Portugal ainda não bateu no fundo

16/02/2017

É verdade que José Miguel Júdice – um dos que toda a vida comeu da gamela do Estado, e cujo escritório de advogados foi muito provavelmente dos que fez (e faz) leis à medida – disse em directo na TVI que…

“A mentira, na Política, é inevitável. Sejamos sérios.”

… mas alto, que ainda falta muita merda para chegarmos ao actual estado da Venezuela. Esta gente ainda está a aquecer.


República das Bananas

05/03/2015

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Isto só é possível e aceitável num país que perdeu qualquer tipo de valores e princípios. Num país que perdeu a dignidade e a vergonha. Num país que está literalmente nas ruas da amargura. E que por incrível que pareça, o merece. Inacreditável será, ou não, ver o povo eleger os mesmos nas próximas eleições.


NFL – O mais recente Rock in Rio

02/02/2015

E de repente o futebol americano – esse desporto tão praticado e apreciado na Europa, em particular no nosso Portugal – torna-se uma espécie de Rock in Rio.

Sim… Um evento daqueles que dá “status” a quem vai, e que coloca completamente “out” aqueles que não vão (ou neste caso, não assistem na TV).

O curioso é que a NFL é um campeonato que dura mais de 6 meses e tem mais de 250 jogos entre 32 equipas. Mas a febre tuga é só no dia do Superbowl.

Vá-se lá perceber… ou ás tantas até se percebe… mas fico-me por aqui para não ferir susceptibilidades.


Emigrante, Saudade e o Triste Fado

04/01/2015

Tal como todos os emigrantes, fui a Portugal passar o período de Natal e Ano Novo, para estar com a família e com os amigos. Um dia antes de regressar a Londres estava a passar a tarde com amigos quando um desconhecido me é apresentado. Como é natural, quem nos apresentou acrescentou que eu estava a viver no Reino Unido e tinha vindo passar férias. Vai daí o tal desconhecido, com ar grave, comentou: “Pois… eu sei como é… tenho muitos amigos que infelizmente estão lá fora”.

Confesso que o ar circunspecto e a palavra “infelizmente” me incomodou, mas por respeito ao amigo que temos em comum, e por estarmos rodeados de mais gente, entendi ignorar e fazer de conta que não ouvi. Ao contrário de outras, aquela não era a melhor situação para entrar num argumento. Até porque o que eu tinha para dizer iria deixar mal aquela pessoa. Apesar de provavelmente ela merecer ficar mal, por ser tão pobre de espírito e ter feito o despropositado comentário.

A verdade é que aquela pessoa julgou que com o comentário me agradaria, bem como ao resto da plateia. Achou que estava a dizer uma grande coisa, que lhe ficaria bem naquela situação. Para lhe dar mais alento, eu deixei passar, e quase todos os presentes (mesmo aqueles que me conheciam) fizeram uma expressão de anuência com aquela cara meio triste meio conformado, colando-me aquele selo de pobre coitado obrigado pelo Governo a deixar o país.

Irritou-me profundamente, e noutra qualquer situação eu teria retorquido. Mas, como disse, por várias razões, naquela altura deixei passar (apesar de, desde então, me roer por dentro por ter ficado calado, daí este post). É que odeio esta ideia estúpida e generalizada de que emigrar é mau. Que só emigra quem está desesperado e a isso foi obrigado. Que quem emigra está pior do que se estivesse em casa. Em Portugal é políticamente correcto ter pena do emigrante.

Ao contrário da maioria dos calimeros (*) a quem a comunicação “dita” social dá destaque, estou felicíssimo a viver em Londres. Depois de estudar 6 meses em França (Erasmus), emigrar era algo que procurava desde o início da minha carreira profissional. Foi uma decisão planeada e amadurecida, não fruto de qualquer conjuntura (aliás, tinha emprego seguro, numa das melhores empresas do país). Foi a melhor decisão que tomei, e tem-me permitido crescer e realizar muito mais.

Desde que deixei Portugal tive o prazer de conhecer dezenas de outros emigrantes portugueses (não só no Reino Unido mas em vários países da Europa e de outros continentes). Posso afiançar e testemunhar que a grande maioria deles emigrou por vontade própria (ninguém ou nada os obrigou) e que, acima de tudo, está feliz com a vida que leva na cidade/país que escolheu. Pelo que a ideia e comentários de que somos alvo só demonstram a tacanhez de uma parte do povo portuga.

Para que não haja dúvidas, todos nós adoramos Portugal, as nossas cidades natal, as nossas famílias, os nossos amigos. Todos gostamos de voltar sempre que podemos, e no regresso trazer as alheiras, o vinho, o bacalhau e as bolachas maria (entre muita outra coisa). Mas ao contrário do que diz o fado, Saudade não significa necessáriamente melancolia. Quando a palavra foi criada (séc. XVI) e até há 20 anos atrás, a solidão consumia quem ia para longe. Hoje, no mundo globalizado do séc. XXI, isso notoriamente não acontece, nem nada disso faz sentido.

* ler artigo do Nuno Abrantes Ferreira há precisamente 1 ano no Público


O objectivo não foi tirar os títulos, foi dá-los!

05/07/2014

A Assembleia Municipal de Torre de Moncorvo decidiu “abolir os títulos académicos das suas sessões”. Acabaram com o “Sr. Doutor”, o “Sr. Engenheiro”, o “Sr. Professor”, o “Sr. Arquitecto” quando se dirigem uns aos outros em plenário.

Portugal praticamente acordou com esta notícia na crista da onda. E muitos se apressaram a partihá-la nas redes sociais, como se se tratasse de um grande feito. Um exemplo a ser seguido pelo resto do país (organizações e pessoas).

Ora eu acho que mais valia envergonharem-se…

Primeiro, porque estamos em pleno século XXI, e em Portugal embandeira-se em arco com uma coisa que já deveria ter sido adoptada há muitos anos.

Segundo, porque ao invés de (como escrevi no parágrafo anterior) adoptarmos esta maneira de ver as pessoas, sem títulos, ela tem, mais uma vez, de nos ser imposta.

Terceiro porque a intenção da decisão é má. A A.M. Torre de Moncorvo decidiu acabar com o “Sr. Doutor, Engenheiro, Professor, Arquitecto” mas substituiu-o pelo “Sr. Deputado” e “Sr. Vereador”.

Disse o presidente da Assembleia Municipal que “não há maior condição do que ser deputado municipal“. Ou seja, o objectivo não foi tirar o título a quem já o tinha, mas dar um título a quem não tinha.


Post Scriptum 1 – Sou Engenheiro Electrotécnico, formado numa das melhores escolas de engenharia do mundo, a FEUP. Tenho orgulho na minha licenciatura, na minha formação, na minha especialidade. Mas o meu nome é Luís. Compreendo que por vezes, por ser mais fácil, tratemos certas pessoas por “Sr. Doutor” ou “Sr. Engenheiro”, também o faço. Mas não confundamos as coisas. O problema é que em muitos meios portugueses (especialmente na política) os títulos são abusivamente utilizados como uma maneira de as pessoas se superiorizarem às outras.

Post Scriptum 2 – Este é um tema que tenho abordado muitas vezes, quando se trata da política Tirsense. Em Santo Tirso, os políticos gostam muito dos seus títulos, porque os fazem sentir superiores ao próximo. Apesar de se conhecerem há anos, tratam-se uns aos outros, em público, por “Sr. Doutor” ou “Sr. Engenheiro” e assinam documentos com o título em prefixo/sufixo (ex. “António Alberto Castro Fernandes, Eng°.). Um conhecido vereador, candidato derrotado e ex-presidente do PSD até chegou a confessar em privado que iria tirar um curso nocturno num universidade privada, para poder subir na hierarquia do partido.


A pobreza de espírito no seu expoente máximo

28/03/2013

ronalda

Liliana Cátia Aveiro é uma das irmãs de Cristiano Ronaldo. Há dias, no seu Facebook, resolveu descrever o homem perfeito, e saiu esta pérola

O homem perfeito é aquele que leva a mulher a passear. Que vai buscá-la num carro topo de gama para um jantar romântico… e que pelo caminho muda de ideias e decide apanhar o avião para jantar em Veneza. (…) O homem perfeito é aquele que se deita cheiroso, acorda cheiroso e que, mesmo depois de ir embora, ainda sentes o perfume dele no ar. (…) Tem que ser ocupado, ativo, com pouco tempo disponível, para que todos os encontros sejam sempre intensos. Homem perfeito não fala de problemas, mas resolve os teus problemas. Homem perfeito só tem que te ligar para te convidar para um jantar romântico, para te levar a viajar e não para falar sobre coisas sem interesse (…) Tem que ser independente, ter casa de praia e de campo, tratar-te como uma rainha. Porque, afinal, meninas, o amor e uma cabana não existem… Abram os olhos!…”.

Não tenho adjectivos para qualificar este vómito da Liliana Cátia, ou Kátia, ou Ronalda. Sim, porque a personalidade dela é tão forte que muda frequentemente de identidade.

Chamem-me o que quiserem mas a verdade é esta. Kátia foi uma adolescente gorda, feia e pobre. Ninguém tem culpa de ter nascido assim, mas essa foi a realidade que viveu.

Como todas as jovens da sua idade e da sua zona queria ser bonita, rica e famosa. Mas além de gorda, feia e pobre era também pouco inteligente e desqualificada, o que dificultava ainda mais.

Desconhece-se o seu passado. Provavelmente vagueou pelos cafés e bares do Funchal, trabalhando em supermercados ou restaurantes. Amantizou-se com José Pereira, amigo do irmão.

José Pereira que, apesar de ser justo reconhecer que é um amigo bom e leal de Cristiano Ronaldo, não passa de um bronco, grosso, primitivo, sem cultura ou educação. O ideal de Kátia, portanto.

Kátia tem hoje tudo o que quer. E pode fazer tudo o que lhe apetece. Tem e pode, porque Cristiano Ronaldo (que se tornou num dos homens mais ricos e famosos do planeta) paga.

Uma das coisas mais ignóbeis é alguém esquecer-se do seu passado. Ainda mais quando ele é recente. Ainda há pouco tempo Kátia foi muito pobre, e agora sai-se com esta conversa.

Pior do que ser pobre é ser pobre de espírito. E é isso mesmo que Kátia é. Uma pobre de espírito. É aliás o expoente máximo da pobreza de espírito. Nunca vi tal coisa.

Ela nem sequer faz ideia do sacrifício e do trabalho que o irmão teve para chegar (e manter-se) onde chegou para agora lhe poder dar a ela (e a toda a entourage Aveiro) a vida que eles levam.

Se fosse a Pépa Xavier (A menina que queria uma carteira Chanel no vídeo da Samsung) ou a Isabel Jonet (a presidente do Banco Alimentar Contra a Fome que disse umas verdades) ia já aí uma onda de indignação.

Porquê? Porque são “meninas ricas”. Mas como é a Kátia, a “menina pobre”, já ninguém liga. É que aos “pobres” tudo é permitido. Mesmo depois de se transformarem em repugnantes novos-ricos.


Portugal retrocede civilizacionalmente

24/02/2013

O desenvolvimento de uma sociedade e do Mundo tem de ser feito a todos os níveis. Ele não pode ser só económico ou tecnológico. Tem de ser cultural e intelectual também. Sem estes, aqueles de nada servem.

Em Portugal parece que uma parte da população não evoluiu. Esteve adormecida e desligada da realidade enquanto lhe deram a “droga verde” (dinheiro) e agora acordou para protestar à boa maneira do século passado.

Discursos inflamados e declarações incendiárias. Manifestações espontâneas ou organizadas, desrespeitosas e violentas. Ameaças de golpes políticos e militares. Tentativas de assasínio de carácter e censura.

Tudo isto é um regresso ao passado, um retrocesso civilizacional. Qualquer dia estão a fazer como na Idade Média, levando homens à praça para serem enforcados ou decapitados. Isto é puramente primitivo.

Já nada justifica a ignorância, o conhecimento de um único ponto de vista, a crença numa só verdade, a fé cega, a falta de informação, o raciocínio desestruturado, ou a falta de dados para formar opinião.

Já não é aceitável que haja quem ache que a violência (verbal, física ou psicológica) e a força podem ser solução, ou que extremismos resolverão os problemas de uma sociedade pluralista e diversificada.

A evolução obriga a diferentes comportamentos, diferentes abordagens, diferentes atitudes e diferentes formas de luta. Não só usando as novas tecnologias e as redes sociais para juntar pessoas à volta de uma causa, ou para se fazer ouvir (e tem-se visto o enorme poder do Twitter, Facebook, Blogosfera neste campo) mas principalmente para aproveitar as infindáveis fontes disponíveis na internet, à distância de um click, para se informar, cultivar, aprender a pensar pela própria cabeça, e deixar de ser um carneiro guiado por gente com mente enviesada e claramente de má-fé.


A crise de Valores e a indignação do Sr. Vasco

10/09/2012

Recebi há dias no meu email este texto, escrito por um amigo. Não podia deixar de o partilhar (com a devida vénia) pois toca num tema sobre o qual já várias vezes escrevi, a crise de Valores.

O que se está a passar em Portugal, sobretudo na nova geração é um verdadeiro desvirtuamento das formas de tratamento – e portanto do respeito e dignidade que mereciam as outras gerações mais antigas – e da mais genuína tradição portuguesa.

Nos hospitais, os seguranças, serventes, enfermeiros e até os médicos tratam-nos pelo primeiro nome, como se não tivéssemos apelido. Devem ter aprendido isso na escola de enfermagem ou na faculdade de medicina, juntamente com a localização exacta do “mastoideu”. Os funcionários semi-analfabetos dos “call centers” devem ter instruções para nos tratar dessa forma: Sr. António, Sr. Miguel ou Sr. Francisco, porque jamais me trataram doutra.

O tratamento pelo nome próprio é um ruralismo e era apenas usado nas aldeias mais remotas. Os brasileiros adoptaram-no como norma, mas nós não somos brasileiros, apesar do maldito acordo que nos obriga a escrever em “brasileirês”.

Não sou nem nunca fui pedante, nem me considero superior a quem quer que seja, mas respeitar as tradições não só é bonito, como é em tudo correcto, além disso como reza o autor do texto infra é uma mera questão de boa educação.

«O Sr. Vasco…

Em princípio, não gosto de dizer que “sou do tempo em que…”, porque “ser do tempo em que…” corresponde a dizer que se é velho e eu não gosto de ser velho! Mas, de facto, há circunstâncias em que se tem mesmo de dizer que se é do tempo de qualquer coisa!

Ora, acontece que sou do tempo em que se tratavam os homens pelos seus sobrenomes: o senhor Pereira, o senhor Fonseca, o senhor Almeida, o senhor Ferreira, o senhor Sousa, etc. Agora a coisa mudou.

Aconteceu há cerca de uma hora, telefonar-me para casa um cavalheiro que me identifica pelo meu primeiro e último nome, desejando saber se era comigo que estava a conversar. Disse-lhe que sim e ele, que vinha para me vender um qualquer serviço ao qual nem prestei atenção, começa, logo de seguida, a tratar-me por sr. Vasco! Sr. Vasco para aqui e sr. Vasco para acolá! Confesso que engalinhei, tal como sucede em qualquer lugar onde ocorra o mesmo fenómeno – nas Finanças, no consultório do médico, na loja onde faço compras, na farmácia, etc. Se sabem o meu sobrenome, qual o motivo por que me tratam pelo nome? É uma confiança que não dou a toda a gente. Dou-a, até, a muito pouca!

A forma republicana de tratar um cidadão é pelo seu sobrenome. Essa coisa do nome em primeiro lugar é para os que se encontram muito ligados à Monarquia e às coisas da fidalguia: o Senhor D. Duarte, o Senhor D. António, o Senhor D. Manuel. Ou, mais raramente, às coisas da Igreja Católica, referindo-se aos bispos. Senhor D. Januário, por exemplo. Não faço questão pelos títulos académicos ou pelo posto militar. Claro que não vou ao extremo de aceitar intimidades como as do ministro das Finanças que era Álvaro para aqui e Álvaro para acolá! Não. Senhor e sobrenome é o modo correcto de se tratar qualquer homem! É uma questão de boa educação! E a verdade é que, cada vez mais, do ponto de vista educacional, estamos a viver num país de labregos. Parece que se tem vergonha de ser educado!

Mas, mais grave do que senhor Vasco, é quando me tratam por você! Aquele você bronco que nada tem a ver com o brasileirismo que, por sinal, muito raramente usa o você e com grande vulgaridade diz senhor.

Não estou velho! Estou é a debater-me com uma camada de gente que não foi educada, que não bebeu chá na infância e juventude, que tem vergonha de usar de correcção, que se espoja na falta de educação como os burros na palha para se coçarem.

Quando será que na escola primária – a do 1.º ciclo – se passa a ensinar boas maneiras? Que se escolhem textos didácticos para colocar em relevo a boa educação no trato social?

Já é tempo de deixarmos de ser grosseiros para ganharmos algum polimento!

Desculpem o desabafo. Se calhar estou mesmo velho e não o quero reconhecer!»

Proibido dizer mal de Portugal: “De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto” (Rui Barbosa)


3 razões porque não gosto de maçons

08/01/2012

Não gosto da maçonaria. E não gosto por 3 ordens de razões. Curiosamente, todas ligadas à acção desta organização discreta (e não secreta).

A sua acção, por definição, tem por objectivo apenas contribuir para o desenvolvimento ou evolução do próprio maçon. Não tem por fim ajudar a sociedade onde se insere ou sequer o grupo de pessoas que dela fazem parte. Ou seja, é uma organização com objectivos egoístas.

A sua acção, na realidade, não é transparente. Não se entende para que serve, de facto, a maçonaria. Não se conhecem realizações para atingir os objectivos que estão na base da sua existência. Sabemos o que são e o que fazem os escuteiros, os rotários, etc. Mas não os maçons.

A sua acção, por suspeita ou até constatação, é apenas e só o vil e ilegal tráfico de influências. E ao que parece o objectivo único dessa prática é o benefício e privilégio, não da sociedade, mas dos próprios maçons. Benefício esse que invariavelmente é ilegitimamente financeiro.


O “tuga”, uma espécie que prolifera – Parte V

09/12/2011

Hoje, estava no Multibanco, e ao meu lado apareceram duas jovens senhoras, bem vestidas, nos seus late thirties:

– Vais pagar as contas?
– Não, vou pagar uma multa.
– Uma multa? (com ar intrigado e de desdém)
– Sim, de estacionamento.
– Tás a gozar?!
– É pá, não tou pra me chatear.
– Mas o que aconteceu?
– Foi na semana passada, estacionei e não pus moeda.
– Isso é Polícia ou Emel… vais pagar?
– Caguei. São 8€ e não estou mesmo para me chatear.

Perante este diálogo apraz-me dizer apenas que este é um bom exemplo de duas TUGAS. Uma espécie que infelizmente, prolifera neste país de gente pobre de espírito.

À dita senhora apetecia-me perguntar: Não está para se chatear? Chatear com quê, com quem? E só paga porque se está a cagar? Porque são só 8€? Mas a senhora está acima da lei?

À imbecil da amiga apetecia-me dizer: Sim, as multas são para se pagar, todas! E não, não é gozo, é mesmo assim que se deve proceder. Independentemente da autoridade que autuou.


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