Aos 6 anos conduzia um Porsche

02/09/2018

Vendeu a Air Luxor por 50 mil € a um empresário que tinha como sede um quarto de hotel em Ílhavo, além de ter transferido a propriedade de um Porsche da empresa para a sua filha que à época tinha 6 anos

É este o nível da maioria “empresários” que temos em Portugal. Gente que não cria, constroi ou empreende nada. Que apenas faz negociatas, dentro ou fora da lei, com o único objectivo de enriquecer a todo o custo. Levam empresas à falência e no dia seguinte abrem outras – quais inimputáveis.

É também este o nível da maioria da comunicação “dita” social que temos em Portugal. Jornais e jornalistas que dão estas notícias, sobre empresas “fantasma” de “empresários” corruptos, e assuntos que, ainda por cima, não interessam a ninguém.

Enfim… não admira que Portugal seja pobre. E não é só economicamente. É acima de tudo pobre de espírito.


Rui Rio e Santana Lopes, os maus da fita

22/12/2017

As “trapalhadas” de Santana em 2004 (que Rio apoiou e Marcelo arrasou). Este artigo do Observador pretende claramente fazer crer que Rui Rio não é diferente daqueles políticos que ele mesmo critica. Que é incoerente e, como tal, pouco confiável.

O artigo pretende fazer passar a mensagem de que Rui Rio se disfarça de homem sério, disciplinado e íntegro, mas que em 2004 terá apoiado o que a comunicação “dita” social resolveu denominar de “trapalhadas” de Santana Lopes.

A verdade é que basta ler o artigo para perceber que isso não é verdade.

Numa entrevista (…) Rui Rio dizia que Santana Lopes tinha “mais consistência do que a imagem que têm dele” e que era uma pessoa com “seriedade, lealdade e frontalidade”.

Ora será isto mentira? Santana Lopes é bem conhecido por ser firme nas suas ideias e convicções, portanto consistente. Sempre foi honesto, digno e sincero, portanto sério. Não se lhe conhece nenhuma traição a quem serviu, portanto leal. E ninguém pode negar a sua frontalidade.

Rio (…) afirmava mesmo: “Só posso dizer bem de Santana. O meu estilo não tem o exclusivo da competência e do sucesso“. Atribuía ainda (…) “sensibilidade social que muitos militantes do PCP e do Bloco de Esquerda não têm.”

Ora será isto mentira? Os últimos anos, em particular os passados como Provedor da SCML provaram que Santana Lopes tem, de facto, uma enorme sensibilidade social, e que, enquanto uns falam, ele faz. E faz reconhecidamente bem feito.

Rio culpava os jornalistas: “Este Governo e o primeiro-ministro merecem uma avaliação justa. E não merecem o que a maior parte da comunicação social está a fazer. Ainda o programa de Governo não estava aprovado e já as críticas eram mais que muitas”

Ora será isto mentira? Rio culpava e bem a comunicação “dita” social que na altura começou a criticar Santana Lopes, e a deitar abaixo o PSD, ainda o governo não tinha tomado posse. Curioso que agora, com o governo PS liderado por António Costa, ninguém rasga as vestes ainda “trapalhadas” e “escândalos” sejam o pão nosso de cada dia.

Ou seja, ao contrário do que a artigo tenta fazer passar, nem Santana Lopes foi tão mau como o pintaram, nem Rui Rio foi, alguma vez, incoerente. Ambos estavam a fazer o melhor por Portugal e pelo PSD. Ambos foram verdadeiros com os portugueses e consigo próprios.

À época, Santana Lopes era diabolizado pela comunicação “dita” social. Rui Rio era pura e simplesmente ignorado pela mesma comunicação “dita” social e pela cúpula de “Lesboa” – por ser o mais destacado defensor do Porto e do Norte.

Passada década e meia, os mesmos (a comunicação “dita” social e a cúpula de “Lesboa”) tentam ridicularizar um e ignorar o outro. Tudo para ver se o PSD não ganha força, deixando o PS despreocupado e mais à vontade no assalto ao poder e ao dinheiro dos contribuintes.


Fosse Santana Lopes, e Salgueiro Maia invadia o Terreiro

29/12/2013

Já alguns disseram, por variadíssimas vezes, que António Costa tem “boa imprensa”. Mas muitos não acreditavam. Achavam que isso era apenas “dor de cotovelo” por o socialista ser “querido” entre a população de Lisboa e “respeitado” por uma boa parte dos portugueses.

A verdade é que a greve de cantoneiros veio demonstrar que aqueles tinham razão. O lixo amontoa-se nas ruas de Lisboa, e ainda falta uma semana para o final da greve. As imagens de poluição visual vão correr mundo (com consequências para o Turismo). E há um sério perigo para a saúde pública.

Mesmo assim António Costa consegue passar por entre os pingos da chuva. Da mesma forma que passou durante os anos em que foi Ministro – e depois apoiante – dos desastrosos Governos de José Sócrates. Nem os sindicatos o acusam de tentar “furar” a greve quando ele ordena a colocação de contentores.

Fosse Pedro Santana Lopes o Presidente da C.M. Lisboa e neste momento já Salgueiro Maia invadia o Terreiro do Paço com uma coluna de xaimites, para regozijo dos lisboetas e do resto do país. A comunicação “dita” social incendiava os ânimos. A esquerda e os sindicatos pediam a sua demissão.

Valha a António Costa o facto de ter boa imprensa (seja dos orgãos de comunicação onde o irmão tem influência ou noutros). Valha-lhe ser visto como o Messias do PS, um homem de esquerda, à esquerda do PS. Valha-lhe o facto de a honestidade intelectual do Zé “que faz falta” e da Roseta terem um preço.


A entrevista do Fernando causa-me náuseas

14/11/2013

Todos sabem da importância que dou às redes sociais. Muitos dizem que até dou demais. Sou blogger desde 2003 (sim, há 10 anos!), juntei-me ao Facebook e LinkedIn em 2006 (quando ainda eram desconhecidos em Portugal) e ao Twitter em 2010 (depois de um período de resistência).

As redes sociais são um fenómeno que veio mudar o Mundo, a todos os níveis. A meu ver, veio mudá-lo para melhor, muito melhor. São um instrumento que, nos dias que correm, permite coisas tão importantes como a proximidade, a partilha e a velocidade de informação.

Praticamente todas as maiores redes sociais – Twitter, Facebook, Instagram, LinkedIn, etc. – já serviram para boas causas. Alertas de catástrofes naturais, denúncias de crimes, libertação de ditaduras, campanhas de solidariedade. Entre muitas outras coisas.

Claro que, como em tudo na vida, há sempre quem consiga transformar uma boa ferramenta em algo mau, perigoso até. Esta entrevista do Fernando Moreira de Sá à revista “Visão” causa-me náuseas. Provoca-me aversão. Asco mesmo. O que ele revela é um nojo.

Não é pelas revelações – quem como eu anda nisto (das redes sociais, da blogosfera, e da política) há tantos anos sabia perfeitamente que isto se passava – é pela falta de vergonha de o dizer, e pela forma descarada e gozona como o diz. Achando-se, ainda assim, um figurão.

Fui (e sou) autor de vários blogues. Na maioria deles era o único autor. Muitos versavam também sobre política. Escrevi posts a defender Passos Coelho, o PSD e este Governo. Também escrevi posts a criticá-los. Porque sempre fui livre de dizer o que pensava.

Fui convidado para colaborar e escrever em alguns dos blogues que o Fernando Moreira de Sá menciona. Rejeitei. E que bem fiz. Detestaria estar associado a esta ignomínia. Tenho pena que alguns, que considero amigos, tenham aceite e se vejam agora no meio desta açorda.


Editora Código de Letras prossegue com o Notícias de Santo Tirso

02/11/2013

Foi com muita satisfação que recebi do meu amigo Augusto Pimenta, a notícia de que o jornal Notícias de Santo Tirso (NST) iria prosseguir a publicação.

Tive o privilégio de escrever artigos de opinião no NST durante 12 meses, entre Janeiro de 2011 a Janeiro de 2012. Aceitei fazê-lo por várias razões.

O NST é o único jornal verdadeiramente independente no concelho de Santo Tirso. É o único jornal cujo único e principal interesse é informar o leitor.

É o único jornal no concelho sem uma agenda política definida. E é também o único – na minha modesta opinião – a ter direcção e edição profissionais.

Num tempo de mudança – as eleições Autárquicas 2013 a isso obrigam – que se espera para melhor, o meu desejo é que isso também aconteça nesta área.

Que os leitores/assinantes de jornais Tirsenses, possam discernir todos estes factos e se tornem assíduos de quem, de facto, informa com isenção.

Espero que com isso, e com mais apoios (ao nível da publicidade), a editora Código de Letras possa prosseguir com esta publicação durante muitos anos.


José Sócrates volta. Venha daí essa democracia musculada

21/03/2013

O regresso de José Sócrates a Portugal, para ser comentador de política da RTP demonstra três coisas:

  1. José Sócrates não tem vergonha na cara e tem um grande descaramento;
  2. A ala socrática do PS planeia voltar em breve a assaltar o Poder (no partido e no país).
  3. A RTP (TV pública!) continua a ser um joguete nas mãos dos partidos políticos.

E o facto de tentarem sublinhar que “Sócrates não receberá qualquer remuneração” ainda mais indica ao que ele (e a sua pandilha) vêm. Esta gente não “trabalha” de graça. E isso ficou bem patente ao longo dos anos em que governaram Portugal.

Com o país na bancarrota (sim porque o governo não vai conseguir salvar Portugal, e o pior ainda está para vir), as pessoas no desemprego e as famílias no desespero, será o momento ideal para aparecer uma “democracia musculada” (aka Ditadura).

E que melhor “querido líder” poderá Portugal ter do que José Sócrates? Bem falante, sobranceiro q.b., charmoso (lembram-se de ter sido eleito dos mais sexy do mundo?). E amigo de todos os outros désputazinhos deste mundo. Da América Latina ao Médio Oriente.


As “balizas” da comunicação “dita” social

27/09/2012

A propósito de Rui Rio ter dito que eram necessárias “balizas” para a comunicação social – ou comunicação “dita” social como ele uma vez lhe chamou, e com a qual concordo plenamente – logo vieram uns arautos da liberdade berrar e, obviamente, acenar com o 25 Abril (lá está o trauma) e a liberdade de expressão.

Curiosamente estes são os mesmos que berram também contra os despedimentos e os cortes nos salários/subsídios por, na sua opinião, serem anti-constitucionais. E o que é a Constituição senão uma “baliza”, um limite, uma restrição? As “balizas” já valem neste caso? Ou é só por se tratar do seu umbigo, do seu quintal?

Numa sociedade desenvolvida tem de haver “balizas”, limites, restrições, leis. Senão era uma Anarquia! Não uma Democracia! Eu sou adepto da liberdade mas não a confundo com libertinagem. E seria adepto da existência de poucos limites (apenas os essenciais) desde que houvesse bom senso e respeito pelo próximo.

O problema é que isso não existe. Muito menos na comunicação “dita” social, como tem estado bem à vista nos últimos anos. Que me desculpem os meus amigos jornalistas, aqueles que são bons (e raros hoje em dia) mas a liberdade de expressão e de informação não pode servir de desculpa para o que muitas vezes chega a ser “terrorismo mediático“.

Está à vista a falta de capacidade para se auto-regularem, e pior do que isso estão cada vez mais à vista as manobras por detrás dos orgãos da comunicação social para que estes sirvam como veículos ou armas, numa guerra de poder (seja ele político, empresarial ou corporativo).

Do que conheço de Rui Rio, e pelo que pude interpretar das suas palavras (não apenas das de ontem mas por exemplo das que escreveu no livro “Politica, in situ“), ele não pretende calar ninguém. Não pretende censura. Pretende, isso sim, regular e responsabilizar quando ultrapassados os limites da liberdade.

Sim, porque a liberdade de uns acaba exactamente onde começa a liberdade dos outros. Neste momento tudo é permitido, e a maioria da comunicação “dita” social nem sequer tem pejo de escrever ou dizer certas coisas, mesmo que todos saibamos que isso pretende obedecer a certos lobbys ou interesses.

E para além de muitas vezes serem tendenciosos, são também incompetentes e incendiários. Não informam, nem querem! A única coisa que sabem fazer (salvo raríssimas excepções) é chafurdar no infortúnio e na desgraça dos outros. “Quanto pior melhor“. E depois dissertar sobre o sound bite e a “espuma dos dias“.

Quanto a mim, e agora pensando nos jornalistas que prezo e aprecio, penso que até era bom para eles haver “balizas” e responsabilização. Isso afastaria da profissão os maus jornalistas, e aí eles evitavam generalizações e serem todos metidos no mesmo “saco”. Tal e qual como fazem com os políticos.


Os bons exemplos são para se publicar

20/08/2012

Na imprensa de hoje:

  • Um ex-Presidente da Câmara e ex-Candidato a Presidente da República qualifica de “vergonhosa” uma decisão justa e sensata de um Tribunal.
  • Jornal desportivo publica na sua página web um vídeo de adeptos de futebol a queimarem camisola de jogador que se mudou para clube rival.
  • Após 1ª jornada Treinadores dos 3 clubes “grandes” optam por fugir às suas responsabilidades, justificando ou negando as más exibições.
  • Alberto João Jardim acusa o Governo de ter dado primeiro passo de “separatismo” ao remeter a Madeira ao pagamento da sua dívida.

A TSF, o @pedroml e o @padaoesilva

17/06/2012

No final do jogo saí do pub e liguei a TSF. Queria ouvir os protagonistas no final do jogo, algo que a TV inglesa obviamente não estava interessada em transmitir.

Ouvi os locutores, os comentadores, os jogadores, o treinador. E às tantas entra pela minha “telefonia” o Pedro Marques Lopes e o Pedro Adão e Silva.

Só espero que isto signifique que a TSF finalmente conseguiu discernir que esta dupla é uma vergonha a comentar política, e colocou-os a comentar futebol.

Por mais que estejam ao mesmo nível no comentário, prefiro assim. Ao menos no futebol não incomodam muito, já que o futebol é uma coisa “a brincar”.


Mais um “órgão de comunicação social” em Sto Tirso

08/06/2012

Ao que parece, nasceu há umas semanas, um novo “órgão de comunicação social” em Santo Tirso. Chama-se Santo Tirso Jornal e é um jornal online. Tal como é exigível nos dias que correm, está presente no Twitter e no Facebook.

Sempre que aparece um novo órgão de comunicação social a minha vontade é saudar, mas a verdade é que perante o histórico e as circunstâncias, a minha vontade é ser cuidadoso, para não dizer que me apetece já suspeitar.

Que circunstâncias são essas? Ora, pela amostra, as notícias são desfavoráveis ao actual executivo da Câmara Municipal, desfavoráveis ao PS Santo Tirso, e favoráveis ao PSD Santo Tirso. O que nos leva ao histórico.

Que histórico é esse? Num passado não muito longínquo outro jornal, com a mesma linha editorial, nasceu meses antes de umas eleições. Chamava-se Santo Tirso Hoje e “desapareceu” pouco depois da vitória do PS nas Autárquicas 2009.

Existem mais equivalências. Tanto o Santo Tirso Hoje como o Santo Tirso Jornal, não têm rosto. O que a meu ver, por si só, não abona nada em favor da credibilidade e transparência que um órgão de comunicação social deve ter.

Mas existem diferenças. Se o Santo Tirso Hoje tinha um dono (Editirso – Publicidade, Marketing e Comunicação, Lda) o Santo Tirso Jornal inovou e não tem. Presume-se portanto que seja um projecto meramente pessoal.

Ao longo do tempo, temos vindo a assistir ao nascimento e morte de vários “projectos pessoais” deste tipo, que parecem pertencer sempre à mesma pessoa. Não seria mais facil assumir-se, dar a cara, e lutar pelas suas ideias?

A verdade é que não me agrada nada esta tentativa de utilização encapotada de órgãos de comunicação social para cumprir objectivos políticos pessoais. E penso que muito menos deve agradar aos verdadeiros jornalistas.


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