#Autárquicas2013 Um dinossauro que não deixará saudades

12/10/2013

Recebi no meu email mais uma comunicação do GAP (Gabinete de Apoio Pessoal) da CMST. Nunca percebi para que servia, quem servia ou porque me envia vários emails por semana. Sempre me pareceu mais uma ferramenta de auto-promoção e campanha permanente do actual executivo da CMST, a juntar às dezenas de SMS por mês que também recebo.

Desta vez era uma carta. Uma espécie de carta de despedida do ainda Presidente da CMST, Castro Fernandes, dirigida aos munícipes. Uma carta muito pobre. Na forma, no conteúdo, no tom. Nem de saída Castro Fernandes conseguiu encontrar uma réstia de hombridade e, ao menos tentar encenar uma saída pela porta grande. Sai pela pequena, ao seu estilo.

Ignorando os números galopantes do Desemprego (num concelho recordista), a perda de Serviços Públicos (Urgência, Maternidade, EDP…), a fuga de Tirsenses para concelhos vizinhos ou as condições miseráveis (dignas do séc XIX) em que ainda se vive em alguns locais do concelho, Castro Fernandes escreve que nos últimos anos “a qualidade de vida aumentou significativamente em todo o território municipal“.

Para piorar esta afirmação, Castro Fernandes diz que isso aconteceu devido à modernização e rejuvenescimento da CMST. Como se o concelho e as suas pessoas, as empresas e os seus trabalhadores, as instituições e os seus representantes, girassem todos à volta da CMST e fizessem a sua vida e o seu percurso sob a batuta de quem lidera a CMST. Como se a sociedade civil Tirsense não fosse capaz de se desenvolver por si.

Completando uma carta demagógica, irrealista e muito pouco nobre – diria mesmo sórdida – Castro Fernandes despede-se numa explosão de desonestidade intelectual, culpando o actual Governo pelas medidas impopulares ou menos boas que tomou. Esquecendo que o actual Governo tem 2 anos e que ele esteve 30 anos na CMST, 13 dos quais como Presidente.

Tal como os demais políticos da nossa praça, Castro Fernandes diz sair de “consciência tranquila” porque fez “tudo o que podia” pelo concelho, qual mártir! Sendo consciência a faculdade da razão julgar os próprios actos, Castro Fernandes é mais um que sofre do efeito de Dunning-Kruger. E se o que está à vista foi o seu máximo em 30 anos, então está provada a sua incompetência.


Interrogações e suspeitas nas primárias do PS Sto Tirso

04/01/2013

Foi rápida a resposta do Comissão Federativa de Jurisdição (CFJ) do PS Porto, ao pedido de impugnação das eleições primárias no PS Santo Tirso, que deram a vitória de Joaquim Couto sobre Ana Maria Ferreira, por apenas 1 voto.

Por decisão unânime a impugnação foi “liminarmente rejeitada“, ou seja, rejeitada totalmente. E foi-o por padecer de “extemporaneidade e ilegitimidade“, ou seja, por ter sido feita fora de tempo e por quem não podia fazê-la.

Muita coisa se pode ler no documento publicado pela lista de Joaquim Couto na sua página do Facebook, mas por entre tantas palavras e expressões de carácter jurídico e político, pode escapar o que realmente se passou.

No dia das eleições os membros das Mesas de Voto (re)contaram votos e conferiram cadernos eleitorais. No final lavraram-se Actas com todos os dados e números. Essa acta foi assinada por responsáveis das listas e das eleições.

Na acta não constava qualquer reclamação ou protesto. Ainda assim, havia um prazo legal de 48 horas para as apresentar. Prazo esse que terminou na 2ª feira, 31 Dezembro. O pedido de impugnação foi feito na 4ª feira, 2 Janeiro.

Esse pedido foi feito por Orlando Moinhos e César Pereira (ambos membros de Mesas de Voto), tinha por base uma incongruência entre votos e cadernos eleitorais, e vinha suportado no acesso a originais das Actas e Cadernos Eleitorais.

Interrogação/Suspeita N° 1: Se um pedido de impugnação só poderia ser feito pelo Presidente da Mesa (António Guedes) ou pelo Presidente da CPC (Castro Fernandes), porque apareceram os nomes de Orlando Moinhos e César Pereira?

Interrogação/Suspeita N° 2: Se Orlando Moinhos e César Pereira eram membros das Mesas de Voto e participaram na contagem de dia 29 Dezembro, porque não apresentaram nesse dia o pedido de impugnação e assinaram as Actas “limpas”?

Interrogação/Suspeita N° 3: Se os originais das Actas e Cadernos Eleitorais têm de ser enviados para a Federação Distrital logo a seguir às eleições, o que faziam eles nas mãos de Orlando Moinhos e César Pereira no dia 3 Janeiro?

Especulando, a Comissão Política Concelhia (afecta à candidatura de Ana Maria Ferreira) ficou com os Cadernos Eleitorais em sua posse propositadamente, tendo já em vista uma possível impugnação por adultério.

Por vergonha e falta de coragem António Guedes e Castro Fernandes (os únicos habilitados a impugnar) empurraram Orlando Moinhos e César Pereira para que o fizessem. Estes “atravessaram-se pelo chefe”, como sempre.

Obedeceram mesmo sabendo que iriam fazer figura de parvos e incompetentes, por estarem a impugnar uma Acta que os próprios subscreveram. Ou seja, demonstram bem que são uns pobres de espírito, sem vontade própria.

E assim anda o PS Santo Tirso liderado por Castro Fernandes… Ainda bem que foi derrotado, e que no PS Porto ainda há gente decente, séria e com bom senso, que não lhe permite mais veleidades.


Castro Fernandes e Cª sem uma réstia de dignidade

03/01/2013

O take da agência Lusa diz: “A candidatura de Ana Maria Ferreira às diretas do PS/Santo Tirso para as autárquicas anunciou hoje ter pedido a impugnação das eleições que deram a vitória a Joaquim Couto“.

Muitos disseram que isto iria acontecer, eu achava que não por três razões: Primeiro, tendo a vitória sido por 1 voto (358 vs 357) de certeza que houve contagens e recontagens na noite das eleições.

Segundo, após as (re)contagens os responsáveis validam cadernos eleitorais e lavram/assinam uma acta; Terceiro, Castro Fernandes e Ana Maria Ferreira tinham uma réstia de dignidade e aceitariam a derrota.

Pelos vistos estava enganado. Castro Fernandes e Ana Maria Ferreira demonstram três coisas: Primeiro, um mau-perder; Segundo, um desrespeito pelas regras democráticas; Terceiro, que querem ganhar “na secretaria”.

Tudo isto é típico dos déspotas, dos antidemocratas, dos pobres de espírito. Castro Fernandes termina a sua carreira política confirmando o seu carácter e perfil político. Ia sair pela porta pequena, agora sai pela do cavalo.

O PS e Santo Tirso ficam bem melhor sem eles. Basta de déspotas que se governam a bel-prazer. Que mal-tratam e intimidam os seus subordinados. Que não respeitam a democracia e a vontade dos cidadãos.


Acabou o “consulado” de Castro Fernandes

31/12/2012

O ditado diz “Por um voto se ganha, por um voto se perde“, e a realidade confirmou-o nas eleições primárias do PS Santo Tirso. Joaquim Couto venceu Ana Maria Ferreira por um voto (358 vs 357) e será o candidato socialista a CM Santo Tirso (CMST).

O apoio de Castro Fernandes, dos vereadores e dos “líderes de opinião” de pouco valeram a Ana Maria Ferreira. Os militantes de base falaram mais alto e disseram que preferem “revisitar” Joaquim Couto a continuar a viver o actual absurdo clima de medo.

A verdade é que Castro Fernandes instituiu um estilo de liderança que se baseia na perseguição e no temor ao “chefe” e os militantes (muitos deles funcionários da CMST) já estavam fartos. Esta foi a primeira oportunidade para se libertarem, e eles agarraram-na.

Dentro e fora da CMST havia um ambiente controlador e uma sensação “pidesca”. Havia (e ainda há) os chamados “bufos” que iam contar ao chefe caso alguém se desviasse, um milímetro que fosse, da sua linha. E isso iria continuar com Ana Maria Ferreira.

Muitos dizem que Castro Fernandes lidera desta forma porque é um “ditador”, eu discordo. Castro Fernandes é apenas um fraco líder, e os fracos líderes têm tendência a liderar pela força e pelo medo e não pelo respeito e pela admiração.

Os fracos líderes tentam coarctar o espaço de manobra dos outros por medo que o possam trair (muitas vezes sem razão). Por vezes não percebem é que isso pode ter o efeito contrário. Como aconteceu com José Pedro Machado e agora com centenas de militantes.

A vitória de Joaquim Couto significa muito mais do que a escolha de um candidato. É um sinal de fim de ciclo para Castro Fernandes e a sua forma de estar na política. Espera-se que seja também o fim da Incompetência, do Nepotismo, da Perseguição.

Espera-se que seja o fim dos negócios da CMST com as empresas dos amigos, o fim dos lugares na CMST para os familiares e amigos, o fim da discriminação das freguesias e do tratamento desigual de Tirsenses por causa da militância ou simpatia partidária.

O PS tem assim um candidato fortíssimo e muito difícil de derrotar. Tem uma vasta experiência política e autárquica, tem obra feita, conhece bem Santo Tirso e os Tirsenses. Para o PS foi bem melhor Joaquim Couto ter vencido. O apoio de António José Seguro e José Luís Carneiro di-lo bem.


Autárquicas 2013: Tiro de partida no PS Santo Tirso

07/11/2012

Sem surpresa, pelo menos para os mais atentos, Joaquim Couto e Ana Maria Ferreira serão candidatos nas primárias do PS Santo Tirso, onde se decidirá qual o candidato do partido nas eleições Autárquicas 2013.

Ao que parece ainda houve uma tentativa de consenso, liderada por José Luís Carneiro (que em boa hora Joaquim Couto apoiou para a Distrital do PS Porto), mas naturalmente Castro Fernandes não aceitou a proposta.

É conhecido o “ódio pessoal” que Castro Fernandes nutre por Joaquim Couto. Algo que ficou bem demonstrado quando voltou a candidatar-se ao PS Santo Tirso, apenas para evitar que Joaquim Couto vencesse a concelhia.

Isto prova também que Castro Fernandes e a sua equipa estão pouco preocupados com o superior interesse de Santo Tirso ou do PS. Apenas alimentam uma guerrilha pessoal e de facção que em nada contribui para o futuro.

Assim, Ana Maria Ferreira terá de disputar com Joaquim Couto as primárias, e diga-se de passagem que não tem tarefa nada fácil. Couto é um político experiente e que trás boas recordações aos socialistas Tirsenses.

Já Ana Maria Ferreira é uma personagem cinzenta, sem carisma ou autoridade. Tem sido ao longo dos anos apenas um “Sargento” leal ao serviço do “General” Castro Fernandes. Outros, que não eu, poderiam dizer: um bom pau mandado.

Para além disso, recorde-se que ainda há 5 meses Ana Maria Ferreira perdeu para José Pedro Machado (dissidente de Castro Fernandes e principal apoiante de Joaquim Couto) umas eleições no mesmo universo eleitoral.

Prevê-se que Castro Fernandes venha a ser forçado a tomar novamente as rédeas em mais uma campanha interna. Aliás como vem acontecendo até agora, sempre que a sua entourage vai a votos com oposição interna.

Mas é mesmo isto que os socialistas querem? Se Ana Maria Ferreira não consegue, por mérito próprio, vencer José Pedro Machado ou Joaquim Couto, será ela capaz de vencer as Autárquicas 2013, e governar Santo Tirso?

Talvez Joaquim Couto seja uma melhor escolha para os Socialistas. Homem com provas dadas (ao nível Autárquico, Regional e Nacional) e que já provou conseguir por mérito próprio vencer e apresentar trabalho.


Reviravolta no PS de Santo Tirso

17/06/2012

Há precisamente 1 mês atrás eu escrevia que as eleições internas no PS Santo Tirso eram um passo decisivo para Joaquim Couto. Perdendo, o ex-Presidente da CMST não teria mais possibilidade de ser nomeado candidato nas Autárquicas 2013, como pretendia.

O facto é que Joaquim Couto perdeu mesmo para o seu arqui-inimigo Castro Fernandes. O actual Presidente da CMST, viu-se na obrigação de voltar a disputar a concelhia para retirar a possibilidade de Joaquim Couto poder controlar o processo autárquico.

Mas quem diria que uma reviravolta atiraria por terra o que vaticinei. Este sábado, disputava-se a liderança do PS Porto entre José Luís Carneiro e Guilherme Pinto. O Presidente da Câmara de Baião não só venceu como baralhou as contas em Santo Tirso.

A lista que apoiava José Luís Carneiro, encabeçada por José Pedro Machado (dissidente do PS de Castro Fernandes), venceu a lista apoiante de Guilherme Pinto, encabeçada por Ana Maria Ferreira (que seria provavelmente escolhida por Castro Fernandes em 2013).

O que aconteceu é mais significativo do que possa parecer. Em 589 votantes (15% de abstenção) José Pedro Machado venceu com 303 votos contra 286 de Ana Maria Ferreira. Este será o mesmo universo que em Outubro escolherá o candidato nas Autárquicas 2013.

Segundo sei, os estatutos do PS dizem que o vencedor nestas “Primárias” de Outubro terá de ser o candidato autárquico. Mesmo que a Comissão Política local assim não o deseje. Pelo que a “entourage” de Castro Fernandes tem muito com que se preocupar.

Se Ana Maria Ferreira (vice-Presidente da CMST e elemento mais próximo de Castro Fernandes) perdeu a eleição para José Pedro Machado (que manifestamente não tem o mesmo peso político) o que dizer se, em Outubro, tiver de se defrontar com Joaquim Couto.

Quem pensava que, no que toca às Autárquicas 2013, as coisas no PS Santo Tirso estavam resolvidas (e eu era um deles) enganou-se. Muita água ainda vai correr sobre a ponte, e para isso muito contribuiu José Luís Carneiro e o surpreendente José Pedro Machado.


Santo Tirso distingue Zeinal Bava, saiba porquê

20/02/2012

No próximo dia 27 de Fevereiro, irá ter lugar na C.M. Santo Tirso uma cerimónia na qual o Engº Castro Fernandes irá presentear o Engº Zeinal Bava (CEO da Portugal Telecom) com a Medalha de Honra do Concelho.

O executivo socialista da CMST decidiu fazê-lo como consequência da decisão tomada pela PT, há uns anos atrás, de instalar em Santo Tirso um Call-Center de apoio ao cliente, que iria criar 1200 postos de trabalho qualificado.

A verdade é que foram criados pouco mais de metade dos postos de trabalho anunciados; esses postos são tudo menos qualificados; e além disso não albergam na sua maioria desempregados Tirsenses, como prometido.

Para além do mais, a instalação do Call-Center em Santo Tirso, foi tudo menos uma aposta pessoal de Zeinal Bava ou um objectivo bem definido da PT. Foi, isso sim, uma estratégia cozinhada por José Sócrates e pelo PS.

Ou será que alguém já se esqueceu da obscena promiscuidade entre PT e Governo Sócrates, da qual o caso mais mediático foi o que envolveu Rui Pedro Soares e o caso da compra da TVI pela PT, para calar Manuela Moura Guedes?

O cozinhado feito por José Sócrates e Zeinal Bava, permitia-lhe ter um enorme trunfo eleitoral em Santo Tirso, concelho marcadamente socialista. Com isso matava 2 coelhos de uma cajadada: Autárquicas e Legislativas 2009.

Sabendo disto, Castro Fernandes resolveu “encher chouriços” no extenso documento em que propunha a distinção. Discorrendo sobre o percurso académico e profissional de Zeinal Bava, com se isso por si só fosse suficiente.

Sei perfeitamente que não é por acaso que se chega a CEO de uma empresa da dimensão da PT, mas também sei que Zeinal Bava não é o que querem fazer dele. É bem mais fácil ter sucesso numa empresa monopolista.

Tal como uma boa parte dos Presidentes de Câmara do país, tal como uma boa parte da bancada socialista na AR, tal como uma boa parte dos empresários portugueses, Castro Fernandes continua a viver a ilusão socrática.

Esta insistência de Castro Fernandes e da CMST em continuar a viver tempos “cor-de-rosa” poderá sair cara a Santo Tirso. Se o concelho não fizer o quanto antes o trabalho de casa, arrisca-se a ficar irremediavelmente para trás.


Em Santo Tirso… Comemorar o quê?

09/11/2011

Há dias pude ver na “Santo Tirso TV” a conferência de imprensa, dada pelo Presidente da CMST, a propósito da comemoração de 2 anos de mandato, feitos em 11 Outubro 2011.

Sinceramente esperava ouvir o Engº Castro Fernandes falar da obra feita nestes últimos 2 anos de mandato, confrontando essa obra com as promessas feitas nas eleições Autárquicas 2009.

A verdade é que os cerca de 45 minutos de monólogo a que pude assistir, não trouxeram nada de novo. O executivo da CMST, liderado por Castro Fernandes, nada tem de relevante para apresentar.

Se era de esperar o discorrer sobre obras feitas pela CMST, a verdade é que apenas houve mais promessas para o futuro. Da “obra feita” viu-se uma tentativa de ficar com louros dos privados.

Castro Fernandes é exímio a debitar números, a descrever projectos, a enumerar candidaturas a fundos. Mas sobre resultados concretos, com influência positiva para a vida dos Tirsenses, zero!

Veja-se o exemplo da Antiga Fábrica do Teles (uma das paixões!). Muitos números. Os milhões (de euros) já gastos, os milhares (de m2) de área a ocupar. Resultados? Nada a apresentar.

O projecto é excelente! Ter um cluster de empresas criativas e uma incubadora de empresas de base tecnológica. Assim nasceram muitas excelentes empresas em Portugal. Mas intenções e dinheiro despejado para cima não chegam.

Outra das paixões é o Contact Center da PT. O Presidente da CMST sublinhou que já criou 1000 empregos! Pena é que isso seja da responsabilidade da PT e não do bom trabalho do executivo. (Aproveitou bem a amizade com Sócrates. Foi só isso.)

Tal como os sucessos de empresas como a JMA ou a Arco (e muitas outras privadas que enumerou), que Castro Fernandes adjectivou de “muito fortes” e “do melhor que há na europa“.

O sucesso dessas empresas (que se deve única e exclusivamente ao esforço dos trabalhadores e dos gestores) que hoje infelizmente começa a ser menor, não se deve em nada à CMST ou ao seu executivo.

A sorte é elas terem nascido no concelho há muitas décadas. Porque se a instalação delas se tivesse dado no consulado deste PS, com certeza tinham fugido para Maia, Famalicão ou Guimarães.

Com a “embalagem” o Presidente falou das muitas empresas privadas que foram criadas no concelho. Caso para perguntar: Muitas? Quantas? Mais do que as que fecharam? Qual o saldo? E que valor têm? Que empregos criaram? Mais do que os perdidos?

Mas a tentativa de ficar com os louros de outros não ficou por aqui. Foram enumerados vários investimentos na área da Economia Social (feitos por entidades privadas, IPPS, etc.), da Educação e da Saúde (feitos pelos Ministérios e por privados).

Castro Fernandes chegou mesmo a dizer que as obras de alargamento na auto-estrada A3 (que vai de Porto a Viana passando por Maia, Famalicão, Braga, etc.) estariam a ser feitas “muito por insistência da CMST“.

Como se não chegasse, veio a habitual colagem aos sucessos desportivos de Armindo Araújo e Sara Moreira (Seus protegidos, desde que chegaram ao topo, mas desconhecidos antes). Chamou-lhes “A marca de Santo Tirso“.

Sobre o que diz efectivamente respeito à CMST, o rol de “obra” anunciada não passou de um chorilho de coisas sem impacto absolutamente nenhum na melhoria da qualidade de vida dos Tirsenses. Quiçá opções que no futuro podem revelar-se erradas.

A vitória no processo contra o concelho da Trofa, a entrada na Área Metropolitana do Porto, a integração na Águas do Noroeste, Resinor e Turismo Norte de Portugal. A certificação dos serviços da câmara.

Quais as vantagens directas para os Tirsenses? Talvez traga mais uns lugares em administrações, mais uns empregos para os amigos, mais uns milhões para desperdiçar em concertos do Tony Carreira. Mas vantagens concretas para nós, nenhumas!

Outro dos orgulhos de Castro Fernandes é a Volta a Portugal que disse ser muito importante, e as Novas Oportunidades que apelidou de “trabalho fantástico que até trouxe Sócrates a Santo Tirso“.

Será que a CMST se deu ao trabalho de perguntar ao comércio local se a Volta a Portugal tem mais vantagens que desvantagens? E existem alguns números sobre a empregabilidade dos alunos das Novas Oportunidades?

Depois apoia-se em opiniões pessoais ou em estudos duvidosos (feitos por entidades não oficiais, e que não englobam todas as autarquias do país) para descrever um concelho cor-de-rosa que manifestamente não existe.

Santo Tirso é o concelho mais seguro do distrito, e digo-o porque eu sei“. Fez também referência a rankings de jornais e revistas em que o concelho está no topo, ignorando as estatísticas oficiais que nos põem no fundo.

Em relação às Juntas de Freguesia (órgão importante, por estar mais junto das populações) disse ter feito “n” protocolos, e lançou sem prova: “Santo Tirso é dos concelhos que mais investe nas Freguesias“. Não é o que se vê.

Sobre obra efectivamente feita só conseguiu referir o Passeio Pedonal e Ciclável, o Largo do Tribunal, a R. Nuno Alvares Pereira (obras muito prioritárias como se sabe! E todas no centro da cidade), os relvados sintéticos e polidesportivos (nas freguesias).

Tudo o resto foram (mais) promessas para o futuro: Previsão da redução de taxas e licenças, candidaturas a programas de apoio (europeus e nacionais), protocolos com Ministérios, museus de Siza Vieira e Souto Moura.

Conclusão: para quem tem um mínimo de clarividência, voltou a ficar claro como água. Este PS que está na CMST faz muitas festas, muita propaganda, muitas promessas. Mas nada faz, que efectivamente melhore o concelho e a vida dos Tirsenses.


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