A “limpeza” pode ter início no Porto

12/06/2018

Aqueles que nos governam (Primeiro-Ministro, Ministros, Secretários de Estado, Deputados, etc.) não são uma espécie de seres superiores que vieram do planeta Krypton. São pessoas comuns, que um dia andaram na escola connosco, frequentaram os mesmos locais, viveram nas mesmas zonas. Essencialmente, tiveram as mesmas origens.

Foram todos escolhidos pelo partido para ocupar os respectivos cargos. No meu partido, o PSD, a Comissão Política Concelhia indica os seus representantes às listas de candidatos a deputados nas eleições legislativas. Esses serão depois confirmados pela Comissão Política Distrital e validados pela Comissão Política Nacional.

Daí ser extremamente importante que estejamos atentos e interessados na política a nível local, porque é aí que as verdadeiras escolhas se fazem. Quando vamos votar nas eleições, as más escolhas já estão feitas e não temos alternativa. Nessa altura já não estamos a escolher os nossos representantes, apenas a ratificar as escolhas das Comissões Políticas.

Há vários anos que venho dizendo que este é o maior problema que enfrentamos. Porque o desinteresse pela política local abre as portas a que gente menor se apodere dos lugares – nas Comissões Políticas Concelhias e Distritais – que lhes permite depois fazer as escolhas que mais lhes convêm. Na maioria das vezes escolhas más e erradas.

A Comissão Política Distrital do PSD do Porto sempre foi uma das maiores e mais influentes do país. Do distrito do Porto saíram alguns dos maiores e melhores governantes que o PSD teve – a começar por Francisco Sá Carneiro. Mas também foi do Porto que saíram alguns dos piores exemplos – como Marco António Costa.

Foi com o crucial apoio da Comissão Política Distrital do PSD do Porto e das suas Concelhias, bem como com os votos dos militantes activos que a maioria dos líderes do PSD chegaram à Presidência do partido. O que depois lhes permitiu chegar a cargos de governação, nomeadamente a Primeiro-Ministro.

A Comissão Política Distrital do PSD do Porto está, há várias décadas, refém de gente menor, e dos seus caciques. Cujos interesses são apenas e só os seus, e os dos seus amigos. Salvo raríssimas excepções, isso tem-se reflectido de forma cristalina nas escolhas que a Comissão Política Distrital faz para a lista de candidatos a deputados.

Será extremamente difícil, senão mesmo impossível. Tentar arranjar algo que as últimas Comissões Políticas Distritais do PSD do Porto tenham feito em prol do distrito, dos concelhos, das populações. Ou mesmo em benefício do partido e dos militantes. A Comissão Política Distrital tem sido apenas e só instrumento de quem a capturou.

Mas finalmente há luz ao fundo do túnel. As eleições de 30 de Junho de 2018 irão eleger a próxima Comissão Política Distrital, e de entre as três (3) candidaturas há uma, liderada por Alberto Machado, que nos dá a oportunidade única, e quiçá última, de finalmente eleger alguém que, numa palavra, está Limpo.

Sem culpas, sem suspeitas, sem nuvens, sem casos, sem cortinas de fumo. Alguém que é honesto e de confiança. Alguém que é genuíno e responsável. Alguém que é determinado e firme. E mais do que isso, alguém que está acompanhado de gente capaz e competente. Militantes que resolveram dizer “basta”, e que finalmente conseguiram encontrar força e apoio suficiente para derrotar os caciques.

É absolutamente imperativo que nós – os militantes de bem que acreditam que ainda é possível o PSD ser recuperado, e ajudar a recuperar o país – nos mobilizemos no dia 30 de Junho, para votar na lista liderada pelo Alberto Machado.

Note bem os primeiros parágrafos deste texto. A limpeza do partido (e do país) não se faz de cima para baixo. Não será o Presidente da República ou um grupo de elite que irá escolher governantes decentes. Faz-se de baixo para cima. Somos nós, o povo, que temos o dever (mais do que o direito) de escolher quem nos governa.

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A Carta de Cavaco e Eurico em 1982

15/04/2018

Em 1982, Pinto Balsemão liderava o Governo de Portugal. A Aliança Democrática distribuiu 10 pastas ministeriais ao PSD, 8 pastas ao CDS, 1 pasta ao PPM e 3 pastas a independentes.

Estes eram alguns dos nomes mais conhecidos do Governo:

  • Freitas do Amaral, Vice-Primeiro-Ministro e Ministro da Defesa
  • Gonçalo Ribeiro Telles, Ministro de Estado e da Qualidade de Vida
  • João Salgueiro, Ministro das Finanças
  • Ângelo Correia, Ministro da Administração Interna
  • Basílio Horta, Ministro da Agricultura, Comércio e Pescas
  • Francisco Lucas Pires, Ministro da Cultura e Coordenação Científica

Dois anos passados sobre a morte de Francisco Sá Carneiro – que abriu a porta à chefia do Governo a Pinto Balsemão – o país passava por uma altura difícil, e o Governo não parecia capaz de “dar conta do recado”.

Cavaco Silva tinha sido Ministro das Finanças e do Plano de Sá Carneiro. O meu avô, Eurico de Melo era na altura Ministro da Administração Interna. Ambos muito próximos do líder do partido, da sua visão, e das suas ideias.

Descontentes com o status quo, escreveram uma carta aberta (clicar no link para abrir ou descarregar), em Julho de 1982. O Governo caíria em Junho de 1983, com a demissão de Pinto Balsemão. Seguir-se-ia um desastroso Governo do Bloco Central, liderado por Mário Soares.

Em Novembro de 1985, Cavaco Silva e o PSD vencem, sozinhos, as eleições legislativas, e ficam no Governo até 1995. Pelo caminho obtiveram duas maiorias absolutas. O meu avô esteve no Governo até 1990. Primeiro como Ministro de Estado e da Administração Interna, depois como Vice-Primeiro-Ministro e Ministro da Defesa.


Queriam um político diferente – Aqui o têm

09/04/2018

Era extremamente importante que todos vissem esta intervenção do presidente do PSD. Rui Rio é, de facto, um político diferente.

E para aqueles que dizem que os políticos são todos iguais (a maioria dos portugueses), aqui está alguém em quem podem votar nas próximas eleições.

A comunicação “dita” social e a opinião publicada (diferente de opinião pública) pode dizer o que quiser – o rumo deste homem não vai mudar.


Na JSD… eu votaria André Neves

30/03/2018

Vi hoje, com curiosidade, o debate entre os dois candidatos à liderança da JSD (Juventude Social Democrata), transmitido pelo SAPO 24. Podem ver aqui, no Facebook. São 90 minutos de boa discussão. Apesar do fraquíssimo moderador.

Conheci a Margarida Balseiro Lopes há 10 anos, em Lisboa. Desde então tenho acompanhado o seu percurso político com atenção. Não conheço o André Neves, mas pedi opinião a gente que estimo e em quem confio.

Fui ver o debate sem qualquer expectativa ou ideia pré-formada, mas no final fiquei esclarecido. Como militante do PSD, preferia que a JSD tivesse o André Neves como presidente no próximo mandato.

A Margarida mostrou-se demasiado igual àquilo que se tem visto na política portuguesa nas últimas décadas, em particular nos centros de decisão política (como as lideranças partidárias, a Assembleia da República, e o Governo).

Não admira, já que são esses mesmos meios que a Margarida tem frequentado nos últimos anos, principalmente desde que é deputada. Sei bem que é mais fácil deixar-se engolir pelo “sistema” do que ser diferente (como fez, por exemplo, Sá Carneiro).

No debate, a Margarida mostrou conhecer todos os truques dos políticos profissionais. Acusou o André de ataques baixos (quando ele falou de apoiantes menos recomendáveis) mas depois atacou-o no seu carácter (ao acusá-lo de não ser sério, e de ser desnonesto intelectualmente).

Quando o assunto era desconfortável, a Margarida fugia com um “prefiro discutir nos locais próprios” ou um “não fiques nervoso“. Intitulou-se democrata, mas no final deixou cair que a JSD ficaria melhor com uma Comissão Política Nacional (CPN) menos pluralista.

O André mostrou-se muito mais genuíno e próximo da realidade (longe de “Lesboa”, o que é uma vantagem enorme). Apresentou o que, a meu ver, são propostas, convicções e ideias sensatas, realistas, inovadoras, e em linha com os ideais do partido.

(um parêntesis para dizer que a proposa que mais gostei, foi a de nomear os deputados da JSD com base em critérios de meritocracia, e não na quantidade de votos que conquistam, ou na influência que têm na estrutura partidária – isto rasga totalmente com o “sistema” actual).

Não podendo ter a certeza, quer-me parecer que o André nunca se sentiu bem como Vice-Presidente da actual CPN (para onde parece ter sido nomeado apenas e só por ser presidente da distrital de Leiria), e que se sentiu impotente perante os de “Lesboa”.

O pouco à-vontade que demonstrou no debate, foi compensado com a preparação que levou. Os “recortes” de notícias tocavam em pontos-chave, e foram lançados nos momentos certos. O que demonstra capacidade de trabalho e habilidade.

Eleições de líderes em congresso (ao contrário de “directas”) são muito mais permeáveis a caciques. E parece-me evidente que há um movimento forte em “Lesboa” à volta da Margarida – que é a preferida para suceder ao Cristóvão Simão Ribeiro.

Para aqueles que nunca ouviram falar dele, o Cristóvão Simão Ribeiro é o presidente da JSD desde 2014. Surpreende alguns, eu sei, que nunca ouviram falar dele. Mas é também por isso que o André tem razão – a JSD andou 4 anos centrada em si mesma e em “Lesboa”.

Estava na hora de se abrir ao país e aos jovens. Voltando ao que era até 2012 – ano em que o Duarte Marques deixou a liderança. O Duarte foi o último líder que fez jus ao estatuto da JSD. Desde então a JSD não tem sido mais do que um instrumento dos seus líderes e da cúpula de “Lesboa”.


Estará o PSD “entregue” a parasitas?

19/02/2018

O congresso do PSD deixou bem evidente o nível (ou falta dele) a que chegaram os quadros do partido. Desenganem-se aqueles que pensam que estou a falar de Elina Fraga (por quem não morro de amores, muito pelo contrário) que acabou por ser o bode expiatório que a comunicação “dita” social e a oposição interna procuravam. Refiro-me aos parasitas que militam no partido e andam na política, com um foco apenas – o seu interesse pessoal.

Também deixou evidente a cada vez mais gritante inutilidade dos congressos. Desenganem-se aqueles que pensam que estou a falar no formato ou competência do Congresso Nacional, a quem compete a definição da estratégia política. Refiro-me à sua desvirtuação, consequência da falta de nível dos quadros do partido, que transformaram o órgão supremo do PSD num circo e num desfile de vaidades e vontades. Onde se fala de tudo menos de estratégia e ideias.

Para mim, militante do PSD, deixa-me triste ver o meu partido neste estado lastimoso, onde o destaque é dado aos tais parasitas que só pensam em si mesmos, nos seus interesses e em jogos de dinheiro e poder. Tudo branqueado, e até aproveitado, por uma comunicação “dita” social subordinada, e uma opinião publicada indigente e vendida, que se aproveitam da cavalgante ignorância e desinteresse da sociedade para influenciar e enviesar opiniões e resultados.

Também me entristece, ver o foco da discussão e da notícia ser cada vez menos nas ideias e convicções, e cada vez mais fulanizado e centrado nas pessoas. De uma maneira extremamente selectiva, interesseira e desavergonhada. Veja-se como, dadas as circunstâncias, uma pessoa como Miguel Relvas passa de maior cacique e fraude, a senador capaz de lançar putativos candidatos. E como Salvador Malheiro passa de respeitado Professor Universitário e competente Presidente da Câmara, a cacique.

É desconcertante ver um congresso ser dominado por gente como Miguel Pinto Luz ou Luís Montenegro. Quem?! Isso mesmo, parecem ser estas as “referências” e as “reservas” do PSD. Dois parasitas a quem já se vê a saliva a cair pelo canto da boca, a pensar em como minar a actual direcção com vista a um “assalto ao poder” depois das legislativas de 2019. É desesperante ver que não é brincadeira, nem eles estão sozinhos, e constatar que já têm seguidores e tropas.

Também é revelador ver que no jogo mediático e de notoriedade (que parece ser o único que interessa, capaz de eleger parasitas como José Sócrates ou Donald Trump), aqueles conseguem até ultrapassar outros que também se posicionam para a liderança do PSD, e que têm definitivamente mais méritos e experiência. Como Pedro Duarte ou Carlos Moedas, que não só têm a decência de o fazer com mais discrição, como também o fazem através do contributo de ideias.

Os quadros do PSD têm de se renovar, obrigatóriamente. Sem Miguel Veiga haja alguém que exalte o congresso, arranque aplausos da plateia, e faça o partido pensar. Sem Montalvão Machado haja alguém que saiba oferecer palavras sensatas e impôr algum equilíbro. Alberto João Jardim já não devia ter obrigação de fazer o congresso ouvir a região autónoma e pensar ideológicamente o partido. Marcelo Rebelo de Sousa, Marques Mendes e até Pedro Passos Coelho abriram espaço.

Mas é absolutamente essencial que os novos quadros sejam, ou tenham potencial, para ser da mesma qualidade e competência, ou mesmo superior. É o mínimo que se exige. A fasquia deve ser sempre posicionada mais acima. Só assim o partido poderá inovar e contribuir para o desenvolvimento do país. Daí que teria sido essencial ver outros nomes em destaque. E há tantos no PSD. Eu conheço muitos. Infelizmente os militantes (e os portugueses) têm deixado que os parasitas tomem o partido de assalto.

Váriaz vezes cito Platão: “O preço a pagar por não te interessares por política, é seres governado pelos teus inferiores

De mim, Rui Rio e a sua direcção, contam com todo o apoio e toda a força. Estou disponível (dentro das minhas possibilidades) para ajuda a mudar e transformar o partido, a partir de baixo, das bases.


Cúpula de Lesboa – Os Sulistas e Elitistas do PSD

09/02/2018

Passaram poucas semanas de ter vencido as eleições internas, mas já está bem visto o quanto Rui Rio vai ter de sofrer enquanto líder do PSD. Ainda nem sequer tomou posse e já são incontáveis os textos a dá-lo como nado-morto, ou as opiniões a tentar condicioná-lo. E isto, numa altura em que ele mal apareceu ou falou a órgãos da comunicação “dita” social.

A razão é, para mim, muito simples. Rui Rio não faz parte da “cúpula de Lesboa”. Isso mesmo, os sulistas e elitistas, tal e qual como lhes chamou Luís Filipe Menezes (cheio de razão). Também ele, enquanto líder do PSD, condenado desde o momento que derrotou a “cúpula de Lesboa” – composta pelos Lisboetas, e acima de tudo por alisboetados (os que vão à “terrinha” nas festas)

Bem sei que Menezes e Rio estão em pólos opostos. A todos os níveis. Mas nem sequer está isso em causa, ou o desempenho de um e outro em cargos políticos. O que está em causa é que são ambos do Norte, e conseguiram ser eleitos contra a tal “cúpula de Lesboa”. E foi, continua a ser, esse mesmo, o seu handicap no xadrez político inquinado, em Portugal.

Nem sequer Sá Carneiro se safou. A partir do momento em que se criou a “cúpula de Lesboa”. Nem o facto de ser fundador do partido, de ter uma credibilidade e competência gigantescas, ou de ter ao seu lado outros Nortenhos da mesma craveira, o safou. A “cúpula de Lesboa” aproveitou todas as oportunidades (até a sua doença e vida pessoal) para o lançar borda fora.

Esta é apenas uma, mais uma, das razões pelas quais era preciso que Rui Rio vencesse. De vez em quando, quanto mais não seja, é preciso que a gente honesta, competente, trabalhadora, honrada e íntegra diga presente. E mostre a essa “cúpula de Lesboa” que eles só ocupam o poder se os deixarmos. Que basta querermos para os derrotarmos.

E desenganem-se aqueles que pensam que alguns, apenas por terem mostrado apoio a Rui Rio, não fazem parte da “cúpula de Lesboa”. Fazem, sempre fizeram. A verdade é que eles não apoiaram Rui Rio por convicção. O que fizeram foi mover-se pelo ódio a Pedro Santana Lopes. O que diz muito do seu carácter, ou falta dele. Pachecos Pereiras, Ferreiras Leites, e afins.


Rio vs Santana: Lealdade e Pluralismo

05/01/2018

Tratar política como futebol, e partidos como clubes, é um erro enorme. Infelizmente, a forma de estar e agir de muitos interlocutores políticos, principalmente os mais mediáticos e os que têm mais responsabilidades, tem sido nesse sentido. E a ideia de “se não estás comigo, estás contra mim” prolifera.

Com o que se passa noutros partidos, manifestamente menos democráticos (ex. o PCP), posso eu bem. Mas custa-me ver isto no PSD, que sempre foi um partido democrático e, acima de tudo, pluralista. Onde todos os militantes podiam (deviam até!) ter as suas próprias opiniões e pensar pela sua cabeça.

Isto a propósito do debate de ontem entre Rui Rio e Pedro Santana Lopes onde se ouviram ataques de falta de lealdade. Ao partido, ao líder, ou à direcção em ocasiões diversas. Conheço os dois pessoalmente. Admiro (por diferentes razões), tenho respeito político e estima pessoal pelos dois. Pelo que me custou.

Até porque ambos sempre praticaram, e muito bem, o tal pluralismo e liberdade de opinião dentro do partido. Aliás, são talvez dois dos mais mediáticos militantes que mais vezes, por mais tempo, e mais veementemente o fizeram. A ponto de ambos terem posto em causa a sobrevivência do partido, ou a vontade de estar no PSD.

Rui Rio disse recentemente que o PSD estava moribundo e corria o risco de desaparecer. Santana Lopes também achou no passado que não era possível regenerar ou refundar o PSD, e por isso falava num novo partido (o PSL). Devo dizer que também eu já escrevi que o PSD estava em agonia, e já pensei várias vezes se seria possível renová-lo.

A história do PSD está cheia de episódios em que (grupos de) militantes estavam em desacordo,  tinham visões diferentes e opiniões diversas. Defendiam ideias contrárias e planos de acção variados. Criticavam quem estava na liderança do partido, ou até mesmo à frente dos destinos do país, no Governo.

Sá Carneiro e a ala Eanista ou as Opções Inadiáveis (de Pinto Balsemão e  Magalhães Mota). Balsemão e as críticas de Cavaco Silva e do meu avô, Eurico de Melo. Marques Mendes e as críticas de Luís Filipe Menezes. Este e as críticas de Ferreira Leite. Esta e as críticas de meio partido! Tantos são os casos de divergências.

A meu ver, ao invés de prejudicar o partido, este pluralismo e liberdade individual, bem como a convicção com que essas correntes se expressaram e agiram, fortaleceram-no. E é também por isto que o PSD é o partido mais portugês e mais original. Não há uma linha de pensamento única imposta por uma ideologia ou doutrina.

Ontem, no debate, tentou-se apelar àquele sentimento primitivo, que prolifera hoje no futebol. Tentou apelidar-se uns e outros de traidores. No PSD, pluralismo e liberdade de opinião nunca significaram falta de lealdade. E espero que assim continue. Quero crer que os militantes do PSD sabem distinguir as coisas.


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