Mexam-se! Tragam a Vestas para Santo Tirso!

21/05/2017

A notícia saiu no site de notícias da Universidade do Porto. Se não foi divulgada em televisões ou imprensa – os tradicionais meios de comunicação “dita” social em Portugal – então continuamos na mesma, em relação a esse assunto.

Na notícia lê-se:

A Vestas, empresa dinamarquesa que fabrica e instala aerogeradores em todo o mundo, vai instalar um centro de investigação no Edifício Central do UPTEC – Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto”.

“O processo de recrutamento inicia-se já este mês nas Universidades do Minho, Aveiro e Porto. No dia 24 de maio, o roadshow da Vestas passa pela Faculdade de Engenharia da U. Porto onde pretende recrutar recém-licenciados na área de Engenharia Mecânica, Engenharia Informática e Engenharia Eletrotécnica”.

“Para além de espaço no UPTEC, a Vestas vai também criar escritórios noutras zonas da área metropolitana do Porto. Até 2020, a empresa pretende investir entre 5 a 10 milhões de euros e criar centenas de postos de trabalho altamente qualificado“.

Uma excelente notícia. Para o Porto, para o Norte, para Portugal.

Em tempo de pré-campanha para as eleições Autárquicas 2017, apraz-me dizer que, uma inovadora e competente gestão da C.M. Santo Tirso, liderada por um dinâmico e atento Presidente da Câmara, teria já jogado em antecipação, e teria feito tudo ao que estivesse ao seu alcance para que a Vestas localizasse um dos tais escritórios no nosso concelho.

Ainda não o fizeram? Mexam-se! Talvez ainda vão a tempo. Nunca se sabe. Ao trabalho!


Andreia Neto e o wikileaks pós Reguenga-gate

14/05/2017

Não foi preciso muito tempo para que Andreia Neto se revelasse, e comprovasse aquilo que há muito venho dizendo. Não tem condições nenhumas para eventualmente ocupar o cargo de Presidente da CM Santo Tirso. Não tem condições para ser deputada na Assembleia da República. Não tem condições sequer para ser presidente do PSD Santo Tirso. Não tem, aliás, condições para ocupar qualquer cargo público.

O que se lê no documento, que alguém tornou público, de mais de 1.200 páginas de mensagens entre Andreia Neto, Pedro Hugo Almeida, Altino Osório, Ana Batista e Paulo Leal, é inqualificável. Ordinário, brejeiro, malicioso e absolutamente execrável. Insultam-se não só pessoas, mas também instituições. Tirsenses e Nacionais.

Não me parece, de todo, plausível, que um documento de 1.200 páginas, tenha sido escrito ou inventado por alguém. Nem me parece plausível que alguém tenha editado centenas de conversas e milhares de mensagens. Isto porque, dizem agora em surdina, que adversários internos terão editado o documento para o usar como arma de arremesso e vingança. Não creio.

É preciso muito descaramento e falta de vergonha, para tentar “virar o bico ao prego” da forma como Andreia Neto tentou fazer na conferência de imprensa de Sábado. Insinuando que Joaquim Couto e o PS Santo Tirso estariam por detrás de uma patranha que visa atingi-la. Isto, depois de ter dito na apresentação da candidatura: “A coligação garante que fará uma campanha pela positiva“.

Parece-me provável – para não dizer evidente – que este wikileaks Tirsense, ou a “fuga” daquelas conversas, será consequência do Reguenga-gate. Onde Andreia (muito provavelmente mal aconselhada) se terá precipitado e atirado Paulo Leal – até aí seu correligionário e muito amigo – para “debaixo do camião”. Tendo ele depois saído a público com uma série de acusações contra Andreia Neto.

O truque da queixa-crime e da vitimização é comum nesta gente fraca que anda na política em Portugal – começando em José Sócrates e Miguel Relvas. Tal como a ladainha das conversas privadas. Tudo para tentar desviar atenções do conteúdo das tais conversas – que é o que na verdade interessa e desqualifica, absoluta e totalmente, quem nelas está envolvido.

A verdade é que o conteúdo, para além de desprezível, por vezes é gravíssimo. E não deixa de ser curioso que a certa altura se invoque mesmo a necessidade de envolver Joaquim Couto num escândalo ou num processo judicial artificial. Ora coincidentemente, aqui está ele! Julgam Andreia e seus muchachos que os Tirsenses são lorpas. Ora bem, se calhar acham mesmo, a julgar pela transcrição onde se diz que 70% do concelho tem um atraso mental.

De resto, o habitual. O cacique e a compra de votos. As tácticas de spin e deturpação de notícias. A compra de meios de comunicação social e opinião publicada. A criação de perfis falsos nas redes sociais. O insulto barato e vil a adversários políticos. O aproveitamento de pessoas e instituições. Já nada pode surpreender os mais e os menos atentos ao que se vem passado na política em Santo Tirso e no país.

O que surpreende, isso sim, é que alguns – mesmo depois de visados e de terem conhecimento do sucedido – continuem a aparecer ao lado da candidata e da sua pandilha. Tenho muita pena de continuar a ver Zé Pedro Miranda, João Abreu ou Ricardo Rossi (só para citar três dos mais notáveis) ao lado deste grupo sem brio nem valor. Pessoalmente, tenho-os em boa conta, e até nutro amizade. No seu lugar, nunca me tinha aliado a esta candidatura. E, neste momento, demarcava-me de vez desta vergonha.

Quanto a Andreia Neto, se não tem a hombridade de se demitir e retirar a candidatura, ao menos que assuma as consequências do que faz e do que diz. E não venha habilidosamente tentar culpar outros pelos seus pecados. E já agora, que tente procurar saber o significado e a definição de algumas das palavras caras que usa nos seus discursos. É que tenho a leve sensação que não faz a mínima ideia do que é uma base de dados. Mas, se é isso a base da sua queixa-crime, então boa sorte.


Andreia e o especial apoio do Professor

12/04/2017

Para os mais distraídos, Marcelo Rebelo de Sousa, revelou-se desde que foi eleito Presidente da República das Bananas de Portugal. Não consegue estar calado. É mais forte do que ele. Opina ou emite juízos sobre tudo e todos. Claro está que, como diz o ditado, quem muito fala pouco acerta.

Em Fevereiro de 2014, neste post, escrevi:

(…) a ambição de ser Presidente da República levou-o a tornar-se num populista. Algumas vezes até, um demagogo. A preocupação em agradar a gregos e a troianos, rendendo-se ao politicamente correcto, estragou a sua imagem (…) Para isso contribuiu muito o facto de deixar de ter critério naquilo que dizia, que aconselhava, que apoiava. Um pouco como nos livros que sugeria – a certa altura já ninguém acreditava que ele lia aquela montanha de livros todas as semanas – descredibilizou-se (…)

Uma das provas foi o vídeo em que apoiava Alírio Canceles como candidato do PSD à C.M. Santo Tirso, sem sequer saber quem Alírio era, o que representava, o que defendia, que visão ou estratégia tinha.

Ainda a caminho das eleições Presidenciais de 2016, e em plena campanha eleitoral, Marcelo passou por Santo Tirso. E naquilo que foi um dos primeiros passos da auto-nomeação de Andreia, apareceu à varanda (qual Papa no Vaticano), e deixou uma mensagem de apoio, que com muito orgulho Andreia exibe em lugar de destaque no seu site de candidatura.

PSD_Sto_Tirso_Andreia_Neto_Marcelo

O resultado de Alírio está à vista. A maior derrota de sempre do PSD em Santo Tirso. Esperemos para ver o resultado de todas as certezas que Marcelo tem sobre Andreia Neto – pessoa que, tal como Alírio, Marcelo nem conhece, mas que finge para os bem conhecidos propósitos eleitorais.


Autárquicas 2017: Campanha pela positiva em Santo Tirso

10/04/2017

O novo site de candidatura da coligação Por Todos Nós à C.M. Santo Tirso foi lançado. Curiosamente tem o nome da candidata (andreianeto.pt) e não do projecto político. Um pormenor, bem sei. Mas que diz bem da natureza da candidatura – um projecto mais pessoal e de poder, do que político e de serviço.

Uma das áreas de destaque do site tem vídeos curtos, onde alguns dos apoiantes da candidatura deixam a sua mensagem de apoio. Um deles, figura central na coligação, é o meu caro amigo Ricardo Rossi. Partilho o vídeo aqui…

É curioso que o acordo da coligação Por Todos Nós, que está publicado no site, diz no seu ponto número 6 “A coligação POR TODOS NÓS garante que fará uma campanha pela positiva e com autenticidade de proximidade com cada pessoa do Concelho. Queremos que a nossa campanha seja um exemplo da forma como atuaremos na Câmara, ou seja com transparência e verdade“.

Ora bem, sendo assim começam mal. No discurso de apresentação da candidatura, Andreia Neto insinuou que o PS e Joaquim Couto se aproveitam de dinheiro público em proveito próprio, e que era preciso acabar com isso. Agora, é o Ricardo Rossi que vem insinuar que o PS e Joaquim Couto são velhos e trazem desgraça, terminando com um claro “já basta de PS“.

Eu gostaria imenso de ver a promessa cumprida, com uma campanha pela positiva. Onde candidatos e suas equipas apresentassem uma estratégia, um rumo, um plano, um conjunto de ideias. Ao invés de insultarem e atacarem (pessoal e politicamente) os adversários. Maquiavel, no seu livro “O Príncipe” dizia que há duas formas de fazer política: dizer bem de si, ou mal do adversário. Só os que não têm o que dizer bem de si, falam mal dos outros.

Actualização (11 Abril 2017): Pouco depois de ter publicado este post, o vídeo do Ricardo Rossi foi removido do YouTube, e curiosamente toda a secção de vídeos com mensagens de apoio foi também removida do site de candidatura. Parece-me que é revelador.


Eu, eu, eu… votem em mim

05/03/2017

Está nas redes sociais, o discurso de Andreia Neto na apresentação da “Por Todos Nós”, coligação PSD/CDS que Andreia lidera, como candidata às Autárquicas 2017. Vi um vídeo na página do CDS Santo Tirso no Facebook.

O discurso é um dos melhores exemplos daquilo que os actuais políticos profissionais em Portugal têm para oferecer. Andreia aprendeu depressa e bem, na sua estadia em “Lesboa”.

Em pouco menos de 15 minutos a candidata a Presidente da C.M. Santo Tirso mostrou um discurso redondo e completamente vazio de conteúdo, que se resume mais ou menos assim…

Eu sou muito bem sucedida… Sou deputada, sou líder do PSD, sou candidata a Presidente da CMST. Mas não pensem que sou egocêntrica, o que eu quero mesmo dizer é que sou uma mulher normal e muito altruísta.

(ao que se seguiu um inacreditável momento de encenação que honestamente me chocou, mas não surpreendeu. Um momento de populismo bacoco e de um incrível mau gosto. Daqueles que o pacóvio das redes sociais adora).

Eu sou muito importante… Reparem bem nos meus grandes amigos da política aqui presentes. Deputados, presidentes de câmara, presidentes das distritais dos partidos, presidentes de junta e tanta gente importante.

(ao que se seguiu mais um momento de encenação, ao qual já estamos habituados. Depois de mencionar e passar a mão pelo pêlo às individualidades, envia-se um olá ao “resto” dos presentes e às “gentes”).

Eu sou muito culta… Sim, eu citei um filósofo. Sei que é um hábito de alguém (como José Sócrates) que tem complexo de inferioridade e quer transparecer inteligência. Mas vocês são todos uns parolos e nem dão conta disso.

Eu sou melhor do que eles… O PS Santo Tirso é mau, o Joaquim Couto é mau. Eles são todos maus. Aproveitam-se do dinheiro público em proveito próprio e são desonestos. É preciso acabar com isto.

Eu sou diferente… Sim, acabei de atacar o meu adversário e o seu partido, mas não vou fazer uma campanha baseada no ataque pessoal e no remoque. A nossa campanha vai ser no sentido positivo, tipo Obama e o “yes, we can“.

Eu vou fazer muitas coisas… É verdade, num discurso de 15 minutos não apresentei uma visão, uma estratégia, um plano, uma idea. Mas prometo que vou fazer muitas coisas boas. E o futuro das “gentes” será melhor.

No final do discurso, a sala – cheia de individualidades e elite da região e do concelho – levantou-se para aplaudir o que a speaker do evento descreveu como momento e “cerimónia histórica“, convidando depois os presentes a “tirar uma selfie com a candidata“.

Os Tirsenses, e Santo Tirso, podem estar descansados. Esta candidatura não é como todas as outras: balofa. Nem tem como único objectivo capturar e servir-se do poder Autárquico. Tenham fé, e votem “Por Todos Nós”.


Um pé em Santo Tirso, outro em Lisboa

18/02/2017

O Jornal de Santo Thyrso noticiou “Os militantes do PSD de Santo Tirso aprovaram (…) a candidatura de (…) Andreia Neto” e acrescentou que a candidatura teria sido “aprovada por unanimidade e aclamação“.

Disse bem. Aprovaram. Porque não puderam escolher. A candidatura foi-lhes imposta pela Comissão Política. Tal como há 4 anos com Alirio Canceles. Não havia, nem foi permitida ou procurada, alternativa.

Disse mal. Unanimidade. Porque a candidatura não foi proveniente de todos (definição de unânime), nem o parecer de umas dezenas de militantes reflecte a opinião geral dos militantes do PSD Santo Tirso.

Se foi aclamada não posso dizer. Porque em Londres, não consegui ouvir os aplausos e os gritos de júbilo e vitória. Se bem que me parece muito cedo para festejos desta natureza.

Andreia Neto disse que a sua, é uma “candidatura agregadora (…) que une toda a sociedade“. Não sei qual é a definição que Andreia tem de Sociedade. Mas se se refere à Sociedade Tirsense, é bom de ver que está errada.

Mais revelador (se bem que não surpreendente) é, para mim, a declaração de que “não irá esquecer as responsabilidades que tem para com o país, contudo a sua grande prioridade é o concelho Tirsense“.

Ou seja, tal como Elisa Ferreira em 2009, Andreia fica com um pé em Santo Tirso e outro em Lisboa. Uma posição confortável para a própria. Se vencer vem para Santo Tirso. Se sair derrotada tem o seu lugar garantido no Parlamento.


Habemus candidatam PSD em Santo Tirso

19/01/2017

Não demorou muito para se confirmar o que disse no último post. Parece até que eu até já ia atrasado. Por que pelo visto (e segundo um militante/simpatizante do PSD que me contactou por email), a Comissão Política Concelhia do PSD Santo Tirso aprovou, na passada Terça-feira, dia 10 Janeiro, o nome de Andreia Neto como candidata à Presidência da CM Santo Tirso.

Tal como tinha sido feito há 4 anos pelos mesmos protagonistas, não houve discussão nem aprovação de um perfil, com os militantes. O nome de Anderia Neto foi apresentado como um facto consumado, e a votação no plenário da semana passada foi à boa maneira comunista: de braço no ar. Garantindo assim que seria aprovado.

Tudo isto foi feito num plenário para o qual, mais uma vez, não foram convocados todos os militantes. Só provavelmente aqueles que interessam, ou que em votação de braço no ar não teriam coragem para votar contra ou abster-se. Claro que eles dirão que veio publicado no Povo Livre, como dizem os estatutos. Mas isso, sabe-se bem, serão déspotas a esconderem-se atrás de formalidades.

Só me resta desejar sorte à Andreia Neto. Vai precisar dela. O que nasce torto, tarde ou nunca se endireita. E esta candidatura acaba de nascer torta, tal como a de Alírio (com o resultado conhecido).


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