PS do Messias Costa afunda na Madeira

29/03/2015

Este fim-de-semana havia eleições Regionais na Madeira. O PS do messias António Costa resolveu coligar-se com o partido de José Manuel Coelho (para quem não conhece, é aquele senhor na foto que, entre muitas outras coisas, foi para o parlamento – casa da democracia – vestido de metralha). Os resultados estão à vista: o PS obteve menos votos do que há 4 anos quando concorreu sozinho, contra o PSD de Alberto João Jardim.

Apesar de tudo José Manuel Coelho foi eleito como deputado. Graças aos Madeirenses a sua filha não foi. O PS do messias António Costa ajudou a dar ainda mais importância e a eleger um dos deputados que mais desrespeitou a democracia e as suas instituições. Será curioso ver o que dirá o PS e o seu líder quando ele voltar a fazer das suas.

De resto, a Madeira confirma que não é “Jardinista”, mas social-democrata, ou “laranja”. O PSD consegue mais votos e mais mandatos do que os outros partidos todos juntos. O que significa mais uma maioria absoluta.

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3M€ na Madeira? Haja decoro senhores do PS…

22/11/2011

Ontem veio a público uma notícia que dizia que o Governo Regional da Madeira teria decidido gastar 3 M€ em luzes e fogo de artifício para as festas de Natal e Passagem de ano, adjudicando directamente a uma empresa “amiga”.

Disse-se que tinha sido adjudicado por concurso, mas que a impugnação por parte das outras empresas concorrentes, teria feito o Governo Regional adjudicar directamente. Está mal. É errado, é péssimo, é reprovável.

Mas há algo que também é reprovável e errado: Criticar o gasto da Madeira, sem sequer puxar um pouco pela cabeça. Obviamente que pensando nisso isoladamente, até eu reprovo. 3 M€ em fogo e luzes em tempo de crise?

O facto é que, como todos sabemos, esta altura (principalmente na Passagem de Ano, que é talvez a maior festa do país) atrai milhares de turistas à Madeira, e tráz receitas muito superiores a 3 M€. Fala-se em dezenas de M€.

Mas o que é reprovável e errado não fica por aqui. Ontem tive uma acesa discussão no twitter com Edite Estrela (Eurodeputada PS) a propósito deste assunto. Tudo porque, em resposta à critica dela, pedi contenção.

É que é preciso ter moral para falar dos outros. Edite Estrela suportou, apoiou e defendeu um Governo que criou uma lei que permitia ajustes directos até 5M€! Com que moral vem agora criticar Governo da Madeira?

Em política não vale tudo. Haja moral, haja decoro, haja decência, haja vergonha na cara. Não pode a Edite Estrela ter compactuado com o anterior Governo em erros semelhantes ou piores, e vir agora criticar os outros.

Naturalmente que, sem argumentos, a resposta dela veio em forma de grito esquerdalho “quer-me impedir de ter opinião?“. Não, quero é que tenha vergonha na cara. E logo a seguir veio o insulto. Normal portanto.


Madeira, bodes expiatórios e falta de vergonha

10/10/2011

Quando o tuga está em dificuldade tende a arranjar justificações para os seus falhanços. O tuga é perito em encontrar noutros, as desculpas para o seu próprio insucesso. Nas últimas semanas alguns sectores da sociedade quiseram fazer de Alberto João Jardim e da Madeira os bodes expiatórios para a crise que atravessamos.

Duas razões levaram a isto: A primeira, levada a cabo pelo PS e António José Seguro, pretendia encobrir as verdadeiras razões e responsabilidades do PS no estado a que o país chegou; A segunda, perpetrada por todos os partidos da oposição, pretendia tirar dividendos politico-partidários nas eleições Legislativas Regionais.

Ajudados pelos órgãos da comunicação “dita” social, todos aqueles senhores parecem ter descoberto várias irregularidades no âmbito da campanha e do acto eleitoral. Falta de ética, de sentido democrático, de respeito pelos eleitores ou pelos adversários. Tantos actos incorrectos e vergonhosos se passaram na Região Autónoma.

Quais virgens inocentes, os senhores da oposição, descobriram agora que se fazem inaugurações em tempo de campanha, que se “compram” votos, que se intimidam eleitores, que se transportam esses eleitores (qual rebanho) para votar, que se usa toda e qualquer forma para conseguir vencer as eleições.

Tudo isto é um nojo! É a podridão da democracia! Mas infelizmente acontece por todo o país. E não é só em eleições Autárquicas, Legislativas ou Presidenciais, mas também em eleições internas dos partidos (a nível concelhio, distrital e nacional), em associações, etc. Vale tudo e não há vergonha.

Na minha freguesia há apenas uma assembleia de voto, no salão da Junta. Entre a mesa e o local de voto está uma mesa com jornais onde está sentado o Presidente da Junta. Lê jornais, conversa com as pessoas, etc. Nada de mal? Para mim não. Outros sentir-se-ão “pressionados” ou “observados”.

Este é apenas um exemplo (no caso o Presidente da Junta é do PS) de uma freguesia com 1500 eleitores. Outros, mais vergonhosos e flagrantes, acontecem por todo o país, há muitos anos e praticados por todos os partidos. Mas ainda assim todos têm a lata de apontar o dedo à Madeira. A resposta está aí.


Madeira: Demagogia, sectarismo e partidarite

23/09/2011

Ontem, no Telejornal da RTP, foi transmitida uma reportagem que pretendia provar os maus gastos do Governo Regional da Madeira liderado por Alberto João Jardim. Mostrava-se (e descrevia-se com tom indignado) a Marina sem barcos e o Fórum Machico com apenas 2 lojas ocupadas.

Desde logo se levantaram várias vozes na blogosfera e nas redes sociais – não só da esquerda (PS, PCP, BE) como também do CDS – contra a vergonha e o escândalo das obras feitas por Alberto João Jardim. Concluo que o sectarismo, a demagogia e a partidarite não têm limites.

Ainda ontem passei na Marina do Parque das Nações. Sabem como está? Vazia! Nem um barco! E assim tem estado desde sempre. Na mesma zona há dois espectaculares edifícios (que ficam entre o Teatro Camões e o Oceanário) completamente vazios! Mas o que interessa isso? Vergonha é a Marina da Madeira!

Também em Lisboa, e no mesmo Parque das Nações, vê-se a imponente pala do Pavilhão de Portugal. Pavilhão esse que está fechado há anos e serve agora de abrigo a indigentes. Pelo país fora muitos exemplos como os Estádios de Leiria, Aveiro e Algarve ou o Aeroporto de Beja. Mas o que interessa isso? Vergonha é o Forum Machico!


Memória curta e falta de vergonha

20/09/2011

Para que fique desde já claro, reprovo a todos os níveis o que AJJ fez. Esconder uma dívida da ordem dos milhares de milhões de euros é inqualificável. E nada o desculpará.

Passos Coelho – apesar de AJJ ser do PSD e estarem aí eleições Regionais – condenou claramente o sucedido dizendo que foi uma “irregularidade grave, sem compreensão” e já toma providências.

Custa no entanto ouvir críticas de certas pessoas que apoiaram, deram cobertura e foram coniventes com Sócrates. A memória dessas pessoas é curta, e também há muita falta de vergonha.

A esses senhores e senhoras relembro o seguinte: De 2004 a 2011, nos Governos PS/Sócrates, a Dívida Pública Portuguesa passou de 90.000 M€ para 160.000 M€. Aumentou portanto 70.000 M€!!

Relembro também que o ex-PM, José Sócrates, ajudado pelo seu Governo e pelo então Ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, ocultou o défice real antes das Legislativas 2009.

Portanto, antes falarem em “buracos“, “défices” e “ocultações” pensem bem “o que fizeram no verão passado” e tenham vergonha na cara. Em política não vale, nem pode valer, tudo.

Para aqueles que colocam Jardim e Sócrates ao mesmo nível, digo apenas que o Governo Regional gastou o dinheiro em vias de comunicação, escolas, centros de saúde e infra-estruturas turísticas.

Já os últimos Governos de Portugal gastaram o dinheiro em Expo 98, CCB, Estádios de futebol, Auto-Estradas paralelas, PPPs, e outras brincadeiras tipo TGV e Aeroporto.

O comportamento de Jardim é reprovável mas foi consequência de outro ainda mais reprovável. O Governo (PS) da República usou o seu poder para fazer cair Jardim (cortando financiamento à Madeira).


Dívida da Madeira e o sinal dado por PPC

17/09/2011

Alguém tem dúvida que, se Sócrates ainda fosse PM e se o Presidente do Governo Regional da Madeira fosse PS, esta questão da dívida era abafada?

Aliás, mesmo sendo Alberto João, às tantas também seria abafada. Talvez em troca de elogios como os que o Madeirense fez depois da tragédia de 2010.

O facto de o Governo Nacional ser da mesma cor partidária do Governo Regional, e o facto de estarmos em cima de eleições no arquipélago poderia levar a um branqueamento.

Mas Passos Coelho deu um grande sinal. Um sinal de transparência, seriedade, integridade e coragem. Era disto que precisávamos na política.


Alberto João Jardim, o alvo fácil

16/09/2011

Por estes dias, e de novo por razões exclusivamente eleitorais e tactico-partidárias, o alvo é Alberto João Jardim. Tanta demagogia tem sido derramada por vários agentes políticos na comunicação “dita” social.

AJJ é naturalmente um alvo fácil. Isto porque se expõe demasiado. O que não é um defeito, é apenas a consequência de não ter medo de se mostrar tal e qual como é. Não é hipocrita ou falso. É verdadeiro.

AJJ diz tudo o que lhe vem à cabeça, o que numa sociedade como a portuguesa, é um handicap. É a sua maneira de ser, mas também advém do crédito e autoridade que foi acumulando ao longo de tantos anos.

É inquestionável que fez obra na Madeira. Tornou o arquipélago na região mais rica e desenvolvida do país. Por muito que custe, é por isso, e mais nada, que vence consecutivamente eleições com maioria desde 1978.

E é escusado dizerem que isso se deveu ao muito dinheiro que recebeu da UE. Também o Continente e os Açores receberam. O Continente desperdiçou-o em estádios, CCB, Auto-Estradas, Expo98, e os Açores é o que (não) se vê.

Uma coisa é certa, tal como a Santana Lopes (outro alvo fácil), não é conhecida a AJJ nenhuma fortuna pessoal, não lhe é conhecido nenhum luxo. É um homem simples que não enriqueceu à custa da política.

Além disso é um grande homem, um intelecto superior. Apesar de muitos acharem apenas que é um déspota, um homem tacanho na forma de agir, ele é inteligente e prova-o a cada dia que passa.

A imagem que o resto do país tem advém do facto de ser regionalista. Mas tal como Pinto da Costa no futebol, ele apenas usa o regionalismo como arma contra o centralismo de Lisboa. Os interesses, a maçonaria, etc.

AJJ é um grande político, como já há poucos, e uma das provas disso foi a intervenção que teve no 32º Congresso do PSD. Numa altura em que todos se preocupavam apenas com as internas, teve uma intervenção política ímpar.

Obviamente que, como qualquer outro governante, estando há tempo demais no lugar de Presidente do Governo, desenvolveu vícios. Usou também meios incorrectos e teve falta de ética em certas situações, para defender a sua posição.

Deverá e será avaliado e julgado pelos madeirenses, tal e qual como deve ser em democracia, nas próximas eleições regionais. É apenas e só isto. Que se saiba, a CRP e a Lei não têm dois pesos ou duas medidas para Governantes e ex-Governantes.


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