Ponte-Concorde Aérea Coimbra Beja

05/09/2017

A ver se nos entendemos. 

Da última vez que lá estive, Coimbra tinha uma estação de Autocarros que era uma vergonha, uma estação de Comboio praticamente desactivada, e outra – que apesar da importância a nível ferroviário – continua a parecer um apeadeiro. 

Mas o candidato do PS quer fazer um aeroporto. Talvez para fazer a ponte-Concorde aérea entre Coimbra e Beja.

Se este senhor – provavelmente mais um viúvo de José Socrates – tiver mais de 1,000 votos tenho de assumir que os eleitores de Coimbra estão loucos, e têm aquilo que merecem.

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Contorcionismo Político

15/08/2017

Li no Observador de hoje: “Miguel Albuquerque refere que a monitorização das árvores faz parte da área da autarquia e não do Governo Regional “Eu, como presidente do governo, assumo as minhas responsabilidades. Quem tem outras de jurisdição, tem as suas”.

Isto não soava tão mal se o Miguel Albuquerque não tivesse sido presidente da Câmara do Funchal durante quase 2 décadas! – entre 1994 e 2013.

Acho absolutamente incrível a forma como os actuais políticos da nossa praça se apressam a fugir às suas responsabilidades, políticas e de outra natureza.

Também acho muito curiosa a habilidade que todos eles demonstram a sacudir a água do capote, em exercícios de contorcionismo dignos do Cirque do Soleil.

Como o Miguel Albuquerque, outros (com o primeiro ministro António Costa à cabeça) foram politicamente responsáveis pela morte de 64 pessoas no Pedrogão, mas passados 2 meses sobre essa tragédia, não se vislumbra nem um pingo de vergonha, nenhum sinal de mea culpa, ou a mais pequena aceitação de responsabilidade.

Uma vergonha de país, este Portugal, governado por gente menor, a caminhar a passos largos para o abismo. E desta vez, sem retorno.


Cacique. Primeira razão pela qual Portugal está moribundo

21/07/2017

Alguns ainda se deixarão surpreender por notícias como a que o Observador (e bem) publicou hoje: Carrinhas, listas e cacicagem. Todos os detalhes da guerra pelo poder no PSD/Lisboa

Outros, já não só, não se deixam surpreender como admitem o cacique como práctica corrente e, ainda pior, como prática aceitável e incontornável.

Já muito escrevi neste blog sobre caciques. E sobre aqueles que o praticam. Nomeadamente no PSD Santo Tirso – que é o exemplo que conheço mais de perto.

Um exemplo foi o de Abril de 2014, onde num artigo para um jornal local escrevi que o PSD Santo Tirso teria sido “atacado por várias doenças” nomeadamente um “fatal Cancro do Cacique“.

Esta é, na minha opinião, a primeira razão pela qual Portugal está moribundo, e a caminho do abismo. Que acabará, mais tarde ou mais cedo, em forma de ditadura (comunista ou fascista).

E é, porque o estado do país se deve em muito à má estratégia, às más políticas, às más decisões, tomadas pelas pessoas que estão à frente do governo de Portugal.

Não só as que estão no Governo da República mas também aquelas que estão nos lugares de liderança de outros orgãos (políticos, empresariais, judiciais), nomeados pelos primeiros.

Esses que na esmagadora maioria dos casos, emergiram dos partidos políticos, nos quais a única forma de chegar às lideranças e lugares de decisão, parece ser o tal cacique.

Da maneira como os partidos estão organizados, são os tais que promovem e controlam os caciques, que decidem quem será o candidato à Junta, à Câmara, à Assembleia da República.

E serão depois os mesmos a decidir quem será o nomeado para a Direcção Geral, o Governos Civil, a CCDR, e muitas outras instituições e orgãos que governam o país.

A verdade é que não há cacique sem “carneiros”. Se quem promove e controla o cacique tem falta de carácter, o que dizer daqueles que se deixam levar em carrinhas para votar.

Esses são, para mim, tão maus ou piores. É preciso ser-se muito invertebrado para deixar que outros pensem pela sua própria cabeça. Para se vender por “um prato de lentilhas”.

Da mesma forma, aqueles que são coniventes com o cacique, ou que se aproveitam dele sem “sujarem” as mãos, são também gente muito pouco recomendável.

É também por isso que sempre defendi, que a responsabilidade do estado do país não é exclusiva dos políticos. Mas de todos os portugueses. Nomeadamente dos acima mencionados.

Mas também daqueles que se deixam vencer por estas práticas e estas pessoas. Aqueles que, ao saber do cacique, desistem de lutar e deixam a coisa acontecer. Também esses são culpados.

É por isso que, apesar de me doer muito, nunca deixei de me fazer ouvir, e de agir. Não só a nível nacional, mas acima de tudo na minha localidade, em Santo Tirso.

Candidatei-me várias vezes contra os caciques. Perdi sempre. Testemunhei os autocarros. Dei de caras com muitos “carneiros”. Provei a desfaçatez e falta de vergonha de quem promove e controla os caciques.

Tenho muita pena que o meu partido, o de Francisco Sá Carneiro, se tenha tornado nisto. E é por isso que não apoio candidatos que, tenho a certeza, sairam deste lamaçal.


A velocidade do poder. Do cheque ao nariz do prostituto

16/07/2017

Aproximam-se as eleições, e começa a ser ainda mais evidente a pobreza de espírito que reina na nossa sociedade. Aquela que, aliada à falta de valores e princípios, bem como à falta de vergonha, tem vindo a corroer um país já de si esfrangalhado.

Alguns dirão que a política e os políticos de hoje são o corolário do “país que temos“. Discordo. Para mim são o espelho do “país que somos“. Uma selva, onde impera apenas uma lei: a do mais forte (leia-se, a do poderoso e do endinheirado).

A campanha para as eleições Autárquicas começa sempre com apelos e afirmações de que “somos diferentes” e “vamos fazer diferente” – nos dias que correm, isto significa que vamos puxar ao sentimento, ao afecto, ao humanismo (marcelices!).

Mas não tarda a que a realidade bata à porta, fazendo ver que isso não ganha eleições em países do terceiro mundo (como Portugal!). Vai daí, a vergonha é lançada borda fora, e a suinísse (sim, de suíno, de porco) começa em todo o seu esplendor.

Claro que tudo isto não era possível sem o essencial contributo de todos. Os políticos para comprar, têm de comprar alguém. Para corromper, têm de corromper alguém. A corrupção não se faz só com corruptores, mas também com corrompidos.

Santo Tirso, o meu concelho, não foge à regra. Lá, o corruptor passa de “Zé Ninguém” a “Benfeitor” à velocidade a que o cheiro a poder chega de um cheque ou um maço de notas, ao nariz do corrompido (ou neste caso, do “Prostituto“).

Esta é uma sociedade podre e pobre de espírito. Com pessoas e instituições – algumas delas centenárias, e muitas lideradas por gente pouco recomendável e sem escrúpulos – que se vendem por “um prato de lentilhas“.

Tudo isto, num absoluto desrespeito por quem nelas confia, para quem elas contribui, e de quem delas depende. Sim, porque quem lidera (momentâneamente) instituições, não é dono destas, e não se pode esquecer daqueles que serve.

Um exemplo, que conheço bem, e admiro. E que não tem nada que ver com o caso que critico acima. Quem lidera a ASAS não se pode esquecer dos princípios e valores que contribuiram para a sua criação, e daqueles que a fundaram.

Não se pode esquecer daqueles que, todos os dias, desde o dia da sua abertura, contribuiram para o seu propósito e crescimento. Não se pode esquecer daqueles que todos os meses pagam as suas quotas, ou recebem os seus merecidos salários.

Não se pode esquecer, acima de tudo, daqueles que dependem da ASAS para poder ter uma vida. Sim, só isso. Uma oportunidade de vida. As crianças, neste caso, que não têm, infelizmente uma família. E que precisam da ASAS para vingar.

Felizmente a ASAS, e quem a tem liderado, tem sido uma instituição exemplo. E é também por isso que sou associado. Desejo que assim continue. Se bem que temo. Porque já vi, ao longo dos anos, outras instituições serem “assaltadas”.

Quem lidera instituições desta (e de outra) natureza tem obrigatóriamente de se lembrar disto. E ter uma imensurável integridade. Não se pode vender ou deixar corromper por quem quer que seja. Muito menos por estes políticos que agora nascem do chão.

Eu, tenho vergonha alheia, de certas instituições do meu concelho. E é por estas e por outras, que não sou associado. Não vou contribuir para que gente pouco recomendável se aproveite delas para promoção pessoal. Era só o que faltava.


Da incoerência e falta de vergonha

02/07/2017

Em Junho 2017 o Ministro disse:


Em Abril 2017 o Ministro dizia:


À beira do precipício, o FCP vai dar outro passo em frente?

28/05/2017

Se é verdade que Marco Silva preferiu o Watford ao FC Porto então o estado a que chegou o clube de que sou adepto é muito pior do que eu pensava. 

O FC Porto perde títulos para os adversários, com performances medíocres. O FC Porto perde a mística, ao preferir mercenários sobre prata da casa. O FC Porto perde credibilidade, ao tomar decisões desportivas e de gestão extremamente duvidosas. O FC Porto perde peso no futebol, ao andar longe dos grandes palcos. O FC Porto perde adeptos, com períodos negativos e lideranças incompetentes.

E a gravidade da situação é tal, que treinadores e jogadores preferem jogar em clubes sem história ou tradição, que lutam para não descer de divisão, ou disputam campeonatos menos atractivos, a jogar numa equipa que é natural candidata a títulos e que joga na Liga dos Campeões. A administração da SAD e a direcção do Clube deviam olhar-se ao espelho, fazer uma auto-avaliação e sair.

A começar pelo presidente, Pinto da Costa, que manifestamente não tem condições para continuar à frente de um Clube, que tem sido, nos últimos anos, uma central de negócios para meia dúzia de pessoas, que gravitam à sua volta. A verdade é que espelhos e vergonha na cara é algo que não existe no dicionário daquela gente.

Ainda por cima está a chegar aquela altura do ano que eles mais gostam: a época das transferências. E há muitos sul-americanos e outros jogadores de qualidade duvidosa (representados por gente de ainda mais duvidosa competência e honestidade) para vender e comprar. É que logo a seguir à pré-época vem o inverno e é preciso muitas “luvas” para o frio.

No entretanto, os sócios do Clube parecem continuar convencidos que um milagre vai acontecer. Não conseguem perceber que tudo na vida tem o seu tempo, e que os ciclos acabam. O ciclo de Pinto da Costa acabou há 4 anos. Os resultados da insistência nesta liderança estão à vista, e perante o precipício, o que vão fazer? Dar mais um passo em frente?


Mexam-se! Tragam a Vestas para Santo Tirso!

21/05/2017

A notícia saiu no site de notícias da Universidade do Porto. Se não foi divulgada em televisões ou imprensa – os tradicionais meios de comunicação “dita” social em Portugal – então continuamos na mesma, em relação a esse assunto.

Na notícia lê-se:

A Vestas, empresa dinamarquesa que fabrica e instala aerogeradores em todo o mundo, vai instalar um centro de investigação no Edifício Central do UPTEC – Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto”.

“O processo de recrutamento inicia-se já este mês nas Universidades do Minho, Aveiro e Porto. No dia 24 de maio, o roadshow da Vestas passa pela Faculdade de Engenharia da U. Porto onde pretende recrutar recém-licenciados na área de Engenharia Mecânica, Engenharia Informática e Engenharia Eletrotécnica”.

“Para além de espaço no UPTEC, a Vestas vai também criar escritórios noutras zonas da área metropolitana do Porto. Até 2020, a empresa pretende investir entre 5 a 10 milhões de euros e criar centenas de postos de trabalho altamente qualificado“.

Uma excelente notícia. Para o Porto, para o Norte, para Portugal.

Em tempo de pré-campanha para as eleições Autárquicas 2017, apraz-me dizer que, uma inovadora e competente gestão da C.M. Santo Tirso, liderada por um dinâmico e atento Presidente da Câmara, teria já jogado em antecipação, e teria feito tudo ao que estivesse ao seu alcance para que a Vestas localizasse um dos tais escritórios no nosso concelho.

Ainda não o fizeram? Mexam-se! Talvez ainda vão a tempo. Nunca se sabe. Ao trabalho!


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