Só se perderam as que cairam no chão

15/11/2012

Vi hoje as notícias e os vídeos sobre o que se passou ontem ao final da tarde em frente à AR. Não vou sequer perder tempo a explicar a minha posição. Estou como o Henrique Monteiro, chamem-me o que quiserem.

Neste momento só quero usar uma expressão popular que diz “só se perderam as que cairam no chão”. Tenho muita pena que a PSP não tenha conseguido acertar mais bastonadas e fazer mais detenções entre os arruaceiros.

Sim, porque aquilo não são manifestantes descontentes com o Governo e o com estado do país. São arruaceiros, delinquentes, vândalos e criminosos que se auto-satisfazem com violência gratuita sobre as autoridades.

Quanto aos “inocentes” – que para mim nunca o são na totalidade – que gostam de se fazer de “vítimas” dizer o seguinte. No futebol nunca vou para a bancada das claques. Num concerto nunca vou para o local do mosh.

Conseguem entender seus idiotas? Ou vocês acham que estando no meio daqueles arruaceiros não corriam nenhum risco? A PSP até avisou duas vezes antes de carregar, dando tempo suficiente para vocês dispersarem.

Segundo consta até vocês próprios tentaram, sem sucesso, demover os arruaceiros falando com eles e até colocando-se entre eles e a polícia. Depois disso, o que ficaram ali a fazer? Não sabiam como é que aquilo ia acabar?

Não tenho pena nenhuma de uns ou de outros. Só tenho pena que não tenham levado mais nesse lombo. Podia ser que para a próxima fossem para casa no fim da Manif que, by the way, passou novamente para segundo plano na CS.

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Portugal’s sweethearts

25/09/2012

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O tuga adora isto! O objectivo e o motivo da manif já são secundários. O que interessa mesmo é que a Menina abraçou o Polícia. Que se lixe a crise e viva o amor!

A indefesa donzela abraçou o enorme (e armado) homem que estava ali para descarregar toda a sua raiva em espancamentos, e ele cedeu aos seus encantos!

Ela chama-se Adriana. Ele é o Sérgio. Ela tem muito amor para dar. Ele tinha os olhos tristes. O perfil dela complementa-se com o dele. Até já são amigos no Facebook!

São estas as notícias na imprensa portuguesa e os tugas, ávidos por reality shows, esperam ansiosamente pelo namoro, casamento e filhos.


Opinião: Santo Tirso de 24 para 4 freguesias

01/01/2012

Artigo de opinião que escrevi para a edição de Janeiro 2012 do jornal “Notícias de Santo Tirso”.

O Governo publicou um “Documento Verde” que serviria de base para a discussão em volta da Reforma da Administração Local. Nesse documento apresentou 4 eixos prioritários, sendo um deles a organização do território.

A intenção do Governo é reduzir o número actual de freguesias (4.259). E colocar esta alteração em vigor ainda a tempo do próximo ciclo eleitoral local. Ou seja, antes das Eleições Autárquicas de Outubro de 2013.

O Secretário de Estado da Administração Local, Paulo Júlio (ex-Presidente da CM Penela, distrito de Coimbra), não predefiniu um número alvo, mas avisou que no mínimo haverá uma redução de 1.000 freguesias.

O objectivo do Governo não é a redução das freguesias numa visão puramente economicista. É principalmente dar escala e dimensão às freguesias, reforçando a sua actuação, dando-lhe novas competências e descentralizando.

Além disso, o Governo teve o cuidado de dizer também que a agregação de freguesias deverá “salvaguardar as especificidades locais” e “respeitar a sua identidade, a sua toponímia, bem como a sua história e cultura”.

A agregação de freguesias poderá e deverá ser amplamente discutida pelos cidadãos e seus representantes nos Órgãos Autárquicos. Pelo que a discussão pública deveria ter lugar já no último trimestre 2011 e até Janeiro 2012.

Após essa discussão pública, as propostas deverão ser enviadas à Assembleia da República, durante o 2º trimestre 2012. Está explícito no Memorando de Entendimento com a Troika que a implementação das alterações será em Julho 2012.

Em Santo Tirso já se fizeram vários debates sobre este tema. Um deles foi promovido pela CM Santo Tirso e o outro pelo PSD local. O facto é que ambos os eventos foram “para Inglês ver”. O habitual nestes dois promotores, só “show-off”.

É que, sobre a reorganização das freguesias Tirsenses, o que terá para dizer Carlos Abreu Amorim (de Viana do Castelo), Guilherme Pinto (de Matosinhos) ou Castro Almeida (de São João da Madeira). Que sabem eles da nossa terra?

Segundo as regras sugeridas no “Documento Verde”, Santo Tirso poderá perder 22 das suas 24 freguesias. Dessa forma é essencial ouvir gente da terra, que conhece a nossa realidade, e não “iluminados” de fora.

Estão já as assembleias de freguesia e os executivos a discutir e pensar estes assuntos? E as estruturas partidárias locais? Já houve consulta aos cidadãos? Como podem estes pronunciar-se? Como serão elaboradas as propostas?

Das 24 freguesias do concelho, 15 têm menos de 3.000 habitantes, 7 têm entre 3.000 e 4.000, e apenas Vila das Aves (8.500) e Santo Tirso (14.000) têm mais. Mesmo com 14.000, o “raio de acção” da junta de Santo Tirso é muito curto.

Mesmo que as regras sejam reavaliadas e algumas situações sejam analisadas em particular. Há a certeza de que haverá freguesias que irão desaparecer. De facto, que sentido faz ter juntas em freguesias com menos de 1.000 habitantes?

Mesmo uma análise sem grande profundidade pode levar-nos a apresentar sugestões. Usando apenas critérios de proximidade geográfica, de demografia, ou até de afinidade entre populações. Olhemos então para o mapa do concelho.

Juntar as seguintes 7 freguesias: Santo Tirso, Santa Cristina, São Miguel, Burgães, Areias, Palmeira e Lama. Isto criaria uma freguesia (sede de concelho) com cerca de 26.000 habitantes.

Juntar as seguintes 4 freguesias: Rebordões, São Tomé Negrelos, Vila das Aves e Sequeirô. Isto criaria uma freguesia (na parte Norte do concelho) com cerca de 18.000 habitantes.

Juntar as seguintes 5 freguesias: Vilarinho, São Mamede, São Salvador, São Martinho do Campo e Roriz. Isto criaria uma freguesia (a noroeste do concelho) com cerca de 14.500 habitantes.

Juntar as seguintes 8 freguesias: Água Longa, Agrela, Lamelas, Reguenga, Refojos, Carreira, Guimarei e Monte Córdova. Isto criaria uma (enorme, em área) freguesia, com cerca de 13.000 habitantes.

Desta forma estavam criadas 4 grandes freguesias, que teriam dimensão suficiente para assumir várias competências, servindo de alavanca para a tão propalada descentralização. As populações sairiam beneficiadas.

Mas o que é mesmo necessário é que haja discussão sobre o tema, com o envolvimento das populações. Cabe às Juntas de Freguesia, aos partidos e demais entidades, incentivar o debate e pensar a melhor forma de reorganizar o concelho.

Outros concelhos já fizeram e têm elaborado propostas que apresentarão à AR. Um exemplo que conheci recentemente, foi o do concelho da Pampilhosa. Discutiram, analisaram, estudaram e chegaram a uma solução.

Em Santo Tirso, como de costume, os responsáveis andam a brincar e a “empurrar com a barriga”. Arriscam-se no final, a ter uma reorganização feita por alguém que, num gabinete de Lisboa, não conhece a realidade do concelho.


O óbvio no caso Bernardo Bairrão

17/07/2011

É mais do que evidente que o Governo iria e irá negar a investigação dos Serviços Secretos a Bernardo Bairrão. E obviamente faz muito bem. Afinal de contas trata-se de uma investigação secreta levado a cabo pelos Serviços Secretos. Naturalmente é para manter secreto, no matter what.

Bernardo Bairrão fez o que obviamente se esperava que fizesse. Como bom “tuga” que é pediu que o relatório dos Serviços Secretos fosse tornado público. Sabendo perfeitamente que isso nunca irá acontecer. Mas com esse pedido quer fazer crer que não tinha medo do que lá está escrito e tenta sair bem na fotografia.

Disto, podemos todos tirar uma conclusão, também ela óbvia. Bernardo Bairrão não tinha categoria para ocupar um lugar no Governo de Portugal. Não só pelo que supostamente diz o relatório, mas também por esta reacção. Revela falta de carácter e desonestidade intelectual.


Polícias: Abuso ou Défice de autoridade?

23/02/2011

Este país está a cair no abismo. Todos os dias a democracia é golpeada e caminha-se a passos largos para a anarquia. Depois disso, só Deus sabe o que poderá acontecer. Ou entramos numa espiral de mortes e miséria, ou sobe ao poder um qualquer ditador de esquerda ou direita.

E os sinais mais fortes disto não são a degradação das Finanças (dívida pública, déficit das contas), ou da Economia (falta de competitividade), ou mesmo do Estado Social (desemprego, pobreza). É a degradação da Educação, da Saúde, da Justiça e da Segurança.

No que concerne a esta última, veja-se como diariamente a comunicação “dita” social enxovalha as autoridades, transmitindo imagens, reportagens e notícias parciais, que passam a imagem de uma autoridade que abusa da força e reprime as liberdades.

Nos últimos tempos tivemos o caso dos sindicalistas detidos à porta de S. Bento, o caso do indivíduo da Arrentela que foi detido e acabou no hospital, o caso dos adeptos do Sporting em Alvalade, ou o caso do recluso de Paços de Ferreira.

Mas alguém de bom senso acredita mesmo no que passam os média? Que os polícias são um bando de mentecaptos que batem na população por puro prazer? Ou será que os mentecaptos são os desordeiros, criminosos, e membros de claques de futebol?

A mim – que me tenho como uma pessoa razoável, com olhos na cara e cabeça para pensar – ninguém me demove da ideia que esses mentecaptos é que ultrapassam os limites da lei, obrigando a polícia a carregar e a efectuar detenções, para repor a ordem.

As autoridades são hoje desrespeitadas principalmente porque a Tutela se demitiu das suas funções, deitando ao abandono milhares de homens e mulheres que juraram dar a vida para defender o próximo, fazer cumprir a lei e manter a ordem.

Desde há uns 20 anos para cá, que o Ministério da Administração Interna não sai em defesa das suas polícias (o mesmo se passa com o Min. da Defesa e os Militares). Para cumprirem o seu dever, as polícias presisam de se sentir também protegidas.

A Segurança é um assunto sério de mais para estar nas mãos de incompetentes, sem capacidade de liderança e que não são respeitados. O Ministro Rui Pereira já deveria ter sido demitido. Aliás, nem devia ter sido nomeado.


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