Os deputados e as suas licenciaturas

27/01/2012

No site do Parlamento, podemos ver as biografias dos nossos deputados. Cada um tem no seu perfil dados como as habilitações académicas e profissionais. Estas, normalmente influenciam a nossa visão das coisas, e a nossa forma de agir. Importa por isso analisá-las.

Cada um tirará as suas conclusões, e mediante a sua maneira de pensar, avaliará os números apresentados. Parece-me haver um número exagerado de Licenciados em Direito, o que para mim explica a complexidade e das nossas Leis (um obstáculo à sã convivência e ao desenvolvimento).

São vários os Licenciados em Economia/Gestão, mas apesar disso o que se vê é o contínuo desperdício de dinheiros públicos. O número de Licenciados em Engenharia ou em Ciências Exactas parece-me demasiado escasso, já que são estes os mais habituados a pensar out-of-the-box.

O número de Licenciados em Ciências da Comunicação, Ciência Política, Marketing e Relações Internacionais até são em número razoável. Apesar de haver tantos especialistas nestas matérias, o que se constata é que a comunicação e a relação entre os políticos e o seu eleitorado é difícil.

Noutros tempos (Grécia antiga) impunha-se o pensamento e a reflecção, mais do que a acção. Mas nos tempos que correm, temos de ser cada vez mais pragmáticos. Assim sendo, o número de Licenciados em Humanidades, parece-me bem. Mas podia ser maior, sem problema.

São poucos os Licenciados na área da Saúde. Mas nos tempos que correm, talvez fizessem mais falta nos hospitais e centros de saúde, do que propriamente no Parlamento. Há apenas um Licenciado em Educação Física, razão talvez para maioria dos deputados estarem “gordinhos”.

Muita gente ainda não terminou os estudos. Uns foram para o Parlamento antes de acabar, outros só começaram depois de lá estar. A estes aconselhava que estudassem primeiro. É que a política não é profissão, e podem precisar do “canudo” para arranjar um emprego no futuro.

Quanto aos que não têm qualquer tipo de estudo superior, são apenas 13. Talvez seja este o azar de tantos portugueses sem estudos que estão no desemprego. Era bom que no Parlamento houvessem mais visões da sociedade. De gente que tem aquela a que chamamos “escola da vida”.

Esta não é uma crítica generalizada aos actuais deputados. Como em todo o lado há gente boa e gente má. Mas na verdade, e esta é a minha humilde opinião, o Parlamento tem andado mal frequentado. Honra seja feita às excepções. E elas existem. Conheço bem alguns.

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Opinião: Santo Tirso volta a divergir do resto do país

01/07/2011

Artigo de opinião que escrevi para a edição de Julho 2011 do jornal “Notícias de Santo Tirso”.

No passado dia 5 Junho os Portugueses foram chamados novamente às urnas. Num momento crucial para o futuro do país, esperava-se uma baixa abstenção, mas infelizmente quase metade dos portugueses optou mais uma vez por se demitir do seu dever de votar. Depois não se poderão queixar já que, como dizia Aristóteles: “O preço a pagar por não te interessares por política, é seres governado pelos teus inferiores”.

Em Santo Tirso, ao fazer uma análise às Legislativas 2011, há várias questões que posso e devo abordar. A primeira, é o local de voto na freguesia sede de concelho; A segunda, os resultados obtidos por PS e PSD, e a sua comparação com os totais nacionais; A terceira, o facto de Santo Tirso ter visto eleita uma deputada da terra; A quarta, as votações de CDS e CDU; A quinta, o resultado do BE. Mas vamos por partes.

É no mínimo absurdo que as mesas de voto da freguesia de Santo Tirso tenham voltado à Escola Tomaz Pelayo. Na São Rosendo é tudo térreo, evita-se a subida de escadarias enormes (principalmente para os mais idosos) e as confusões nos corredores. Soube que era vontade de Zé Pedro Miranda continuar no “Ciclo” mas Castro Fernandes quis voltar à “Industrial”. Compreende-se. Queria mostrar a obra que ainda há dias tinha sido inaugurada por Sócrates.

Mas se o Presidente da CMST julgava que com isso conseguia mais votos saiu-lhe o tiro pela culatra. Pelo visto muita gente ficou escandalizada. Várias pessoas se interrogaram como era possível tanto luxo num tempo de grande dificuldade. De facto é impossível esquecer que há, por esse país fora, escolas a funcionar em contentores e pré-fabricados. Mas Sócrates gastou milhões em Santo Tirso, concelho em que Castro Fernandes que lhe arrebanha tantos votos.

Quanto aos resultados o panorama foi o mesmo dos últimos anos. A abstenção baixa, se comparada com a nacional (34% vs 41%), é talvez a única boa notícia que os eleitores Tirsenses trouxeram. Porque a má, lá continuou a ser a mesma: o PS (não o PS em si, mas o de José Sócrates) venceu novamente no concelho, mesmo depois de lhe ter tirado a urgência, a maternidade, os serviços e a indústria. Mesmo depois de o ter colocado como campeão do desemprego.

Este resultado é também da responsabilidade do PSD local. Não conseguir capitalizar a “onda laranja” nacional, averbando mais uma derrota no concelho, só está ao alcance dos mais incapazes. Apesar da conjuntura favorável o PSD perdeu novamente em Santo Tirso (até mesmo na freguesia da candidata a deputada!). E nem sendo o único partido local, com uma candidata em lugar elegível, conseguiu bater o desgastado PS de Sócrates e Castro Fernandes.

Apesar dos maus resultados do PSD no concelho, foi eleita à AR, uma deputada natural de S. Martinho do Campo. Este poderá ser um motivo de satisfação, já que ela poderá (e deverá) defender os interesses da região, mas também de Santo Tirso, junto do poder legislativo de Lisboa. Não obstante a sua inexperiência, deseja-se que aprenda rápido, não se deixe apanhar pela “teia partidária” e trabalhe bem em prol do país e do seu concelho.

Ao contrário do que escreveu o PSD na edição de Maio deste jornal, o curriculum de Andreia Neto não é “invejável”. Longe disso. É quase vazio a nível político e profissional (o que não é necessariamente mau, e é normal dada a sua juventude). Mas deverá estar assim livre de “vícios” e isso é uma vantagem. Se ela me permitisse um conselho, diria para se juntar, e tomar o exemplo, de outros jovens deputados como Duarte Marques, Luís Menezes ou Francisca Almeida.

Com mais de 3500 votos, o CDS-PP aumentou a sua votação em cerca de 350 votos. Este facto não é com certeza alheio ao bom trabalho realizado pela equipa de Ricardo Rossi (novel Presidente do CDS-PP Santo Tirso) e às várias visitas que Paulo Portas e os candidatos pelo círculo do Porto fizeram ao concelho. Frequentes as presenças de João Almeida e Michael Seufert entre outros. Foi assim, com trabalho local, que a nível nacional os centristas conseguiram subir.

Resultado semelhante teve a CDU. Com aproximadamente 2250 votos, aumentou a sua votação em cerca de 250 votos. Este bom resultado tem de ser imputado essencialmente à estrutura local do PCP. Apesar de ser admissível que tenham ganho alguns descontentes do PS e do BE, o facto é que as votações da CDU vêm aumentando mesmo em alturas boas dos seus concorrentes directos. Em 2009 tiveram 1800 votos nas Autárquicas e 2000 nas Legislativas.

Já o BE foi uma desilusão local. Com cerca de 1700 votos, perdeu metade dos que tinha alcançado há 2 anos. Isto, apesar de ser o primeiro acto eleitoral em que o partido tinha uma estrutura activa no concelho. Nem o trabalho de Andreia Sousa, nem as visitas de altas individualidades (Francisco Louçã, Luís Fazenda, João Semedo, João Teixeira Lopes) foram suficientes para segurar os eleitores fartos da utopia e demagogia do discurso bloquista.

Em jeito de conclusão, Santo Tirso volta a estar em divergência com o resto do país. Quando a maioria dos Portugueses reconhece (ainda que tarde) que a governação socialista foi um desastre, a grande parte dos Tirsenses volta a dar a vitória ao PS (e maioria à esquerda). Este “bater no ceguinho” é consequência do voto inconsciente, pela amizade e pelo compadrio. Quando, pelo contrário, devia ser fruto de uma análise mais profunda e ponderada da realidade.


Um governo com sabor agridoce

18/06/2011

Ao conhecer o novo Governo tive um sentimento agridoce. Isto porque, se por um lado me agradaram muito algumas escolhas, outras desiludiram-me na mesma proporção. Apesar de tudo, penso que o saldo é positivo (aliás, muito positivo) porque as boas escolhas estão nas pastas cruciais.

Os nomes de Vitor Gaspar (Finanças), Álvaro Santos Pereira (Economia), Paulo Macedo (Saúde) e Nuno Crato (Educação) são tão surpreendentes quanto agradáveis. Em 4 pastas chave, Passos Coelho consegue ir buscar 4 grandes “técnicos”. Era isso o necessário e essencial nestes sectores.

E se alguns acham que serão Ministros frágeis por não serem “políticos”, eu penso que essa poderá ser uma vantagem. Ao invés de estarem preocupados em agradar a interesses, lobbies ou ao povo, irão com toda a certeza concentrar-se nos problemas do país e trabalhar em prol do mesmo.

As questões políticas que poderão ser levantadas no âmbito destas 4 pastas, deverão ficar a cargo do Primeiro-Ministro, que deverá dar aos Ministros cobertura total. Só assim poderá garantir que terão o espaço e as condições necessárias para implementar as políticas que se impõem.

Do lado do CDS espera-se que Paulo Portas tenha nos Negócios Estrangeiros, tão bom ou melhor desempenho do que teve na Defesa. Portas é um “político” competentíssimo, e por isso escolhe, e bem, pastas para as quais é necessário e suficiente ter capacidades estritamente “políticas”.

Os outros dois nomes centristas – Pedro Mota Soares (Segurança Social) e Assunção Cristas (Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento) – são duas agradáveis surpresas. Mostraram bom trabalho nos respectivos sectores. Têm capacidades políticas, e acima de tudo parecem ser competentes.

Para o final fica a parte má. Não estava à espera que Passos Coelho cedesse à “máquina” do partido. Era um forte e importante sinal que tinha dado. E para piorar são nomes tão fracos e pouco consensuais como Paula Teixeira da Cruz (Justiça) e Miguel Relvas (Assuntos Parlamentares).

Estas duas figuras “de proa” (vá-se lá saber porquê) do PSD são daquelas que, a cada 5 minutos em que aparecem na televisão em representação do partido, tiram 100 votos. Em cada frase proferida, na defesa de qualquer política, tiram credibilidade à mesma, por melhor que seja.

Já Miguel Macedo (Administração Interna) está uns furos acima. Mas está nitidamente conotado com a máquina partidária, e isso por si só já é mau. Se Passos Coelho o colocasse nos Assuntos Parlamentares, seria compreensível, dadas as funções recentemente desempenhadas.

Sei que os Assuntos Parlamentares e Administração Interna não são duas pastas fulcrais, mas a entregá-las ao “militantes”, preferia que Passos Coelho tivesse escolhido nomes mais reputados e credibilizados, como Marques Mendes, Fernando Negrão, Nuno Magalhães ou Nuno Melo.


#e2011pt Um Governo com 10 + … 26

07/06/2011

A dada altura da campanha, Passos Coelho disse que estava “preparado para construir um Governo com não mais do que 10 ministros” mas advertiu para o facto de falar “da possibilidade do PSD ter uma maioria absoluta e poder responder por esse resultado“.

Penso que mesmo com a coligação PSD-CDS será possível e desejável manter esta vontade. Para dar o exemplo na contenção de custos, porque algumas junções de ministérios fazem todo o sentido e também no sentido de implementar algumas reformas no sistema.

Penso que nos 10 Ministérios deveriam manter-se 7:

  • Finanças e Administração Pública;
  • Economia, Inovação e Turismo;
  • Obras Públicas, Transportes e Telecomunicações;
  • Defesa Nacional;
  • Negócios Estrangeiros;
  • Saúde;
  • Trabalho e Segurança Social.

Os outros 3 Ministérios deveriam ser as seguintes fusões:

  • Justiça e Administração Interna;
  • Agricultura, Pescas, Ambiente e Ordenamento do Território;
  • Educação, Ensino Superior, Ciência e Tecnologia.

Sob o gabinete do Primeiro-Ministro, deveriam esta as Secretarias-de-Estado:

  • Juventude e Desporto;
  • Cultura;
  • Presidência;
  • Assuntos Parlamentares.

Com estas minhas contas, chego ao número de 10 Ministros e 26 Secretários-de-Estado (versus 10 + 25 que falava Passos Coelho), como sendo necessários e suficientes para a governação do país. Sendo que muito trabalho deverá ser confiado às Direcções-Gerais.


#e2011pt Jovens deputados em que deposito confiança

06/06/2011

O resultado das Legislativas 2011 foi acima de tudo uma vitória de Portugal. Foi uma vitória do PSD e de Passos Coelho. Mas foi também uma vitória da JSD e da Juventude portuguesa. Efectivamente o que está em causa é o futuro desta, que foi quase hipotecado por Sócrates e pelo PS.

Ontem tive a oportunidade de me encontrar casual e fugazmente com o Duarte Marques (Presidente da JSD) e de lhe dar os parabéns pela vitória. Esta também é uma vitória dele. Mas mais do que isso, esta é a oportunidade para trabalhar e mostrar o que vale. Confio na sua capacidade e trabalho.

Confio que o Duarte saberá defender os interesses da Juventude junto do Primeiro-Ministro e dos Ministros do Governo. Quiçá não poderá ele ser parte desse mesmo Governo e influenciar por dentro as políticas que são necessárias direccionar para os Jovens portugueses e o seu futuro.

Além do Duarte Marques, a minha confiança está depositada também no Luís Menezes, na Francisca Almeida e na Joana Barata Lopes, todos eleitos deputados pelo PSD. O Luís e a Francisca já provaram o seu valor na última legislatura, a Joana (Presidente JSD Lisboa) deverá tomar-lhes o exemplo.

No cenário que se avizinha, penso que será essencial a colaboração de todos eles com outros de igual valor, nomeadamente os jovens deputados do CDS/PP Michael Seufert (Presidente JP) e João Almeida (ex-Presidente JP). A ajuda de deputados jovens do PS, PCP e BE não deverá ser descartada.

Esta é um momento crucial para definição do futuro, que depende essencialmente da capacidade dos jovens. Portugal é competitivo na mão-de-obra qualificada e para isso há que dar condições para a aposta na qualificação dos Jovens. Além disso, medidas para o combate ao desemprego jovem precisam-se.


#e2011pt Cumpriu-se o meu desejo

06/06/2011

Não fiz apostas nem previsões, tinha apenas um desejo e manifestei-o à hora do almoço: “Quero vitória do PSD. PS nos 28%. CDS forte. PCP e BE juntos abaixo dos 15%. Gostava de ver 1 ou outro deputado de outros partidos“. Apenas na última (e mais difícil) parte do desejo falhei.

Estou portanto muito satisfeito com os resultados das Legislativas 2011, apesar dos números da abstenção. Para mim, ao serem divulgados, foram a primeira derrota da noite. Num momento tão importante para o país, quase metade dos portugueses se demitiram do seu dever de voto.

Depois destes resultados muita coisa haverá para dizer, e será dita pelos principais opinion makers, mas há algo que eu gostava de ver “esmiuçado”. Gostava de ouvir os responsáveis pelas empresas de sondagens falar do empate técnico que persistiu durante toda a campanha.

De resto, olhando para os resultados abaixo, as tendências são evidentes. O PS desce à custa dos maus governos de Sócrates. O PSD cresce pela afirmação como alternativa. O CDS sobre por força da coerência e alteração de estratégia. BE perde para o PCP por causa da demagogia barata.

Legislativas 2011: PS – 28,10%, PSD – 38,60%, CDS – 11,70%, CDU – 7,90%, BE – 5,20%
Legislativas 2009: PS – 36,56%, PSD – 29,09%, CDS – 10,46%, CDU – 7,88%, BE – 9,85%
Legislativas 2005: PS – 45,03%, PSD – 28,77%, CDS – 7,24%, CDU – 7,54%, BE – 6,35%

Ontem foi o dia da mudança, e hoje é o 1º dia do resto das nossas vidas. Estou satisfeito, mas tenho pena que este desejo não se tenha cumprido nas Legislativas 2009. Perdemos mais 2 anos. Caímos na ajuda externa. Mas o povo “só ouve nas orelhas“. Mais vale tarde do que nunca.


Comícios: a tradição já não é o que era

04/06/2011

Ontem voltei a marcar presença num comício do PSD. Foi o comício de encerramento das Legislativas 2011, no Largo do Carmo em Lisboa, com Pedro Passos Coelho como candidato do PSD. Penso que a minha última vez tinha sido no enorme comício do Porto nas Legislativas 2002 quando o PSD venceu as eleições com Durão Barroso.

Confesso que para além de ter querido, neste momento importante, mostrar o apoio ao PSD e a Passos Coelho, fui também com a vontade de voltar a experimentar a alegria e adrenalina que sentia nas dezenas de comícios em que participei no final dos anos 80, durante os anos 90 e no início do século XXI. Mas, saí de lá insaciado.

Há 3 factores que são essenciais para um bom comício partidário. Um deles, e talvez o mais importante, não desiludiu e correspondeu ao que esperava: Pedro Passos Coelho, Fernando Nogueira e Fernando Nobre (entre outros) fizeram bons discursos. Daqueles com conteúdo e que conseguem empolgar uma plateia.

De qualquer forma, os outros 2 factores ficaram aquém das expectativas. Havia muita gente, a praça estava cheia. Mas as pessoas não demonstravam alegria e interesse. Muitos iam e vinham dos cafés com cervejas e bifanas na mão. Outros conversavam, e muito poucos estavam atentos ao que se passava no palco.

Por último a animação, que por tradição estava a cargo da JSD, falhou redondamente. Talvez por isso agora se contratem speakers. Os jotinhas dividem-se em 2 grupos: os adolescentes que aparecem de t-shirt laranja e apenas querem “festa” e os jovens universitários que vestem calça e blazer e se vão mostrar (tendo em vista futura carreira política).

Não tenho dúvida que isto se passa em todos os partidos, mesmo nos mais pequenos e mais novos. De qualquer forma admito que se note mais nos grandes partidos, nos partidos do poder. De há uns anos para cá tem sido esta a tendência, que a meu ver, empobrece também a democracia e a sua qualidade.

Há uns anos atrás, numa rentreé política na Barra de Aveiro, ao jantar, antes do comício, Durão Barroso dizia à mesa que os comícios acabariam por deixar de fazer sentido. Eu discordo. Haja políticos com qualidade e competência, e as pessoas ganharão vontade de os seguir para todo o lado.

Quem participou e se lembra dos comícios do PSD (com Sá Carneiro, Cavaco Silva, Freitas do Amaral e outros) nos anos 80-90 sabe que é isso que mobiliza as pessoas.


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