Francesinhas em Lisboa – Parte II

26/01/2012

Hoje aproveitei o jogo Real Madrid vs Barcelona para ir “em busca da Francesinha perdida em Lisboa”. Resolvi fazer esta minha segunda tentativa (a primeira foi esta, e correu mal) no Dom Tacho. Já tinha lido comentários positivos na internet, e também alguns amigos me tinham aconselhado.

A primeira impressão foi boa. Quando colocaram a Francesinha na minha frente o aspecto era positivo. Já das batatas não posso dizer o mesmo, estavam brancas. Delicadamente disse que não apreciava batatas fritas, que gostava de comer apenas a francesinha, e pedi para recolher a travessa.

A Francesinha estava morna. O pão tinha claramente estado congelado, o ovo estrelado estava quase cru, e o queijo pouco derretido. Mas em contrapartida o bife era de boa qualidade, a salsicha e linguiça eram saborosas. O molho tinha a consistência certa, estava picante q.b. mas o sabor não era “aquele”.

No cômputo geral a Francesinha não estava má, e soube-me bem. O 2º episódio do périplo na busca de uma boa Francesinha em Lisboa, correu benzinho. O ambiente é agradável (o local, perto do Campo Pequeno, também ajuda) e o snack (penso que não se pode dizer que seja um restaurante) é giro.

O serviço é excelente, o funcionário é muito atencioso. O dono é do Porto e veio falar-me. Conhecia bem Santo Tirso, das festas na Casa de Chá. Nomeou alguns conhecidos, na sua maioria meus familiares. Não me descosi, pois tinha pressa para ver a 2ª parte e percebi que era um bom falador. A repetir.

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10 anos de um Rio que ninguém vai parar

10/01/2012

Fez ontem 10 anos que Rui Rio lidera os destinos da cidade do Porto. Foi uma década de trabalho quase sempre invisível. E foi-o apenas porque o que ele faz não interessa aos meios de comunicação “dita” social. A seriedade, a exigência, o rigor ou o trabalho não vendem.

Rui Rio é, sem sombra de dúvidas, o melhor político no activo. Sem espectáculos, sem protagonismo e sem alarde, vai zelando pelo Porto e servindo os portuenses. Os que moram, os que vivem, os que trabalham, os que estudam ou os que apenas visitam a Invícta.

Há muitas coisas que distinguem Rui Rio dos outros políticos. A honestidade, a competência, a integridade, o carácter, o rigor, a exigência. Mas há uma que sobressai ainda mais nos políticos (nem sempre pelas melhores razões), o cumprimento de promessas.

Em 2001 Rui Rio fez duas promessas muito importantes para o Porto. Reabilitar os bairros sociais e a baixa da cidade. A verdade é que hoje, ambas as promessas foram cumpridas para benefício de todos aqueles que acima referi como sendo portuenses.

Com um modelo assente no investimento privado e não apenas nos dinheiros públicos. Fundou a Sociedade de Reabilitação Urbana, a Porto Vivo e criou um projecto integrado para a Baixa que reabilitou ruas e praças, ao mesmo tempo que atraiu investidores.

Fê-lo com um discurso coerente e firme. Muitos criticaram a rejeição do Corte Inglés na Boavista, mas não percebiam que Rui Rio não queria desviar o comércio da baixa. É assim que se faz política e que se defende a população e a economia de um concelho.

Se tivesse aceitado fazer mais um centro comercial na zona da Boavista, Rui Rio teria perdido a confiança dos portuenses e também dos potenciais investidores na baixa. Além do mais, a zona da Boavista já tem, pelo menos dois centros comerciais.

Para além disso, a revitalização da Baixa também foi feita ao nível cultural. O renovado Mercado Ferreira Borges tem sido estrela com um programa recheado de eventos de nível. Até os jovens voltaram à Baixa para a nova animação nocturna.

Graças à convicção de Rui Rio os bairros sociais da cidade vêm sendo recuperados, dando condições minimamente dignas às quase 50.000 pessoas (20% da população do Porto) que lá vivem. Um a um os bairros foram sendo reabilitados para benefício de todos.

Rui Rio fez fê-lo porque sabe que o mais importante são as pessoas, e deve ser para elas que se faz política. Nos bairros sociais vive muita gente com condições quase desumanas, gente com dificuldades financeiras e que vive em permanente risco.

Com a requalificação dos bairros sociais Rui Rio não só dá mais qualidade e dignidade à vida das milhares de pessoas que ali moram, como também evita que se formem guetos. Esses são quase sempre enormes incubadoras de criminosos e indigentes.

Esta é uma das melhores formas de coesão e integração social. Ao mesmo tempo evita-se e previne-se a criminalidade que está sempre ligada a estes locais e se espalha depois pela cidade. Desde 2001 a CM Porto investiu mais de 130 M€ na recuperação dos bairros.

Há uma frase, dita por Rui Rio, que define o seu perfil e a sua acção enquanto político: “O esforço da CM Porto tem sido investir onde é mais necessário, e não onde se consegue mais popularidade politica e mediática“.


Francesinhas em Lisboa – Parte I

03/08/2011

O ditado diz “Em Roma sê Romano” e não “Em Roma sê Transmontano“. Assim, por princípio não como Pudim Abade Priscos no Algarve ou Don Rodrigo no Minho. Não como Jesuítas em Lisboa ou Pasteis de Belém em Santo Tirso.

Desde que há 4 anos mudei para a Capital, me recuso comer Francesinhas. Para quem estava habituado a comer Francesinhas no Bufete Fase (no Porto), no Mata (na Póvoa de Varzim) ou no Olímpico (em Santo Tirso), é complicado…

Mas a saudade de uma boa Francesinha fala mais alto e por isso comecei a pesquisar na internet. Descobri alguns locais onde supostamente se comem boas Francesinhas e resolvi experimentar. Hoje fui à Pastelaria Ritz.

Quando o funcionário pousou a Francesinha à minha frente assustei-me. O molho (que normalmente é o mais importante) era trágico. Tinha uma cor castanha e um sabor a estrugido. Era tão mau que nem me atrevi a molhar as batatas fritas.

O bife estava duro e tinha mais nervos que um noivo em dia de casamento. Salsicha, linguiça e pão aprovados. A apresentação trazia uma azeitona na ponta de um palito. Oh senhores… isto não é uma sandwich club, é uma Francesinha!

Enfim, este 1º episódio do périplo na busca de uma boa Francesinha em Lisboa, correu mal. A Francesinha da Pastelaria Ritz está reprovadíssima. Em breve, cenas dos próximos episódios.


Rui Rio. Como se faz alta política na baixa

09/12/2010

Logo no primeiro mandato, já lá vão quase 10 anos, Rui Rio assumiu com os portuenses o compromisso de reabilitar a Baixa do Porto. Essa zona da cidade estava deitada ao abandono e com vários edifícios a caír de podre.

Depois de tantos anos e com outros assuntos para pensar as pessoas provavelmente já se esqueceram disso, mas o presidente da CM Porto não. É um homem sério e honesto, um político competente e que cumpre as suas promessas (a excepção que confirma a regra).

Ao contrário do que fariam/fazem outros, Rui Rio criou um modelo assente no investimento privado e não apenas nos dinheiros públicos. Fundou a Sociedade de Reabilitação Urbana, a Porto Vivo e criou um projecto integrado para a Baixa da cidade.

O segundo passo foi a reabilitação das ruas e praças da Baixa, ao mesmo tempo que atraía investidores com um discurso coerente e firme. Muitos criticaram a rejeição do Corte Inglés na Boavista, mas não percebiam que Rui Rio não queria desviar o comércio da baixa.

Se tivesse aceitado fazer mais um centro comercial na zona da Boavista, Rui Rio teria perdido a confiança dos potenciais investidores na baixa. Além do mais, a zona da Boavista já tem, pelo menos dois centros comerciais. Para quê mais um?

Para além disso, a revitalização da Baixa também foi feita ao nível cultural. O renovado Mercado Ferreira Borges tem sido estrela com um programa recheado de eventos de nível. Até os jovens voltaram à Baixa para a nova animação nocturna.

Rui Rio continua a ser um exemplo, e o melhor político português. Talvez seja ele “o tal” que tantos desejam para salvar Portugal desta crise profunda. Mas para isso é preciso que o povo esteja disposto a mudar de vida, e o queira eleger.


O bom exemplo de Rui Rio

21/07/2010

Hoje, a propósito de uma notícia que saíu no jornal i, tive uma breve troca de twitts com o presidente da JS Porto (e Secretário nacional da JS) Tiago Barbosa Ribeiro. Tudo porque afirmei que graças a Rui Rio os bairros sociais da cidade vinham sendo recuperados, dando condições minimamente dignas às pessoas que lá vivem (e são muitas, quase 20% da população do Porto, 50 mil pessoas). Coisa com que o Tiago discordou.

Rui Rio fez uma aposta forte na requalificação dos bairros sociais. E fê-lo porque sabe que o mais importante são as pessoas, e deve ser para elas que se faz política. Rui Rio não diz, faz! Ele actua e faz política para os cidadãos da cidade que lidera. Nos bairros sociais vive muita gente com condições quase desumanas, gente com dificuldades financeiras e que vive em permanente risco.

Com a requalificação dos bairros sociais Rui Rio não só está a dar mais qualidade e dignidade à vida das pessoas que ali moram, como também está a evitar getos que são quase sempre incubadoras de criminosos. Esta é uma das melhores formas de coesão social e de ajuda à integração destas pessoas. Ao mesmo tempo evita-se e previne-se a criminalidade que está sempre ligada a estes locais e se espalha depois pela cidade.

A requalificação não é feita ao acaso e sem um planeamento. Além de requalificar casas ou espaços públicos, a CM Porto cria também novos equipamentos (desportivos e outros), ruas e percursos pedonais. Abre também espaço a instituições de intervenção e apoio social, para que fiquem mais próximos dos bairros e das pessoas que delas necessitam. Desde 2001 que a CM Porto investiu mais de 130 M€ na habitação social e na recuperação dos bairros sociais.

Ainda assim isto não chega para socialistas como o Tiago. Pena ele ter-se esquecido que o seu Governo PS – aquando da elaboração do OE2010 – decidiu estrangular financeiramente o PROHABITA, o que só vai fazer com que a CM Porto faça mais esforço, pois apesar de tudo Rui Rio prometeu não suspender a requalificação nos bairros. Foi uma promessa, é para cumprir.

Tal como disse Rui Rio hà pouco tempo o “Esforço da CM Porto tem sido investir onde é mais necessário, e não onde se consegue mais popularidade politica e mediática“. Talvez se José Sócrates – líder do partido e do Governo apoiado pelo Tiago – tomasse também este princípio, Portugal estivesse melhor.


Norte unido contra centralismo do Governo

02/11/2009

Foi com muito agrado que vi Luis Filipe Menezes “estender a mão” a Rui Rio, no discurso de vitória das autárquicas. Esta é uma atitude de louvar por parte de um Menezes que – quando não se deslumbra com o mediatismo – sabe soltar o que de melhor há em si: humildade, inteligência e amor pelo norte.

Esta união entre as duas câmaras (que se faz através de grupos de trabalho nas mais variadas áreas, lideradas pelos vereadores) é muito importante para combater o centralismo do Governo de José Sócrates que abandonou desde 2005 a região norte, que entretanto foi a mais fustigada pela crise.

Além disso é muito importante lutar por dossiês fundamentais como a nova travessia do Douro, a ponte pedonal a ligar as zonas ribeirinhas ou as linhas do metro do Campo Alegre e Vila d’Este.


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