Aos 6 anos conduzia um Porsche

02/09/2018

Vendeu a Air Luxor por 50 mil € a um empresário que tinha como sede um quarto de hotel em Ílhavo, além de ter transferido a propriedade de um Porsche da empresa para a sua filha que à época tinha 6 anos

É este o nível da maioria “empresários” que temos em Portugal. Gente que não cria, constroi ou empreende nada. Que apenas faz negociatas, dentro ou fora da lei, com o único objectivo de enriquecer a todo o custo. Levam empresas à falência e no dia seguinte abrem outras – quais inimputáveis.

É também este o nível da maioria da comunicação “dita” social que temos em Portugal. Jornais e jornalistas que dão estas notícias, sobre empresas “fantasma” de “empresários” corruptos, e assuntos que, ainda por cima, não interessam a ninguém.

Enfim… não admira que Portugal seja pobre. E não é só economicamente. É acima de tudo pobre de espírito.

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IPSS levantem-se e façam-se ouvir

22/12/2017

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Em 2009, Vieira da Silva era Ministro do Trabalho e da Solidariedade Social no governo PS liderado por José Sócrates. Nessa altura, deu 100 mil euros a uma IPSS presidida pela sogra.

Toda a gente que lidou de perto com IPSS, principalmente aquelas que não têm dimensão nacional, sabe que obter subsídios do Estado é extremamente difícil. E quando eles chegam são pequenos. Na ordem dos milhares ou, com muita sorte, dezenas de milhares de euros.

Ora Vieira da Silva resolveu saltar directamente para as centenas de milhar, e dar 100.000€ do dinheiro dos contribuintes, a uma IPSS local, que curiosamente era presidida pela mãe da sua mulher (a deputada Sónia Fertuzinhos).

Poucos meses depois, qual coincidência, a sogra decidiu pagar-se a si mesma 1.000€ por mês. Oferecendo-se a si própria um aumento de 20% em 2016. O que a adicionar à sua reforma lhe dava uns confortáveis 2.300€ por mês.

Isto é nojento e repugnante. É inaceitável e inadmissível.

A esmagadora maioria dos contribuintes tem níveis de vida inferiores ao que desejaria porque não só paga demasiados impostos, mas porque sempre que precisa do Estado (ex. Saúde, Educação, Segurança) ele não consegue corresponder.

A fatia dos impostos destinada a solidariedade social já é pequena. Por contra-ponto aqueles que precisam mais de ajuda são cada vez mais. E o que acontece a esse dinheiro? É roubado (sim, roubado, sem aspas) por um bando de gente asquerosa e corrupta.

Existem milhares de IPSS em Portugal. Pelas minhas contas são cerca de 5.000. Para as quais devem trabalhar (funcionários e voluntários) centenas de milhares de pessoas. Na sua esmagadora maioria gente decente e bem intencionada.

É preciso. É imprescindível. É obrigatório. Que essas pessoas façam ouvir a sua voz. Bem alto. Porque o que se está a passar neste momento – com os casos que involvem o Ministro Vieira da Silva e a sua mulher, a Deputada Sónia Fertuzinhos – põe em risco uma das mais nobres actividades da sociedade.

As IPSS arriscam caír total e definitivamente em descrédito. Pessoas e empresas que oferecem dinheiro e géneros irão certamente começar a dar menos. Voluntários que oferecem tempo e vontade irão certamente começar a desaparecer.

E quem sofre com isso são os mais desfavorecidos. Aqueles que precisam mais. Os que não têm mais ninguém a quem acorrer.

 


Raríssimas. Esta gente não chega lá sozinha II

11/12/2017

Quando ontem escrevi que gente como Paula Costa “só chega a estas posições se for ajudada ou empurrada” e que chegando lá, só se mantêm, roubando cada vez mais, se outros forem incompetentes e irresponsáveis” estava longe de saber que o Ministro Vieira da Silva, o Secretário de Estado Manuel Delgado, ou a Deputada Sónia Fertuzinhos não eram os únicos políticos a chafurdar neste lamaçal.

Foi o artigo da Visão “Como a política, a banca e os negócios apadrinharam Paula, a Raríssima” que nomeou outros, da auto-denominada elite portuguesa. Entre eles vários políticos e ex-governantes. Leonor Beleza, Graça Carvalho, Maria de Belém ou Roberto Carneiro, todos eles ex-Ministors. Fernando Ulrich, Teresa Caeiro, Isabel Mota ou António Cunha Vaz.

Tudo gente que, repito, tinha obrigação de ter mais responsabilidade quando ajuda ou promove alguém. Quando se involve e aceita fazer parte de alguma coisa. Parece-me evidente que todos lá estiveram, ou ainda estão, porque fica bem, e não por se interessarem, o mínimo que seja, pela actividade da tal instituição. Como foi possível isto passar-se debaixo dos seus narizes?

Todos eles fizeram parte dos orgãos da instituição. Fosse no Conselho Consultivo ou na Assembleia Geral. Está bem à vista que apenas fizeram figura de corpo presente. Sendo incompetentes nas suas funções de fiscalização. Se tivessem o mínimo de vergonha, ou respeito pelo dinheiro dos contribuintes, viriam imediatamente a público retratar-se, pedir desculpa, e cooperar com a investigação em curso.


Raríssimas. Esta gente não chega lá sozinha

10/12/2017

A investigação da TVI “Para onde vai o dinheiro que a Raríssimas recebe” é de valor e vale a pena ver. Reportagens desta natureza e com esta qualidade são verdadeiro serviço público de televisão. E já que a RTP não o faz, porque está controlada por quem exerce o poder executivo no governo, ao menos que outras o façam.

O que é agora denunciado pela TVI só surpreende quem andam propositadamente a tapar os olhos com as próprias mãos. Porque todos nós temos conhecimentos de casos semelhantes em empresas privadas e públicas, gabinetes políticos, organizações não governamentais e instituições (ditas) de solidariedade.

É preciso ter provas, como as que a TVI apresentou, para que se possa acusar esta gente – sim “acusar”, o que em Portugal está a anos-luz de “condenar”. Mas não é preciso ter provas para saber o que se passa. Para isso basta ter conhecimento ou assistir a certas atitudes, comportamentos e práticas.

Exemplos disso estão bem patentes nesta reportagem, no vídeo em que a ladra que preside à Rarissimas fala do Presidente da República e de como os funcionários devem agir durante da sua visita. Bem como do vídeo em que ameaça os mesmos funcionários de despedimento caso não façam vénia à passagem da madame.

Outros exemplos estão bem demonstrados na mentalidade e práticas. Como achar que teria de se apresentar em carros de luxo ou vestida por marcas de renome. Ou no facto de tanto marido como filho serem empregados pela instituição com ordenados absolutamente desproporcionais.

Gente que fala com a sobranceria e arrogância ou com o desrespeito e desprezo pelos funcionários que é visível nos vídeos apresentados, é gente que não tem perfil para liderar uma ninhada de ratazanas. Quando mais uma instituição que recebe dinheiro dos contribuintes para ajudar crianças com deficiência.

Gente sem carácter e sem integridade. Que naturalmente só chega a estas posições se for ajudada ou empurrada por gente da mesma laia. Gente como o Ministro Vieira da Silva, o Secretário de Estado Manuel Delgado, ou a Deputada Sónia Fertuzinhos (mulher daquele). Que parecem sido cúmplices e coniventes, mas também beneficiados.

E parace-me óbvio que chegando lá, só se mantêm, roubando cada vez mais, se outros forem incompetentes e irresponsáveis. Caso dos muitos que se prestaram a visitas e fotografias ao lado ladra. Desde Maria Cavaco Silva a Marcelo Rebelo de Sousa. Ou vários dirigentes políticos e públicos, incluindo deputados (até a Tirsense Andreia Neto)

Gente que tinha obrigação de ter mais cuidado quando ajuda ou promove alguém. Se tivessem o mínimo de interesse na causa e no problema, sentido de responsabilidade, ou respeito pelo dinheiro do contribuinte, informavam-se antes de se colocarem a si, ou a quem representam, ao lado de semelhante gente.


Sobrinho a gozar com a cara dos Tugas

19/12/2014

Alvaro Sobrinho, o ex-presidente do BES Angola veio a Portugal para prestar esclarecimentos em mais uma daquelas inúteis comissões parlamentares de inquérito da AR.

Disse que nunca beneficiou nenhuma empresa ligada a ele, a familiares ou amigos. E com uma expressão muito indignada disse “há uma lei em Angola que proíbe” isso.

Mais tarde, e a propósito de o acusarem de ter desbaratado empréstimos a tudo o que mexia, disse que os processos eram claros e que toda a gente tinha de “preencher uma ficha de aplicação”.

Pois claro. Nós bem sabemos que se há coisa que não existe em Angola é nepotismo. Basta olhar para a família e amigos do Presidente. Todos tesos como virotes e com vidas difíceis de muito suor e trabalho. E de resto também estamos a ver esses mesmos, a preencher fichas de aplicação nos balcões do BESA para pedirem empréstimos.

O mais ridículo disto tudo é os deputados prestarem-se a isto e sujeitarem o país a ser gozado por Angolanos, e também a comunicação “dita” social que publica estas declarações como se fossem coisas perfeitamente válidas e normais.


Desmascarar os corruptos nos partidos

21/04/2013

José António Salcedo é um homem com visão, capacidade, reputação e sucesso. Estudo e investigou, mas também criou, trabalhou, geriu e fez crescer.

Tenho imenso respeito e grande consideração pelo José António Salcedo. Desde que tive o prazer de o ter como professor (Catedrático) na FEUP.

É um homem com valores e princípios. Livre de fazer, dizer e escrever o que pensa. Sem ceder a pressões ou lobbies. Mesmo que de gente próxima dele.

Há dias, no seu Facebook, escreveu o seguinte:

Partidos políticos são socialmente importantes enquanto contextos de discussão e planeamento de modelos político-sociais alternativos e desejáveis para o bem de todos os cidadãos. No entanto, grande parte das pessoas que os têm integrado têm-se organizado em quadrilhas de malfeitores a tudo dispostas para aceder e desbundar o nosso rico dinheirinho. Essas quadrilhas que vivem nos aparelhos partidários actuam no silêncio dos corredores e apenas sabem atacar em matilha. Constituem uma máfia de gente ignóbil e medíocre. Se a Justiça funcionasse bem, estou convencido de que muitas dessas pessoas estariam a braços com ela e até na cadeia. Como não funciona, resta aos cidadãos com sentido mais apurado de responsabilidade desmascarar essa gente em público e com coragem, procurando esclarecer a população que gente dessa laia serviria particularmente bem para limpar mato nos montes ou até para serem processados em caixas de compostagem, por minhocas“.

É isto mesmo que tento fazer, há muito tempo, neste blogue. Desmascarar alguma gente que faz dos partidos políticos em Santo Tirso um veículo para enriquecer.

Essa gente, vem aqui dizer que tenho problemas pessoais com eles, que tenho inveja, que tenho azia. Não! Simplesmente é meu dever fazer o que o José António bem descreveu.


Paredes de Coura e Política

13/08/2012

Ouvia há pouco na TSF uma interessante reportagem sobre o festival de Paredes de Coura. A história de como tudo começou era curiosa e a forma como quiseram manter os critérios de escolha das bandas era de valor. Tudo corria bem até um dos organizadores ser entrevistado.

Disse ele que começaram em 1993 quando, quase inconscientemente, resolveram propor ao Presidente da Câmara local a realização de um festival de música para jovens. O edil achou boa ideia e apoiou. Deu-lhes 160 contos para contratarem bandas.

Qual foi a primeira banda que contrataram e a quem pagaram? Foi a própria banda!… Porque alguns deles tinham uma banda de garagem. Mas que grande exemplo, hein? Mais valia ter estado calado.

E depois é esta gente que critica os políticos e ex-políticos que contratam filhos, sobrinhos, sobrinhos-netos, outros familiares e amigos. Reina o nepotismo em Portugal e esta é apenas uma das mais cruciais razōes para o país estar neste estado.


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