Estacionamentos “à campeão” (IV)

13/11/2010


Santa Apolónia – Lisboa


Estacionamentos “à campeão” (III)

07/11/2010

Graça – Lisboa


Estacionamentos “à campeão” (II)

01/11/2010

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Parque das Nações – Lisboa


Estacionamentos “à campeão” (I)

08/10/2010

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Parque das Nações – Lisboa


Carta de condução: Licença para matar

24/08/2010

Com uma pistola consigo apenas matar uma pessoa de cada vez, mas com um automóvel consigo matar 3, 4, 5 ou 6. As leis não permitem que qualquer pessoa ande com uma arma no bolso, mas autorizam um irresponsável ou até um delinquente a andar ao volante de um automóvel.

Ontem, na A25, morreram 6 pessoas, várias dezenas ficaram feridas, e na comunicação social os “especialistas” responsabilizarem as condições atmosféricas. Pois eu acho que a culpa foi dos condutores. Quantas vezes já presenciamos na estrada, irresponsabilidades e inconsciências que podem provocar acidentes?

Também culpo as autoridades (leia-se Governo). A aposta na prevenção rodoviária é tanta como na prevenção dos fogos florestais. Continua a ver-se a carta de condução como um prémio pelos 18 anos. Continua a dar-se licença de conduzir sem as obrigatórias aulas de código e condução e sem um teste psicotécnico.

Qual o objectivo das aulas nas escolas de condução? Aprender a conduzir com regras e limites que redundam na segurança de automobilistas e peões. Pelos vistos em Portugal não é assim, trata-se apenas duma formalidade para adquirir uma licença para matar.


A hipocrisia de certa esquerda

03/08/2010

Não sou hipócrita. A morte de uma pessoa que não conheço não me afecta muito. De qualquer forma não sou frio ao ponto de desprezar, e nem sequer pensar um pouco, quando as mortes acontecem, e principalmente se são em massa. Também não sou sectário. As mortes em massa impressionam-me seja por que causa for, e nenhuma é perdoável.

Naturalmente tocam-me mais as mortes que estão mais próximas, mas pelo visto não é assim com toda a gente. Costumo ver muitas vezes, em blogues e imprensa mais à “esquerda” gritos de revolta contra as guerras no Iraque ou no Afeganistão. Mas curiosamente nada vejo sobre o que se passa cá dentro. E isto faz-me uma certa confusão.

Lembro os impressionantes números da guerra do Iraque. Entre 2003 e 2009 morreram por ano 675 militares da coligação, num total de 4700 mortes. Em 2010 já morreram 43 soldados. Em Portugal, entre 2003 e 2009 morreram nas estradas um total de 6800 pessoas, ou seja, 971 vítimas mortais por ano.

Desde o início do ano morreram 406 pessoas nas estradas, disse a estatística da ANSR. E “estes números dizem respeito às mortes no local do acidente ou durante o percurso para o hospital“, não contaram as pessoas envolvidas nos acidentes que morrerem nos hospitais nos 30 dias seguintes.

Volto a repetir o que já escrevi em 2008: O que faz essa gente de esquerda “quando todos os dias vêem nos noticiários mortes nas estradas de Portugal? Ignoram ou dizem “olha… mais um”. Ficam completamente indiferentes […] Não ficam revoltados com os responsáveis, com os governantes, com eles próprios“. Mas se a causa da morte for motivo para atacar a “direita”… haja hipocrisia.


Bluetooth, Rei da Dinamarca

24/02/2010

Bluetooth foi o cognome de Harald Gormsson, rei da Dinamarca entre o ano de 958 e 970. Este rei ficou conhecido por ter conquistado e unificado todos os países nórdicos. Daí vem o nome da tecnologia hoje utilizada para unificar, num só protocolo de comunicação, vários dispositivos (telefones, computadores, auriculares, etc.)

O auricular bluetooth veio permitir aos condutores poderem falar ao telefone sem que isso interferisse na condução do automóvel, reduzindo assim o risco de acidente. Esta tecnologia pode assim, além de facilitar a comunicação, salvar algumas vidas.

Desde há muitos anos que fico revoltado quando vejo pessoas a falar ao telefone sem auricular ao mesmo tempo que conduz. É uma irresponsabilidade e um perigo, para não dizer que é proibido (e as multas são caras). Fico principalmente indignado com uma certa “classe”… a “classe” de pessoas que anda em automóveis topo de gama.

Hão-de reparar, tal como eu, que 90% das pessoas que andam em automóveis que custam acima de 50.000 €, além de estarem permanentemente ao telefone enquanto conduzem, nunca têm auricular. Eu pergunto, têm dezenas de milhares de € para comprar automóveis, e não têm 20 € para um auricular?

Que raio de gente pseudo-rica, mal educada, irresponsável, pretensiosa, arrogante e estúpida. Pobres de espírito.


Clássicos

01/07/2009

Um dos meus hobby’s é passear no clássico, que era do meu avô. Um belo BMW 520 (E12) de 1974: 1990 cc, 115 cv, 4 cilindros, 2 carburadores Stromberg. Depois de 13 anos parado num armazém, foi totalmente recuperado e ficou como se pode ver, um espectáculo. Precisa ainda de cromar os para-choques e de rectificar o motor (apesar de estar bom, pegar à primeira e aguentar-se bem ao ralenti). Conhecido como o “BMW com nariz de tubarão“, foi o primeiro carro da Série 5 da Bavarian Motor Works (BMW), que se construiu entre 1972 e 1981.

BMW 520


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