PSD Santo Tirso: Tempo até têm, Vergonha é que não

15/02/2014

Em Setembro de 2013, e a propósito do desastre que seria o resultado do PSD Santo Tirso nas eleições autárquicas, eu escrevia: “E desenganem-se também aqueles que pensam que em breve isto vai mudar. Que vai aparecer o messias (ex. José Pedro Miranda). Vem aí mais do mesmo“.

Mais uma vez, infelizmente, acertei em cheio. Soube hoje que Andreia Neto se prepara para ser a próxima Presidente do PSD Santo Tirso.

A história recente dos líderes do PSD Santo Tirso é muito curiosa… Ora assumes tu. Ora assumo eu. Ora eu não tenho tempo. Ora afinal já tenho. Vejamos…

Alírio Canceles faz dois mandatos, 2006-2008 e 2008-2010. Com a limitação de 3 mandatos consecutivos imposta pelos Estatutos, se Alírio fizesse um terceiro 2010-2012 não poderia ser presidente aquando da decisão dos candidatos autárquicos 2013.

Vai daí invoca “razões pessoais” e sai. Porque dizia, coitado, sentir que precisava de dedicar mais tempo à família.

Andreia Neto aparece então para assumir (sim porque esta gente não se candidata, assume!) a presidência entre 2010-2012, tendo Alírio Canceles como vogal da Comissão Política a fazer todo o trabalho por trás.

O próprio assume em email enviado aos militantes “nos últimos 6 meses, eu próprio, acabei por fazer a gestão do dia-a-dia da CP” (afinal o tempo para dedicar à família já não era assim tão importante).

Em Janeiro 2012, quando se esperava que continuasse como Presidente com uma vontade e força renovadas por ter sido eleita deputada à AR nas Legislativas 2011, Andreia Neto invoca as “novas funções de deputada” e sai.

Porque “pelo facto de estar em Lisboa durante a semana” não poderia “assegurar a condução dos destinos do PSD de Santo Tirso“.

Nesta altura já Alírio Canceles tinha dedicado tempo demais à família, e sentia-se novamente com disponibilidade para o PSD Santo Tirso. Vai daí avança de novo e assume a presidência (lembrem-se que esta gente não se candidata, assume!)

Em email enviado aos militantes a 17 Janeiro 2012 escreveu “Entendi voltar a assumir responsabilidades na liderança do PSD de Santo Tirso“.

Com Andreia Neto como cúmplice auto-nomeia-se candidato à CMST e sai copiosamente derrotado.

Fazem de conta que nada se passou. Deixam assentar a poeira. Sim, porque em política a memória é curta (ou selectiva). Voltam à carga.

Estamos em Janeiro 2014 e Andreia Neto, que continua a ser deputada em Lisboa, já se sente capaz e com tempo de assegurar a condução dos destinos do PSD de Santo Tirso.

Vai daí, e ao que parece, vai voltar a assumir (lembrem-se que esta gente não se candidata, assume!) a presidência. Provavelmente Alírio recuará para vogal outra vez.

Esta gente ora tem tempo, ora não tem. Ora tem disponibilidade, ora não tem. Ora assume, ora não assume. Mas há uma coisa que eles não têm nunca, é falta de vergonha na cara.

Mas a culpa não é só deles. É também… a) dos militantes que se desinteressam; b) dos militantes que compactuam (ao que parece o “dinossauro” Gonçalves Afonso prepara-se para ser Presidente do Plenário).


#Autarquicas2013 Os cúmplices de Alírio

01/10/2013

Alírio Canceles levou o PSD Santo Tirso à sua maior derrota de sempre. Algo que não pode surpreender dada a sua incapacidade e incompetência políticas, o seu amadorismo, e a sua insuficiência de carácter. Tudo, aliado a um projecto de Poder pelo Poder (sem um programa estruturado, credível ou realista) focado na conquista dos lugares e não nos Tirsenses e no concelho.

Um plano traçado há 4 anos (logo após a segunda derrota de João Abreu e consequente abandono do lugar de vereação, que deixou Alírio como “líder da oposição”) que eu aqui vezes sem conta denunciei, não só por prever este desfecho, mas também porque ele previa o assalto ao partido, atropelando regulamentos, estatutos e militantes, bem como os mais elementares valores de ética e moral.

Este plano, de 4 anos e com tantas etapas, não foi naturalmente obra de um homem só. Ninguém sozinho conseguia fazer o que Alírio fez. Há mais responsáveis, que compactuaram e colaboraram neste vergonhoso plano que teve ontem um brilhante desfecho. E esses responsáveis têm nomes. Andreia Neto, Manuel Mirra, Carlos Pacheco e Rui Baptista são os principais.

Foram eles os cúmplices da ignomínia por que passou o PSD Santo Tirso nestes últimos 4 anos. Os estrategas, os principais peões do jogo partidário, os líderes do cacique local, os cultivadores da facção, os instigadores do ostracismo. Foram eles que, com Alírio, planearam e levaram a cabo o plano de conquista do Poder pelo Poder, desprezando os valores do partido e da política.

O mais curioso é que serão eles que virão agora tentar apanhar os cacos do partido, apresentando-se como opção de futuro, como se nada tivessem a ver com o que se passou. Serão eles que, sem qualquer pudor, se irão apresentar em breve aos militantes como alternativa. Para continuar o jogo partidário e a luta pessoal pela conquista de lugares na administração local, distrital ou nacional.

Mas há mais quem não seja alheio a tudo isto. Muitos outros não foram tão activos, ou não trabalharam directamente e de perto com Alírio Canceles, mas também foram coniventes: Falo de  João Abreu, Gonçalves Afonso, Paulo Sousa, Paulo Ferreira e Alcindo dos Reis, entre outros. Gente que tinha a obrigação de se ter oposto a este plano mas que preferiu aparecer a apoiar e aplaudir.

Todos eles irão criticar-me, porque julgam que fizeram uma grande coisa. Todos dirão que foram leais ao partido, estando ao lado e lutando pelo PSD. Esquecem-se que os valores do PSD de Sá Carneiro estão a anos luz do que se passa no PSD Santo Tirso, e esquecem-se também que acima do partido está Santo Tirso. A política não é o futebol, e nem sempre o candidato do nosso partido é o melhor para a nossa terra e para a população.


#Autárquicas2013 O pior resultado de sempre do PSD

30/09/2013

Entre ontem e hoje, depois de se saberem os resultados das Autárquicas 2013 em Santo Tirso, este blogue recebeu milhares de visitas (ultrapassando mesmo as 140.000 visitas totais). Percebo porquê. Depois do que escrevi nos últimos 4 anos acerca destas eleições, há muito quem gostasse de ver a minha reacção.

Vamos aos factos e aos números, porque esses não deixam mentir nem dão espaço a interpretações enviesadas…

O PS venceu com 18.000 votos, elegendo Joaquim Couto como Presidente da CMST. O PSD teve 13.000 votos. A diferença entre os dois partidos foi de cerca de 5.000 votos. Diferença essa que em 2009 (João Abreu) tinha sido de 2.700 votos, em 2005 (João Abreu) de 2.300 votos e em 2001 (David Assoreira) de 3.300 votos.

Em termos de percentagem, o PS teve 45% deixando o PSD a 13% de diferença com 32%. Em 2009 o PS teve 48% deixando o PSD a 7% com 41%. Em 2005 o PS obteve 48% e o PSD conseguiu 43% ficando apenas a 5%. Em 2001 o PS obteve os mesmos 48%, tendo o PSD obtido 40% dos votos e ficando a 8%.

É, portanto, mais do que evidente que o PSD Santo Tirso teve o pior resultado de sempre, desde que Santo Tirso tem a actual configuração (nas Autárquicas 1997 a Trofa ainda fazia parte do concelho). Foi uma derrota pesadíssima para um partido que vinha claramente recuperando eleitorado nas últimas três eleições.

E a derrota torna-se histórica quando o PSD Santo Tirso perde a Junta de Freguesia de Além Rio (onde detinha Lama e Sequeirô, duas das quatro freguesias da união), a Junta de Freguesia de Campo (onde detinha S. Martinho, que é maior do que as outras duas freguesias da união) e a Junta de Santo Tirso (onde detinha Santo Tirso, que tem o dobro do tamanho das outras três freguesias da união).

E quanto a esta última, mais surpreendente ainda é. Já que José Pedro Miranda era considerado o mais carismático candidato do PSD, admirado por toda a gente, e visto até como o ideal candidato à presidência da CMST (nestas e nas próximas eleições). Pode-se ter queimado aqui uma excelente opção para 2017.

Naturalmente que o responsável máximo por esta hecatombe, este desastre do PSD Santo Tirso, é o seu presidente Alírio Canceles. Já dou de barato a forma como ele conseguiu chegar ao lugar que lhe permitiu liderar todo o processo eleitoral. Sobre isso já escrevi demasiado neste blogue, para quem quis ouvir.

Constato apenas o seguinte: Alírio teve exactamente aquilo que se dizia que anteriores candidatos não tiveram. Teve o partido à sua disposição, teve o lugar de destaque na vereação, teve 4 anos para trabalhar, teve o apoio da maioria dos militantes activos, teve o suporte da Distrital do PSD. E perdeu redondamente!

Não vou perder mais tempo a falar da sua falta de qualidades e condições para ser candidato a presidente da CMST. Sobre isso já escrevi demasiado aqui para quem quis ouvir. Os resultados vieram comprovar: Alírio Canceles não serve. Não o quiseram na sua terra (Lamelas) nem o querem aqui.

Se ainda tem alguma réstia de dignidade – o que sinceramente eu duvido muito – Alírio deveria desaparecer do mapa político durante muito tempo. E é para não dizer, para sempre! Ele fez muito mal ao PSD e também a Santo Tirso (porque fez os Tirsenses perderem uma oportunidade de ouro para mudar de rumo).

Estou convencido que não o fará. Muito ao jeito do que se vê hoje em políticos profissionais – os tais que ele gosta muito de imitar – vai antes dizer “vou andar por aí”. Vai novamente imitar José Sócrates, e ao invés de respeitar um “período de nojo” (que é o mínimo que se exige) vai andar a “meter nojo”.


#Autárquicas2013 Dia de reflexão em Santo Tirso

28/09/2013

Amanhã é dia de eleições. As Autárquicas 2013. Hoje é dia de reflexão. Vou portanto reflectir. Em voz alta se me dão licença, tal como fiz ao longo dos últimos 4 anos neste blogue.

Escrevi muito sobre estas eleições. Fi-lo porque tinha a certeza de que poderiam ser finalmente um ponto de viragem para Santo Tirso. Depois de 30 anos a ser governado pelo mesmo partido, o PS.

Santo Tirso tinha a oportunidade de mudar. E a responsabilidade dessa mudança tinha que cair maioriatária e obrigatóriamente sobre o maior partido da oposição, o PSD – onde sou militante.

Infelizmente o PSD Santo Tirso – os seus dirigentes – não é capaz de arcar com essa responsabilidade e de proceder a essa mudança. E não é, porque é um partido muito doente.

A primeira doença dos dirigentes do PSD Santo Tirso chama-se “Complexo de Inferioridade“. Esta patologia advém do facto de terem preconceitos. Sejam eles de ordem económica, social ou cultural.

Ela leva a que se tornem agressivos e repulsivos em relação áqueles que mostram ter mais capacidades e melhores condições. Ostracizando e afastando-os com medo de serem ultrapassados.

A segunda doença dos dirigentes do PSD Santo Tirso chama-se “Efeito de Dunning-Kruger“. Esta patologia é um desvio cognitivo que leva indivíduos incompetentes a sofrer de uma superioridade ilusória.

Ou seja, tendem a avaliar excessivamente as suas capacidades e a não reconhecer as suas verdadeiras incapacidades, ao mesmo tempo que ignoram as genuínas capacidades dos outros.

A terceira doença dos dirigentes do PSD Santo Tirso chama-se “Despotismo” (ou tirania). Esta patologia é, a meu ver, consequência das duas anteriores. Os mais fracos tendem a impor-se pela força.

O melhor, mais evidente e mais recente sinal desta patologia foi a auto-nomeação de Alírio Canceles – o querido líder – para candidato à CM Santo Tirso. Aclamada em júbilo pelos fiéis seguidores.

Mas desenganem-se aqueles que pensam que esta doença é recente. O PSD Santo Tirso sofre destas patologias há décadas. De Alírio Canceles a Gonçalves Afonso (que naturalmente aparece agora a aplaudir Alírio).

Praticamente todas as direcções do PSD Santo Tirso nos últimos 30 anos afastaram de si os melhores e mais capazes Tirsenses. Estando o resultado evidentemente à vista. A cada eleição, a derrota.

E desenganem-se também aqueles que pensam que em breve isto vai mudar.  Que vai aparecer o messias (ex. José Pedro Miranda). Vem aí mais do mesmo. Seguidores de Alírio já se posicionam.

Durante 4 anos denunciei aqui, neste blogue, o plano pessoal de assalto ao Poder de Alírio Canceles. Um homem arrogante, inepto e inapto politicamente. Incompetente, inculto e ignorante.

Um homem sobranceiro, insolente, sem carácter, sem personalidade e intlectualmente desonesto. Um homem sem visão, sem exemplo. Insensato, imprudente e grosseiro.

O PSD Santo Tirso não quis ouvir e deixou isto acontecer. Acabou por mostrar que prefere a arrogância e a banha de cobra. Pois agora besunte-se com elas que há-de ter um lindo enterro.

Post Scriptum – Muitos perguntam porque critico o “meu” PSD e não olho para o PS. A esses recordo a sabedoria popular. Que moral tenho eu de falar dos de fora, sem olhar para a minha própria casa.


Vota Alírio Canceles, para um Santo Tirso com futuro

26/09/2013

Estive a ler com atenção as propostas com que Alírio Canceles se apresenta nas próximas eleições Autárquicas 2013. Todas elas foram publicadas na página oficial da candidatura no Facebook – já que a apenas poucos dias das eleições o site da candidatura aliriocanceles.pt continua off-line. Existem 12 tipos de propostas, que passarei a apresentar e comentar.

Mais despesa

Quando não se sabe para mais, e não se faz a mínima ideia do que é a política, faz-se o mesmo que os outros fazem. Alírio faz as mesmas promessas de sempre, que se vêem replicadas em todos os concelhos, por todos os candidatos. Gente para quem fazer política é gastar dinheiro. Promessas que apenas acrescentam mais despesa, numa Câmara e num País já de si na bancarrota.

– Reduzir as taxas e os impostos
– Congelar as tarifas da água
– Manter os apoios ao movimento associativo
– Construir mais pavilhões e piscinas
– Construir infraestruturas de água e saneamento

Emprego para os amigos

Numa altura em que se tenta reduzir recursos e fechar entidades – por necessidade de reformar o aparelho de Estado e por imposição do memorando da Troika – Alírio propõe-se a criar 9 novas entidades!! Entidades essas que, como bem sabemos, não acrescentarão absolutamente nada, e a única coisa para que servirão é para dar ocupação aos amigos.

– Criar o Conselho Municipal da Educação e Formação
– Criar agência para a promoção da actividade económica, investimento e empreendedorismo
– Criar um gabinete de apoio à criação de empresas
– Criar uma estrutura para gerir o campeonato concelhio de futebol
– Instituir o Conselho Municipal para a Promoção da Coesão Social
– Criar o Gabinete Técnico Social
– Instituir o Conselho Municipal da Juventude
– Criar um Gabinete Técnico para Atendimento e Aconselhamento ao Jovem
– Criar a Rede Municipal de Operadores Turísticos

Solidariedade bacoca

Num país onde o povo gosta que o Estado resolva tudo, fica sempre bem em campanha – e ajuda a ganhar uns votos – confundir Política com Acção Social. Vai daí Alírio propõe-se substituir as instituições de Solidariedade e Acção Social do concelho (que todos os dias dão provas da sua valia) e distribuir caridadezinha. O que deveria fazer era deixar a Solidariedade para quem sabe lidar com ela, e focar-se em criar condições para que as famílias não precisem dela.

– Disponibilizar gratuitamente livros e manuais escolares ao ensino básico
– Implementar a 2a refeição quente (Jantar)
– Instalar um Centro de Dia no Vale do Leça

Idiota: quem (não) tem ideias

Não é de agora. Há já muito que víamos Alírio a propor na vereação da CMST a implementação de “Concursos de ideias“. Talvez por ele não ter nenhumas, queira tentar empoleirar-se na criatividade e talento de outros. A verdade é que os concursos são tão bons, bem organizados e atractivos, que dali não sai nadinha.

– Promover concurso de ideias junto dos alunos do 12. ano
– Instituir concursos de ideias para projectos inovadores de agricultura e agro-turismo
– Promover concursos de ideias para projectos inovadores de base tecnológica e industrias criativas
– Lançar concurso de ideias para animação de espaços públicos

Wishfull thinking

Algo que os políticos profissionais fazem habitualmente. Frases muito bonitas e genéricas que ficam sempre bem, mas que não dizem nada de concreto. Dizem o que querem atingir, mas não esclarecem como o vão concretizar. Falar é fácil. Alírio é tipo Miss Mundo. Diz que quer a paz e vai fazer tudo para acabar com a fome no Mundo. Se lhe perguntarem como não sabe responder, mas entretanto já ficou bem na fotografia.

– Captar, fixar e estimular investimento em sectores de actividade com elevado índice de empregabilidade
– Fixar micro e médios projectos de investimento em empresas de base tecnológica com elevado potencial de crescimento
– Colocar Santo Tirso na rota do turismo regional, nacional e internacional
– Reunir informação sobre participação, associativismo e oferta desportiva
– Estabelecer uma relação de proximidade e de cooperação com o Hospital, com o ACES e a Delegação de Saúde
– Atraír um pólo universitário e de investigação
– Desenvolver esforços para acrescentar outros serviços ao Hospital

Juventude precária

As bolsas de estudo são muito famosas por esse país fora. Fica bem e é mais uma maneira de “comprar” votos. Mas quem pode criticar? Estamos a estimular os jovens. Pois, sim, claro. E depois do mérito escolar e desportivo (na escola ou clube concelhio sem condições para se desenvolver) é colocá-los em estágios do IEFP. Empregos precários tipo os do Call Centre da PT que Alírio tanto criticou.

– Criar uma bolsa desportiva para atletas
– Atribuir bolsas de estudo e prémios de mérito escolar
– Promover, em conjunto com o IEFP, 50 estágios por ano para jovens

À boleia de Castro Fernandes

Na política a hipocrisia e a falta de vergonha são duas características chave para quem quer vingar. E disso não falta a Alírio. Depois de tanto criticar o que foi feito por Castro Fernandes, tem o descaramento de se empoleirar e ir à boleia de muitas das suas criações. Se ele for presidente estes eventos já não são auto-promoção, são marcas de Santo Tirso.

– Manter e ampliar a Universidade Sénior
– Manter o Passeio Anual Sénior
– Promover a marca Santo Tirso ConVida
– Apostar mais no Festival de Guitarra e no A Poesia Está na Rua
– Potenciar o Museu de Escultura Contemporanea ao Ar Livre

Cartas para “inlgês ver”

Nunca percebi para que servem as Cartas. E o que são elas na realidade? São programas? São regulamentos? São estatutos? São estratégias? A verdade é que estas famosas cartas – e elas existem para todos os gostos – são apenas e só para “inlgês ver”. Não servem para absolutamente nada. Poucos conhecem o seu conteúdo, e dos que conhecem ninguém respeita.

– Reformular a Carta Educativa Local
– Criar a Carta Desportiva Municipal
– Criar a Carta Cultural de Santo Tirso
– Elaborar a Carta Social de Santo Tirso

Planos de intenção e Projectos de gaveta

Planos, Programas e Projectos. Medidas concretas? Zero! É tudo planos de intenções e projectos que nunca chegarão a ver a luz do dia. Coisas que – estamos fartos de saber – ficam na gaveta ou caem no insucesso completo. Claro que podem ser “recuperados” quando convier, para dizer que se está a trabalhar nisso. Entretanto servem para Alírio encher o seu programa eleitoral e agitar a imaginação fértil do eleitorado.

– Lançar um plano de requalificação das vias intra e entre freguesias
– Lançar um plano de ordenamento do território
– Conceber um plano de regeneração, requalificação e valorização de espaços urbanos
– Lançar roteiro do património arquitectónico
– Promover o projecto “empresas de sucesso” que distinguirá empresas em cerimónia pública
– Criar o programa “Correr com…” para promover o atletismo nas escolas
– Lançar o programa “Envelhecimento Activo”
– Lançar o programa Internet para Todos
– Implementar a Colónia de Férias Sénior
– Lançar o cartão Família Numerosa

O habitual

Castro Fernandes utilizou estas promessas em todas as campanhas eleitorais. Tipo Sporting CP no futebol: este ano é que é, vamos mesmo resolver estes cancros do concelho. Alírio criticou até à exaustão. Agora apresenta, sem qualquer tipo de pudor, as mesmas promessas de há anos, que ninguém cumpre nem vai cumprir.

– Transferir a feira semanal para um local mais adequado
– Redesenhar a rede de transportes públicos
– Recuperar o projecto do parque de estacionamento no Largo da Feira
– Recuperar o Cine-Teatro

Papas e bolos

Alírio canceles propõe-se a manter, recuperar e instituir novos eventos. Daqueles onde o Presidente e a sua pandilha se pavoneiam e auto-promovem. Galas onde o presidente possa aparecer a dar prémios e diplomas. Feiras para continuar a distrair e divertir o o povo (enquanto as empresas convidadas a fazer parte acumulam prejuízos). Festas e Concertos à borla (tipo Tony Carreira e afins). Afinal já diz o ditado: com papas e bolos… se enganam os tolos.

– Recuperar a feira das tasquinhas
– Instituir a Gala anual do Desporto Concelhio

E é isto, o grande plano de Alírio Canceles para colocar Santo Tirso na rota do futuro. Um futuro muito negro.

Medidas concretas? As mesmas de sempre sobre as quais já conhecemos a (in)eficácia: Taxas, Impostos, Água, Saneamento, mais Pavilhões e Piscinas.

Quanto ao resto? Zero! Muitas coisas politicamente correctas, vazias de conteúdo, pouco ou nada tangíveis. Promessas vagas, indefinidas, indeterminadas.

Promete-se tudo e quando se chega lá vai-se gerindo o dia-a-dia, usando recursos públicos para alimentar a “máquina”, com o único objectivo de se manter no poleiro.

Ou seja, o habitual. Aquilo que temos vindo a ouvir dos políticos – nomeadamente dos autarcas – nos últimos 20 anos, e que nos trouxe até aqui… ao fundo do buraco.

Quem votar nestes senhores, está a continuar a cavar ainda mais fundo. Está a ser conivente com esta gente incompetente, sem ética nem moral, sem carácter e intelectualmente desonesta. Que irá afundar ainda mais o concelho, a região e o país.


#Autárquicas2013 O Elogio da Loucura

06/08/2013

Andreia Neto, a brilhante deputada Tirsense na Assembleia da República, fez um discurso também ele brilhante na apresentação de Alírio Canceles, o não menos brilhante candidato do PSD e do PPM à CM de Santo Tirso.

Cabia-lhe o papel de elogiar o candidato. Fê-lo ao melhor estilo a que os políticos da nossa praça já nos habituaram. Os dois anos na Assembleia da República foram frutíferos para Andreia, aprendendo com os melhores.

A tua carreira política (…) não começou hoje nem com esta candidatura“. Expressão correctíssima. Alírio está há muito à procura de uma carreira política. E que mal bem que os políticos profissionais nos têm governado.

Bem me lembro quando (…) assumiste a Comissão Política do PSD“. Expressão correctíssima. Bem me lembro quando Alírio enviou email aos militantes, a dizer que se candidatava assumia o PSD, qual feudo de um déspota democrata.

Bem me lembro do apoio incansável aos presidentes de Junta“. Incansável sem dúvida, que o digam dois dos mais importantes e influentes presidentes de Junta do PSD – Carlos Valente e Adelino Moreira – sempre ostracizados considerados por Alírio.

Sem medo de dar a cara e até (…) encabeçar manifestações“. Quem não tem força ou capacidade para o combate político nos devidos locais, usa a rua como arma contra o poder. Tal como fazem os pequenos grandes partidos, como o Partido Comunista.

Eu bem me lembro dos fins-de-semana, das noites (..) em que nos arrastaste“. Expressão correctíssima. Um verdadeiro líder não precisa de arrastar os seus seguidores. Alírio, por seu lado, só assim consegue ter alguém atrás de si a acompanhá-lo.

Eu bem me lembro como estiveste presente nas vitórias e nas derrotas, sempre com os teus“. Não me recordo de nenhuma vitória eleitoral de Alírio. Mas nas derrotas é verdade, esteve com os seus e deixou os outros de fora.

Se Santo Tirso está (…) na AR na minha (…) pessoa (…) nem a esse facto tu és estranho“. Correctíssimo. A retribuição pela jogada passagem de testemunho na liderança da CPC foi a nomeação para a lista de deputados nas Legislativas 2011.

A tua seriedade pessoal e intelectual que a todos contagiou“. A jogada suja e pouco ética passagem de testemunho que aqui denunciei aludi várias vezes, de atropelar ultrapassar pela direita os estatutos do PSD, permitindo-lhe enganar evitar a lei de limitação de mandatos comprova a falta de seriedade do candidato.

Construíste uma liderança feita de exemplo, de humildade, e sem vaidades pessoais“. A auto-nomeação como candidato à CMST, a imposição da coligação com PPM, o ostracismo pelos adversários internos, são provas de uma liderança de força exemplo, sem dúvida!

Há gente que, na verdade, não se enxerga.


É preciso muito mais para se ter nas mãos o futuro dos Tirsenses

05/06/2013

Em política é absolutamente essencial que o foco esteja nas ideias, ideais, rumos, estratégias e acções – que nos dias que correm, e perante os problemas que atravessamos, devem ser mais soluções. Mas está hoje provado e comprovado que esses problemas surgiram por causa da incompetência e negligência dos políticos, que inadvertidamente ou propositadamente geriram com dolo a coisa pública. É portanto hoje impossível fazer escolhas políticas sem avaliar também o perfil dos candidatos. O seu passado pessoal, académico, profissional e político. Esta ordem não é inocente e explico porquê.

Considero que um homem digno de representar o povo e de alguma forma o guiar num cargo de liderança política, tenha que ter atrás de si – e em primeiro lugar – uma saudável formação e educação pessoal. Só isso pode garantir que é um homem com valores e princípios. Um homem com uma personalidade bem definida e com carácter. Um homem íntegro, sério, honesto, responsável. Todas elas características essenciais para se poder confiar nas suas mãos não só o destino mas também a gestão do dinheiro (das contribuições) de uma população.

É necessário que haja também um percurso académico que lhe tenha permitido desenvolver as suas capacidades intelectuais, o conhecimento, a cultura. Só isso pode garantir capacidade de raciocínio, de entendimento, e suficiente abertura de espírito para resolver os problemas dos outros. Capacidade de os analisar, de pensar uma solução, de planear a implementação e de ser bem sucedido na sua execução. Não é de todo necessário ter estudos superiores, mas sim ter um percurso bem definido e sucedido, que acima de tudo lhe tenha permitido manter uma permanente actividade intelectual.

A carreira profissional é por regra consequência do percurso académico. E ela deve ser transparente e imaculada, mostrando de preferência uma linha condutora coerente e principalmente resultados positivos. Só isso pode garantir um alto profissionalismo e uma vontade de ir ao fundo das questões, não se ficando apenas pelo superficial. O percurso profissional deve demonstrar inequivocamente uma alta exigência consigo mesmo e um grande brio. Para se ocupar lugares de liderança política é também essencial ter comprovadas capacidades de gestão de pessoas, de expectativas e de conflitos.

O percurso político é a meu ver o menos importante, senão mesmo dispensável nos dias que correm. Isto porque, regra geral, é sinal de interesse partidário, cacique, vício. A experiência política é boa caso advenha do desempenho de cargos públicos electivos e é relevante se redundou em algo concreto e positivo. Naturalmente que a transparência na forma como se foi eleito e desempenhou o cargo é absolutamente crucial. No nosso sistema político a militância e passagem por partidos políticos é quase necessária, mas não é obrigatório (será mesmo desaconselhável) a participação na “máquina”.

Isto vem a propósito de uma insistente tendência nas caixas de comentários deste blogue, onde de cada vez que se critica a falta de perfil, de preparação e de capacidade políticas do candidato da coligação PSD/PPM, alguém (anónimo) vem discorrer sobre o “brilhante” curriculum de Alírio Canceles. Penso que nunca aqui escrevi sobre o tema – talvez porque fosse inexistente – mas vamos a isso. Uma exaustiva pesquisa não permite chegar a dados conclusivos. Nem nas ferramentas oficiais da candidatura existem dados sobre o candidato, pelo que sobre transparência estamos conversados.

O percurso pessoal é desconhecido pela maioria dos Tirsenses, o que acaba por ser normal dado que Alírio Canceles não é o que se chama um “Tirsense de gema”. Nasceu noutro local e estabeleceu-se em Santo Tirso. O que por si só não é uma desvantagem, e o longo período vivido no concelho deveriam conferir-lhe o conhecimento necessário. Em lado algum existem dados sobre o percurso académico ou profissional. Nada sobre as escolas frequentadas ou as funções desempenhadas no mercado de trabalho. Sabe-se apenas que é Técnico do IEFP em Santo Tirso, desconhecendo-se quaisquer avaliações de desempenho ou resultados.

E quanto ao percurso político – o tal que tanto se propala nas caixas de comentários deste blogue e não só – ele divide-se em duas partes. A ocupação de cargos partidários (membro de vários orgãos na estrutura do PSD ao nível local, concelhio e distrital) aos quais chegou trabalhando na tal “máquina”. E a ocupação de cargos públicos sem poder executivo (membro da Assembleia Municipal e vereador sem pelouro) onde chegou a reboque de resultados eleitorias conseguidos por outros, e onde não apresenta qualquer resultado perceptível ou concreto.

A meu ver, é preciso muito mais do que isto para se ter nas suas mãos, e à sua responsabilidade, o futuro dos Tirsenses e o futuro de Santo Tirso.


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