Madeira, bodes expiatórios e falta de vergonha

10/10/2011

Quando o tuga está em dificuldade tende a arranjar justificações para os seus falhanços. O tuga é perito em encontrar noutros, as desculpas para o seu próprio insucesso. Nas últimas semanas alguns sectores da sociedade quiseram fazer de Alberto João Jardim e da Madeira os bodes expiatórios para a crise que atravessamos.

Duas razões levaram a isto: A primeira, levada a cabo pelo PS e António José Seguro, pretendia encobrir as verdadeiras razões e responsabilidades do PS no estado a que o país chegou; A segunda, perpetrada por todos os partidos da oposição, pretendia tirar dividendos politico-partidários nas eleições Legislativas Regionais.

Ajudados pelos órgãos da comunicação “dita” social, todos aqueles senhores parecem ter descoberto várias irregularidades no âmbito da campanha e do acto eleitoral. Falta de ética, de sentido democrático, de respeito pelos eleitores ou pelos adversários. Tantos actos incorrectos e vergonhosos se passaram na Região Autónoma.

Quais virgens inocentes, os senhores da oposição, descobriram agora que se fazem inaugurações em tempo de campanha, que se “compram” votos, que se intimidam eleitores, que se transportam esses eleitores (qual rebanho) para votar, que se usa toda e qualquer forma para conseguir vencer as eleições.

Tudo isto é um nojo! É a podridão da democracia! Mas infelizmente acontece por todo o país. E não é só em eleições Autárquicas, Legislativas ou Presidenciais, mas também em eleições internas dos partidos (a nível concelhio, distrital e nacional), em associações, etc. Vale tudo e não há vergonha.

Na minha freguesia há apenas uma assembleia de voto, no salão da Junta. Entre a mesa e o local de voto está uma mesa com jornais onde está sentado o Presidente da Junta. Lê jornais, conversa com as pessoas, etc. Nada de mal? Para mim não. Outros sentir-se-ão “pressionados” ou “observados”.

Este é apenas um exemplo (no caso o Presidente da Junta é do PS) de uma freguesia com 1500 eleitores. Outros, mais vergonhosos e flagrantes, acontecem por todo o país, há muitos anos e praticados por todos os partidos. Mas ainda assim todos têm a lata de apontar o dedo à Madeira. A resposta está aí.


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