meu ver, é exactamente isso que Tsypras e o Syriza estão a planear fazer… aliás, a levar a cabo.


NFL – O mais recente Rock in Rio

02/02/2015

E de repente o futebol americano – esse desporto tão praticado e apreciado na Europa, em particular no nosso Portugal – torna-se uma espécie de Rock in Rio.

Sim… Um evento daqueles que dá “status” a quem vai, e que coloca completamente “out” aqueles que não vão (ou neste caso, não assistem na TV).

O curioso é que a NFL é um campeonato que dura mais de 6 meses e tem mais de 250 jogos entre 32 equipas. Mas a febre tuga é só no dia do Superbowl.

Vá-se lá perceber… ou ás tantas até se percebe… mas fico-me por aqui para não ferir susceptibilidades.


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