O compromisso de Seguro e do PS

20/07/2013

Compromisso. É esta a palavra preferida de António José Seguro nos últimos meses. O líder do PS profere mais vezes a palavra Compromisso do que António Guterres proferia “Diálogo”.

Seguro acha que esta palavra lhe dá credibilidade. A sua intenção é passar aos portugueses uma imagem de homem sério, de político honesto que – ao contrário dos outros – cumpre.

Significado de Compromisso no dicionário da língua portuguesa:

1. Obrigação contraída entre diferentes pessoas
2. Promessa mútua
3. Concordata de falido com os seus credores
4. Acordo político

Recordo um Compromisso que o PS assinou em 2011. Um dos maiores e mais sérios Compromissos de sempre. Porque servia para salvar Portugal e os portugueses da bancarrota. Chamava-se MoU.

O MoU – Memorando de Entendimento – foi negociado e assinado pelo PS e também pelo PSD e CDS com a Troika do FMI/BCE/UE. Em troca de 78 mil M€ os partidos faziam o Compromisso de:

– Reduzir os esquemas de saúde ADSE, ADM e SAD
– Reduzir as pensões acima de 1500€
– Congelar as pensões
– Redução dos benefícios fiscais e deduções no IRS
– Aumentar as receitas do IVA
– Aumentar os impostos sobre o consumo
– Privatizar transportes (ANA, TAP, CP Carga)
– Privatizar energia (GALP, EDP e REN)
– Privatizar comunicações (Correios de Portugal)
– Privatizar seguros (Caixa Geral Depósitios Seguros)
– Rever e aumentar as taxas moderadoras do SNS
– Cortar substancialmente benefícios fiscais da saúde
– Reduzir subsídio de desemprego para 18 meses
– Facilitar despedimentos
– Aumentar salário mínimo apenas e só se houver evolução da economia

Estas, entre muitas outras medidas, estão escritas no Compromisso que o PS negociou e assinou com os seus credores (ver significado 3). Basta ir lá ler novamente.

Agora o PS queria rasgar este Compromisso com a Troika e assinar outro com PSD e CDS que incluísse exactamente o contrário do primeiro. Grande Seguro!

Mas com uma nuance, Portugal não iria cumprir o Compromisso mas a Troika tinha de continuar a cumprir a sua parte. Ou seja, continuar a “passar para cá o dinheiro“.

Esta gente é brilhante. São uns génios autênticos. Gente séria, honesta, cumpridora, coerente. O meu desejo é que rapidamente voltem ao Governo, para salvar o país.


Este PS é um descalabro, sem vergonha

24/12/2012

Reorganizar a administração do governo local […] 308 municípios e 4259 freguesias […] desenvolver plano de consolidação para reorganizar e reduzir significativamente o número de tais entidades“. É isto que diz no Memorando de Entendimento com a Troika (MoU) na secção “Medidas Fiscais Estruturais – Administração Pública”

Acelerar o programa de privatizações […] transportes (Aeroportos de Portugal, TAP, carga da CP), da energia (GALP, EDP e REN), das comunicações (Correios de Portugal) e seguros (Caixa Seguros)“. É isto que diz no Memorando de Entendimento com a Troika (MoU) na secção “Medidas Fiscais Estruturais – Privatizações”

Como todos se devem lembrar foi o Partido Socialista (PS), na altura a Governar há cerca de 6 anos, que pediu ajuda externa à Troika. Foi o mesmo PS que negociou e assinou (tal como PSD e CDS) o MoU onde constavam estas medidas.

Como pode agora o mesmo PS votar contra a Reforma da Administração Local (Extinção de Freguesias) e bradar contra a Privatização da TAP? Será que este mesmo PS – com tantos ex-membros dos Governos Sócrates – não tem memória?

Existem muitos adjectivos para qualificar isto: Demagogia, Hipocrisia, Populismo, Eleitoralismo, Irresponsabilidade. E também falta de Coerência, falta de Vergonha na cara, falta de Sentido de Estado. Um descalabro este PS.


As 10 propostas alternativas do PS de AJ Seguro

18/09/2012

Ontem pude assistir, através da app da RTP para iPhone, à entrevista de António José Seguro. Fiquei surpreendido pela positiva ao ver que o líder do PS finalmente apresentou propostas alternativas àquelas que o Governo escolheu para cumprir as metas do défice e o plano de ajustamento. Vejamos:

1 – Mais tempo e mais dinheiro
2 – Mais tempo e mais dinheiro
3 – Mais tempo e mais dinheiro
4 – Mais tempo e mais dinheiro
5 – Bombas de gasolina low cost em todas as regiões
6 – Mais tempo e mais dinheiro
7 – Mais tempo e mais dinheiro
8 – Mais tempo e mais dinheiro
9 – Mais tempo e mais dinheiro
10 – Taxa extraordinária sobre as PPPs

Apenas uma nota: É sabido, e António José Seguro confirma, que os portugueses se alimentam de GPL ao pequeno-almoço, gasolina ao almoço e gasóleo ao jantar. Mas não é certo, e António José Seguro admite não ter feito as contas, o impacto da taxa sobre as PPPs. Já mais tempo e mais dinheiro é o mesmo que dizer mais dívida, mais austeridade por mais tempo, mais sacrifício.


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