Escândalo dá lição ao futebol – parte II

25/01/2020

O tenista João Souza, que chegou a ser n. 1 Brasileiro e 69 do ranking mundial, foi banido para sempre do circuito profissional de ténis – e está assim impedido de jogar torneios ATP, ITF e Challenger.

Para além disso, foi condenado a pagar uma multa de $200.000. Tudo por ter ficado provado que manipulou encontros e vendeu resultados, bem como incentivou outros a fazê-lo.

A corrupção não pode ter lugar no desporto. Infelizmente ela está presente no maior dos desportos, o futebol, todas as semanas.


Porque acabou o Estoril Open?

19/11/2014

Para quem quiser saber porque é que o Estoril Open acabou…

Ou…

Para quem quiser saber porque é que o Estoril Open durou 25 anos…

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João Sousa faz história no Ténis

29/09/2013

João Sousa fez história no Ténis Nacional ao vencer um torneio do ATP World Tour – no caso o ATP 250 de Kuala Lumpur na Malásia. É o primeiro português a conseguir uma vitória a este nível. Frederico Gil esteve perto no ATP 250 do Estoril em 2010.

Para os menos atentos, no ténis existem vários níveis de torneios profissionais. Os torneios Future são os mais baixos, seguindo-se os Challenger, os ATP 250, os ATP 500 e os ATP 1000. Depois, apenas os conhecidos torneios do Grand Slam.

No espaço de duas semanas, João Sousa conseguiu chegar às meias-finais do ATP 250 de São Petersburgo e vencer o ATP 250 de Kuala Lumpur. Desta forma arrecada 250 pontos na Malásia e 90 pontos na Rússia. Isto, depois de vencer os Challenger de Furth e Guimarães.

Quando sair o novo ranking do ATP Tour, João Sousa vai portanto deixar o lugar 77 e ficar á porta do Top-50, ocupando com toda a certeza a melhor posição de sempre para Portugal (pertencente a Rui Machado, 59°).

Esta vitória coroa uma época brilhante do tenista de Guimarães que teve momentos muito altos. Momentos esses que tiveram vitórias importantes mas também derrotas, como aquela frente ao número 1 do Mundo, Novak Djokovic, na 3ª ronda do US Open.

João Sousa tem talento. Isso ficou provado na final de Kuala Lumpur, quando João salva um match-point (a 5-4 no 2° set) com um passing shot, uma magnífica direita ao longo. Mas para ser um habitual Top-50 tem de trabalhar mais, principalmente a nível psicológico.


Dia histórico em Flushing Meadows com João Sousa

02/09/2013

No dia anterior ao encontro disse que não poderia haver ilusões de vitória. João Sousa iria perder com Novak Djokovic. A única coisa que esperava era que o vimaranense ainda tivesse forças – depois de duas vitórias a 5 sets – para não ser atropelado pelo sérvio.

O João entrou muito bem no jogo, agressivo e determinado, movimentando-se muito bem no court, batendo pancadas muito fortes e com uma percentagem de primeiros serviços muito alta. Isso permitiu-lhe vencer alguns pontos espectaculares, ganhando o respeito de Djokovic e do público.

A boa performance do João era insuficiente para incomodar o número 1 do mundo, que joga num nível muito superior – algo que pude testemunhar ao vivo em Wimbledon. A intensidade e ritmo de jogo de Djoker está muito acima de qualquer jogador abaixo do top-5.

A facilidade com que o sérvio conquistava os seus jogos de serviço (muitos em 4/5 pontos) contrastava com a dificuldade do João em fechar os seus. O mesmo se pode dizer da execução das pancadas. A naturalidade das de Djoker era tanta quanto o esforço aplicado pelo João nas suas.

Na verdade João Sousa esteve muito bem, jogando o seu melhor ténis. Com poucos erros não forçados e muitos pontos bonitos. Uns ganhos outros perdidos, mas todos espectaculares. Não foi suficiente. O João foi atropelado por Djokovic, conquistando apenas 4 jogos em todo o encontro.

Mas não deixou de ser histórico: um português, de Guimarães, na 3a ronda do US Open, a defrontar o número 1 do Mundo. Coroando uma época de sonho em que esteve presente – e venceu muitos jogos – no quadro principal dos quatro Grand Slam.

No final, o resultado foi: Novak Djokovic 3-0 João Sousa (6-0, 6-2, 6-2). Uma vitória conquistada por Djokovic com todo o mérito. João Sousa não teve demérito absolutamente nenhum. Muito pelo contrário, dignificou o seu nome, o ténis português, e a vitória de Djoker.


Wimbledon 2013: Valeu a pena!

30/06/2013

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Ontem cumpri um sonho, estive em Wimbledon, um dos torneios do Grand Slam de Ténis. Em 2012 falhei depois de 2 horas na fila. Este ano não facilitei, acordei às 4h30 da manhã para me juntar à fila (The Queue).

Quando cheguei a Wimbledon eram 6h30 e havia já 7.300 pessoas na fila. Deram-me o Queue Card número 7.390. Pelas 8h30 haviam já 11.000 pessoas na fila e a organização aconselhava (através das redes sociais) a mais ninguém ir.

Depois de 7 horas (!!) de espera na companhia de duas simpáticas espanholas (de Oviedo e San Sebastiam) que vivem em Southampton, consegui finalmente chegar à bilheteira, e comprar um bilhete para entrar e para os Courts 4 a 19.

Passadas 6 horas e muitos jogos vistos, foi possível arranjar o tão desejado bilhete para o maravilhoso Court Central, com capacidade para 15.000 pessoas. O que permitia ver os jogos em destaque do dia, envolvendo os melhores tenistas do mundo.

Tive vários privilégios e prazeres. Entre eles…

  1. Vi jogar o #1 ATP Novak Djokovic
  2. Vi jogar a #1 WTA Serena Williams
  3. Vi jogar a #1 WTA pares Roberta Vinci
  4. Vi jogar dupla #1 ATP pares Bryan/Bryan
  5. Vi jogar a histórica #84 WTA Kimiko Date (42 anos)
  6. Trouxe como recordação raquete do #27 ATP Benoit Paire
  7. Estive ao lado do famoso treinador Nick Bollettieri
  8. Assisti a 7 jogos, 2 dos quais no Court Central

Entre outros, também vi jogar  Nadia Petrova (#16 WTA), Dominika Cibulkova (#19 WTA), Tsevetana Pironkova (#72 WTA), Flávia Pennetta (#166 WTA), Katarina Srebotnic (#8 WTA Pares), Jeremy Chardy (#25 ATP) ou Lukasz Kubot (#130 ATP)

Para um fã (e ex-praticante) do ténis, valeram muito a pena 1 ano e 7 (loucas) horas de espera!


Mais títulos para Portugal, onde Desporto = Futebol

10/09/2012

Enquanto Cristiano Ronaldo está triste e os tugas se debruçam sobre a paupérrima exibição da selecção Nacional de Futebol no jogo com o Luxemburgo, outros desportistas (estes, verdadeiros) conquistam títulos no anonimato.

Terminaram ontem os Jogos Paralímpicos de Londres 2012 e os atletas portugueses conseguiram três medalhas: uma de prata e duas de bronze. Para além disso 19 atletas (numa comitiva com 30) ficaram nos oito primeiros lugares.

Também no fim-de-semana Frederico Silva (10° da hierarquia mundial júnior) trouxe para Portugal o 1° título do Grand Slam em Ténis, depois de vencer a competição de pares do Open dos EUA, ao lado do britânico Kyle Edmund.

Mas por mais acontecimentos destes que haja, o desporto em Portugal continua e continuará a ser sinónimo apenas de Futebol. É um problema de mentalidades e isso não se resolve facilmente, nem por decreto. Depende de cada um.


Hoje tivemos 2 exemplos para o Futebol

17/06/2012

Hoje foi um dia em que o desporto nos deu duas lições. E não, não me refiro ao Euro 2012 ou ao Futebol. Falo do Ciclismo e do Ténis.

O Poveiro Rui Costa venceu a Volta à Suíça. A primeira vez que um ciclista português vence uma prova do escalão mais alto da UCI.

Rui Costa, que já tinha vencido em 2011 uma etapa de montanha no Tour de França, bateu todos os principais ciclistas do pelotão.

No Ténis, David Nalbandian foi desqualificado na final do ATP de Queens, depois de ter pontapeado um placard e atingido um juíz.

Foi inocente, e nessa altura o argentino liderava, mas o Supervisor do ATP World Tour não teve complacências e desqualificou-o.

Duas reflexões:
1) O que seria se numa grande competição uma equipa de futebol (que estivesse a vencer) fosse desqualificada por um jogador dar um soco num árbitro?

2) Porque é que os portugueses continuam a ignorar grandes e exemplares atletas e a idolatrar futebolistas que muitas vezes dão tão maus exemplos?


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