Rui Gomes da Silva, o protótipo da “elite” tuga

16/05/2014

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Na minha opinião isto demonstra bem a estatura intelectual desta personagem.

Alguém que chegou a Ministro de Portugal, provando também assim o nível da política e dos políticos. Algo que tem como consequência a situação dramática actual do país.

Foi este senhor, também, um dos responsáveis pela queda de um governo de maioria (em 2004). Apenas mais uma das facadas no regime democrático português.

Eu, como português, sinto-me envergonhado quando vejo estas pessoas etiquetadas de “elite” do meu país.

Eu, se fosse adepto do Benfica, sentir-me ia envergonhado ao ver gente com tal responsabilidade dar tão mau exemplo e instigar o ódio no desporto desta forma.

Ódio esse que frequentemente termina em violência. Da qual o exemplo máximo são as mortes de adeptos em espaços desportivos.

Mas o que interessa isso a esta gente? Nada. Eles estão apenas preocupados em manter esta “imagem” que lhes permite ganhar dinheiro como comentadores, dirigentes e políticos influentes.


A entrevista do Fernando causa-me náuseas

14/11/2013

Todos sabem da importância que dou às redes sociais. Muitos dizem que até dou demais. Sou blogger desde 2003 (sim, há 10 anos!), juntei-me ao Facebook e LinkedIn em 2006 (quando ainda eram desconhecidos em Portugal) e ao Twitter em 2010 (depois de um período de resistência).

As redes sociais são um fenómeno que veio mudar o Mundo, a todos os níveis. A meu ver, veio mudá-lo para melhor, muito melhor. São um instrumento que, nos dias que correm, permite coisas tão importantes como a proximidade, a partilha e a velocidade de informação.

Praticamente todas as maiores redes sociais – Twitter, Facebook, Instagram, LinkedIn, etc. – já serviram para boas causas. Alertas de catástrofes naturais, denúncias de crimes, libertação de ditaduras, campanhas de solidariedade. Entre muitas outras coisas.

Claro que, como em tudo na vida, há sempre quem consiga transformar uma boa ferramenta em algo mau, perigoso até. Esta entrevista do Fernando Moreira de Sá à revista “Visão” causa-me náuseas. Provoca-me aversão. Asco mesmo. O que ele revela é um nojo.

Não é pelas revelações – quem como eu anda nisto (das redes sociais, da blogosfera, e da política) há tantos anos sabia perfeitamente que isto se passava – é pela falta de vergonha de o dizer, e pela forma descarada e gozona como o diz. Achando-se, ainda assim, um figurão.

Fui (e sou) autor de vários blogues. Na maioria deles era o único autor. Muitos versavam também sobre política. Escrevi posts a defender Passos Coelho, o PSD e este Governo. Também escrevi posts a criticá-los. Porque sempre fui livre de dizer o que pensava.

Fui convidado para colaborar e escrever em alguns dos blogues que o Fernando Moreira de Sá menciona. Rejeitei. E que bem fiz. Detestaria estar associado a esta ignomínia. Tenho pena que alguns, que considero amigos, tenham aceite e se vejam agora no meio desta açorda.


O tuga, Lincoln e… “Olha para o que eu digo, não para o que eu faço”

04/03/2013

Talvez tenha sido pelo sucesso mediático do filme “Lincoln” que alguém se lembrou de publicar nas redes sociais um texto que supostamente é da autoria do 16° presidente dos EUA. Como é hábito em Portugal, o tuga desatou a partilhar à labúrdia.

O texto é a carta de Abraham Lincoln para o professor de um dos seus filhos, onde lhe pede que se esforce por ensinar valores como a seriedade, a integridade, a humildade. Como se o típico tuga soubesse o que eles são e alguma vez os tivesse respeitado.

Numa sociedade que cultiva o desleixo e a incúria, em que se quer trabalhar pouco, em que se tenta ganhar nas lotarias, no euromilhões, no Casino, e nos Reality Shows, o tuga partilha: “ensine-o que mais vale uma moeda ganha que uma moeda encontrada“.

Numa sociedade que cultiva a clubite, o troçar dos mais fracos e dos menos capazes, o ficar aziado quando se perde, mas sobretudo o esfregar na cara do adversário quando se ganha, o tuga partilha: “Ensine-o a perder, mas também a saber gozar da vitória“.

Numa sociedade selvagem que se rege pela lei do mais rico e do mais poderoso, em que não se respeita a lei, em que se atropela o próximo para se chegar mais acima, o tuga partilha: “explique-lhe que a derrota honrosa vale mais que a vitória vergonhosa“.

Numa sociedade em que poucos pensam pela própria cabeça, e a maioria dos que o fazem e têm uma ideia diferente da percepção geral preferem calar-se para não serem postos de parte, o tuga partilha: “ensine-o a acreditar em si, mesmo se sozinho contra todos“.

Numa sociedade em que a moda é o driver de toda e qualquer decisão, onde a grande maioria luta apenas para ter o mesmo que o seu vizinho do lado, o tuga partilha: “ensine-o a nunca entrar no comboio simplesmente porque os outros também entraram“.

Numa sociedade cada vez mais descrente em Deus (seja ele de que Religião for) e completamente desacreditada das suas próprias capacidades para dar a volta por cima, o tuga partilha: “Transmita-lhe uma fé sublime no Criador e fé também em si“.

Só prova que o típico tuga tem, neste momento, a situação que merece. Está a sofrer as consequências da má gestão de políticos que tinham discursos bonitos mas faziam exactamente o contrário. Pois como se vê, o tuga faz exactamente a mesma coisa.

E o pior é que julgam que enganam alguém….


Os meus amigos carneiros que comem tudo

22/02/2013

Exemplo de um dos muitos textos partilhados no Facebook, por gente sem qualquer capacidade de pensar pela sua própria cabeça. Carneiros que “comem tudo o que lhes dão”, sem questionar o que quer que seja.

Hoje aconteceu um episódio que sinceramente nem queria acreditar. Eu viajo diariamente do Porto para Aveiro mas nunca tinha acontecido algo tão mau. Um rapaz entrou na estação de Ovar, ao que me apercebi, com uma cadelita (super meiga e muito novinha), eu sei que os animais devem viajar com algumas condicionantes mas este rapaz entrou, dirigindo-se calmamente para o final do comboio. O revisor implicou com o facto de a cadelinha não ter bilhete (ninguém sabia que os animais pagavam bilhete, sabiam? eu não). O comboio parou a marcha na estação de Estarreja, o revisor chama a polícia para tratar da situação. Os passageiros revoltam-se e até se oferecem para pagar os 2€ do bilhete (algo que o dono já tinha proposto), no entanto, o revisor não permitiu (alguém que realmente zela pela CP!!!!). Pois… mas o problema é o facto do revisor não se lembrar que aquele é o meio de transporte de muita gente que se lavanta às 06H30 da manhã para ir trabalhar para a Invicta (imbecil) e fez toda esta gente ficar à espera da polícia por causa de 2€???????. As pessoas estavam todas revoltadas mas o revisor…nada. Chega a polícia identifica o rapaz diz-lhe que deveria ter pago 2€, todas as pessoas (repetem) que pagam os 2€ e o que faz a polícia???? Adivinhem…agarram o rapaz à bruta (ele teve de largar a trela da cadelinha porque caso contrário ela era maltratada ai, o amigo dele pega na cadelinha que cheia de medo começa a ladrar porque vê que estão a fazer mal ao dono (ao contrário de alguns “humanos” os animais defendem o dono, só é pena esta cadelinha não se ter transformado (como nos filmes) numa leõa e acreditem que eu não teria ficado tão nervosa e até tinha compreendido a natureza). Bateram no rapaz sem qualquer problema, bateram no amigo como se de dois assasinos se tratasse. Todas as pessoas viram chamaram nomes, gritaram mas…nada e sabem porque? Porque estes 3 individuos (2 polícias e o revisor) não vão sofrer qualquer consequência. Amanhã se o revisor se lembrar chama a polícia para tirar do comboio um velhinho. Eu fui uma das pessoas que fui ter com ele educadamente e referi que pagava o bilhete, disse que ia reclamar e ele muito tranquilamente referiu faz muito bem!. Estou farta de chorar porque realmente estamos entregues a alguns. Eu pergunto será que os dirigentes da CP pactuam com este tipo de situações, não tem nada a dizer? Será que os polícias não deveriam ter uma parte pedagógica? Não deveriam ser mais profissionais? Mais Humanos? Alguém os tratou mal? Não. Gostava de referir que em Ovar entra uma Sra Romena que cheira pior que um animal selvagem ou abandonado ou quase morto (todas as pessoas que fazem este trajeto sabem do que estou a falar) e já foi pedido a muitos revisores que não a deixassem entrar por uma questão de sáude pública, no entanto, a resposta é: tem bilhete! Pois… mas eu prefiro viajar com uma cadelinha. O rapaz cometeu o erro nconsciente)de não ter comprado o bilhete da cadelinha mas isso é um crime tão grave? Quero deixar bem claro que não conheço nenhum dos intervenientes incluindo a cadelinha. Os polícias são os que estão nas fotos, a fera (cadelinha) está no meio deles (sem perceber nada), o comboio é o nº 15747 São Bento/Aveiro das 18H05 de ontem dia 21. Partilhem, por favor, com o maior nº de pessoas pode ser que entre elas esteja alguém, responsável, consciente e que leve esta situação um pouco mais além. Desculpem o longo texto, desculpem o desabafo mas nunca nos devemos calar. MM

Textos mal construídos, mal escritos, sem um fio de raciocínio, cheios de erros de ortografia e sintaxe. Textos que claramente não espelham a realidade dos factos e muitas vezes são falsos.

Textos que pretendem denegrir as autoridades do Estado de Direito, e heroicizar aqueles que quebram as leis. Textos que querem fazer passar a ideia de que a crise é desculpa para tudo.

Textos impregnados de preconceitos, radicalismos e extremismos. Textos sem um pingo de responsabilidade, equilíbrio, bom senso ou senso comum. Textos cheios de insinuações gratuitas.

Textos onde, depois de tanta asneira e suspeita criada sem prova, o autor se tenta fazer passar por uma pessoa responsável, íntegra, imparcial, confiável, respeitável e respeitadora.

E custa-me ver muita gente, alguma dela das minhas relações, educada, formada e informada (ou assim eu pensava), partilhar estas aberrações nas redes sociais, julgando que está a dar um grande contributo.


Procuras emprego? Cuidado com as redes sociais!

22/05/2012

Nos dias que correm, no que se refere à contratação, já não é só o Curriculum Vitae que conta quando uma empresa procura o candidato certo para a oportunidade de emprego. As redes sociais desempenham já uma parte importante da avaliação.

Ao apreciar uma candidatura, a maioria das empresas pesquisa pela pessoa na Internet. Não só para chegar aos seus perfis nas redes sociais, mas também para pesquisar por artigos ou publicações em blogues, websites, foruns e afins.

Isto não quer dizer que seja “perigoso” ter perfis nas redes sociais, ou escrever em blogues. Pelo contrário. É positivo, por exemplo, um candidato ao lugar de Eng° Ambiente, ter posts publicados num blogue sobre a sustentabilidade ambiental.

Mas a verdade é que há estudos que demonstram que 1 em cada 5 empresas (no caso, o sector das TI) assumem ter rejeitado candidaturas por causa dos perfis nas redes sociais. Daí que, quem anda em busca de um emprego, necessita ter cuidado.

O Facebook é a rede social em que normalmente mais “delitos” são cometidos. As pessoas têm tendência em querer mostrar aos amigos o quão divertida é a sua vida. E na sociedade em que vivemos isso é medido em “unidades de bebedeira”.

Daí ser extremamente comum vermos fotografias de pessoas visivelmente embriagadas ou em posturas e posições menos próprias. Esses comportamentos são obviamente passíveis de serem “castigados” pelo recrutador, numa candidaturas a emprego.

A “regra”, para quem a quer ou acha que a tem de aplicar, é simples: Não publicar nada de que se envergonhasse se saísse na capa do jornal do dia seguinte, ou que o fizesse desapontar os pais, se eles por acaso tivessem conhecimento.


Redes Sociais: Conhecer o cliente

05/05/2012

Hoje, quando se cria uma empresa já não se pensa só no espaço físico, no hardware, etc. Pensa-se também em criar um website, e um perfil nas redes sociais.

A maioria das empresas fazem-no porque acham que essa é a mais fácil e mais barata forma de estar “presente no mercado”, de fazer publicidade, e obter mediatismo.

Pois enganam-se. A presença na Internet, e principalmente nas redes sociais, é muito mais complicada do que actualmente se pensa, e está longe de ser grátis.

Tal como já tive oportunidade de dizer, uma má utilização destas ferramentas pode deitar a perder o crédito e destruir a boa imagem de uma empresa/marca.

Não é suficiente ter a gestão destas plataformas feita por alguém com mais tempo disponível, ou pelo sobrinho de 18 anos, como dizia a Virgínia Coutinho.

Nos dias que correm, e se a empresa quer realmente potencializar as redes sociais, para aumentar as suas vendas, é necessária uma abordagem profissional.

O problema é que as empresas vêem as redes sociais como canal unidireccional, para se promoverem. Não perceberam que elas servem precisamente para o oposto.

As redes sociais não são mais um canal de comunicação unidireccional (TV, Rádio, Outdoors, Flyers, etc.) elas são um canal bidireccional, e é esse o seu poder.

A grande vantagem das redes sociais para uma empresa, é ajudarem a conhecer melhor o seu cliente (suas necessidades, preferências), e assim servi-lo melhor.

Só conhecendo melhor os seus clientes, as empresa podem dar-lhes precisamente aquilo que eles querem. Se o fizerem, irão não só conquistar como fidelizar.

Nos próximos tempos, recusar-se a comunicar com o cliente, via redes sociais, será tão prejudicial como hoje não responder a um email ou atender um telefonema dele.

E se inicialmente, as empresas chegavam às redes sociais de forma reactiva (muitas vezes tentando evitar imagens negativas) agora fazem-no proactivamente.

O que é necessário agora é que consigam discernir os benefícios de uma abordagem colaborativa nas redes sociais, permitindo ao cliente ser parte da sua estratégia.

A melhor forma de conhecer o cliente é ouvi-lo. Ouvir o que ele tem a dizer. E quanto melhor se conhecer uma pessoa, mais fácil se torna vender-lhe algo.


Empresas: Como ser eficaz nas redes sociais

01/05/2012

As redes sociais são hoje em dia uma poderosa ferramenta, e estão a transformar-se no principal canal de comunicação para as empresas. Mas como já escrevi aqui e aqui, é preciso saber usá-las.

Em Portugal estamos ainda atrasados em relação a outros países do mundo, mas já há algumas empresas que tentam usar as redes sociais (Facebook, Twitter, Youtube…) para comunicar.

O facto é que tenho visto muita má comunicação por aí. Muita falta de capacidade de transmitir a mensagem ou de interagir com clientes e potenciais clientes, atraves das redes sociais.

Deixo então ficar aqui algumas dicas para uma estratégia de comunicação mais eficaz nas redes sociais:

1. Definir bem a imagem: A imagem no perfil das redes sociais faz parte da marca da empresa. E por isso é essencial que todos os backgrounds, avatars e outras imagens reflictam essa mesma marca. No que concerne à imagem dos perfis (ou avatar) é necessário que esta esteja alinhada e coerente em todas as redes sociais (Facebook, Twitter, Youtube…) para promover consistência. Além disso, é também importante que a imagem colocada tenha um nome descritivo da empresa (tipo NomeDaEmpresa.jpg) porque isto melhora o Search Engine Optimization (SEO).

2. Preencher secções importantes: O perfil, a biografia, as páginas “acerca de”, etc. devem estar sempre muito bem preenchidas, porque é a estas páginas que os motores de busca vão buscar a informação para fazer o match com os termos que as pessoas pesquisam. Estas são também as primeiras secções a que um cliente ou potencial cliente acede para saber mais sobre a empresa. Por isso os dados devem ser completos, claros e objectivos. Importantíssimo manter toda a informação actualizada, como moradas, números de telefone, emails, datas, etc. Indispensável linkar nestas páginas as redes sociais, umas ás outras.

3. Publicar informação interessante: As publicações (tweets, posts, vídeos…) que se colocam nas redes sociais devem ser cuidadosamente ponderadas e deverão conter estritamente informação relevante e relacionada com a empresa. Devem ser evitadas publicações fora do âmbito do negócio da empresa, e de carácter individual (tenho visto perfis de empresas com posts e links sobre temas políticos, musicais, etc. Meio caminho andado para perder clientes). Além do mais, é muito importante não aborrecer os seguidores com duplicações. O spam é a maneira mais fácil de perder seguidores.

4. Interagir com os seguidores: Esta parte é muito sensível, porque se tem de estabelecer uma acção recíproca com várias pessoas de personalidades, carácteres, formações e intenções diferentes. Nunca se deve censurar comentários ou entrar em conflitos. Deve-se, isso sim, ter preparado um argumentário e ser-se sempre educado e cordial. No caso de a mensagem do seguidor levantar uma questão pertinente, a empresa fica a ganhar se reconhecer e responder (ou resolver) o mais rápido possível o assunto, agradecendo ao seguidor (linkando o seu nome) pela ajuda que deu ao levantar o problema.


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