Pergunta que se impõe (I)

22/12/2010

Porque é que a grande maioria dos táxis em Portugal é de marca Mercedes-Benz, e não se vê por exemplo táxis de marca BMW? … As duas são marcas alemãs e estão ao mesmo nível…


Estacionamentos “à campeão” (V)

19/11/2010

Carnaxide – Oeiras


Quero uma cimeira gigante e contínua

18/11/2010

Sou daqueles que acho de um provincianismo atroz fechar ruas, avenidas, estradas, hotéis, restaurantes ou lojas por causa de uma Cimeira. Não sendo isto suficiente, ainda se cancelam, suspendem e atrasam comboios, autocarros ou aviões. É uma estupidez pegada que demonstra bem a mentalidade de quem organizou o dito evento.

Evento esse que, diga-se, servirá apenas para que meia dúzia de governantes socialistas possam dar nas vistas com o objectivo de, no futuro, e depois de sairem do Governo, conseguirem arranjar um lugar num qualquer orgão internacional (a chamada reforma dourada) imitando António Guterres ou Jorge Sampaio.

Mas depois de ter andado junto ao perímetro de segurança, mudei de opinião. Quem me dera que houvesse uma Cimeira gigante e contínua que ocupasse Lisboa durante todo o ano. Nesta altura todos deverão estar a pensar “este gajo está parvo… porque raio disse ele esta imbecilidade?“. É muito simples…

Junto do perímetro de segurança da Cimeira (no Parque das Nações): 1) Não há problemas de trânsito. Acabaram-se os carros estacionados em 2ª fila, em cima das passadeiras ou dos passeios. 2) Não há criminalidade. Deixou de se ver gente com ar suspeito e em cada esquina estão vários polícias.

Estes são os dois maiores problemas da “capital do império”. Desta forma, estavam resolvidos. Mais a sério: as autoridades conseguem acabar com os problemas de trânsito e criminalidade. Porque o fazem em prol de umas dezenas de Chefes de Estado e não o fazem em prol dos milhões de Portugueses a quem devem servir?


Um Tirsense Campeão do Mundo

16/11/2010

Tenho muito orgulho em ser natural de Santo Tirso. É uma terra onde somos poucos, mas bons. Muita gente não sabe, mas Santo Tirso já deu ao país gente de muito valor. A cidade dos Jesuítas já ofereceu a Portugal, entre outros, 3 Ministros* e 2 internacionais de futebol**.

No fim-de-semana que passou, outro feito inédito foi conseguido por um Tirsense. Armindo Araújo, piloto de automóveis, conquistou o bi-Campeonato do Mundo de Rallys na categoria de produção (P-WRC). Depois de o ter feito em 2009, repetiu em 2010 com grande mestria.

Tenho o prazer de conhecer o Zé (é assim que os amigos o tratam) e de testemunhar o facto de ele, além de ser um talentoso piloto, ser também uma pessoa impecável. É com todo o mérito que chega ao patamar onde está, e só espero que possa para o ano continuar a vencer.

Legenda:
* este, este e este
** este e este


Estacionamentos “à campeão” (IV)

13/11/2010


Santa Apolónia – Lisboa


Estacionamentos “à campeão” (III)

07/11/2010

Graça – Lisboa


Estacionamentos “à campeão” (II)

01/11/2010

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Parque das Nações – Lisboa


Estacionamentos “à campeão” (I)

08/10/2010

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Parque das Nações – Lisboa


Carta de condução: Licença para matar

24/08/2010

Com uma pistola consigo apenas matar uma pessoa de cada vez, mas com um automóvel consigo matar 3, 4, 5 ou 6. As leis não permitem que qualquer pessoa ande com uma arma no bolso, mas autorizam um irresponsável ou até um delinquente a andar ao volante de um automóvel.

Ontem, na A25, morreram 6 pessoas, várias dezenas ficaram feridas, e na comunicação social os “especialistas” responsabilizarem as condições atmosféricas. Pois eu acho que a culpa foi dos condutores. Quantas vezes já presenciamos na estrada, irresponsabilidades e inconsciências que podem provocar acidentes?

Também culpo as autoridades (leia-se Governo). A aposta na prevenção rodoviária é tanta como na prevenção dos fogos florestais. Continua a ver-se a carta de condução como um prémio pelos 18 anos. Continua a dar-se licença de conduzir sem as obrigatórias aulas de código e condução e sem um teste psicotécnico.

Qual o objectivo das aulas nas escolas de condução? Aprender a conduzir com regras e limites que redundam na segurança de automobilistas e peões. Pelos vistos em Portugal não é assim, trata-se apenas duma formalidade para adquirir uma licença para matar.


A hipocrisia de certa esquerda

03/08/2010

Não sou hipócrita. A morte de uma pessoa que não conheço não me afecta muito. De qualquer forma não sou frio ao ponto de desprezar, e nem sequer pensar um pouco, quando as mortes acontecem, e principalmente se são em massa. Também não sou sectário. As mortes em massa impressionam-me seja por que causa for, e nenhuma é perdoável.

Naturalmente tocam-me mais as mortes que estão mais próximas, mas pelo visto não é assim com toda a gente. Costumo ver muitas vezes, em blogues e imprensa mais à “esquerda” gritos de revolta contra as guerras no Iraque ou no Afeganistão. Mas curiosamente nada vejo sobre o que se passa cá dentro. E isto faz-me uma certa confusão.

Lembro os impressionantes números da guerra do Iraque. Entre 2003 e 2009 morreram por ano 675 militares da coligação, num total de 4700 mortes. Em 2010 já morreram 43 soldados. Em Portugal, entre 2003 e 2009 morreram nas estradas um total de 6800 pessoas, ou seja, 971 vítimas mortais por ano.

Desde o início do ano morreram 406 pessoas nas estradas, disse a estatística da ANSR. E “estes números dizem respeito às mortes no local do acidente ou durante o percurso para o hospital“, não contaram as pessoas envolvidas nos acidentes que morrerem nos hospitais nos 30 dias seguintes.

Volto a repetir o que já escrevi em 2008: O que faz essa gente de esquerda “quando todos os dias vêem nos noticiários mortes nas estradas de Portugal? Ignoram ou dizem “olha… mais um”. Ficam completamente indiferentes […] Não ficam revoltados com os responsáveis, com os governantes, com eles próprios“. Mas se a causa da morte for motivo para atacar a “direita”… haja hipocrisia.


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