#Presidenciais A lição que Cavaco nos deu

24/01/2011

Há uma lição muito importante que o Prof. Cavaco Silva deu nestas eleições presidenciais. Penso ser algo que já podia ter sido aprendido há muito tempo mas, como sempre, tardávamos em aprendê-la. É algo que vem finalmente atirar as campanhas eleitorais para uma nova era.

Cavaco Silva disse, aquando do anúncio da candidatura, que não iria colocar cartazes nas ruas, que daria prioridade às novas tecnologias, e assim o fez. A sua campanha baseou-se na internet e nos meios de comunicação social. Apostou essencialmente nas redes sociais do facebook e do twitter.

A utilização destas novas ferramentas em detrimento de métodos antigos mostra que a candidatura de Cavaco Silva teve abertura ao futuro, compreendeu a sociedade (de informação) de hoje, provou o respeito pelo ambiente, e preocupou-se em não desperdiçar recursos.

Espero que a partir deste dia, e em futuras eleições, todos os partidos e candidatos acabem com os cartazes e outdoors na rua. Essas coisas asquerosas que emporcalham as nossas cidades e vilas, e que depois ficam a degradar-se durante meses, sem que ninguém os retire.

Não tenho dúvidas que muita desta estratégia terá sido delineada pelos seus principais conselheiros, em particular (e esta é uma convicção minha) pelo seu mandatário digital, Diogo Vasconcelos. Parabéns e obrigado a todos.


#Presidenciais Eu já reflecti, e decidi…

22/01/2011

Hoje é dia de reflexão mas, no meu caso, preciso de mais tempo. Por isso tenho vindo a reflectir há algumas semanas. Acompanhei com atenção a campanha eleitoral, os debates, a postura de cada candidato, bem como os seus apoios.

Na equação entrou também o passado (profissional, político e pessoal) de cada candidato e o seu desempenho recente perante o cenário de crise (financeira, económica e social) que vivemos. A imagem que transmite no estrangeiro é igualmente importante.

Nesta altura, e perante os desafios que se colocam a Portugal no futuro próximo, devemos colocar o interesse nacional acima de qualquer capricho ou conveniência pessoal. É isso que farei, e por isso decidi não votar em branco. Irei votar no candidato mais bem preparado.


#Presidenciais A candidatura de Cavaco Silva

21/01/2011

Ao contrário do que poderia ser espectável (por se tratar de uma recandidatura) Cavaco Silva conseguiu mobilizar os portugueses e partiu para uma campanha “à antiga”. Teve comícios e jantares com milhares de pessoas, fez arruadas e visitas onde arrastou muita gente que empunhava bandeiras, e entoava cânticos pelo seu nome. Ouvi no início da década, numa rentrée na Barra de Aveiro, Durão Barroso dizer que “esta coisas dos comícios e jantares vai acabar“. Pelos vistos não vai, e ainda bem.

Cavaco foi o melhor PM em 37 anos de democracia, e foi um bom PR se comparado com os anteriores. Mas se como PM nunca governou a pensar em reeleições, já como PR agiu diversas vezes por forma a assegurar o mandato. Tentou sempre não ferir susceptibilidades nos seus possíveis eleitores, da esquerda moderada à direita, tal como já haviam feito os seus 3 antecessores. De qualquer forma, nunca colocou em causa os interesses nacionais.

O mesmo já não se pode dizer da sua postura entre 1996 e 2006. Essa talvez tenha sida a pior altura do percurso de Cavaco Silva. Colocou várias vezes o seu interesse à frente do interesse do país e do partido que sempre lhe foi leal (e o levou a ser o que hoje é). Não se poderá apagar dos registos, entre outros, o artigo da boa e da má moeda que seria decisivo no derrube do Governo liderado por Pedro Santana Lopes.

Mas hoje, deparamo-nos com um cenário complicadíssimo (económico, financeiro e social) e não temos margem de erro. Hoje mais do que nunca é preciso eleger como PR um homem com sentido de Estado. Um homem moderado, responsável, sensato, exigente e rigoroso com o cumprimento das contas públicas. Um homem com crédito a nível nacional, mas sobretudo a nível internacional. Uma garantia de estabilidade política.

Cavaco Silva parece ser, de longe, o único dos 5 candidatos que reune estas condições.


#Presidenciais A candidatura de Manuel Alegre

21/01/2011

O que nasce torto, tarde ou nunca se endireita“. A candidatura de Manuel Alegre gerou muita polémica no seio do seu partido, que só lhe deu apoio oficial muitos meses depois de este a ter apresentado. O problema prendeu-se com o que Alegre fez na AR nos últimos anos, com o facto de ter avançado antecipadamente tentando condicionar o partido, e também por causa de ter sido desde logo apoiado pela esquerda radical do BE.

Alegre mostrou-se totalmente incapaz de gerir timmings e sensibilidades, bem como foi inábil no discurso ao longo deste processo. Curiosamente estas são algumas das capacidades que um PR terá de ter. Além disso, o poeta mostrou também uma enorme incapacidade para capitalizar o milhão de votos que teve em 2006. Mais, conseguiu desperdiçar muitos deles com as posições que tomou. Um político sagaz navegaria agora a onda desses votos em duplicado.

Mas se a fraca prestação política de Alegre não seria surpresa para os mais atentos, já a falta de honestidade intelectual e o recurso a ataque baixos surpreendeu muitos dos que lhe tinham respeito. É nas alturas más que se vê o verdadeiro carácter do homem, e Alegre chumbou neste exame. Quando se viu em dificuldades (por causa do insucesso da campanha e da falta de apoio do PS) desesperou e partiu para um discurso ignóbil.

O comentário sobre a morte de Saramago versus a morte de um Banqueiro foi das coisas mais desprezíveis que se viu na campanha. Nem Defensor de Moura conseguiu descer tão baixo. Nos últimos dias – admitindo que não tinha a informação toda – condenou as bastonadas e detenções da PSP num grupo de manifestantes desordeiros. Nunca pode ser Chefe de Estado e das Forças Armadas, um homem que não respeita as autoridades, e fala levianamente de assuntos tão importantes.

A segunda candidatura de Alegre transformou-se num fracasso e revelou um homem com “h” pequeno que não tem estatura intelectual ou moral para ocupar o cargo de Presidente de Portugal.


#Presidenciais A candidatura de Fernando Nobre

20/01/2011
Quando apresentou a sua candidatura logo saíram rumores de que teria sido Mário Soares a lança-lo para que Manuel Alegre provasse do próprio veneno. Ou seja, a candidatura de Fernando Nobre representaria o desalinhamento com os políticos de hoje, e tentaria roubar a Alegre os votos que este roubou a Soares em 2006. 

Mas, os apoios de peso da sociedade civil começaram a chegar, e notou-se que a candidatura era mais do que um favor que faria ao amigo Soares. O facto é que as intenções de Nobre podem ser as melhores, mas é preciso ter mais do que isso para se ser Chefe de Estado.

Além do mais, na ânsia de clamar contras as injustiças sociais (culpa do Governo), Nobre tem demonstrado um desconhecimento profundo dos poderes e das funções de um PR. Dou de barato que a sua máquina eleitoral seja amadora e que não tenha jeito para falar em público, mas é imprescindível ter-se algumas qualidades pessoais que manifestamente não tem. É um homem cinzento.

Esta candidatura tinha tudo para ter sucesso e surpreender se o candidato não fosse Fernando Nobre, mas alguém com mais carisma.


#Presidenciais A candidatura de Defensor de Moura

19/01/2011

Confesso que a princípio julguei ser mesmo uma candidatura independente, à imagem da candidatura de Alegre em 2006. Sabia que o ex-presidente da CM Viana do Castelo tinha tido umas divergências internas no seu partido e também se vinha demarcando de algumas acções do governo Sócrates.

Julguei que iria tentar puxar para si os socialistas descontentes e quiçá credibilizar um pouco o PS. Enganei-me redondamente. Depois de duas semanas de campanha, estou convencido que esta foi uma candidatura fabricada por Sócrates e pelo PS, com dois objectivos: 1 – Atacar Cavaco Silva de uma forma vil e suja (algo que Alegre não poderia fazer); 2 – Atraír o eleitorado socialista que está descontente com o Governo.

Espero para ver que lugar terá o Governo PS reservado a Defensor de Moura. Acredito que ainda em 2011 o deputado consiga uma bela reforma dourada. Esta candidatura é mais uma manobra política do PS que apenas pretende servir interesses partidários.


#Presidenciais A candidatura de José Manuel Coelho

19/01/2011

A democracia é isto mesmo, qualquer um ter a oportunidade de se candidatar. De qualquer forma, tudo tem limites e há que ter bom senso. A campanha que JM Coelho está a fazer, é o mesmo que andar a brincar com a candidatura a PR (algo muito sério). Os slogans e o carro de campanha são bons exemplos disto. Algo que não é surpreendente, se pensarmos que já desfraldou uma bandeira Nazi no púlpito do parlamento regional.

É óbvio que JM Coelho se candidatou apenas para ter um palco maior no ataque a Alberto João Jardim. O discurso e o tempo de antena centram-se apenas na diabolização do seu inimigo pessoal de estimação que – por mais que lhe custe – é eleito consecutivamente com maiorias absolutas pelo povo Madeirense.

Depois, para não parecer tão evidente, faz umas outras brincadeiras como a do submarino-brinquedo no Largo do Caldas. Algo que só fez porque ficou incomodado quando Judite de Sousa o tentou colar à “direita” (por ser deputado pelo PND).

Esta candidatura não é para ser levada a sério e contribui apenas para desprestigiar o cargo de PR.


#BPN e os gestores + competentes que Cadilhe

07/01/2011

Cavaco Silva fez o negócio lícito das acções da SLN em 2003 quando não recaiam nenhumas suspeitas sobre o BPN, nem sequer por parte do regulador (Banco de Portugal, presidido por Vitor Constâncio) que todos os anos lhe certificava as contas.

Em 2008 o Governo PS decidiu nacionalizar o BPN depois de rejeitar uma proposta do competentísimo Miguel Cadilhe – à época presidente do BPN escolhido pelos accionistas para salvar o banco – que dizia ter plano de recuperação.

O Ministro Teixeira dos Santos rejeitou proposta de Miguel Cadilhe – que pedia 600 M€ – com base numa carta de Vitor Constâncio que dizia ser um absurdo a quantia pedida. Escreveu Constâncio que 400 M€ eram mais do que suficientes.

Até hoje, depois da nacionalização, foram enterrados no BPN 5,5 mil M€, consequência da gestão dos competentes(?) gestores públicos que foram escolhidos para implementar o plano de salvação desenhado pelo Governo (e pela CGD?).


Onde estava @EditeEstrela no Freeport/Face Oculta?

27/12/2010

A política está podre. Isso já não é novidade. Governantes, deputados, autarcas e afins são na sua maioria gente sem carácter, sem princípios, sem valores e muitas vezes corruptos. Para os actuais políticos os fins justificam os meios, mentindo e ultrapassando quaisquer limites de moral e ética.

Claro que há sempre excepções que confirmam a regra. Olhando de repente para o plano político actual vejo Rui Rio e Cavaco Silva como 2 oásis no deserto (ainda que, para mim, não estejam os dois no mesmo patamar). São 2 políticos com maneiras de actuar diferentes, mas são homens honestos.

Sendo assim estão em vantagem perante o eleitorado, pelo que os seus adversários tentam denegri-los para (pasme-se!) os puxarem para o baixo nível deles. Já sucedeu várias vezes, e nas Presidenciais 2011 acontece novamente. Só isso justifica o arrastamento de Cavaco para o caso BPN.

Mas aos arautos da verdade, como Defensor de Moura ou Edite Estrela, eu pergunto onde estavam aquando do caso Freeport ou do caso Face Oculta? Nessa altura não quiseram explicações, e agora querem?! Ao contrário de Sócrates, Cavaco deu-as em directo na TV.

Colocou no banco as suas poupanças, que foram aplicadas (total ou parcialmente) em acções. Ganhou, segundo é dito, 1.40€ por cada uma (um total de 140.000€ ?!). Quantos anónimos ganharam tanto ou mais quando, por exemplo, as acções da GALP subiram de 5€ para 15€? É crime? Não me parece.


Uma questão de “moeda”

16/06/2010

Pedro Santana Lopes (PSL) vem criticando o PR Anibal Cavaco Silva (ACS) e não é de agora. Todos se lembrar, por exemplo, da recente “pancada” que PSL deu em ACS no discurso que proferiu no penúltimo congresso do PSD. A critica de PSL a ACS nada tem que ver com a questão da promulgação do casamento gay, esse foi só o último motivo que arranjou.

Todos nos lembramos da “boa e má moeda”, artigo de opinião no qual ACS criticava PSL em plena campanha para as Legislativas 2005. Por causa disto – e também por nunca o ter promovido a Ministro nos seus governos – PSL tem um problema pessoal com ACS (e vice-versa). Problema esse que recentementee também se tornou político, dadas as diferenças de pensamento entre os dois.

PSL está assim a vingar-se, fazendo ACS pagar “na mesma moeda”. Isso, aliado à vontade de se posicionar como futuro candidato (do PSD e do CDS) à PR.

O estranho é esta relação ter começado bem, ao ponto de ACS recomendar PSL no governo de Sá Carneiro, e de ter trabalhado de perto com ele nos seus governos. Nas famosas reuniões do “núcleo duro” (em que estavam ACS, EM, FN e JMDB) às tantas começou a participar também PSL, a pedido de ACS.


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