Santo Tirso distingue Zeinal Bava, saiba porquê

20/02/2012

No próximo dia 27 de Fevereiro, irá ter lugar na C.M. Santo Tirso uma cerimónia na qual o Engº Castro Fernandes irá presentear o Engº Zeinal Bava (CEO da Portugal Telecom) com a Medalha de Honra do Concelho.

O executivo socialista da CMST decidiu fazê-lo como consequência da decisão tomada pela PT, há uns anos atrás, de instalar em Santo Tirso um Call-Center de apoio ao cliente, que iria criar 1200 postos de trabalho qualificado.

A verdade é que foram criados pouco mais de metade dos postos de trabalho anunciados; esses postos são tudo menos qualificados; e além disso não albergam na sua maioria desempregados Tirsenses, como prometido.

Para além do mais, a instalação do Call-Center em Santo Tirso, foi tudo menos uma aposta pessoal de Zeinal Bava ou um objectivo bem definido da PT. Foi, isso sim, uma estratégia cozinhada por José Sócrates e pelo PS.

Ou será que alguém já se esqueceu da obscena promiscuidade entre PT e Governo Sócrates, da qual o caso mais mediático foi o que envolveu Rui Pedro Soares e o caso da compra da TVI pela PT, para calar Manuela Moura Guedes?

O cozinhado feito por José Sócrates e Zeinal Bava, permitia-lhe ter um enorme trunfo eleitoral em Santo Tirso, concelho marcadamente socialista. Com isso matava 2 coelhos de uma cajadada: Autárquicas e Legislativas 2009.

Sabendo disto, Castro Fernandes resolveu “encher chouriços” no extenso documento em que propunha a distinção. Discorrendo sobre o percurso académico e profissional de Zeinal Bava, com se isso por si só fosse suficiente.

Sei perfeitamente que não é por acaso que se chega a CEO de uma empresa da dimensão da PT, mas também sei que Zeinal Bava não é o que querem fazer dele. É bem mais fácil ter sucesso numa empresa monopolista.

Tal como uma boa parte dos Presidentes de Câmara do país, tal como uma boa parte da bancada socialista na AR, tal como uma boa parte dos empresários portugueses, Castro Fernandes continua a viver a ilusão socrática.

Esta insistência de Castro Fernandes e da CMST em continuar a viver tempos “cor-de-rosa” poderá sair cara a Santo Tirso. Se o concelho não fizer o quanto antes o trabalho de casa, arrisca-se a ficar irremediavelmente para trás.


Goodbye Lisbon, hello London!

14/02/2012

Recebi há dias uma proposta para trabalhar em Londres e… aceitei. Era algo que procurava há cerca de um ano, e que desejava desde o início da minha carreira profissional. Assim, a partir de meados de Março, a minha vida passará a ser no Reino Unido.

O meu desejo por uma experiência profissional no estrangeiro, advém do meu gosto por conhecer outras culturas, outras formas de pensar, de abordar as questões, de implementar, de agir, de estar. Algo que se inflamou em 2003 quando fiz Erasmus na ENSEA, em Paris.

Esta decisão não é tomada de cabeça quente ou por causa de qualquer conjuntura. É algo planeado e amadurecido. Surge agora, como poderia ter surgido há 6 meses atrás, ou daqui a 1 ano. Tem que ver com o aparecimento da oportunidade que faz match com o meu perfil.

É o agarrar de uma oportunidade que me permitirá subir mais um degrau na escada da vida profissional, e consequentemente pessoal. É o arriscar, o apostar, é o confiar nas minhas capacidades para ter sucesso e poder realizar muito mais do que até aqui já consegui.

Tenho em Lisboa, na Novabase, uma situação estável. Contrato firme com a melhor empresa do sector em Portugal. Uma empresa sólida e cotada em bolsa. Trabalho em projectos inovadores e desafiantes, para as melhores empresas da Europa e do Mundo.

Mas não posso acomodar-me, e esperar que o tempo me faça ascender na carreira. Não posso auto-limitar as minhas capacidades e ambições ao cenário e conjuntura actuais. Não posso ficar à espera que aconteça. Tenho que fazer acontecer! Tenho de “correr atrás”!

Irei trabalhar numa empresa Italiana, com escritórios em Milão, Turim, Roma, Nápoles e Londres. Com mentalidade e dimensão muito diferentes das que conheço. Gold Partner da Oracle e líder numa parte importante deste mercado, o CRM On Demand.

Aguardo a vossa visita, e lá, terei todo o gosto em vos pagar um fino… Cheers!


Alexandre Soares dos Santos não é um milionário

08/01/2012

Em Fevereiro de 2009 escrevi dois posts a propósito de intervenções de Alexandre Soares dos Santos. Depois de uma vida privada e profissional no recato durante tantos anos, penso que começou aqui a sua participação cívica mais mediática. Sim porque essa sempre existiu, mas não interessava aos meios de comunicação “dita” social.

Disse eu que Soares dos Santos não é um milionário. É um homem humilde, trabalhador e sério. Um empresário com visão e sucesso. Preocupado com a crise em Portugal, falou sem medo. Não deve nem teme o poder, não lambe as botas a nenhum governo. Falou verdade aos portugueses, depois de já o ter feito aos seus trabalhadores e accionistas.

Naquela altura o Presidente Executivo da Jerónimo Martins, criticou a postura e (in)acção do Governo em funções (liderado por José Sócrates) perante a crise, e ao mesmo tempo deu a conhecer as medidas que implementaria na sua empresa, para combater a altura difícil e complicada que assolaria não só a sua mas todas as empresas em Portugal.

Primeiro, abrir mão das reservas que fez para prevenir um ano de prejuízos. Depois, reduzir ou deixar de pagar dividendos. Em seguida, diminuir salários de administração e quadros. Por fim, negociar cortes de horário e salários com trabalhadores. Em último recurso, se todas estas não fossem medidas suficientes, avançar para despedimentos.

O facto é que apesar de todas as dificuldades, em Março 2010, sai a público a notícia: “Jerónimo Martins anuncia aumento de prémio aos trabalhadores para 250 euros“. O grupo deu um bónus extra aos trabalhadores efectivos (20 mil dos quais em Portugal) gastando 12,5 M€. A bonificação deixou de fora os quadros da administração.

Em plena crise, a Jerónimo Martins criou 1.700 empregos em 2009, 3.000 em 2010 e 1.000 em 2011. Isto, só em Portugal! Acho por isso curioso que alguns políticos tenham a falta de vergonha de dizer mal deste homem, quando eles próprios apenas tratam da sua vidinha, e com sua incompetente e demagoga acção criaram 700.000 desempregados.


7 maus hábitos dos fracos líderes

06/01/2012

Não são os 7 pecados mortais, mas são os 7 maus hábitos presentes nos líderes fracos, identificados por Eric Jackson na Forbes. Mesmo em Portugal temos bons líderes em todas as áreas (na política, nas empresas, no desporto, etc.) mas a verdade é que a corrupção, o nepotismo e a mediocridade tem-nos trazido cada vez mais fracos líderes.

O 1º mau hábito é verem-se a si próprios como dominadores. Este é talvez o hábito mais insidioso porque é altamente desejável. Quem não gosta de dominar, de decidir, de mandar? O problema é que esta forma sobranceira e prepotente de estar, leva os fracos líderes a nunca questionam o seu domínio e deixarem de conseguir discernir que estão à mercê das circunstâncias. Amiúde tendem a subestimar o alcance do seu domínio e a desprezar o papel da conjuntura e das circunstâncias no seu sucesso. Os líderes que caem nesta armadilha sofrem com a ilusão da preeminência pessoal, vendo-se como donos das suas organizações. Para eles, todas as outras pessoas que fazem parte da organização, apenas existem para executar as suas ordens. O sintoma é a falta de respeito pelo próximo.

O 2º mau hábito é identificarem-se demasiado com a organização. Este hábito pode por vezes parecer benéfico, porque queremos líderes empenhados e totalmente alinhados com a organização, mas a verdade é que a realidade confirma o ditado: “o que é demais é erro”. Frequentemente acabam por perder a noção da fronteira entre o interesse pessoal e o colectivo. E ao invés de tratarem as organizações para ter sucesso, os fracos líderes tratam-nas como sendo extensões de si próprios. Líderes com esta visão, usam frequentemente as organizações para atingir ambições pessoais e desviam recursos financeiros da organização, para uso pessoal. Alguns, com percursos longos e notáveis, tendem a pensar que deram tanto à organização, que qualquer despesa em proveito próprio é trivial. O sintoma é a falta de carácter.

O 3º mau hábito é julgarem que têm todas as respostas. Esta é uma imagem que durante anos fomos habituados a cultivar nos nossos líderes. Que seriam homens fora de série, quase omniscientes, capazes de decidir e responder rapidamente a qualquer desafio. Mas diz a sabedoria popular que “depressa e bem, não há quem”. Os líderes que decidem sozinhos e depressa (a quem normalmente chamamos determinados) deixam escapar os pormenores e não compreendem bem a situação. Pior ainda é, pelo facto de acharem que têm as respostas todas, nem sequer se dão ao trabalho de consultar alguém. Na verdade os líderes que querem ter todas as respostas tendem a calar outros pontos de vista. O sintoma é a falta de seguidores.

O 4º mau hábito é cruelmente eliminarem todos aqueles que não estão cegamente de acordo consigo. Os fracos líderes querem incutir a sua visão e forçar todos a acreditarem nela. Para eles, “quem não está comigo, está contra mim”, e assim sendo só existem 2 opções para quem trabalha com estes líderes: junta-se a eles ou sai. O problema deste mau hábito é que é desnecessário e ao mesmo tempo destrutivo. Não é condição essencial, para um líder ter sucesso, ter unanimidade à sua volta. Aliás, é até benéfico ter gente com opiniões e visões diferentes, pois essa é a única possibilidade de encontrar (e consequentemente corrigir) problemas e erros. E acreditem que eles acontecem porque ninguém é perfeito. Na maioria das vezes, os líderes que tendem a sufocar quem deles discorda, acabam por cair sozinhos, levando a organização consigo. O sintoma é o mau estar e o abandono dos mais directos colaboradores.

O 5º mau hábito é serem demasiado bons oradores e obcecados com a sua imagem. Isto é mais natural nos líderes de organizações mediáticas. O problema é que, no meio de tanto “espectáculo”, de tanta dedicação às “relações públicas”, o foco na organização e nos seus objectivos começa a tornar-se menor, desleixando a gestão e falhando metas. A consequência disso é novo erro: ao invés de procurarem grandes realizações, começam apenas a preocupar-se com a aparência do pouco que vão conseguindo. Além do mais, os líderes que são obcecados pela sua imagem, cedem à tentação de gastar demasiados recursos financeiros para a promoverem, ao invés de investirem ou pouparem. O sintoma é a constante procura de atenção.

O 6º mau hábito é subestimarem os obstáculos que podem surgir. Parte do fascínio de ser um líder é a oportunidade de poder assumir e perseguir uma visão. No entanto, quando os líderes ficam demasiado encantados com a sua própria visão, começam a ignorar ou subestimar as reais dificuldades que se podem colocar no seu caminho. E quando estas se colocam, e se mostram mais difíceis de ultrapassar do que o previsto, os fracos líderes mergulham invariavelmente num abismo. Em vez de reanalisarem e reavaliarem a situação, caem em desgraça. São incapazes de reconhecer o erro e alterar o rumo, porque acham que isso os enfraquece como líderes. O sintoma é ser-se megalómano, exagerado e demasiado determinado.

O 7º mau hábito é apoiarem-se constantemente no sucesso do passado. Muitos líderes acabam por baquear pelo facto de se quererem aproveitar demasiados do que acham ser os seus pontos fortes, e por evitarem sair da sua zona de conforto. Acabam portanto por se agarrar a um modelo estático e estagnam. Insistem em receitas ultrapassadas e ideias antigas, usadas em tempos passados. Além disso não consideram os cenários presentes e futuros, as inovações, as evoluções. Ao invés de se adaptarem às novas circunstâncias, usam a sua carreira como único ponto de referência, e repetem o que no passado lhes trouxe êxito. O sintoma é constantemente referirem o que fizeram de bom no passado.

Conclusão, se o leitor é um líder e comete estes erros, é melhor começar a pensar em mudar a sua maneira de ser, de estar e de agir. Se por outro lado o leitor não é, mas tem um líder assim, mais vale começar a pensar em abandonar a organização e procurar novos desafios, novas paragens.


A aplicação que coloca empresas na vanguarda

30/12/2011

Actualmente a Economia é ainda mais competitiva pelo facto de a internet ter revolucionado a concepção do que é o Negócio. Qualquer produto e qualquer mercado estão à distância de um click, e a informação sobre eles está acessível a todos, oferecendo ao Cliente dados para melhores decisões de compra.

Hoje, como nunca antes, é imprescindível entender as necessidades e superar as expectativas do Cliente. As Empresas têm de se transformar, voltando-se para o Cliente. Empresas com visão de futuro revolucionaram o relacionamento com o Cliente, focando-se nele e nos seus desejos e interesses.

As Empresas precisam de ter um visão 360º dos seus Clientes. Desde o marketing, passando pelo serviço de venda, até ao atendimento pós-venda. Toda a informação recolhida nestas interacções com o Cliente permite à Empresa alavancar decisões estratégicas que se podem revelar extremamente vantajosas.

São as aplicações de CRM que fornecem às Empresas a capacidade para recolher, tratar e analisar toda aquela informação, permitindo conhecer o perfil do Cliente e segmenta-lo. Essas ferramentas ajudam a Empresa a tornar-se uma organização orientada ao Cliente e a ir de encontro às suas necessidades.

As aplicações de CRM já proporcionam também importante informação em tempo real. Isto ajuda a Empresa a adquirir novos Clientes, a aumentar o up-selling e cross-selling aos actuais Clientes, a oferecer um melhor serviço de apoio ao Cliente, a ter uma visão multicanal da sua carteira de Clientes.

É por isso absolutamente indispensável, às Empresas que querem vingar no futuro a médio e longo prazo, continuar a apostar e investir em TI. Nomeadamente em aplicações CRM que lhes permitem estar sempre na vanguarda, relativamente a Concorrentes e, principalmente, a (potenciais) Clientes.


#MOBIE O Carro eléctrico na TV Francesa

19/10/2011

Durante 3 meses tive o prazer de integrar a equipa Novabase que desenvolveu algo inovador em Portugal: o sistema de gestão da rede inteligente de carregamento eléctrico, o MOBI.E.

Participar neste projecto foi algo que me deixou muito satisfeito, não só por estarmos a criar algo inovador, mas porque desde há muito tempo me fascina a mobilidade eléctrica.

Há 6 anos que conduzo um automóvel híbrido (um Honda Civic IMA) e o objectivo é, logo que possa, trocá-lo por um automóvel totalmente eléctrico. Assim permita a minha carteira.

Ao contrário de muitos, penso que os automóveis impulsionados a energia eléctrica são realmente o futuro da mobilidade. Algo que começa a ser, aos poucos, aceite por todas as marcas.

Esta semana, na TV Francesa (mais precisamente no canal M6), saiu uma reportagem sobre o eléctrico da Renault, o Fluence ZE, e o MOBI.E. Ver para crer…


O líder moderno

12/10/2011

Numa altura em que, a propósito da morte de Steve Jobs, se tem falado muito nos grandes líderes a nível mundial, transcrevo aqui um texto que escrevi em Setembro 2011.

Uma boa liderança sempre foi condição indispensável para que qualquer Empresa tivesse sucesso, mas nos tempos que correm (de crise economica, financeira e de confiança) ainda mais o é.

O líder da Empresa é o actor com mais influência na estabilidade do Negócio. Se for esse o caso, é também a ele que cabe a mudança de rumo por forma à adaptação às circunstâncias do mercado.

Numa altura em que a crise tem efeitos avassaladores nas Empresas, o líder tem de conseguir mobilizar e moralizar Colaboradores (mantendo-os focados nos objectivos da Empresa) e Clientes.

Um líder já não é o dono da Empresa, o sócio maioritário ou o gestor profissional. O líder moderno é aquele que consegue aliar excelentes capacidades técnicas a indispensáveis capacidades humanas.

Se uma Empresa quer vingar tem de ter um líder com várias competências. Até hoje o líder deveria ter as seguintes capacidades:

Conhecer Negócio e Cliente. Para ter credibilidade aos olhos de todos é necessário conhecer bem o Negócio e manter relações próximas com os Clientes. Isto passa para os Colaboradores, confiança nas capacidades do líder.

Planear e executar estratégias. Não basta mandar, é preciso saber mandar. O bom líder sabe que processos executar, que pessoas envolver, que métricas e resultados avaliar, e de que forma dar a volta e gerir dificuldades.

Criar boas relações. É essencial que o líder saiba fomentar saudáveis relações entre Departamentos, Colaboradores, Fornecedores e Clientes. Seja através de iniciativas de âmbito académico, profissional ou de lazer.

Saber comunicar. Saber comunicar de forma clara, objectiva e eficaz é meio caminho andado para evitar confusões. É uma boa forma de influenciar, e persuadir Colaboradores ou Clientes. O líder deverá sempre comunicar com transparência, partilhando informação.

Ser credível e confiável. É impreterível que o líder seja uma pessoa com qualidades pessoais intocáveis. Ser sério, íntegro e honesto é essencial. Também importante é respeitar os Colaboradores e Clientes, e dar-se ao respeito.

Ter disponibilidade para aprender. Um bom líder não estagna. Deve ser humilde e estar disposto a aprender. Tem auto-crítica e faz auto-avaliação. Um bom líder não é aquele que tem as respostas todas. É aquele que está pronto a procurá-las.

Mas se a Empresa quer ter sucesso na Economia que saiu do final da primeira década do século XXI, o líder tem também de…

Ser inclusivo. Nas reuniões, nas apresentações, etc. deverá fazer referência aos Colaboradores e Clientes. É importante incluí-los nos exemplos referenciados, nos resultados apresentados. Dessa forma a Empresa torna-se uma comunidade, não apenas uma Empresa. E uma comunidade tem mais força e é muito mais difícil de parar.

Ser provocador. Um líder não poder ser politicamente correcto e evitar o confronto com o seu concorrente. Principalmente se esse concorrente é mais antigo, e portanto tiver uma posição dominante no mercado. Há que mostrar determinação na luta pela conquista do Cliente. Isso terá também o condão de inspirar os Colaboradores.

Ser inovador. Num mundo de Negócios em permanente evolução ser inovador é algo muito importante para o sucesso de qualquer Empresa. Independentemente de a Empresa ter 10 ou 1000 funcionários, o líder não pode ter medo de redireccionar a Empresa. Ao fazê-lo antes dos concorrentes está a fazer o padrão anterior parecer óbvio, reforçando a sua posição.

Ser imitador. Não é sinal de fraqueza admitir que a ideia original não é sua e copiar o que foi bem feito. Para quê reinventar a roda? Se existe algum processo ou alguma prática que continua a ter sucesso e não parece necessitar de desenvolvimento adicional, mais vale utilizar sem medo. Não serão os únicos.

Ser infeccioso. A capacidade de conseguir “infectar” o Cliente com o seu entusiasmo pelo produto/serviço é determinante. Ao invés de ter descontos ou ofertas (tal como todos os concorrentes) para captar atenção do Cliente, é essencial apresentar algo diferente, e de forma a conseguir excitar e despertar o interesse do Cliente.


Melhorar a relação com o Cliente

29/09/2011

Amiúde ouvimos dizer que os empresários portugueses são maus. E as críticas são mais audíveis quando se tratam de grandes empresas. O problema é que normalmente a apreciação é feita com base em argumentos falsos ou demagógicos.

De facto também acho que muitos dos líderes empresariais em Portugal (no que concerne a grandes empresas) implementa políticas erradas. Principalmente no que toca a uma das áreas mais importantes na vida de uma Empresa: A área comercial (as Vendas!).

Estudos demonstraram já, que para o Negócio é menos dispendioso e mais lucrativo reter actuais Clientes do que conquistar novos Clientes. E a maneira mais simples de o fazer é fornecer melhores serviços (de atendimento ou apoio) ao Cliente.

Em Portugal as Empresas têm preocupação na retenção do Cliente, fazem-no é da maneira errada. Acorrentam-no à Empresa com contratos de fidelização com condições absurdas, ao invés de lhe prestar bons serviços, convencendo-o a ficar livremente.

Não sou especialista na matéria, mas já passei pela área comercial de uma grande empresa. O sucesso que tive deveu-se à postura perante o Negócio e perante o Cliente. Trabalhei precisamente na venda e depois na fidelização do Cliente. Acho, portanto, que sei do que falo.

Enumero em seguida algumas formas de a Empresa melhorar a relação com o Cliente. Penso que poderiam ser adoptadas por certas Empresas que se julgam na vanguarda (Bancos, Operadoras de Telecomunicações, Hipermercados, etc.)

Assumir a responsabilidade pelos problemas. Se a Empresa tem culpa de um problema do Cliente deve assumi-la. Se não sabe a resposta a uma pergunta do Cliente deve admiti-lo e dizer que irá procurar resposta rapidamente.

As pessoas apreciam a transparência e ainda mais a humildade. Na minha opinião, a dose certa destas duas características pode acalmar um Cliente insatisfeito ou irritado, ajudando até a construir confiança e até fidelidade à Empresa.

Abraçar as queixas. A Empresa deve registar as queixas ou reclamações do Cliente e usá-las para criar tópicos de correcção que ajudem os seus agentes a resolver rapidamente o mesmo problema noutro Cliente.

Se eventualmente quiser impressionar mais o cliente, a Empresa pode até escrever sobre o problema e a sua resolução no seu website, blog, Facebook ou Twitter, agradecendo ao Cliente o facto de ter levantado o problema.

Responder rapidamente à solicitação do Cliente. O Cliente fica sempre surpreendido pela positiva se a Empresa responder à sua solicitação em menos de 1 hora, e se for capaz de resolver o problema em menos de 24 horas.

Se não é possível resolver o problema nessa janela temporal, a Empresa deve enviar uma mensagem (email, SMS, Facebook, Twitter) ao Cliente tranquilizando-o. Basta dizer que se tem conhecimento da situação e se está a resolver.

Usar as redes sociais. O Facebook ou o Twitter, por exemplo, são uma excelente ferramenta para prestar melhor serviço. A Empresa fica a conhecer melhor o Cliente mediante o seu perfil social, e também está mais próxima para comunicar com ele.

Usar ferramentas de conversação real no website. Várias Empresas a nível mundial asseguram que os seus agentes têm mais facilidade em perceber/responder aos problemas dos clientes, se tiverem atendimento real ao invés de automático.

Recompensar o bom Cliente. Qualquer pessoa gosta de ser recompensada, mesmo que para isso nada tenha feito. Mas se o for justamente, ainda aprecia mais. O desenvolvimento de programas de fidelização com descontos e ofertas sazonais é uma boa prática.

Acompanhar o Cliente. Toda a gente gosta de ser tratada “nas palminhas”. A Empresa deve ter a preocupação no contacto com o Cliente, por exemplo, perguntando pela satisfação após aquele ter comprado o serviço/produto.

Não usar automatismos em demasia. Ninguém gosta mais de ser atendido por uma máquina do que por uma pessoa. É importante a Empresa não usar em demasia os atendimentos automáticos, os voicemails ou as mensagens estandardizadas.

Ser flexível. Sabemos ser impossível agradar a gregos e troianos, e não ser viável ter um produto para cada Cliente. Mas demonstrar alguma flexibilidade é bom, e por vezes não é impossível costumizar um produto/serviço.

Personalizar a experiência do Cliente online. É sempre uma vantagem fazer o Cliente sentir-se em casa. Isso é possível costumizando algumas áreas do website da Empresa mediante as preferências, dispositivo, localização ou perfil social do Cliente.

Dizer obrigado. Não há ninguém que não se sinta bem ao ouvir um agradecimento. O Cliente aprecia receber um “obrigado” depois de subscrever o serviço, comprar um produto, ou até recomendar a Empresa a um amigo.


BPN, BIC, Totta, Santander… curiosidades

02/08/2011

Não entendo o alarido que aí vai por causa da venda do BPN por 40 M€ ao BIC. Lembro-me bem de, por uma ou duas vezes, ter ouvido o Min. das Finanças de Portugal dizer que o Estado não tinha posto 1€ no BPN.

Fazendo fé nas palavras de Fernando Teixeira dos Santos (para os mais distraídos, era ele o Min. das Finanças do Governo liderado por José Sócrates) quer dizer que no final de contas o Estado lucrou 40 M€.

A propósito de bancos e da sua venda veio-me à memória outro episódio. Lembro-me de há uns anos atrás ter havido muito alarido à volta da venda do Banco Totta aos Espanhóis do Santander. Estávamos a ser invadidos.

Hoje, os governantes (tanto os do Governo PSD/CDS como os do anterior Governo PS) andam em tour a tentar vender as maiores empresas portuguesas (ditas até “Estratégicas”) aos Angolanos e Brasileiros.

Sobre a seriedade e credibilidade de tais investidores. Sobre a verdadeira fonte dos dinheiros desses senhores. Nada a dizer. Nem uma palavra. Estaremos a ser invadidos por eles? Oh não! Que parvoíce!


O monopólio da EDP, dá nisto…

02/08/2011

Após 100 min ao telefone (sim, isso mesmo, 1 hora e 40 minutos) distribuídos por 9 chamadas, vou ter finalmente o assunto da ligação da electricidade resolvido.

Planeei tudo direitinho para que ontem, dia 1 Agosto, me ligassem electricidade, água e gás. Por causa de uma incompetente da EDP não consegui tal desiderato.

Foi preciso chatear-me (e chatear 4 funcionárias do call-center da EDP) para que o assunto fosse resolvido hoje, dia 2 Agosto, corrigindo um erro da própria EDP.

Entre os 100 min e as 9 chamadas, registei uma reclamação e dei uma “cassete” (que até eu considero maçadora) às 4 meninas da linha de apoio a cliente.

Foi a única maneira de obrigar a EDP a desempenhar o seu trabalho, assumindo as suas responsabilidades e as consequências dos seus erros (ou dos funcionários).

Acho incrível que uma das maiores empresas em Portugal (e que se diz uma das melhores do Mundo) não tenha SLA’s a cumprir nos serviços (seja quais forem) que presta.

Qualquer empresa digna desse nome tem SLA’s a cumprir, preocupação com fidelização de clientes, etc. Mas o monopólio faz com que isso não seja necessário à EDP.


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