Junta comete crime ambiental na Fig. da Foz (III)

12/02/2010

Ainda há muito quem diga que o actual executivo da Junta de Freguesia de Maiorca – na Figueira da Foz – não cometeu nenhum atentado ambiental. Será que esses não percebem o que deve uma junta fazer? Deve zelar pelo bem estar da população e deve trabalhar pelo desenvolvimento da terra. Deve andar para a frente, como se costuma dizer. Vejam então as fotografias do parque de merendas junto à fonte, onde se “assassinaram” plátanos lindíssimos que davam a vitalidade aquele local. Digam se Maiorca (e a sua população) andou para a frente… ou para trás.

O belo cenário no passado

A alegria de há uns tempos atrás

A triste imagem actual

O desolador cenário de hoje


Junta comete crime ambiental na Fig. da Foz (II)

09/02/2010

As “obras” do novo executivo da Junta de Freguesia de Maiorca:

Corte ilegal de Carvalhos junto ao Campo de Futebol

Devastação do Eucaliptal junto ao Parque do Lago

Destruição dos plátanos da Feira Velha

Poda “assassina” dos Plátanos junto ao Parque da Fonte

(Caricatura da autoria de Fernando Campos)

O autor moral da “façanha” (Caricatura da autoria de F.Campos)


Junta comete crime ambiental na Fig. da Foz

27/01/2010

Dois crimes ambientais foram cometidos na freguesia de Maiorca, concelho da Figueira da Foz. E por mais improvável que pareça (ou não) estes crimes tiveram a mão da nova Junta de Freguesia, eleita há pouco mais de 3 meses, e presidida por Filipe Dias. A poda que a Junta mandou fazer aos plátanos da “feira velha” transformou-se – por manifesta incompetência e ignorância – num massacre. Cortaram os fortes ramos com motoserras, e deixaram as árvores em estado lastimável (como disse o autor do blog figueiranafoz, citando alguns moradores).

Não contentes, por terem destruído os plátanos que estavam na “feira velha”, e eram até hoje o pórtico na entrada da freguesia, os membros da actual Junta deram ordem para devastar o eucaliptal junto do Parque do Lago (que nem sequer pertence à Junta, mas à Câmara Municipal). Tal como diz o Diário de Coimbra: Aquele eucaliptal dava acesso a um espaço privilegiado… e que contempla designadamente um moinho, a piscina, o largo da feira […] onde “muita gente no Verão fazia piqueniques, aproveitando a sombra“, dizia um maiorquense. Outro habitante disse que “a outra junta gastou tanto tempo e dinheiro a tratar disto, para agora virem estes e deitarem tudo abaixo“.

Filipe Dias, já consciente da borrada que fez, tenta explicar dizendo que “os eucaliptos já não dão mais“. Desculpa esfarrapada e fácilmente rebatida por Francisco Caetano que em comentário à notícia dizia: “devido ao seu porte, localização e idade, assumem características de povoamentos em espaço de protecção e lazer cujo valor patrimonial e paisagístico vais sempre aumentando.”

Outro comentador e Figueirense indignado sabe do que fala. António Patrão (Engº Florestal) da Autoridade Florestal Nacional dizia: “É pena que em Portugal a democracia ainda consiga elejer a imbecilidade… Há crimes irreparáveis?“. Era precisamente com este tipo de especialistas que a Junta se devia ter aconselhado antes de fazer tal barbaridade. Algo que o anterior Presidente da Junta, José Ligeiro, conscientemente fez: há uns anos atrás, pediu ao especialista Francisco Coimbra (considerado como uma referência em termos de árvores florestais e ornamentais), que aconselhasse “e ele veio dar explicações como se devia cortar. A opinião era que nem se devia mexer, mas a cortar, nunca se deve cortar os troncos, para preservar“.

Fernando Campos, no seu blogue, diz que “Os animais que perpetraram esta selvajaria têm nome e, pelos vistos, impunidade: Filipe Dias, o jovem presidente da Junta de Freguesia de Maiorca“. Eu concordo e acrescento que isto não se tratou só de ignorância e incompetência. Tratou-se de um acto arrogante e provocador á população. Uma tentativa de “mostrar quem manda” á sociedade civil maiorquense. Mas saiu o tiro pela culatra. Cometeram um erro irreparável. Exige-se um pedido de desculpas publico á população. E os maiorquenses não podem ficar calados. Têm de o exigir.


Santana Lopes é como o vinho do Porto

03/11/2009

Pedro Santana Lopes parece ser como o vinho do Porto: quanto mais velho, melhor. Desde que foi Primeiro-Ministro de Portugal e Presidente do PSD, parece ter ficado mais humilde, mais inteligente, mais responsável, mais democrata, com uma verdadeira postura de estado.

A assunção do cargo de vereador esta semana, na Câmara Municipal de Lisboa, prova exactamente isto e joga a favor não só dele como da credibilidade dos políticos e da política. Ultimamente, a par de Rui Rio, Santana Lopes é o político que mais tem feito para que os portugueses voltem a confiar na classe política.


Autárquicas 2009 – Os outros

13/10/2009

Houve muitos resultados surpreendentes nestas eleições autárquicas. Gostei de ver alguns, e de outros nem por isso.

PSD perdeu a Trofa para o PS. O concelho com mais militantes do PSD, tem de ser mesmo muito mal gerido para virar PS. Terá sido isso juntamente com outras “coisas” que fez o PSD perder e deixar muita gente em “choque”.

PSD perdeu a Figueira da Foz para o PS. Desde Santana Lopes que a Figueira era laranja, e assim continuaria se não houvesse tanta gente a querer servir-se do poder. As lutas dentro do PSD ao longo dos últimos 4 anos fizeram com que o fraco candidato do PS vencesse sem esforço.

Rui Rio reforça no Porto. Desde 2001 digo que Rui Rio é o melhor autarca do país, e há mais tempo que afirmo ser este o melhor político português. Muitos me contradisseram e duvidaram do que dizia. A prova de que é verdade é este resultado histórico.

Santana Lopes perde para Costa em Lisboa. Sinceramente pensei que Santana pudesse ganhar, ou pelo menos empatar. Mas realmente o povo português nunca foi muito de arriscar. Prefere o seguro ao imprevisível. Caso para dizer: quem não arrisca não petisca. Mas enfim, somos muito comodistas, principalmente os Lisboetas.

Fátima perde em Felgueiras, Avelino perde no Marco de Canavezes, Valentim e Isaltino perdem maiorias. É este tipo de resultados que me dão uma réstia de esperança em relação à mudança de mentalidades neste país. Era de facto incrível como gente manifestamente desaconselhável continuava a dominar nas suas cidades.


Autárquicas 2009 – Santo Tirso

13/10/2009

Apesar de tudo o que se passou no domingo dia 11 Outubro, faço um saldo positivo destas eleições autárquicas. Estive envolvido directamente em 2 candidaturas: a de Zé Pedro Miranda à Junta de Freguesia de Santo Tirso e a de Carlos Almeida Santos à Junta de Freguesia de S. Miguel do Couto (ambas do concelho de Santo Tirso).

Sabia que em S. Miguel do Couto as hipóteses de vencer eram remotas, e que um bom resultado passaria por tentar manter a votação de há 4 anos, mas não foi possível. Muitos votos se transferiram do PSD e da CDU para o actual presidente da junta (PS). Tudo se deveu, ao trabalho deste autarca, que em comparação com o anterior é positivo (apesar de não ser suficiente). Pode fazer-se mais por S.Miguel mas as pessoas, para já, estão satisfeitas.

Em Santo Tirso partíamos do zero e num cenário político-partidário complicado, com um novo candidato e uma nova equipa. Sabíamos que ia ser difícil mas sempre confiamos na vitória. Principalmente devido à grande capacidade do nosso cabeça de lista. A campanha foi dura, mas valeu a pena. Foi uma vitória “à antiga”, com trabalho, luta, entusiasmo, sofrimento, dedicação. Venceu Zé Pedro Miranda, venceu o PSD, mas acima de tudo venceu Santo Tirso.

Era também necessário mudar a C.M. Santo Tirso. 27 anos de poder já são demais para um PS tão fraco. Os indicadores colocam Sto. Tirso num dos concelhos menos desenvolvidos do país, e o 1º no que toca à taxa de desemprego. É visível o definhar e recuar do concelho (principalmente em comparação com os vizinhos). Mas o PSD não conseguiu capitalizar o resultado de 2005. O trabalho ao longo destes 4 anos não foi bem feito, e apesar de apresentar o mesmo candidato o PSD voltou a perder. O PS ganhou mais votos e roubou mais uma junta de freguesia ao PSD. Um resultado completamente ao contrário do que seria, em teoria, expectável.


Carmona “amigo” vs Carmona “político”

09/10/2009

O Carmona “amigo” mandou um abraço e desejos de vitória a Pedro Santana Lopes.
O Carmona “político” reafirma o que disse há uns meses, não apoia ninguém.

Oh Carmona !! Não queres ir dar uma volta ao bilhar grande ?… estou como o outro: o que tu queres sei eu !!… Protagonismo.


Elisa Ferreira no seu pior

02/10/2009

Eu tinha em boa conta, a deputada e ex-ministra Elisa Ferreira e até disse aqui que ela era “uma política credível e habituou-nos a bons desempenhos“. Afirmei também que este seria um frete que faria ao PS (por obrigação, e bem. Deve essa lealdade aos socialistas que a nomearam como independente para Ministra e Deputada Europeia)

Mas a candidatura da senhora à C.M. Porto nasceu torta, e como diz o ditado “o que nasce torto, tarde ou nunca se endireita“. Primeiro Elisa prometeu na sua candidatura um grupo de “mulheres e homens de bem, empenhados em relançar o Porto”. Mas na apresentação da candidatura estiveram: José Sócrates, Mário Soares, Fernando Gomes e Pinto da Costa.

Depois, no meio muitas trapalhadas em volta da sua dupla candidatura à C.M.Porto e ao Parlamento Europeu, dirigentes do PS Porto acabam até por pedir a José Sócrates que retire a candidatura. Além disso não acompanham a candidata nas acções de pré-campanha.

Esta semana, num debate na SIC-Notícias com todos os candidatos, Elisa mostrou-se nervosa, insegura e impaciente. Proferiu afirmações que irritaram os candidatos da CDU e BE pelo facto de os menorizar. Mostrou pouco respeito pelos pequenos partidos e pela população.

Para finalizar, ontem numa acção de campanha, a candidata do PS disse que era “uma grande vantagem ter alguém que não vem para a câmara porque quer protagonismo ou porque quer uma gamela. Eu perco uma gamela para vir para o Port […] tenho 4 anos e meio de um trabalho reconhecidamente bem pago, relativamente fácil”.

Esta última não é uma gafe, nem sequer um equivoco ou um engano. É mais uma falta de respeito. Depois de desrespeitar os pequenos partidos, Elisa Ferreira faltou ao respeito à mais prestigiada instituição europeia onde se decide, hoje, as mais importantes medidas para o futuro dos 27 países. Também, em consequência faltou ao respeito a todos os deputados europeus. O que pensarão os seus colegas deputados do PS?


A política autárquica em Santo Tirso

02/10/2009

Mais dia, menos dia iria colocar aqui um post sobre as Eleições Autárquicas 2009 no meu concelho e nas minhas freguesias. Gostava de o ter feito para falar apenas da qualidade dos candidatos que apoio: Zé Pedro Miranda, candidato à Junta de Santo Tirso; e Carlos Almeida Santos, candidato à Junta de S. Miguel do Couto.

Alírio

Mas, perante a fotografia que apresento, sou obrigado a falar das Eleições Autárquicas no concelho, pela negativa. A foto mostra o Presidente da concelhia do PSD (e candidato nº 2 à Câmara), rodeado de apoiantes do PS (entre eles, de camisa branca, o actual vereador e militante do PS), segurando uma camisola da campanha do seu adversário Castro Fernandes, Presidente da Câmara Municipal e do PS Santo Tirso.

Alguns podem dizer que é apenas uma brincadeirinha, algo saudável entre partidos e adversários. Mas conhecendo eu a realidade do concelho, as pessoas em causa, e a situação dos Tirsenses, apenas posso dizer que não sei quem é pior: Quem tirou a fotografia, os intervenientes do PS ou o interveniente do PSD. É por causa de pessoas como estas que Santo Tirso não avança.

Nesta foto, demonstra-se bem a responsabilidade e a seriedade (ou falta delas) com que candidatos do PS e PSD abordam a política Tirsense. Política essa que decide o nosso futuro! O que estes senhores fazem é brincar à política, como se do seu divertimento se tratasse. É uma vergonha! Sinto-me revoltado com esta situação.

Não pretendo nunca alimentar polémicas e fazer – tal como outros – desta uma campanha de casos de importância menor, mas é bom que os Tirsenses vejam estas coisas, para saberem com o que podem contar.


Tomam-nos por parvos?

29/09/2009

Se há coisa que detesto, é quando os políticos e os partidos nos tomam por parvos. Hoje saiu a notícia de que o nome de Lobo Antunes estava por lapso na comissão de honra da candidatura de António Costa à Câmara Municipal de Lisboa.

Eu que não sou parvo nem lorpa digo-vos o que aconteceu. Das duas uma:

colocaram de propósito o nome do senhor para que as pessoas pensassem que essa alta figura o apoiava, pensando que no meio de tantos nomes, ninguém descobriria.

ou então

fizeram copy-paste de outra qualquer comissão de honra antiga de algum candidato do PS, o que demonstra a credibilidade destas comissões de honra.

Será que alguém acredita que foi por lapso?!… Estava a menina a passar os 1000 nomes para a lista e de repente escreveu por lapso, António Lobo Antunes. Não foi Joaquim Silva Pereira ou Luís Carvalho Rodrigues… foi António Lobo Antunes… que coincidência ?!


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