PS do Messias Costa afunda na Madeira

29/03/2015

Este fim-de-semana havia eleições Regionais na Madeira. O PS do messias António Costa resolveu coligar-se com o partido de José Manuel Coelho (para quem não conhece, é aquele senhor na foto que, entre muitas outras coisas, foi para o parlamento – casa da democracia – vestido de metralha). Os resultados estão à vista: o PS obteve menos votos do que há 4 anos quando concorreu sozinho, contra o PSD de Alberto João Jardim.

Apesar de tudo José Manuel Coelho foi eleito como deputado. Graças aos Madeirenses a sua filha não foi. O PS do messias António Costa ajudou a dar ainda mais importância e a eleger um dos deputados que mais desrespeitou a democracia e as suas instituições. Será curioso ver o que dirá o PS e o seu líder quando ele voltar a fazer das suas.

De resto, a Madeira confirma que não é “Jardinista”, mas social-democrata, ou “laranja”. O PSD consegue mais votos e mais mandatos do que os outros partidos todos juntos. O que significa mais uma maioria absoluta.


Pilotos?… Para mim só militares

28/03/2015

Piloto de avião comercial é uma função para a qual é preciso ter extraordinárias capacidades físicas, psíquicas, cognitivas, mentais, intelectuais. É uma profissão na qual é preciso ter extraordinários valores morais e princípios éticos.

Só o mais equilibrado, apto, competente e hábil deveria ser autorizado a concorrer para uma vaga de piloto de avião comercial. E deveria ser obrigatório ter “atrás de si” uma experiência de vôo vastíssima e imaculada.

Há apenas uma “classe” a quem todas estas capacidades são reconhecidas de imediato. Os pilotos de aviões de combate (mais conhecidos por “caças”). Naturalmente militares, e escolhidos entre os melhores, depois de exigentes testes.

Não acho salutar que se deixe outro tipo de pessoa chegar aos comandos de um avião comercial. Alguém que foi hospedeira, comissário de bordo, contabilista, engenheiro ou motorista dos STCP.

Naturalmente que haverá gente que acabaria por ser tão bom ou melhor do que os tais militares. Tenho a certeza que os há por aí. Mas seria, como sempre, a excepção à regra. E por essa não vale a pena correr o risco.

E naturalmente que, mesmo assim, todos os que são pilotos deveriam passar por exigentíssimos e frequentíssimos testes, às suas capacidades e conhecimento técnico (ao contrário dos professores que já sabem tudo e não precisam de ser avaliados).

A verdade é que um piloto de avião de combate inicia a carreira aos 20 e tais, e aos 30 e poucos já é “velho” para a função. Pelo que quase todos podem, nessa altura, ir para aviação comercial (alguns vão mesmo). Onde podem por em prática as suas capacidades, conhecimento e experiência, até aos 50 e tais.


Houvesse mais Josés Antónios…

06/03/2015

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Uma vida de dedicada aos lasers, in Sol

Era adolescente, estava longe de pensar em cursos ou universidades, e já conhecia o José António Salcedo. Não pessoalmente, mas pela história que o meu pai não se cansava de contar. A deste amigo e colega de curso dele, que no início dos anos 70, era um brilhante aluno da FEUP, e depois de ter construido, sozinho e em casa, o primeiro laser em Portugal (que depois veio a oferecer à FCUP) foi tirar o doutoramento para a Univ. de Stanford, onde tinha como professores alguns prémios Nobel.

Anos volvidos, e já aluno de Eng. Eletrotécnica na FEUP, tive a sorte de me cruzar com o José António. Tinha voltado à FEUP, e calhou de ser meu professor na cadeira de “Ondas”. Foi, no mínimo, surpreendente e refescante ter um professor com tamanho talento para ensinar e para motivar. Um Professor Catedrático que estava completamente fora dos padrões da academia portuguesa. Acessível, disponível, humilde, paciente. Ao que aliava uma incrível experiência prática e profissional na área em que leccionava.

Foi responsável pela minha melhor nota no curso. Curiosamente numa cadeira que à partida me despertava pouco interesse. O que só pode atestar da capacidade do José António como professor. Todos os meus colegas mais próximos partilhavam desta opinião. O José António não pertencia ao “nosso planeta”. No ano seguinte isso confirmou-se. Voltou a deixar a FEUP. Na faculdade dizia-se que o teria feito por discordar do rumo que levava a FEUP e a Academia. E quanta razão tinha, e tem.

O INESC, que ajudou a fundar, é uma brilhante organização. De onde já saíram muitas ideias, invenções, produtos e empresas. Mas a FEUP, a UP, a nossa Academia podia ser muito mais, se tivessem ao leme mais Josés Antónios. A capacidade e o potencial dos nossos alunos e das nossas Universidades (principalmente na área das technologias) é imenso. Mas perdem-se na mesquinhez daqueles que lideram a Academia e nos jogos de poder. Quando poderiam ser um dos motores de uma economia e de um país.

Aproveito para deixar aqui, mais uma vez, o vídeo de uma “aula” que o José António deu há um par de anos, e que é de ver e rever para crer.


República das Bananas

05/03/2015

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Isto só é possível e aceitável num país que perdeu qualquer tipo de valores e princípios. Num país que perdeu a dignidade e a vergonha. Num país que está literalmente nas ruas da amargura. E que por incrível que pareça, o merece. Inacreditável será, ou não, ver o povo eleger os mesmos nas próximas eleições.


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